| Histórico da ocupação do
entorno do Xingu
Apesar de a soja ser o vetor mais recente da degradação ambiental
na área de entorno do Parque Indígena do Xingu, o passivo
ambiental da região já existia. Está associado à história
de ocupação da região, marcada pelos projetos da Superintendência
de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), criada em 1966, pelos
projetos de colonização do Instituto Nacional de Colonização
e Reforma Agrária (Incra) e de empresas particulares.
O resultado foi a intensa especulação de terras, desencadeada
com força na década de 1960, e o incentivo ao desenvolvimento
agrícola e pecuário, sem qualquer tipo de cuidado ambiental,
o que gerou um quadro de expressiva degradação ambiental.
Para se ter uma idéia, dados do Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais (Inpe) mostram que a área desmatada no Mato Grosso
passou de 920 mil hectares em 1975 para 6 milhões de hectares,
em 1983.
Essa história começou nos anos 1940, quando o presidente
Getúlio Vargas criou a Marcha
para Oeste. O objetivo era desbravar uma parte do Brasil,
até então desconhecida e isolada do contexto nacional, e realizar
obras de infra-estrutura para permitir sua ocupação por não-índios
e integrar economicamente o Centro-Oeste ao Norte e Sul do
país. Paralelamente, Vargas organizou a Expedição Roncador-Xingu,
cuja missão era abrir o caminho e realizar o reconhecimento
oficial das áreas ocupadas pelos povos indígenas. O nome
foi dado em referência à Serra do Roncador, divisor de águas
entre o Rio das Mortes (Bacia do Araguaia) e o Rio Xingu,
no leste do Mato Grosso. A expedição era subordinada à Fundação
Brasil Central (FBC), criada no mesmo ano, 1943, cuja meta
era estabelecer núcleos populacionais.
A partir de 1946, a FBC começou a se instalar na região leste
do Mato Grosso e iniciou-se o trabalho dos irmãos Villas
Boas, indigenistas, integrantes da Expedição Roncador-Xingu.
A missão dos Villas Boas era contatar grupos indígenas que
vivessem nos locais onde seriam implementados os núcleos de
desenvolvimento e levá-los para outros lugares. Essa missão
se estendeu pela década de 1950 e início dos anos 1960 e foi
acompanhada por uma forte campanha para demarcar e proteger
as Terras Indígenas da região. Doze anos depois, em 1964,
era criado o Parque
Indígena do Xingu.
Os militares e o surto desenvolvimentista
Naquele ano, logo após o golpe militar, o presidente Castello
Branco instituiu a Operação Amazônia, estratégia que visava
introduzir um modelo de desenvolvimento econômico na região
amazônica, com base em obras de infra-estrutura – como a abertura
de rodovias - e em incentivos fiscais e créditos à iniciativa
privada. Entre as diretrizes estabelecidas, merece destaque
a criação da Superintendência
de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), que seria a partir
daquele momento e até o final dos anos 1980 o principal norteador
da ocupação da região a leste do Xingu por grandes projetos
agropecuários. Extinta em fevereiro de 2001 sob uma enxurrada
de denúncias de desvio de dinheiro público, acaba de ser recriada,
em novas bases, pelo governo Lula.
Se até a década de 1950, grande parte das áreas de floresta
amazônica e de cerrados no norte do estado do Mato Grosso
estava bem preservada e praticamente intacta nos anos 1960
a estratégia do governo federal de intensificar a ocupação
na região das nascentes do rio Xingu, gerou os primeiros desmatamentos
a leste do parque indígena, cujas terras haviam sido demarcadas
em 1961 pelo presidente Jânio Quadros.

