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	<title>Povos Indígenas no Brasil - Contribuições do(a) usuário(a) [pt-br]</title>
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	<subtitle>Contribuições do(a) usuário(a)</subtitle>
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		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Povo:Iranxe_Manoki&amp;diff=8544</id>
		<title>Povo:Iranxe Manoki</title>
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		<updated>2025-11-26T13:59:55Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Localização */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Manoki é como se autodenominam os índios mais conhecidos como Irantxe, cuja língua não tem proximidade com outras famílias lingüísticas. Sua história, contudo, não é muito diferente da maioria dos índios no Brasil: foram praticamente dizimados em decorrência de massacres e doenças advindas do contato com os brancos. Em meados do século XX, a maior parte dos sobreviventes não viu alternativa senão viver em uma missão jesuítica, responsável por profunda desestruturação sócio-cultural do grupo. Em 1968, os Manoki receberam do governo federal uma terra fora de sua área de ocupação histórica, cujas características ambientais inviabilizaram o uso tradicional dos recursos. Destino um pouco diverso teve os Myky, grupo manoki que se manteve isolado da sociedade nacional até 1971. Desde então, passaram a sofrer igualmente as conseqüências do cerco da especulação imobiliária em seu território. Atualmente ambos grupos estão reivindicando a ampliação de suas terras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left&lt;br /&gt;
|Menino na aldeia myky. Foto: Elizabeth Rondon Amarante, década de 70.&lt;br /&gt;
|http://img.socioambiental.org/d/210808-1/iranxe_2.jpg&lt;br /&gt;
 }}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Manoki (Irantxe e Myky) localizam-se em duas Terras Indígenas no oeste do Estado do Mato Grosso, ambas pertencentes ao município de Brasnorte: a [https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3695 TI Irantxe], na região do rio Cravari, e a TI Myky, às margens do rio Papagaio. A primeira possui seis aldeias: Paredão, Recanto do Alípio, Perdiz, Asa Branca, Treze de Maio ou Aldeia do Maurício e a maior delas, Cravari [dados de 2003].&lt;br /&gt;
Desde sua criação pelo decreto presidencial de 1968, quando foi homologada com 46.790 ha, os limites da Terra Indígena Irantxe foram questionados. Em 1971, quando repercutiram as notícias sobre a existência de um grupo isolado (ver &amp;quot;O caso dos Myky&amp;quot;), os Irantxe-Manoki passaram a reivindicar novos limites para suas terras na direção desses &amp;quot;arredios&amp;quot;. Contando com apoio dos jesuítas, a ampliação foi parcialmente feita em 1977. Mas esses limites só foram homologados em 1990 para, logo em seguida, serem novamente contestados pelos índios. Em 1991, por fim, procuram em Cuiabá o antropólogo Darci Luiz Pivetta solicitando ajuda para reaver seu território histórico. Foi verificado que o local da atual TI Irantxe corresponde a uma área de cerrado tradicionalmente ocupada pelos [[Povo:Paresí|Paresí]], que destoa ecologicamente do seu habitat original, constituído pelas áreas florestadas à direita do Rio Cravari e à esquerda do Rio do Sangue.&lt;br /&gt;
A região na qual a Terra Indígena Irantxe está inserida vem sendo ocupada desde a década de 80 por grandes empreendimentos agrícolas com predomínio de culturas mecanizadas (produção de soja, arroz, milho e cana, com alto índice de utilização fertilizantes industriais e defensivos agrícolas) e a presença de uma intensa atividade pecuária. O resultado tem sido o desmatamento crescente, o envenenamento das fontes de água, o empobrecimento da fauna e flora regionais e restrições à movimentação dos Manoki fora de sua área demarcada. A predação do entorno repercute negativamente também no interior da TI, ainda mais pobre de recursos naturais que as áreas ao redor.&lt;br /&gt;
Aprovada pela Funai em 2002, a proposta de demarcação da TI (chamadada de Manoki) corresponde a uma área de 206.455 hectares, contígua ao lado leste da atual área demarcada. Trata-se de terras mais preservadas e que englobam as nascentes do rio 13 de Maio, bem como os principais afluentes do rio São Benedito. Essa região abrigou no passado inúmeras aldeias Manoki, locais conhecidos pelos índios e nos quais seus antepassados estão enterrados.&lt;br /&gt;
Em contrapartida, ficou fora dessa delimitação boa parte do território histórico (margem direita do rio Cravari até a confluência com o rio do Sangue e margem esquerda do rio 13 de Maio), que já está bastante alterada por assentamentos e fazendas, não apresentando qualidades ambientais mínimas para a subsistência física e cultural dos índios.&lt;br /&gt;
A TI Myky é habitada pelo grupo de mesmo nome, contatado em 1971.Sua homologação deixou de fora muitas áreas que os Myky reconhecem como suas e, como conseqüência, o uso tradicional dos recursos naturais ficou limitado.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Rinaldo S.V. Arruda|Rinaldo S.V. Arruda]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico da ocupação e do contato ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O território histórico do povo manoki, de acordo com a memória oral dos índios e com os registros históricos, se estendia pela margem esquerda do rio do Sangue e margem direita do rio Cravari, limitando-se ao sul no córrego Membeca e ao norte na junção do rio Cravari com o rio do Sangue. O Marechal Rondon, nas suas &amp;quot;Conferências&amp;quot; (1910), refere-se aos Irantxe e localiza seu território nessa mesma área; assim como outros autores (mencionados no item &amp;quot;nota sobre as fontes&amp;quot;). Pivetta, em sua pesquisa de 1992, reconstituiu com o auxílio dos Manoki mais velhos uma lista de 27 aldeias antigas, estimando uma população de mais de mil pessoas no início do século XX.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mapa a seguir registra os antigos locais das aldeias Manoki relembrados pelos índios mais velhos, registrados nos diários dos jesuítas e em apontamentos das expedições das linhas telegráficas, bem como os caminhos que as ligavam e os recursos naturais mais utilizados tradicionalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As trilhas eram o produto das visitas que os Manoki faziam de aldeia em aldeia, resultado e condição dos relacionamentos entre os habitantes das diversas localidades no interior de seu território; eram os caminhos de caça e de pesca, da coleta de alimentos e materiais de uso no cotidiano das aldeias. Essas trilhas testemunham o padrão de ocupação do território e uso de seus recursos naturais, e acabaram servindo de guia para a penetração seringueira no interior de sua sociedade, como atesta o relato de João Salustiano Lyra, referente à exploração do vale do rio Cravari em 1907:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Os primitivos trilhos dos índios, ligando as origens das cabeceiras, que na mesma vertente, quer em vertentes opostas, foram os caminhos que orientaram os pioneiros da civilização nestes desertos e atualmente se erigem em verdadeiras estradas seringueiras&amp;quot; (p.8)... &amp;quot;Tínhamos até aí penetrado suficientemente para o Norte, podendo ainda seguir neste rumo pelo trilho dos índios, que ligam as diversas cabeceiras na margem esquerda do rio Cravary. É verdade que a exploração desse rio se limitou até agora à sua margem esquerda, pois toda a margem direita está ainda ocupada pelos índios Irantxe, que se opuseram sempre a qualquer invasão&amp;quot; (Public. N.7, anexo 3, da Comissão Rondon).