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Em
14 de outubro de 1999, com a defumação das instalações
e dos viveiros com breu benzido, festa e dança cerimonial
Ikiga (Tuyuka), a primeira das três estações de
piscicultura planejadas para serem construídas na Terra
Indígena Alto Rio Negro, foi inaugurada no povoado de Caruru,
alto rio Tiquié, acima de Pari-Cachoeira (AM). O projeto, cuja
produção de peixes é realizada por meio de
sistema semi-intensivo, beneficia 15 comunidades filiadas à
Associação das Tribos Indígenas do Alto Rio
Tiquié (Atriart), que somam cerca de 550 pessoas.
A
piscicultura no Alto Tiquié começou a ser desenvolvida
como projeto demonstrativo, pretendendo-se que o modelo, uma vez
concluído, fosse replicado nos altos rios Iauareté e
Içana, algo que de fato aconteceria nos anos seguintes.
Em
2002, a equipe de técnicos indígenas deu um passo
importante em direção à sua autonomia de gestão,
conduzindo, pela primeira vez e de forma bem sucedida, a temporada de
produção de alevinos sem acompanhamento direto da
assessoria agrotécnica do ISA. Uma relativa
autonomia financeira veio logo nos meses seguintes, com a notícia
de que o projeto enviado para fazer parte do Programa Demonstrativo
dos Povos Indígenas (PDPI), elaborado pela equipe da Atriart
no ano anterior, com assessoria do ISA e da Federação
das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn),
havia sido aprovado em junho, garantindo financiamento ao projeto de
piscicultura na região pelos três anos subsequentes.
Justamente
por ter sido a primeira a ser instalada, a Estação
Caruru é a que conta com o sistema mais complexo de gestão
indígena.
Também é ela quem conta com o maior número de
técnicos indígenas: são doze ao todo,
trabalhando em regime de revezamento.
Atualmente,
as instalações físicas da estação
consistem nas seguintes unidades: um laboratório de reprodução
de peixes com pavilhão de incubação, seis
viveiros escavados, sendo quatro de 50 m2 cada, um de 200
m2, outro de 100 m2, um açude de 700 m2,
casa de hóspedes, cozinha, depósito e almoxarifado.
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