Projetos de colonização no entorno do parque |
A ocupação da região das nascentes
do Rio Xingu - e do norte do Mato Grosso – não se restringe,
no entanto, aos grandes empreendimentos agropecuários. O outro
eixo da estratégia de ocupação e desenvolvimento da região
foi a política de colonização, que era dirigida pelo Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e contava
com incentivos fiscais da Sudam para projetos privados de
colonização. Essas iniciativas foram implementadas nas décadas
de 1970 e 1980, destinadas ao assentamento de pequenos produtores
do sul, à produção de lavouras alimentares (arroz, milho e
mandioca) e ao desenvolvimento da pecuária bovina. Os projetos
de colonização, principalmente os de caráter privado, tornaram-se
marcos importantes na formação de cidades. (veja ao final
do texto a tabela)
| O
modelo dos militares para a Amazônia
Projetos de colocnização, incentivos fiscais, foram
os pilares que nortearam o modelo político e econômico
implantado pelos militares, a partir dos anos 1960,
para o povoamento e desenvolvimento da Amazônia. Além
da criação da Sudam, em 1966, o governo militar criou,
em 1970, o Programa de Integração Nacional (PIN), que
formulou uma série de ações, como a construção da rodovia
Transamazônica, ligando o Nordeste e a rodovia Belém-Brasília
à Amazônia Ocidental; e a construção da rodovia Cuiabá-Santarém
(BR-163)(link aqui para o box Cuiabá-Santarém que vem
no item abaixo), ligando o Mato Grosso à Transamazônica.
Todas essas ações estavam relacionadas à mudança do
modelo desenvolvimento brasileiro operada nas décadas
de 60 e 70, com a inserção do país na economia mundial.
|
Os latifúndios agropecuários
Apesar de todos os programas governamentais de desenvolvimento
da Amazônia estarem de uma forma ou de outra associados ao
estímulo ao latifúndio agropecuário, a política empreendida
pela Sudam foi a principal responsável pelo avanço da fronteira
agrícola e das grandes propriedades rurais no leste do Parque
Indígena do Xingu, sobretudo nos municípios mato-grossenses
de Querência, São José do Xingu e São Félix do Xingu.
O sistema funcionava basicamente por meio de financiamentos
concedidos pelo governo para empresas que estavam dispostas
a ocupar e produzir na região leste do Mato Grosso, tendo
como enfoque principal a criação de gado. Para se ter uma
idéia, a Fundação
Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, uma ONG
formada por empresas privadas, que presta serviços ao Funbio
e à ONU, revela que até 1985 foram aprovados pela Sudam 950
projetos em toda a Amazônia. Desses, 631 eram de pecuária.
Além disso, 44% dos créditos da Sudam eram destinados a essa
atividade, somando US$ 700 milhões até 1985.
O tamanho médio das fazendas beneficiadas pela Sudam era
de 24.000 hectares. No total, o governo financiou a compra
de 8,4 milhões de hectares de terras em toda a Amazônia. Segundo
o professor Ariovaldo Umbelino, a região leste do Mato Grosso,
que compreende as bacias dos rios do Xingu e do Araguaia foi
a que recebeu os maiores incentivos concedidos. Um exemplo
é a fazenda Suia-Missu, a primeira a ser criada na região,
que, de 1966 a 1976 recebeu US$ 30 milhões e chegou a ter
560.000 hectares.
| A expulsão dos Xavante
A fazenda Suiá-Missu, na região leste do Mato Grosso,
foi criada com a ajuda dos índios Xavante que abriram
picadas e pistas de pouso. Terminados os trabalhos,
em 1966, a população indígena foi retirada da área à
força com o apoio do Sistema de Proteção ao Índio (SPI)
- órgão que precedeu a Funai - e levada em aviões da
Força Aérea Brasileira para a Missão Salesiana de São
Marcos, (...)
|
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A divisão do Mato Grosso
De acordo com a Federação da Agricultura do Estado do Mato
Grosso, a importância da Sudam como financiadora do desenvolvimento
agropecuário na região se tornaria ainda maior a partir de
1977, quando teve início a formação do pólo produtor de commodities
agrícolas, no norte mato-grossense. Nessa época aconteceu
a divisão territorial e administrativa do antigo estado do
Mato Grosso, que deu origem ao estado de Mato Grosso do Sul.