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo relatos dos mais velhos, a trajetória dos Manoki se orientou das proximidades do córrego Membeca e rio do Sangue rumo ao rio 13 de Maio. Uma das razões alegadas para as migrações foram ataques dos [[Povo:Tapayuna|Tapayuna]] e, em alguns casos, dos Rikbaktsa. Já o envolvimento dos Manoki com a sociedade nacional está intimamente ligado ao processo de ocupação regional, profundamente modelado pelas frentes de expansão seringalistas, pela atuação do Estado e pela presença jesuítica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A região norte do atual Estado do Mato Grosso, além de fugaz mineração no alto Arinos no século XVIII (Arruda, 1992), só foi novamente atingida pelas frentes de expansão com o ciclo seringueiro da segunda metade do século XIX. Mas até o início do século XX nada se sabia sobre os Manoki e sua região era ainda praticamente indevassada. Entretanto, em 1907 o interesse governamental de defesa das fronteiras nacionais abriu outra frente de penetração com a construção de uma linha telegráfica, projetada para propiciar a comunicação de Cuiabá, Santo Antonio do Madeira (hoje Porto Velho), Acre e Manaus com o restante do país.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Linha Telegráfica Estratégica de Mato Grosso ao Amazonas, sob direção do então Coronel Cândido Mariano Rondon, em 1907 já percorria o território Pareci, ultrapassando a cidade de Diamantino, norteando a linha pelos seringais que começavam a pontilhar a região. Os trabalhos da linha foram acompanhados em 1910 pela criação do Serviço de Proteção aos Índios e Localização de Trabalhadores Nacionais (SPI). O objetivo era promover a atração e pacificação dos índios hostis, sua paulatina aculturação e integração na sociedade nacional através das colônias agrícolas, onde seriam instalados junto aos sertanejos como trabalhadores braçais. É nesse contexto regional que se iniciam as relações dos Manoki com a sociedade nacional.&lt;br /&gt;
== O massacre do córrego Tapuru ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro encontro foi trágico. Deu-se por volta do ano de 1900, quando seringueiros, sob o comando de Domingos Antonio Pinto, promoveram um massacre da população de uma das aldeias manoki no córrego Tapuru, afluente da margem direita do rio Cravari, segundo relata Rondon:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Nada se deve temer da índole pacífica e até mesmo tímida dos Iranche. Mas apesar disso, o truculento seringueiro entendeu que era necessário expeli-lo das proximidades do ponto em que estabelecera; e como por ali existisse uma aldeia, assentou dar-lhe cerco, com o auxílio dos camaradas todos armados de carabinas. Pela madrugada, ao recomeçar a cotidiana labuta daquela misérrima população, a celerada emboscada rompeu fogo, abatendo os que primeiro saíram das casas para o terreiro. Os que não morreram logo, encerraram-se nas palhoças, na vã esperança de encontrarem aí abrigo contra a sanha de seus bárbaros e gratuitos inimigos. Estes porém já estavam exaltados pela vista do sangue das primeiras vítimas e nada os impedia de darem largas à sua fome de carnagem. Então, um deles, para melhor trucidar os misérrimos foragidos, resolveu trepar à coberta de um dos ranchos, praticar nela uma abertura e por esta, metendo o cano da carabina, foi visando e abatendo uma após a outra as pessoas que lá estavam, sem distinguir sexo nem idade. Acuados assim com tão execrável impiedade os índios acabaram tirando do próprio excesso do seu desespero a inspiração de um movimento de revolta: uma flecha partiu, a primeira e única desferida em todo este sanguinoso drama, mas essa embebeu-se na glote do crudelíssimo atirador, que tombou sem vida. A só lembrança do que então se seguiu faz tremer de indignação e vergonha. Onde haverá alma de brasileiro que não vibre uníssona com a nossa, ao saber que toda aquela população, de homens, mulheres e crianças, morreu queimada, dentro de suas palhoças incendiadas&amp;quot; (Rondon, 1946:88-89).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Max Schmidt também faz referência a essa cruel matança (1942:35), diversas vezes recontadas pelos índios. O segundo contato com os Manoki registrado na historiografia conhecida, desta vez pacífico, deu-se em 1909 (Missão Rondon, 1916), no tempo da seca, quando um grupo deles foi encontrado caminhando por baixo da linha, nas proximidades da estação Utiariti, na margem direita do rio Papagaio. Comunicaram-se com os Pareci empregados da linha telegráfica e pediram ferramentas. Na ocasião, negaram-se a indicar a localização de suas malocas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, na história oral Manoki o primeiro encontro pacífico deu-se pouco antes da ida deste grupo para a linha telegráfica. Alguns anos após o massacre da aldeia do córrego Tapuru, um cacique manoki que havia saído para caçar junto com seu filho, ao voltar para casa encontrou quatro brancos na aldeia vazia. Os outros haviam fugido com medo. Este cacique ganhou ferramentas destes brancos, o que estimulou os outros do grupo a seguirem o rumo tomado por aqueles brancos até perto da estação telegráfica de Utiariti, em 1909.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desta data até 1932, grupos manoki acostumaram-se a esporadicamente visitar a estação de Utiariti, sempre à procura de ferramentas de aço e sem revelarem o local exato de suas aldeias. A partir de 1932, eles não mais foram vistos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ironicamente, a linha telegráfica tornou-se obsoleta no momento em que se completava, com o nascimento da radiotelegrafia em 1922. Tendo sido abandonado após a retirada da Comissão Rondon, esse espaço geográfico e ideológico propiciado pela abertura da linha passou a ser ocupado pelos jesuítas, cuja atuação foi marcante no processo de intermediação entre os povos indígenas da região e a sociedade nacional e, em especial, no caso dos Manoki.&lt;br /&gt;
== Frentes de expansão e tutela missionária ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left&lt;br /&gt;
|Atividades na Missão Anchieta. Foto: Arquivo OPAN, década de 60.&lt;br /&gt;
|http://img.socioambiental.org/d/210826-1/iranxe_9.jpg&lt;br /&gt;
 }}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde a fundação da Prelazia Diamantina em 1930, com sede na cidade de Diamantino, os jesuítas já faziam incursões ao interior voltadas para a catequese indígena e sertaneja. Em 1946, instalaram a Missão em Utiariti, na margem esquerda do rio Papagaio, com uma área de 8.200 hectares cedida à Prelazia Diamantina pelo governo estadual. Passaram a disputar a atuação catequética com os missionários da ISAMU (Inland South American Missionary Union, ali desde 1937) e com os funcionários do SPI sediados no Posto Tolosa, criado em 1945 para efetuar a atração dos Manoki.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até então, os jesuítas encontravam pouca receptividade por parte dos índios e mesmo dos empregados da linha telegráfica, que eram a maioria da população das cercanias. Porém, a fase inaugurada com a mudança para Utiariti propiciou a consolidação e expansão da missão indígena.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sucesso que se observa no Posto Missionário relaciona-se diretamente o terceiro ciclo da borracha do Mato Grosso. A segunda Guerra Mundial acarretou um aumento da demanda por borracha no mercado internacional, estimulando a migração de milhares de homens empobrecidos em sua região de origem, sobretudo do Nordeste, os quais invadiram a floresta amazônica, pelo norte e pelo sul, atingindo locais antes nunca explorados, como as matas equatoriais das bacias dos rios Papagaio, Sacre, Sangue, Arinos, Juruena, Aripuanã, Roosevelt.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atingindo os territórios de grupos indígenas antes só marginal e esporadicamente alcançados, essas frentes de expansão provocaram inúmeros pontos de tensão e choques armados com os índios. As escaramuças genocidas e a difusão de doenças letais, além de promover a crescente depopulação indígena, acentuaram os conflitos inter-tribais, alguns pré-existentes, à medida em que as crescentes invasões tendiam a deslocar os grupos para os territórios de outros.&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left&lt;br /&gt;
