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Em assembleia, Cimi Regional Rondônia debate direitos indígenas em meio ao aumento da pressão sobre territórios
28/08/2025
Fonte: Cimi - https://cimi.org.br
Entre os dias 26 e 27 de agosto, missionários e missionárias do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Regional Rondônia participaram da 40ª Assembleia do Regional, realizada em Porto Velho (RO).
Com o tema "Terra, Vida e Resistência: Levanta-te", a atividade, que teve participação de lideranças indígenas e organizações aliadas, discutiu a situação atual dos povos indígenas no estado, o aumento das pressões sobre seus territórios e os desafios para a defesa e concretização de seus direitos.
Lideranças indígenas dos povos Kassupá, Karitiana, Canoé, Oro Waram Xijein, Puruborá, Mamaindê e Guarasugwe participaram da Assembleia Regional, assim como representantes da Pastoral Indigenista, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), da Cáritas Regional e da Organização dos Povos Indígenas de Roraima e do Sul do Amazonas (Opiroma). Também estiveram presentes o bispo da diocese de Ji-Paraná, Dom Norberto Foerster, e o secretário executivo do Cimi, Luis Ventura.
"O Estado de Rondônia se encontra no centro geográfico das novas frentes de expansão do capitalismo sobre a região amazônica", pontua o documento final da assembleia, destacando entre as principais frentes o agronegócio, a exploração de madeira, a mineração, os projetos de infraestrutura para escoação de commodities e o mercado de carbono.
"Todas essas iniciativas econômicas atingem diretamente os territórios indígenas do Estado de Rondônia, principalmente pelas terras afetadas pela Amacro", aponta o documento. O acrônimo Amacro designa a região que abrange Rondônia, Acre e o sul do Amazonas - localizados na chamada Amazônia ocidental, alvo de um projeto de expansão da fronteira agrícola que já tem aumentado a pressão do agronegócio sobre territórios indígenas e de comunidades tradicionais na região.
"Neste contexto da expansão capitalista, os povos em isolamento voluntario são os mais ameaçados, por serem desprotegidos e sujeitos a todas as formas de ataques", mesmo quando presentes em Terras Indígenas (TIs) demarcadas, como Karipuna e Uru-Eu-Wau-Wau, destaca o documento, que finaliza com a defesa de "territórios livres para que os povos possam viver em segurança, na construção do Bem Viver".
Leia o documento na íntegra:
DOCUMENTO FINAL XL ASSEMBLEIA REGIONAL CIMI RONDÔNIA
Terra, Vida e Resistência: Levanta-te
Convocados com o tema "Terra, Vida e Resistência: Levanta-te", o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Regional Rondônia, reunido em sua 40ª Assembleia, na cidade de Porto Velho/RO, nos dias 26 e 27 de agosto de 2025, com a participação de lideranças indígenas dos povos Kassupá, Karitiana, Canoé, Oro Waram Xijein, Puruborá, Mamaindê e Guarasugwe; de Dom Norberto Foerster, Bispo da Diocese de Ji Paraná; de Luis Ventura Secretário Executivo do Cimi; e de representantes das entidades: Pastoral Indigenista, CPT, Cáritas Regional e Opiroma, refletimos sobre a situação que vivem os povos indígenas em Rondônia e no Brasil, seus principais desafios, avanços e caminhos na defesa da vida e dos territórios.
O Estado de Rondônia se encontra no centro geográfico das novas frentes de expansão do capitalismo sobre a região amazônica, com avanço do agronegócio, da exploração de madeira, da mineração, dos projetos de infraestrutura que pretendem escoar a produção de grãos e a extração de minérios para o mercado internacional e da expansão do mercado de carbono e os Projetos de REDD que ameaçam a vida dos povos indígenas. Todas essas iniciativas econômicas atingem diretamente os territórios indígenas do Estado de Rondônia, principalmente pelas terras afetadas pela AMACRO.
Estamos diante do maior retrocesso na garantia dos direitos territoriais dos povos indígenas desde a Constituição Federal de 1988. A promulgação da Lei 14.701/2023, ainda em vigor pela falta de definição do Supremo Tribunal Federal quanto a sua inconstitucionalidade, tem um impacto direto nos territórios indígenas como: falta de demarcação, falta de proteção territorial, Aumento do desmatamento, queimadas e agrotóxicos nas terras indígenas e nos seus entornos, exploração dos recursos naturais.
Neste contexto da expansão capitalista, os povos em isolamento voluntario são os mais ameaçados, por serem desprotegidos e sujeitos a todas as formas de ataques, mesmo presente em territórios demarcados como Karipuna e Uru-Eu-Wau-Wau.
O Cimi Regional Rondônia renova seu compromisso incondicional na luta em defesa dos direitos dos povos indígenas e pela garantia de territórios livres de exploração, de assédio e de ameaças; territórios livres para que os povos possam viver em segurança, na construção do Bem Viver.