A necessidade de ocupação das regiões do Médio-Norte e do
Norte Mato-grossense estimula uma presença maior daquele órgão
federal, bem como de outros programas federais, como o PoloAmazônia,
o PoloCentro, o PoloNoroeste, o Programa de Integração Nacional
(PIN), além da Sudam e da Supreintendência de Desenvolvimento
do Centro-Oeste (Sudeco). O Governo Federal viabilizou ainda
a construção da rodovia BR-163 (veja abaixo),fator
decisivo para a formação de cidades como Nova Mutum, Lucas
do Rio Verde, Sorriso e Sinop, localizadas a oeste do parque.
| A Cuiabá-Santarém
A BR-163 ou Cuiabá-Santarém está quase que totalmente
asfaltada até Guarantã do Norte (MT) e está no
Plano Purianual do governo 2004/2007 concluir
a construção do trecho paraense.
A rodovia e seu entorno, que já foram foco da
exploração madeireira, representam agora uma das(...)
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Os primeiros projetos de colonização
Quem nos conta sobre a ocupação do entorno do Xingu pelos
projetos de colonização é o pioneiro gaúcho Carlos Mazurek.
Ele chegou em Canarana, uma agrovila em 1976, para garantir
o “futuro digno” que não poderia dar a seus filhos no Rio
Grande do Sul, devido à baixa qualidade e ao alto preço da
terra, à falta de crédito e à expansão dos grandes latifúndios
sobre as pequenas propriedades. Mas ele diz que o início da
vida no Mato Grosso foi bem mais difícil do que imaginava.
“A propaganda era muito boa. Diziam que teria colégio, hospital,
pontes ... mas parece que não teve dinheiro para avançar o
projeto”, conta Mazurek. A infra-estrutura na região permaneceu
extremamente precária de 1972, quando foi inaugurada a primeira
agrovila do Projeto Canarana, até o início dos anos 1980,
quando o governo do Mato Grosso asfaltou quase toda a estrada
ligando Canarana a Barra do Garças.
Essa situação se repetia em projetos de colonização da região,
conforme revela o geógrafo Júlio César Suzuki em seu artigo
Mato Grosso: na frente de ocupação, a determinação histórica
do espaço. Segundo ele, de 1974 a 1980, duas mil famílias
gaúchas foram para a região de Água Boa (MT). Destas, apenas
35% tiveram sucesso e permaneceram ali - o que é considerada
uma boa média, acima dos 20% a 25% previstos para esse tipo
de empreendimento. De acordo com Suzuki, a organização dos
trabalhadores rurais e pequenos proprietários do Rio Grande
do Sul em torno das cooperativas era um padrão de colonização
na região. O grande atrativo eram os lotes de 400 hectares
que recebiam. No Rio Grande do Sul o tamanho médio da pequena
propriedade era de 2,5 hectares. É o que a Federação da Agricultura
do Mato Grosso classifica de “migração por reserva de valor”,
ou seja, com o dinheiro obtido com a venda das terras no sul,
os agricultores podiam comprar extensões até 100 vezes maiores
no centro-oeste.
Propriedades de diferentes tamanhos
Devido ao modelo de ocupação adotado no Mato Grosso, existe
uma discrepância entre o tamanho das propriedades da região
e o de domínios rurais existentes no Sul e Sudeste do país.
Conforme estabelece a lei Noonon, a classificação de uma propriedade
é feita de acordo com a quantidade de módulos fiscais de que
dispõe, cujo tamanho mínimo varia em cada região do país.
No norte do Mato Grosso, um módulo fiscal pode ser de até
90 hectares. De um até quatro módulos, a propriedade é pequena;
de cinco a nove, é a média. A diferença é que um módulo fiscal
no Sul e Sudeste gira em torno de 20 hectares. Ou seja, enquanto
uma propriedade média em São Paulo ou no Rio Grande do Sul
não passa de 200 hectares, a propriedade pequena no Mato Grosso
chega a quase 400 hectares.
Simultaneamente à elaboração do projeto Canarana, a Coopercol
comprou cerca de 122 mil hectares de terras para a implementação
dos projetos Água Boa I e II, Canarana II e III, Garapu, Vale
Serra Azul e Areões. O sucesso obtido pelos colonos pioneiros
não se repetiu com os que vieram depois, relata Suzuki. É
que não houve o apoio necessário por parte da colonizadora,
que jogou para os novos colonos os custos da infra-estrutura
básica dos projetos. Além disso, não se repetiu o incentivo
expressivo do governo federal. Empobrecidos e com dívidas
dos empréstimos, a maioria dos colonos desistiu do projeto,
voltando para suas terras de origem ou tornando-se assalariados
nas cidades e áreas próximas.