|Casal habitante da Missão Anchieta composto por um índio Manoki e uma índia Pareci com seu primeiro filho. Foto: Acervo OPAN, década de 60.&lt;br /&gt;
|http://img.socioambiental.org/d/210823-1/iranxe_8.jpg&lt;br /&gt;
 }}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As malocas manoki passaram a ser sucessivamente visitadas pelo ISAMU, pelos jesuítas e pelos funcionários do SPI, tentando atraí-los e aldeá-los nas suas respectivas sedes. Para se ter uma idéia do grau de competição entre as agências religiosas, basta mencionar que os missionários protestantes se instalaram a cerca de 500 metros apenas da sede jesuítica em Utiariti, onde fundaram colégio e Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das conseqüências desse contato inicial desordenado e competitivo foi a difusão de epidemias em quase todas as malocas e mesmo em Utiariti, provocando grande mortandade. Essa situação se prolongou até 1957, quando o ISAMU saiu do local e o SPI delegou oficialmente a tutela indígena para os jesuítas.&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right&lt;br /&gt;
|Padre Egídio Schwade e crianças do internato da Missão Anchieta. Foto: Acervo OPAN, 1963.&lt;br /&gt;
|http://img.socioambiental.org/d/210829-1/iranxe_10.jpg&lt;br /&gt;
 }}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Paralelamente, a Companhia Seringueira Utiariti, de propriedade de um fazendeiro de gado da região, pretendia expandir suas atividades ao rio Cravari e afluentes, onde se localizavam aldeias manoki. Em 1950 esta companhia fez uma roça perto da aldeia e os seringueiros foram acusados de abusar das mulheres e provocarem conflitos. Em 1952 o barracão da companhia foi queimado, dando origem à denominação do local como Barracão Queimado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1949, os jesuítas abriram um posto de catequese entre os Manoki, na aldeia do &amp;quot;Capitão Acácio&amp;quot;, próximo ao rio Cravari, transladando-os em número crescente, principalmente as crianças, para Utiariti. As doenças dos civilizados continuaram a causar mortes e, em 1950 e 51, a gripe coreana alcança a aldeia do Capitão Acácio, provocando a morte de quase todos os habitantes. Os sobreviventes procuraram refúgio em Utiariti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos anos seguintes, prosseguem ataques dos Tapayuna e Rikbaktsa, assim como as mortes por doenças. Progressivamente, os sobreviventes vão sendo levados a Utiariti e lá ficam, não retornando mais a seu território.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sob o comando dos missionários e com a utilização intensiva da mão de obra indígena, as construções da Missão em Utiariti se ampliaram e os índios foram segmentados em grupos de mesmo sexo e faixa etária, supervisionados por um mestre (padre ou irmã, conforme o sexo) em todas as suas atividades. Eram proibidos de falar a própria língua e os casamentos interétnicos entre os Irantxe, Pareci e [[Povo:Nambikwara|Nambikwara]] eram incentivados. Nos anos seguintes, essa prática se estenderia a outros povos, com a pacificação dos Kayabi do rio dos Peixes em 1953, dos Rikbaktsa do rio do Sangue, Juruena e Arinos de 1956 a 1962.&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left&lt;br /&gt;
|Missionário gaúcho Isidora Lermen pesando a borracha extraída pelos índios na Missão Anchieta. Foto: Arquivo OPAN, década de 60.&lt;br /&gt;
|http://img.socioambiental.org/d/210814-1/iranxe_4.jpg&lt;br /&gt;
 }}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Paralelamente ao ensino catequético e técnico, os missionários passaram a organizar o trabalho indígena com base em relações capitalistas. Além das plantações, havia uma serraria, uma marcenaria, oficinas de costura mecanizadas, artesanato etc. Os trabalhadores (homens, mulheres e crianças) que mais se qualificavam, disciplinar e tecnicamente, eram promovidos a cargos de chefia e passavam a receber salário, intermediando o planejamento e as ordens do missionário ou missionária encarregada do serviço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A reprodução das relações de trabalho capitalistas, preparando os indígenas como mão-de-obra para o mercado regional, incluía o controle da Missão na comercialização das mercadorias e no usufruto dos resultados monetários, os quais, mesmo que reaplicados no próprio internato, obedeciam aos interesses de sustentação e expansão da Missão. Em 1956, com o fito de facilitar os assuntos financeiros e contratuais, a Prelazia criou uma sociedade civil com o nome de Missão Anchieta (MIA). Até 1968, os Manoki permaneceram em Utiariti totalmente imersos no esquema catequético civilizatório da Missão, com exceção de algumas famílias que passaram a habitar a aldeia de José Parente e de Maria Atolú, próxima ao Cravari, no mesmo local onde hoje é a aldeia Asa Branca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Reorientação missionária e novos rumos para os Manoki ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left&lt;br /&gt;
|Índia manoki fazendo um bordado na Missão Anchieta. Foto: Arquivo OPAN, década de 60.&lt;br /&gt;
|http://img.socioambiental.org/d/210816-1/iranxe_5.jpg&lt;br /&gt;
 }}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dos anos 60, se adensou a ocupação regional, agora por empresas agro-pecuárias, mineradoras, madeireiras e projetos de colonização, possibilitada pela abertura de estradas, sendo a principal delas a BR 364, ligando Cuiabá a Porto Velho, terminada em 1968. Tornam-se freqüentes os conflitos com a população indígena, levando ao extermínio aldeias inteiras, processo que foi acelerado nos anos 70 e 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Missão não podia ficar alheia a essas profundas modificações e elaborou em 1966 um novo planejamento, propondo a inclusão de missionários leigos (nacionais e estrangeiros) no trabalho com os índios. Passaram a considerar que para que a Missão atingisse seus fins no novo contexto regional, impunha-se um esforço visando a ocupação de lugares estratégicos para a penetração religiosa. Enfatizaram a procura e sedimentação de contatos e convênios com órgãos governamentais, sindicatos, cooperativas e sociedades de desenvolvimento. Iniciou-se uma gradativa desativação de Utiariti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No mesmo ano, um convênio entre a Missão Anchieta e a Funai atribuiu ao superior da Missão, padre Edgar Schmidt, o cargo de Delegado da Funai na região, com poderes de definição e interdição de áreas para os índios sob sua tutela. A partir de propostas da MIA, foram criadas as reservas indígenas Irantxe, Rikbaktsa e Apiaká-Kayabi. Gradativamente para lá foram sendo transferidos os índios ainda dispersos por seu território tradicional e os &amp;quot;alunos&amp;quot; do internato.&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left&lt;br /&gt;
|Escola de corte e costura em Utiariti, Missão Anchieta.&lt;br /&gt;
