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Incêndio no Parque Estadual do Rio Vermelho em Florianópolis já dura seis dias

16/03/2020

Autor: Por Guilherme Simon

Fonte: https://www.nsctotal.com.br/home



Bombeiros tentam controlar queimada, mas consideram que ela só será extinta quando chover

Já dura seis dias o incêndio florestal no Parque Estadual do Rio Vermelho, no nordeste da Ilha, em Florianópolis. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar Ambiental seguem no local tentando conter a queimada nesta segunda-feira (16), mas consideram que ela só será completamente extinta quando chover.

O fogo começou na última quarta (11), em uma área do parque entre a Rodovia João Gualberto Soares (SC-406) e a Lagoa da Conceição, onde a situação é considerada controlada. Na manhã desta segunda, os focos de incêndio se concentravam em outro ponto, na parte da reserva que fica entre o mar e a lagoa. Segundo os bombeiros, o incêndio ocorre no solo e há poucas chamas, mas a produção de calor faz com que continue havendo fumaça.

De acordo com o comandante do 1o Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar, o tenente-coronel Diogo Bahia Losso, uma estimativa preliminar feita na noite de domingo (15) apontou que 240 hectares do parque já tinham sido atingidos pela queimada.

- Esse incêndio só vai ser extinto por completo quando tivermos uma chuva regular na região. Vamos tentar deixá-lo sob controle, mas dificilmente a gente vai conseguir apagar sem chuva - disse o comandante Diogo Bahia Losso.

Segundo o meteorologista da NSC Comunicação, Leandro Puchalski, não há previsão de chuva considerável para Florianópolis nos próximos dias, apenas condições para chuva fraca, tanto na noite desta segunda quanto na noite de terça (17). Na tarde de quarta (18), as chances de chover são maiores, mas também em níveis baixos.

A operação de combate ao incêndio no Parque Estadual do Rio Vermelho reiniciou nesta segunda com a participação de 40 agentes, entre bombeiros militares, comunitários e policiais ambientais. Helicópteros também auxiliam no trabalho, mas para monitorar os focos, já que a queimada se concentra na parte de baixo do terreno e lançar água de cima para baixo não seria eficaz.

Conforme os bombeiros, o combate ao fogo ainda é dificultado por conta das características do local. O terreno, de turfa, possui material de regiões pantanosas que costuma emanar gás metano, que é inflamável.

"Com certeza houve ação humana", diz comandante
Para o comandante do 1o Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar, embora as condições de estiagem prolongada facilitem a ocorrência de queimadas, assim como as características do próprio terreno, é possível afirmar que o incêndio não ocorreu de forma natural.

- Com certeza houve ação humana. Só não podemos dizer ainda se foi acidental ou intencional. Isso só será possível depois da perícia - comentou Diogo Bahia Rosso.

No ano passado, o Parque Estadual do Rio Vermelho também foi atingido por uma queimada que se prolongou por dias. Na época, os bombeiros suspeitaram de incêndio criminoso. As investigações, contudo, não conseguiram determinar a causa da queimada.

Fumaça afeta outros bairros
A fumaça proveniente da queimada no Parque Estadual do Rio Vermelho tem sido percebida em outros bairros da Capital catarinense. De acordo com o comandante Losso, uma mudança repentina na direção do vento no sábado fez com que a fumaça se espalhasse para a região do Itacorubi e Córrego Grande, chegando até mesmo ao Campeche e ao Ribeirão da Ilha.

Na região do Rio Vermelho, Lagoa da Conceição e Barra da Lagoa, a fumaça persiste nesta segunda-feira.

- Tem muita fumaça aqui e isso está começando a afetar a saúde das pessoas, principalmente dos idosos e de quem tem problemas respiratórios. A nuvem de fumaça ontem e hoje está intensa aqui no bairro. Os bombeiros falam que está controlado, mas a fumaça está nos afetando muito - relatou nesta segunda Charlana Santos Bianchi, que é moradora da Barra da Lagoa.

Unidade de conservação
O Parque Estadual do Rio Vermelho é uma unidade de conservação de proteção integral, criado por decreto estadual em 2007. A área fica no nordeste da Ilha de Santa Catarina, entre a Praia de Moçambique (12,5 km de extensão), a leste, e a Lagoa da Conceição, a oeste, com área de 1.532 hectares.

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