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A
Estação Iauareté começou a ser construída
em outubro de 2001 pelo sistema indígena de trabalho coletivo
(wayuri), sendo inaugurada em outubro do ano seguinte. O local,
geologicamente privilegiado, foi selecionado pelos assessores do ISA
após viagens específicas para esse fim, realizadas no
ano de 2000.
Após
a escolha do local de construção, foi realizado um
levantamento topográfico planialtimétrico, no qual os
técnicos puderam se basear para a projeção da
planta, adotando-se critérios com o objetivo de possibilitar a
obtenção de água por gravidade ao laboratório
e aos viveiros. A água é armazenada em volume
suficiente numa represa e a partir desta é canalizada às
demais instalações (laboratório, viveiros
escavados e viveiro de mudas) em sistema de recirculação:
toda água que passa pelo laboratório, após
abastecer o pavilhão de incubação e os tanques
de reprodução e alevinagem intensiva, é
reaproveitada para o abastecimento dos viveiros escavados externos.
Ainda
existem muitas possibilidades em relação ao aumento da
área alagada da estação, já que o local,
topograficamente dos mais adequados, possui ainda várias
outras nascentes e igarapés em situação
privilegiada. O terreno é cortado pelo Igarapé Querari,
cuja vazão ultrapassa 100 litros por segundo durante as épocas
mais secas.
Quase
um ano antes de ser oficialmente inaugurada, a Estação
Iauareté já funcionava, realizando as primeiras
experiências com reprodução artificial do
Aracu-quatro-pintas, espécie de grande importância
econômica e cultural para os índios da região.
Assim como as espécies inicialmente produzidas no Alto Tiquié,
esse peixe ainda não havia sido reproduzido em cativeiro. Essa
primeira reprodução, apesar de ter rendido um número
de alevinos insuficiente para a distribuição dos
diversos viveiros familiares já existentes em Iauareté,
serviu para treinar os técnicos indígenas nas práticas
de manejo e para a animar o povo em relação aos
resultados que poderiam ser alcançados futuramente após
a inauguração oficial do parque.
Atualmente,
a infra-estrutura da estação conta com as seguintes
unidades: laboratório de reprodução com
pavilhão de incubação, três viveiros
escavados de 80 m2, dois viveiros-barragens de 150 m2,
uma represa de 700m2, depósito, cozinha e casa de
caseiro. No final desse ano está prevista a construção
de um viveiro-barragem maior (cerca de 5.000 m2) o qual,
além de aumentar significativamente a disponibilidade de água
por gravidade, favorecendo a escavação de novos
viveiros, possibilitará a produção de muitos
peixes para o abate que poderão ser vendidos no local,
incrementando de modo significativo a sustentabilidade econômica
do projeto.
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