Foto: Arquivo OPAN, década de 60.&lt;br /&gt;
|http://img.socioambiental.org/d/210818-1/iranxe_6.jpg&lt;br /&gt;
 }}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas mudanças históricas desencadearam no interior da Igreja Católica uma revisão crítica de seu papel histórico e produziram uma reflexão cunhada de Teologia da Libertação. No campo de atuação indigenista, essas influências se concretizaram com a criação da &amp;quot;Operação Anchieta&amp;quot; (OPAN), fundada em 6/2/69 no IV Encontro Estadual de Dirigentes Marianos do Estado de Santa Catarina, por incentivo do padre Egídio Schwade, missionário da MIA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No caso dos Irantxe, por Decreto Presidencial de 1968 foi delimitada uma área fora de sua ocupação histórica, da margem esquerda até a foz rio Cravari, com uma extensão de 46.790 hectares (posteriormente homologada com 45.555 ha) em região de cerrado, bioma estranho ao seu modo de vida tradicional. Segundo depoimento de alguns Manoki, eles não tinham a compreensão total do significado da demarcação da área. Os padres sabiam onde era o território deles, mas os Tapayuna ainda estavam por lá e os Manoki tinham medo de voltar. Ademais, os missionários não discutiram o assunto amplamente com o grupo, tendo consultado apenas o &amp;quot;capitão&amp;quot; e este indicou o território onde estava instalada sua aldeia. Os outros aceitaram ir para lá mas, como dizem eles, &amp;quot;naquele tempo era tudo vazio, não tinha fazendeiro, não tinha BR, nem nada, não imaginava que tudo ia ser ocupado&amp;quot;. Não haviam entendido que com isso estavam perdendo seu território histórico, onde ainda perambulavam e exploravam os recursos.&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left&lt;br /&gt;
|Dormitório do internato na Missão Anchieta. Foto: Arquivo OPAN, década de 60.&lt;br /&gt;
|http://img.socioambiental.org/d/210821-1/iranxe_7.jpg&lt;br /&gt;
 }}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando grande parte dos manoki estava em Utiariti, duas aldeias Manoki mantiveram uma certa autonomia: a do José Parente, onde hoje é a aldeia da Asa Branca, e a aldeia do Acácio, reocupada por alguns Manoki anos após a ocorrência das epidemias de gripe que dizimaram quase todos os seus habitantes. A aldeia da Asa Branca era situada fora do território histórico, embora seus habitantes continuassem a perambular por esse território para coleta, caça e pesca. No caso da aldeia do Acácio, evitavam o estabelecimento de aldeamentos e roças mais no interior de seu território tradicional com receio dos ataques dos Tapayuna e dos Rikbaktsa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim que o internato de Utiariti foi desativado, todos os Manoki deslocaram-se para a aldeia da Asa Branca, do capitão José, onde os jesuítas instalaram escola, farmácia, igreja e onde passaram a atuar também as Irmãs da Imaculada Conceição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1970, a agropecuária Membeca se instalou na região e começou a cortar a reserva manoki com uma estrada, embargada pela FUNAI. Este foi o primeiro passo de um gradativo cercamento dos Manoki, que, até a década de 1980 ainda caçavam, pescavam e coletavam fora da área demarcada, continuando portanto a ocupar seu território histórico. Desde então, a região passou a ser cada vez mais ocupada por latifúndios monocultores ou pecuários.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Rinaldo S.V. Arruda|Rinaldo S.V. Arruda]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O caso dos Myky ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left&lt;br /&gt;
|Índios myky. Foto: Elizabeth Rondon Amarante, década de 70.&lt;br /&gt;
|http://img.socioambiental.org/d/210832-1/iranxe_11.jpg&lt;br /&gt;
 }}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo relato do padre Tomas de Aquino Lisboa (1979), sobrevoando a região, membros da Missão Anchieta localizaram em 1969 duas aldeias na cabeceira do córrego Rico, afluente do Rio Juruema, apontando a possível existência de irantxe &amp;quot;arredios&amp;quot;. Foi feita então uma primeira expedição por terra composta por padres e índios da aldeia do Cravari. Mas a aldeia encontrada estava vazia. No ano seguinte, fizeram nova expedição, igualmente fracassada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1971 foi feito novo sobrevôo e outra aldeia foi localizada, num córrego a 20 Km da antiga aldeia que foi batizado de Escondido por estar em grande parte encoberto pelo mato. Por fim, uma nova expedição por terra composta por missionários e dois manoki - Tapurá e Tupxi - possibilitou o primeiro encontro com o grupo composto por cerca de 23 pessoas, que se identificaram como Myky (ou Mükü, segundo a grafia do padre Tomas de Aquino Lisboa, presente no encontro) e falavam a mesma língua dos Irantxe. O encontro foi amigável e os visitantes foram recebidos com cará assado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Manoki do Cravari e os Myky conversaram animadamente e fizeram o choro ritual para celebrar seu encontro. O grupo havia se separado dos demais manoki no início do século XX, quando em fuga dos brancos depois do massacre da aldeia do córrego Tapuru.Desde então, seguiram-se várias visitas com trocas de presentes. Levavam machados, foices, anzóis e facas, recebendo dos Myky comidas como chichas de milho, bolos de beiju e amendoim, assim como enfeites nasais e outros adornos. Uma das moças myky foi oferecida como esposa a Tapurá, que se declarou viúvo. Na segunda visita, os visitantes pernoitaram na aldeia e foram-lhes apresentadas as flautas sagradas yetá (ou jetá), proibida às mulheres. Tapurá decidiu casar-se e morar definitivamente na aldeia. O padre Tomas de A. Lisboa levou então 12 manoki para a festa de casamento de Tapurá (relatada no item &amp;quot;Rituais&amp;quot;). Desde então, o relacionamento entre os Manoki do Cravari e os Myky tem sido freqüente, havendo vários casamentos entre os componentes dos dois grupos. Os Myky representam uma forte referência cultural para os outros Manoki, pois ainda guardam tradições dos antigos e praticam certos rituais, como o de iniciação, que haviam sido abandonados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, a Missão Anchieta passa a alertar a Funai do perigo das frentes de penetração, que estavam se aproximando rapidamente da área myky, já havendo trabalhos de demarcação e derrubadas a menos de cinco quilômetros da aldeia. Em seguida, esta foi invadida e destruída. Em 74, foram interditados 35 mil hectares por decreto presidencial. Em 78 a área foi demarcada com extensão de 47.094 hectares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O padre Tomas de A. Lisboa passou a morar entre os Myky em 1976, e, em fins de 79, Elizabeth Rondon Amarante, irmã da Congregação do Sagrado Coração de Jesus, também passou a viver entre esses índios, que na época já enfrentavam problemas fundiários, pois estavam cercados de fazendas, e demográficos, uma vez que eram apenas quatro famílias e, devido ao sistema de parentesco, havia possibilidades restritas de casamentos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Rinaldo S.V. Arruda|Rinaldo S.V. Arruda]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== População e aldeias ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right&lt;br /&gt;
|Aldeia myky. Foto: Elizabeth Rondon Amarante, década de 70.&lt;br /&gt;
|http://img.socioambiental.org/d/210834-1/iranxe_12.jpg&lt;br /&gt;