Esses modelos de projeto estavam associados à colonização
oficial. Contudo, logo após a implementação de Canarana, o
governo fez concessões em grandes extensões de terra, na forma
de glebas, para projetos de empresas privadas de colonização,
que vendiam lotes de vários tamanhos. Isso acobou estimulando
a concentração de terras, já que, muitas vezes, os pequenos
produtores não conseguiam alavancar sua produção e acabavam
vendendo seus lotes para os grandes proprietários, conforme
explicou o professor Ariovaldo Umbelino da USP.
| O projeto
Canarana
A história do projeto Canarana está diretamente
relacionada à da Cooperativa de colonização (Coopercol)
31 de Março Ltda. Fundada em 1971 por alguns proprietários
de Tenente Portela (RS) e liderada pelo pastor
protestante luterano Norberto Schwuantes, a Coopercol
promoveu a primeira leva de colonos para Canarana
em 1972. Dos cerca de 350 pioneiros,(...)
|
|
No final da década de 1970, os projetos de colonização, muitos
deles mal sucedidos, já começavam a ser pressionados pelos
grandes empreendimentos agropecuários da região, que buscavam
comprar novas áreas para a sua expansão, contando ainda com
os financiamentos concedidos pela Sudam. Segundo Carlos Mazurek,
os pequenos e médios produtores só conseguiram adquirir terras
até 1977, pelo projeto governamental Pro-Terra. Depois disso,
qualquer novo imigrante acabava se dedicando ao comércio,
pela impossibilidade de comprar terras frente à expansão dos
latifúndios. Mazurek afirma que até o financiamento na década
de 1980 foi dificultado para os produtores menores, uma vez
que os recursos eram direcionados preferencialmente às grandes
propriedades.
Histórico resumido da origem
dos municípios na região das nascentes do rio
Xingu.
| Município |
Povoamento |
| Água Boa |
1950-1960 - doação
de terras à produtores e empresários do
sul e sudeste;
1970 - primeiro projeto de colonização
pela Comercial Agrícola e Colonização
Ltda (COMAGRA), voltado ao cultivo do arroz e atividades
pastoris;
1974 -projeto de colonização da COOPERCOL
e CONAGRO (Colonização e Consultoria Agrária);
1975 - novos contingentes de colonos através
da COOPERCANA e incentivos fiscais para cultivo no cerrado;
1976 - fundação do núcleo urbano;
1979 - criação do município. |
| Campinápolis |
1973 - formação do
povoado de Jatobá, em Barra do Garças,
com produtores de Goiás e Minas Gerais, e cultivo
do milho, arroz e feijão para família;
- extensão do movimento colonizador de Nova
Xavantina;
1980 - criação do distrito de Campinápolis;
1986 - criação do município. |
| Canarana |
1971 - Nasce a Cooperativa Colonizadora
31 de Março (COOPERCOL) voltada à atividades
pecuárias;
1972 - 1975 - Primeiros colonos, estabelecimento de
uma agrovila e colonizações assentadas
através da empresa de Colonização
Consultoria Agrária (CONAGRO S.C. Ltda) e da
Empresa Cacique Empreendimentos;
1975 - núcleo urbano de Canarana;
1975 - projetos de colonização através
da COOPERCANA;
1979 - criação do município. |
| Cláudia |
1978 - Início do projeto
de colonização pela empresa Sociedade
Imobiliária do Noroeste do Paraná S/A
(SINOP), na maior parte do município e pela Colonizadora
Maiká, responsável pela Vila Atlântica;
1985 - criação do distrito de Cláudia;
1988 - criação do município;
|
| Feliz Natal |
1950 - a região participa
da "Terceira Borracha" ;
1978 - empresários madeireiros de Sinop deslocam-se
para a região do Rio Ferro;
- ocupação se efetiva após colonização
de Sinop, Cláudia, Santa Carmem e Vera;
1995 - criação do município. |
| Gaúcha do Norte |
1979 - projeto da Colonizadora
Gaúcha e implantação do núcleo
de Gaúcha do Norte;
1980 - fluxo migratório do Sul e cultivo da
seringa como alternativa à agricultura;
1980- criação do distrito de Gaúcha;
1997 - criação do município. |
| Marcelândia |
1977 - Primeiro projeto de colonização
Colonizadora Maiká Ltda;
1980 - Implantação do núcleo urbano
Marcelândia;
1982 - criação do distrito de Marcelândia;
1986 - criação do município. |
Nova Ubiratã |
1960 - exploração
da seringa no Rio Novo ("Terceira Borracha").