"Quanto mais difíceis os tempos, mais forte deve ser a ESPERANÇA"
(Dom Pedro Casaldáliga)
https://cimi.org.br/2025/08/40-assembleia-cimi-regional-rondonia/
Com o tema "Terra, Vida e Resistência: Levanta-te", a atividade, que teve participação de lideranças indígenas e organizações aliadas, discutiu a situação atual dos povos indígenas no estado, o aumento das pressões sobre seus territórios e os desafios para a defesa e concretização de seus direitos.
Lideranças indígenas dos povos Kassupá, Karitiana, Canoé, Oro Waram Xijein, Puruborá, Mamaindê e Guarasugwe participaram da Assembleia Regional, assim como representantes da Pastoral Indigenista, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), da Cáritas Regional e da Organização dos Povos Indígenas de Roraima e do Sul do Amazonas (Opiroma). Também estiveram presentes o bispo da diocese de Ji-Paraná, Dom Norberto Foerster, e o secretário executivo do Cimi, Luis Ventura.
"O Estado de Rondônia se encontra no centro geográfico das novas frentes de expansão do capitalismo sobre a região amazônica", pontua o documento final da assembleia, destacando entre as principais frentes o agronegócio, a exploração de madeira, a mineração, os projetos de infraestrutura para escoação de commodities e o mercado de carbono.
"Todas essas iniciativas econômicas atingem diretamente os territórios indígenas do Estado de Rondônia, principalmente pelas terras afetadas pela Amacro", aponta o documento. O acrônimo Amacro designa a região que abrange Rondônia, Acre e o sul do Amazonas - localizados na chamada Amazônia ocidental, alvo de um projeto de expansão da fronteira agrícola que já tem aumentado a pressão do agronegócio sobre territórios indígenas e de comunidades tradicionais na região.
"Neste contexto da expansão capitalista, os povos em isolamento voluntario são os mais ameaçados, por serem desprotegidos e sujeitos a todas as formas de ataques", mesmo quando presentes em Terras Indígenas (TIs) demarcadas, como Karipuna e Uru-Eu-Wau-Wau, destaca o documento, que finaliza com a defesa de "territórios livres para que os povos possam viver em segurança, na construção do Bem Viver".
Leia o documento na íntegra:
DOCUMENTO FINAL XL ASSEMBLEIA REGIONAL CIMI RONDÔNIA
Terra, Vida e Resistência: Levanta-te
Convocados com o tema "Terra, Vida e Resistência: Levanta-te", o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Regional Rondônia, reunido em sua 40ª Assembleia, na cidade de Porto Velho/RO, nos dias 26 e 27 de agosto de 2025, com a participação de lideranças indígenas dos povos Kassupá, Karitiana, Canoé, Oro Waram Xijein, Puruborá, Mamaindê e Guarasugwe; de Dom Norberto Foerster, Bispo da Diocese de Ji Paraná; de Luis Ventura Secretário Executivo do Cimi; e de representantes das entidades: Pastoral Indigenista, CPT, Cáritas Regional e Opiroma, refletimos sobre a situação que vivem os povos indígenas em Rondônia e no Brasil, seus principais desafios, avanços e caminhos na defesa da vida e dos territórios.
O Estado de Rondônia se encontra no centro geográfico das novas frentes de expansão do capitalismo sobre a região amazônica, com avanço do agronegócio, da exploração de madeira, da mineração, dos projetos de infraestrutura que pretendem escoar a produção de grãos e a extração de minérios para o mercado internacional e da expansão do mercado de carbono e os Projetos de REDD que ameaçam a vida dos povos indígenas. Todas essas iniciativas econômicas atingem diretamente os territórios indígenas do Estado de Rondônia, principalmente pelas terras afetadas pela AMACRO.
Estamos diante do maior retrocesso na garantia dos direitos territoriais dos povos indígenas desde a Constituição Federal de 1988. A promulgação da Lei 14.701/2023, ainda em vigor pela falta de definição do Supremo Tribunal Federal quanto a sua inconstitucionalidade, tem um impacto direto nos territórios indígenas como: falta de demarcação, falta de proteção territorial, Aumento do desmatamento, queimadas e agrotóxicos nas terras indígenas e nos seus entornos, exploração dos recursos naturais.
Neste contexto da expansão capitalista, os povos em isolamento voluntario são os mais ameaçados, por serem desprotegidos e sujeitos a todas as formas de ataques, mesmo presente em territórios demarcados como Karipuna e Uru-Eu-Wau-Wau.
O Cimi Regional Rondônia renova seu compromisso incondicional na luta em defesa dos direitos dos povos indígenas e pela garantia de territórios livres de exploração, de assédio e de ameaças; territórios livres para que os povos possam viver em segurança, na construção do Bem Viver.
"Quanto mais difíceis os tempos, mais forte deve ser a ESPERANÇA"
(Dom Pedro Casaldáliga)
https://cimi.org.br/2025/08/40-assembleia-cimi-regional-rondonia/
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