 }}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pivetta, em 1992, reconstituiu com o auxílio dos Manoki mais velhos uma lista de 27 aldeias antigas, estimando uma população de mais de mil pessoas no início do século XX. Quando as aldeias manoki foram localizadas pela primeira vez, em 1947, a população foi calculada em 258 pessoas, constituindo já um reduzido número de sobreviventes dos massacres, epidemias e ataques dos Tapayuma e Rikbaktsa. O padre João Dornstaudter apresenta em seguida o seguinte censo demográfico: &amp;quot;em 1948: 90; maio de 1951: 70; outubro de 1952: 55; maio de 1953: 59; agosto de 1953: 54; março de 1956: 54&amp;quot; (Citado por Moura e Silva &amp;amp;amp; Pereira, 1975: 23).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando estavam vivendo em Utiariti, proliferaram-se os casamentos com pessoas de outras etnias tuteladas pela Missão: os Pareci, Nambiquara e, um pouco mais tarde, com os Kayabi e Rikbaktsa. Mesmo assim a população continuou a decrescer: em 1965 eram 52 e em 1974 eram 50. Daí em diante, a população voltou a crescer, mas já num ambiente social profundamente alterado pela atuação jesuítica e pelo grande número de casamentos com pessoas de outras etnias, impondo o uso da língua portuguesa como meio de comunicação. Forçou também o abandono de muitos costumes pela ausência de ambiente adequado para sua realização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os dados da Missão indicam em 1979, já habitando a reserva Irantxe, um total de 136 pessoas e, em 1982, eram 142. Em 1983 (Arruda, 1983) eram 145 indivíduos, sendo 11 famílias com ambos cônjuges Manoki e 17 famílias em que um dos cônjuges pertencia a outra etnia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo um documento da Funai de 87, havia 191 pessoas e três aldeias. Por fim, em 2000, segundo dados da OPAN, os Manoki contam com uma população de cerca de 250 pessoas, distribuídas em seis aldeias: Paredão (60), Recanto do Alípio (12), Perdiz (26), Asa Branca (24), Cravari (119) e Treze de Maio ou Aldeia do Maurício (9).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Há também uma família Manoki vivendo fora da área, na fazenda Dondico, desde 1998, além de alguns outros vivendo em outras áreas indígenas da região.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maior concentração de habitantes ocorre na aldeia do Cravari, ao lado do córrego São Domingos, a cerca de dois quilômetros de seu ponto de intersecção com o rio Cravari. Nesta aldeia há um campo de futebol, igreja, escola, enfermaria e barracão para guardar o caminhão. Na aldeia do Paredão, a mais próxima da BR, fica a casa do chefe de posto da FUNAI e é servida por rede elétrica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas casas são de tábua, outras são de pau-a-pique, com cobertura de folhas de buriti, de tabuinhas ou de eternit. Em geral tem três cômodos, sendo um deles a cozinha. Em 2000, com o apoio da OPAN, construíram uma maloca nos moldes tradicionais, com cobertura de buriti que se alonga até o chão, formando também as paredes, situada no meio da aldeia do Cravari. Fora da aldeia, num recanto escondido pela vegetação, existe a casa das flautas Yetá, só usada pelos homens, sendo interditada para as mulheres e crianças.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As aldeias não têm uma forma determinada, mas as casas guardam alguma distância umas das outras, de forma que os moradores costumam cultivar certas espécies vegetais ao redor de suas casas. Todas as aldeias situam-se na proximidade de córregos e aproveita-se a mata ciliar - só nestes locais encontra-se alguma fertilidade natural - para suas roças.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto aos Myky, desde o contato, nunca sofreram diminuição populacional. Eram 23 indivíduos em 72; 28 em 82; 33 em 1983; 31 em 1986; em 1997 eram 67. Atualmente contam 76 pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o padre Tomas de Aquino Lisboa (1983), por ocasião do contato as malocas myky eram de palha de inajá, com portas nas extremidades e sem divisões internas. Cada família nuclear possuía seu espaço delimitado pelas redes, cabaças, panelas e cestos de mantimento, assim como pelo jirau onde ficava a carne ou o peixe moqueado e os círculos de massa de mandioca. Na palha da rede, ficavam as flechas, facas e demais objetos. Uma década depois do contato, as malocas passaram a ser feitas de madeira e cobertas de palha de inajá.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Rinaldo S.V. Arruda|Rinaldo S.V. Arruda]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Economia e sociedade ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left&lt;br /&gt;
|Índio myky carregando o tatu que acabara de caçar para a aldeia. Foto: Elizabeth Rondon Amarante, década de 70.&lt;br /&gt;
|http://img.socioambiental.org/d/210836-1/iranxe_13.jpg&lt;br /&gt;
 }}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A enorme perda populacional, a expulsão de seu território próprio, a catequese e o processo histórico de envolvimento pela sociedade brasileira impuseram severas restrições à reprodução do modo de vida manoki. Tradicionalmente, esses índios têm sua unidade de produção e consumo na família extensa, matrilocal, sendo o trabalho masculino baseado na cooperação entre genros e sogros. Mas atualmente há também muitos casais jovens que fazem sua casa separadamente, constituindo a família elementar como unidade de produção e consumo, embora pareçam se manter, ainda que atenuadas, as obrigações de cooperação e partilha características das relações dos genros com seu sogro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada família costumava fazer uma roça perto da aldeia, de meio a dois hectares, consorciada com mandioca brava, milho fofo, batata doce, cará, batata, feijão costela, feijão fava, araruta, urucum, algodão, amendoim e outras espécies. Posteriormente incorporaram a mandioca mansa, a cana-de-açúcar, o milho duro, o arroz e o feijão guandu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o levantamento realizado em 2000 pela OPAN, calcula-se que o total de terras já utilizadas pelo sistema de roça tradicional na [https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4157 TI Manoki ]não ultrapassa 500 hectares, constituídos exclusivamente de mata ciliar, que tem solo mais fértil. Contudo, de 70 a 80% do solo da terra indígena apresenta acidez elevada e fertilidade baixa. Nos outros 20 a 30% da área, os solos são ainda mais pobres e inadequados ao tipo de plantio tradicional dos Manoki.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A produção do milho, um de seus cultivares tradicionais mais importantes, é irrisória pelas deficiências do solo. Para que não se perca a semente e se produza ao menos um pouco é necessário adubar a terra e, mesmo assim, quase nada se consegue produzir nas roças tradicionais. O plantio mecanizado vem sendo tentado já há alguns anos, sem muitos resultados positivos, já que requer muito gasto em correção de solo, fertilizantes e maquinário. As roças tradicionais e mais variadas estão sendo abandonadas em favor da monocultura do arroz, com fracos resultados no mercado, ocasionando perda da variedade, quantidade e qualidade alimentar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A caça, a pesca e a coleta também têm apresentado resultados cada vez piores em função do aumento da antropização regional e das características do modelo de ocupação centrado na derrubada da cobertura vegetal para monoculturas ou pastos e no uso intensivo de agrotóxicos. As emas, siriemas e perdizes diminuíram drasticamente. A coleta de frutos silvestres (por exemplo, o pequi), ainda é praticada, principalmente pelas mulheres e crianças.&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left&lt;br /&gt;