Ubiratã Spinelli compra a Fazenda Ubiratã;
1970 -1980 - colonização e povoamento,
através do cultivo da soja em Sorriso;
1995 - criação do município. |
| Nova Xavantina |
1944 - fundação da
Vila Xavantina, administrada até 1967 pela Fundação
Brasil Central; assentamento de colonos do Norte e Nordeste;
19774- colonização através da
empresa CONGAGRO;
1980 - criação do distrito Xavantina,
a partir de Barra do Garças;
1986 - criação do município. |
| Novo São Joaquim |
1940-50 - povoamento sob influência
da Fundação Brasil Central;
1970 - início de povoamento com migrantes de
Goiás.
1980 - projeto de colonização e incentivos
fiscais para cultivo no cerrado.
1981 - criação do distrito de São
Joaquim;
1986 - criação do município. |
| Paranatinga |
1963 - povoamento estimulado pela
exploração de diamante; posteriormente
ocupação por posseiros agricultores;
1969 - criação do distrito de Paranatinga;
1979 - criação do município. |
| Peixoto de Azevedo |
1950 - movimentação
através da "Terceira Borracha";
1973 -abertura da BR-163 pelo exército e chegada
dos colonos;
1979 - invasão de garimpeiros;
1980 - assentamento de pequenos produtores da barragem
Jacuí, através do projeto de colonização
misto INCRA e Cooperativa Tritícola Erechim (COTREL);
1981 - criação do distrito de Peixoto
de Azevedo;
1986 - criação do município. |
| Querência |
1975 - fundação da
Empresa de Colonização Consultoria Agrária
(CONAGRO S.C. Ltda) implantou projetos de colonização
na mesma época da COOPERCANA;
1986 - primeiros moradores;
1991 - criação do município. |
| Santa Carmem |
1972 - colonização
contemporânea à Sinop, pela colonizadora
SINOP;
1981 - criação do distrito de Santa Carmem;
1991 - criação do município. |
| São Félix do Araguaia |
1940 - 1960 - instalação
de grandes agropecuárias e vinda de imigrantes
do Norte e do Nordeste;
1948 - criação do distrito de São
Félix.
1976 - criação do município. |
São José do Xingu |
1974 - ocupação através
de colonização para atividade pecuária;
1976 - intensificação do povoamento;
1991 - criação do município. |
| Sinop |
1969 - projeto de colonização
em área denominada "Gleba Celeste",
adquirida pela Colonizadora SINOP S/A (Sociedade Imobiliária
do Noroeste do Paraná).
1972 - início do projeto, tendo o café
e cacau como produto de ponta. Instalação
de uma usina de álcool cuja matéria-prima
foi a mandioca;
1976 - criação do distrito de Sinop;
1979 - criação do município. |
| União do Sul |
1978 - colonização
por intermédio da Colonizadora Itaipu;
1984 - Início da colonização privada
com famílias vindas do Rio Grande do Sul, Paraná
e Santa Catarina;
1995 - criação do município. |
| Vera |
1954 -imigrantes japoneses, com
doação de terras para exploração
de seringueira e lavoura; nasce a primeira colônia
agrícola da Gleba Rio Ferro de pequenos agricultores.
A exploração da seringa é abandonada.
1971 - início da colonização através
da Colonizadora SINOP S/A;
1972 - chegada de outras colonizadoras e grandes agropecuárias
Sul. Surge o núcleo urbano de Vera, sendo a primeira
cidade da Gleba Celeste.
1976 - criação do distrito de Vera;
1986 - criação do município. |
Fonte: Sanches & Gasparini (2000).
Origem dos dados: "Estudos de Realidade dos municípios"
(EMPAER), entrevistas em 1999 e Ferreira (1997).
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