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Trata-se
de um programa cujo objetivo geral é produzir e divulgar
informações sobre Áreas Protegidas no Brasil, de
forma a influenciar propositivamente as políticas públicas
e ações do Estado voltadas para a defesa dos direitos
coletivos, da proteção e conservação do
patrimônio ambiental. Baseia-se operacionalmente num sistema de
bancos de dados georreferenciados das Áreas Protegidas (Terras
Indígenas e Unidades de Conservação federais e
estaduais), buscando relações
espaciais com dessas áreas com o restante do território
nacional.
A
principal característica do programa está na capacidade
de dar respostas ágeis e detalhadas, em virtude do acúmulo
de informações organizadas e das rotinas diárias
de atualização . Contando com a área de
Geoprocessamento do ISA, que espacializa na base cartográfica
do Brasil as informações dos bancos de dados,essa
dinâmica permite a consolidação de um sistema
acumulativo de informações nos últimos 20 anos,
que facilita análises temporais sobre a situação
das áreas em estudo.
Histórico
Iniciado
em 1983 com o Monitoramento de Terras Indígenas no Brasil, o
programa ampliou seu foco para as Unidades de Conservação
e as outras áreas públicas destinadas a usos
específicos, a partir de 1992. Uma base de dados desenhada
especialmente para o programa, permite o armanezamento de informações
para cada Área Protegida, tais como: situação do
reconhecimento oficial, a situação ambiental, os
projetos desenvolvidos, a população, a existência
de organizações da comunidade e planos de utilização.
A
análise dos projetos governamentais ou particulares, que
implicam em implantação de infra-estrutura - tais como
usinas hidrelétricas, polidutos, estradas, hidrovias,
ferrovias, mineração - ou em exploração
de recursos dentro e próximo dessas áreas -como
garimpagem e exploração madeireira -, gera
conhecimentos que servem de subsídio tanto para projetos de
sustentabilidade das comunidades tradicionais face às
políticas de desenvolvimento econômico, quanto para
auxiliar o desenho de políticas públicas que visam a
sustentabilidade ambiental do país.
Produzindo
informações a partir de diferentes recortes - biomas,
bacias hidrográficas, estados e municípios - o
programa atende diferentes atores da área social e ambiental.
Com
atualização permanente das informações, o
programa produz rotineiramente artigos, mapas, relatórios,
notícias e informações para as organizações
das populações tradicionais, para os movimentos
pró-índio e ambientalistas, órgãos
governamentais, Legislativo, Judiciário, agências
multilaterais e a mídia em geral.
MONITORAMENTO
DAS TERRAS INDÍGENAS (TIs) NO BRASIL
É
a compilação, catalogação e
sistematização diária, em um banco de dados
georreferenciado de um amplo conjunto de informações
referentes às TIs no Brasil, abrangendo as ações
do Estado Brasileiro, da iniciativa privada e da sociedade civil
organizada. Diariamente são coletadas informações
referentes ao estatuto jurídico das TIs, a incidência de
projetos de infra-estrutura, o montante de recursos provenientes de
financiadores diversos (públicos e privados), as principais
pressões que as ameaçam, além de um quadro
detalhado dos programas desenvolvidos em cada uma delas. Um panorama
do uso dos recursos por suas populações é
complementado por um conjunto de informações
etnográficas e demográficas, incluindo também as
noticias da mídia local e nacional, permitindo a elaboração
de cenários e diagnósticos que visam subsidiar e
influenciar as políticas públicas voltadas aos povos
indígenas no Brasil.
O
conteúdo existente nesse banco de dados está disponível
no site do ISA, na página Caracterização
Socioambiental das Terras Indígenas no Brasil,
onde aparecem também as noticias sobre cada TI, já que
o banco de noticias está relacionado com o banco de TIs, com o
mapa das terras e com os verbetes da Enciclopédia dos Povos
Indígenas no Brasil.
MONITORAMENTO
DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO (UCs) NO BRASIL
Trata-se
da compilação e sistematização em um
banco de dados georreferenciados sobre UCs Federais e Estaduais, que
abrangem os instrumentos legais de criação, de
alteração de limites, de instrumentos de gestão,
como os Conselhos Consultivos, Deliberativos e de Gestão,
dados sobre a situação fundiária, os projetos de
proteção e fiscalização e de
desenvolvimento sustentável, planos de manejo, etc. Dessa
forma é possível avaliar o grau de implantação
e gestão, assim como compreender o contexto que envolve as
UCs. Constam no Sistema Gerenciador, notícias da mídia
e de órgãos ambientais, relacionadas a cada UC, pelas
quais se pode também avaliar a pressão e ameaças
no entorno ou no interior dessas áreas.
Equipe
Fany Pantaleoni Ricardo - Antropóloga, Coordenadora
Alicia Rolla – Geógrafa, Analista de geoprocessamento
Bruna Dell Agnolo - Estagiária (Gestão Ambiental)
Bruno Marianno - Gestor ambiental, auxiliar técnico de pesquisa e desenvolvimento socioambiental
Carlos Eduardo Marinelli - Biólogo, Analista de Pesquisa Socioambiental
João Ricardo Rampinelli - Programador web
Lia Taruiap Troncarelli - Estagiária - Ciências Sociais
Marcelo Lopes Oliveira - Programador web
Moreno Saraiva Martins: antropólogo
Rogerio Duarte do Pateo - Antropólogo, Analista de Pesquisa Socioambiental
Silvia de Melo Futada - Bióloga - Analista de Pesquisa Socioambiental
Tatiane Maira Klein – Estagiária (Jornalismo)
Thais Bucci Francisco Estagiária (Gestão Ambiental)
Thomas Jean Georges Gallois - Estagiário (Geografia)
Parceiros
e fontes de financiamento do Programa
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ICCO - Organização Intereclesiástica para Cooperação
ao Desenvolvimento (Holanda): apoio institucional
-
NCA - Norwegian Church Aid: apoio institucional
-
Embaixada da Noruega:
apoio financeiro
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Cafod Agência Católica para o Desenvolvimento: apoio
financeiro
-
Fundação
Gordon e Betty Moore: apoio financeiro
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