|Índios myky confeccionando uma rede. Foto: Elizabeth Rondon Amarante, década de 70.&lt;br /&gt;
|http://img.socioambiental.org/d/210843-1/iranxe_14.jpg&lt;br /&gt;
 }}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As roças tradicionais continuam a ser realizadas, algumas vezes (cada vez mais raras) acompanhadas dos ritos tradicionais. Porém, há uma crescente saída dos homens mais jovens para trabalhar em fazendas do entorno, ocasionando uma reorganização do padrão tradicional de divisão de trabalho e da composição das unidades de produção. Nesse quadro, o abandono gradativo e forçado de suas práticas agrícolas promove também a impossibilidade da transmissão destas práticas para as novas gerações, assim como dos rituais e conhecimentos associados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além do trabalho nas fazendas, outras fontes de renda são o artesanato (cocares, redes de algodão ou de tucum, colares etc.). comprado pela Funai ou vendido pelos índios em visita a cidades, e a venda de pequena produção de farinha e de mel, num projeto assessorado pela OPAN. Mas, segundo o levantamento feito pela OPAN em 2000, a maior parte do dinheiro que circula nas aldeias provém das aposentadorias (eram 13 pessoas recebendo um salário mínimo) e dos salários dos professores (4 professores indígenas no conjunto das aldeias) e agentes de saúde (7 agentes indígenas no conjunto das aldeias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tradicionalmente, dizem os índios, a chefia passava de pai para filho. Os mais velhos se lembram de alguns grandes chefes do passado e de seus sucessores. Assim como hoje, não existia um chefe geral, apenas os chefes de aldeia. Na TI Manoki, atualmente os chefes são eleitos por voto, não havendo um tempo definido de mandato. Suas atribuições são as de representar a comunidade em encontros externos, levar reivindicações à Funai, organizar empreendimentos comunitários e convocar os outros para participar. A despeito de ser eleito por voto, a chefia atual mantém a característica central das chefias tradicionais, em que o chefe não manda, mas persuade. Do mesmo modo, ele representa a comunidade mas não pode tomar decisões individuais. Toda decisão importante é tomada em longos processos de discussão coletiva até que se chegue a um consenso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Manoki são atendidos pela Fundação Nacional do Índio, na jurisdição de Tangará da Serra, que mantém um chefe de posto na área, e pela Operação Amazônia Nativa (OPAN), que lá mantém um indigenista. Além disso, os Manoki têm atendimento de saúde com recursos de um convênio firmado entre a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) e a OPAN. A comunidade é atendida por uma equipe formada por enfermeiros contratados e por agentes de saúde indígenas que prestam assistência básica nas aldeias. Casos mais graves são encaminhados para Tangará da Serra. Estas agências desenvolvem projetos sociais que também levam recursos para a comunidade, geralmente destinados à compra de máquinas e equipamentos e implementação de pequenos projetos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre os Myky, segundo Tomas de Aquino Lisboa (1983), a base da agricultura são a mandioca e o milho; também plantam bastante feijão, batata doce, cará e amendoim. Desde 1973, Tapurá (manoki da aldeia do Cravari que se casou e passou a viver entre os Myky) introduziu a cana-de-açúcar, que passou a ser largamente utilizada, inclusive toda chicha é feita de garapa fervida e engrossada com milho ou batata doce.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com esse relato de 1983, cada família tinha então roças de milho, mandioca brava e feijão. Mas no tempo da colheita era comum partilharem os produtos da terra. A mandioca é trazida por grupos de no mínimo duas mulheres em grandes recipientes pendurados à cabeça por uma embira. A mandioca é então ralada e espremida numa peneira (ou torcida em um pano). Os círculos de massa são colocados no chão de terra para secar, sendo depois conservados sobre os jiraus. O beiju é assado na cinza ou na frigideira e comido com caça, peixe, feijão e amendoim. Com o veneno da mandioca brava, fazem uma bebida muito apreciada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo depoimento ao Diário de Cuiabá em 1997, Elisabeth Rondon Amarante, irmã da Congregação do Sagrado Coração de Jesus que vive entre os Myky desde 79, a pesca e a caça estão escassas devido à pouca extensão do território e à predação do entorno. Assim, o grupo tem encontrado dificuldades de encontrar formas de sustentação, a exemplo dos índios na TI Manoki&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Rinaldo S.V. Arruda|Rinaldo S.V. Arruda]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Rituais ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right&lt;br /&gt;
|Iniciandos myky. Foto: Elizabeth Rondon Amarante, década de 70.&lt;br /&gt;
|http://img.socioambiental.org/d/210846-1/iranxe_15.jpg&lt;br /&gt;
 }}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As atividades econômicas tradicionais são intrinsecamente ligadas a atividades rituais, tais como as festas do período da seca e as do período das chuvas, com duração de aproximadamente um mês cada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os mais velhos lembram que quando viviam em seu território tradicional, além das roças familiares, havia roças especiais acompanhadas de ritos de iniciação dos meninos, associados às flautas sagradas (as masculinas são chamadas de ''Yetá ''e as femininas de ''Nadipu'') de uso exclusivo dos homens. Ainda hoje, de dia eles as tocam na casa das flautas - que fica fora da aldeia e é escondida pela vegetação - e de noite no pátio das aldeias. É proibido às mulheres e crianças vê-las, evitando-se até mesmo fazer menção à sua existência. Dizem que quando esta interdição é quebrada, a mulher acaba sendo morta pelo poder das flautas. As crenças e os ritos associados a estas flautas constituem o cerne de sua religião e de sua visão de mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando iniciados nos ritos das flautas, os meninos de 12 a 14 anos eram apartados dos outros moradores da aldeia, passando semanas na casa das flautas aprendendo os segredos dos homens e os ensinamentos para a vida adulta. Deviam ser sérios, não brincar, serem respeitosos e jejuarem. Na época da derrubada (na estação seca), ofereciam uma roça a alguma mulher, dizendo a ela que eram as flautas que faziam a roça. E todos os homens auxiliavam os iniciandos na derrubada e plantio, tocando as flautas à noite. Quando a roça estava pronta ofereciam-na à mulher escolhida, que passava a cuidar dela. Os meninos voltavam então para a aldeia enfeitados e pintados, já homens. Quando a roça passava a produzir, a mulher chamava as outras para que os alimentos fossem distribuídos entre todas as famílias. A última festa de iniciação na TI Manoki foi realizada por volta de 1995, segundo informação dos índios.&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://img.socioambiental.org/d/210853-1/iranxe_16.jpg&amp;quot; rel=&amp;quot;lightbox[g2image]&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; title=&amp;quot;Índios Manoki tocando as flautas Jeta em Utiariti (Missão Anchieta). Foto: Pe. Edgard Schimidt, 1954 &amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Myky, contudo, ainda fazem esses rituais. Segundo versão coletada pelo Padre Adalberto Pereira (Cf. Lisboa, 1983) entre este grupo, há vários tipos e denominações de ''yetá''. Cada ''yetá ''é atribuída a uma pessoa ou família. Nas noites de ritual, as mulheres e crianças permanecem dentro de casa, fechadas, enquanto os homens armam do lado de fora as redes e ali passam a noite, muitos tocando suas ''yetá ''e marcando o ritmo com chocalhos de sementes de pequi amarrados no tornozelo direito. De dentro da casa, as mulheres prepararam a bebida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O padre Tomas de Aquino Lisboa presenciou o casamento do manoki Tapurá com uma myky poucos meses depois do contato entre os grupos. A cerimônia também contou com a participação fundamental das flautas ''yetá''. Assim que chegaram na aldeia myky, Tapurá e os outros 12 manoki do Cravari entraram no pátio formando duas filas e tocando suas ''yetá''. As mulheres e crianças myky ficaram encerradas na ini (&amp;quot;casa&amp;quot;). Visitantes e anfitriões discursaram animadamente, dançaram e tocaram suas faltas. Dentro da casa, as mulheres socavam o milho para a chicha. Depois os tocadores entraram no mato e guardaram as flautas na casa sagrada. Então as mulheres e crianças puderam sair, trazendo chicha de milho e batata assada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pai da prometida chorou apoiado a um molho de arco e flechas, diante de Tapurá. A moça aproxima-se de ambos e chega a vez do choro ritual de Tapurá. Posteriormente, no interior da casa, há o choro ritual da mãe da prometida e novamente o choro de Tapurá, então dentro da habitação. Os outros homens vão para a casa das flautas e retornam tocando-as ao pátio da aldeia. Os visitantes são os primeiros a tocar e dançar e são observados com curiosidade pelos Myky, que não conheciam o acompanhamento do chocalho no tornozelo. As danças e cantos são intercalados com discursos. Depois tocam diante de cada uma das casas e as respectivas mulheres agradecem de dentro delas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os homens retornam à casa das flautas e as mulheres choram na casa em que Tapurá está com sua esposa. Há novas sessões de dança e discurso, que só se encerram com o alvorecer (Cf. Lisboa, 1979: 41-44).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na época da chuva, havia as festas de flauta ''jacuri ''(ou ''jakuy''), não interdita ao olhar feminino e feita com cinco tubos de taquara de tamanhos diferentes, justapostos e unidos em seqüência decrescente. As mulheres também participavam desses rituais e tocavam-se músicas referentes a animais (tatu, tamanduá-mirim, peixe cará, gambá e todos os outros). O cacique promotor da festa e seus parentes caçavam e pescavam, enquanto as mulheres ralavam mandioca e faziam muito beiju. Nestas festas, em geral cada um dançava com uma mulher que não a sua própria. Dançava-se todas as noites até quase o amanhecer e dormia-se muito pouco. De dia, enquanto os homens saíam cedo para tirar mel e caçar, as mulheres ficavam em casa preparando beiju, para todos comerem e então continuarem a festa. Em 1983, segundo Lisboa, entre os Myky somente os rituais com a ''yetá ''duravam toda a noite, sendo que as festas de jakui aconteciam só esporadicamente e nas primeiras horas da noite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lisboa comenta que os Myky usavam cintos de tucum para as mulheres, pulseiras de tucum para os homens e brincos de semente de capim navalha para ambos os sexos. Na época da iniciação, o rapaz perfurava o septo nasal e, nas festas, nele colocava o xireti, ou flor nasal, feita com penas de tucano. A pintura corporal era bastante simples e feita de urucum. Os homens usavam cocares feitos com tiras de taquarinha (uma espécie de palha) que chamam de ''xunã''. O cabelo era cortado em franja logo acima da orelha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente, a manutenção de sua religião própria não os impediu de seguirem também alguns aspectos do catolicismo. Na aldeia do Cravari há uma igreja e costumam realizar rezas coletivas aos domingos. Recebem visitas eventuais de um padre para celebração da missa e para realização de batismo. Também estabelecem relações de compadrio, algumas vezes com funcionários da Funai ou amigos não índios da região.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Rinaldo S.V. Arruda|Rinaldo S.V. Arruda]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Nota sobre as fontes ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left&lt;br /&gt;
|Índios myky. Foto: Elizabeth Rondon Amarante, década de 70.&lt;br /&gt;
|http://img.socioambiental.org/d/210862-1/iranxe_17.jpg&lt;br /&gt;
 }}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A respeito do histórico da ocupação dos Manoki, o Marechal Rondon, nas suas &amp;quot;Conferências&amp;quot; (1910), refere-se aos Irantxe e localiza seu território; assim como Roquette-Pinto (1935); Max Schmidt (1928, 1942), Pe. João Dornstaudter; Moura (1960:5); Pereira e Moura e Silva (1975:13); Pereira (1965:105); Métraux, (1942:161). Pivetta (1993), em sua pesquisa de 1992, reconstituiu com o auxílio dos Manoki mais velhos uma lista de 27 aldeias antigas localizadas entre o rio Cravari e o rio do Sangue, nas bacias do rio 13 de Maio, São Benedito e Membeca, (limite sul de seu território histórico), estimando uma população de mais de mil pessoas no início do século XX.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história dos primeiros contatos dos Myky com missionários e índios manoki da aldeia do Cravari foi relatada pelo Padre Tomas de Aquino Lisboa, presente nos encontros e posteriormente habitante da aldeia, no livro Entre os índios Münkü - a resistência de um povo, de 1979. Outro importante registro sobre os Myky foi escrito por esse mesmo autor onze anos depois do primeiro contato, mas jamais foi publicado, constando o documento no acervo do Instituto Socioambiental.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Informações mais recentes podem ser encontradas na publicação Povos Indígenas no Brasil 1996-2000, do ISA, que traz pequenos artigos e notícias sobre os grupos da TI Manoki e TI MyKy.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Rinaldo S.V. Arruda|Rinaldo S.V. Arruda]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes de informação ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;well&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
* ARRUDA, Rinaldo S. V. Relatório circunstanciado de identificação e delimitação da Terra Indígena Manoki (Irantxe). Brasília : Funai, 2001. 45 p.&lt;br /&gt;
* --------. Relatório de avaliação da situação Iranche. Relatório Fipe/Minter/Sudeco, v.2, n.3, p. 81-108, 1983.&lt;br /&gt;
* --------. Os Rikbaktsa : mudança e tradição. São Paulo : PUC-SP, 1992. (Tese de Doutorado)&lt;br /&gt;
* CABIXI, Daniel Matenho. Educação escolar entre os Pareci, Nambikwara e Irantxe no contexto socioeconomico da Chapada dos Parecis - MT. In: VEIGA, Juracilda; SALANOVA, Andres, orgs. Questões de educação escolar indígena : da formação do professor ao projeto de escola. Brasília : Funai ; Campinas : ALB, 2001. p.57-72.&lt;br /&gt;
* CASTELNAU, Francis. Expedição às regiões centrais da América do Sul. Rio de Janeiro : Editora Nacional, 1949. (Brasiliana, 266).&lt;br /&gt;
* CHANDLESS, W. Notes on the River Arinos, Juruena, and Tapajós. The Journal of the Royal Geographic Society, Londres : Royal Geographic Society, n. 32, p. 268-80, 1862.&lt;br /&gt;
* CORREA FILHO, Virgílio. História do Mato Grosso. Rio de Janeiro : Instituto Nacional do Livro, 1969.&lt;br /&gt;
* DORNSTAUDTER, João E. (Pe.). Relatório testemunho do Pe. João Evangelista Dornstaudter. Cuiabá : Opan, 1976. (Mimeo).&lt;br /&gt;
* LENHARO, Alcir. Colonização e trabalho no Brasil : Amazônia, Nordeste e Centro-Oeste. Campinas : Unicamp, 1986.&lt;br /&gt;
* LISBOA, Thomáz de Aquino. Entre os índios Munku : a resistência de um povo. São Paulo : Loyola, 1979. 84 p.&lt;br /&gt;
* LISBOA, Thomáz de Aquino. Informações sobre os Myky. Diamantino : s.ed., 1983.&lt;br /&gt;
* LYRA, João Salustiano. Variante da Ponte de Pedra ao salto Utiariti e Aldeia Queimada. Publicação n. 7, Anexo n. 3 da Comissão de Linhas Telegraphicas Estratégicas de Mato Grosso ao Amazonas. Rio de Janeiro : Papelaria Luiz Machado.&lt;br /&gt;
* MELLO, Alonso Silveira de, (Dom). Missão do Mangabal do Juruena. São Leopoldo : Instituto Anchietano de Pesquisas, 1975. (Pesquisas, História, 18)&lt;br /&gt;
* METRAUX, A. The native tribes of Western Bolívia and Western Mato Grosso. Bulletin, Washington : Smithsonian Institute, n.134, 1942.&lt;br /&gt;
* MISSÃO Rondon : Apontamentos sobre os trabalhos realizados pela Comissão de Linhas Telegraphicas Estratégicas de Matto-Grosso ao Amazonas sob a direção do coronel de engenharia Cândido Mariano da Silva Rondon, de 1907 a 1915. Rio de Janeiro : Jornal do Commercio, 1916. 462 p.&lt;br /&gt;
* MOURA E SILVA, José de (Pe.). Fundação da Missão de Diamantino. Porto Alegre : Instituto Anchietano de Pesquisas,1975. (Pesquisas, História, 18)&lt;br /&gt;
* --------. Os Irantxe : contribuição para o estudo etnológico da tribo. Porto Alegre : Instituto Anchietano de Pesquisas, 1957. (Pesquisas, I)&lt;br /&gt;
* --------. Os Munku : 2.ª contribuição ao estudo da tribo Irantxe. Porto Alegre : Instituto Anchietano de Pesquisas, 1960. 60 p. (Pesquisas, Antropologia, 10)&lt;br /&gt;
* MOURA E SILVA, José de (Pe.); PEREIRA, Adalberto Holanda (Pe.). História dos Múnku (Irantxe). Porto Alegre : Instituto Anchietano de Pesquisas, 1975. 40 p. (Pesquisas, Antropologia, 28).&lt;br /&gt;
* NEWMAN, Marshall T. Anthropometry of the Umotina, Nambicuara, and Iranxe, with comparative data from other norther Mato Grosso tribes. Washington : United States Government, 1953.&lt;br /&gt;
* OPAN. Diagnóstico na Terra Indígena Irantxe Estado de Mato Grosso : Relatório final. Cuiabá, Opan, 2000.&lt;br /&gt;
* PEREIRA, Adalberto de Holanda (Pe.). Lendas dos índios Iranxe. Porto Alegre : Instituto Anchietano de Pesquisas, 1974. 84 p. (Pesquisas, Antropologia, 27)&lt;br /&gt;
* --------. O pensamento mítico Iranxe. São Leopoldo : Instituto Anchietano de Pesquisas, 1985. (Pesquisas, 39)&lt;br /&gt;
* PIVETTA, Darci Luiz. Processo de ocupação das dilatadas chapadas da Amazônia Meridional : Iranxe - educação etnocida e desterritorialização. Cuiabá : UFMT, 1993. 250 p. (Dissertação de Mestrado)&lt;br /&gt;
* --------. Trágico destino : extermínio e escravidão. Cadernos do Neru, Cuiabá : UFMT, n. 2, p. 141-63, dez. 1993.&lt;br /&gt;
* PIVETTA, Darci Luiz; FREIRE, Maria de Lourdes Bandeira Delamônica. Iranxe : luta pelo território expropriado. Cuiabá : UFMT, 1993. 185 p.&lt;br /&gt;
* RONDON, Cândido M. da Silva. Conferências realizadas em 1910 no Rio de Janeiro e São Paulo : Comissão de Linhas Telegráphicas Estratégicas de Matto Grosso ao Amazonas, Rio de Janeiro : Comissão Rondon, 1946. (Publicação n. 68). A 2a. edição, publicada pela Imprensa Nacional, Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;
* --------. Conferências realizadas nos dias 5, 6 e 9 de outubro de 1915 : sobre os trabalhos da Expedição Roosevelt e da Comissão Telegraphica. Rio de Janeiro : Comissão Rondon, 1916. (Publicação n.42).&lt;br /&gt;
* --------. Índios do Brasil. v.2: Cabeceiras do Xingu, Rio Araguaia e Oiapoque. Rio de Janeiro : CNPI, 1953. 326 p.&lt;br /&gt;
* ROOSEVELT, Theodore. Nas selvas do Brasil. Belo Horizonte : Itatiaia ; São Paulo : Eudsp, 1976.&lt;br /&gt;
* ROQUETTE-PINTO, Edgard. Rondônia. São paulo : Cia. Editora Nacional ; Brasília : INL, 1975. 285 p. (Brasiliana, 39)&lt;br /&gt;
* SANCHEZ, R. O. Zoneamento agroecológico do Estado de Mato Grosso. Cuiabá : Fundação de Pesquisas Cândido Rondon, 1991.&lt;br /&gt;
* SCHMIDT, Max. Los Iranche. Rev. de Cincias Fsicas, Naturales y Matemticas, s.l. : Sociedad Cientfica del Paraguay, v.5, n. 6, p. 35-44, 1942.&lt;br /&gt;
* --------. Los Paressis. Rev. de Cincias Fsicas, Naturales y Matemticas, s.l. : Sociedad Cientfica del Paraguay, v. 6, n. 1, p. 1-226, 1943.&lt;br /&gt;
* --------. Resultados da minha expedio bienal a Mato Grosso de Setembro de 1926 a Agosto de 1938. Boletim do Museu Nacional, Rio de Janeiro : Museu Nacional, v. XIV-XVII, p. 241-85, 1938-1941.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Rinaldo S.V. Arruda|Rinaldo S.V. Arruda]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== VÍDEOS ==&lt;br /&gt;
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[[Categoria:Povos indígenas no Mato Grosso]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
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		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
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		<updated>2025-05-14T17:38:19Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Demarcações nos últimos governos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Situação jurídica das TIs no Brasil hoje=&lt;br /&gt;
Para um quadro completo da situação jurídica das TIs hoje, acesse o painel [https://terrasindigenas.org.br Terras Indígenas no Brasil] do ISA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
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| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&lt;br /&gt;
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'''*''' Terras Indígenas de diferentes mandatos não devem ser somadas, várias delas foram declaradas ou homologadas mais de uma vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
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		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
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		<updated>2025-05-06T14:07:45Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Demarcações nos últimos governos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Situação jurídica das TIs no Brasil hoje=&lt;br /&gt;
Para um quadro completo da situação jurídica das TIs hoje, acesse o painel [https://terrasindigenas.org.br Terras Indígenas no Brasil] do ISA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
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|-&lt;br /&gt;
| Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&lt;br /&gt;
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| Itamar Franco [out 92 a dez 94]&lt;br /&gt;
| 19&lt;br /&gt;
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| Fernando Collor [mar 90 a set 92]&lt;br /&gt;
| 110&lt;br /&gt;
| 57&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| José Sarney [abr 85 a mar 90]&lt;br /&gt;
| 34&lt;br /&gt;
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|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''*''' Terras Indígenas de diferentes mandatos não devem ser somadas, várias delas foram declaradas ou homologadas mais de uma vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=8401</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=8401"/>
		<updated>2025-05-06T14:04:38Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Demarcações nos últimos governos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Situação jurídica das TIs no Brasil hoje=&lt;br /&gt;
Para um quadro completo da situação jurídica das TIs hoje, acesse o painel [https://terrasindigenas.org.br Terras Indígenas no Brasil] do ISA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! colspan=&amp;quot;3&amp;quot; | Demarcações - Brasil&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Presidente [período]&lt;br /&gt;
| Homologações*&lt;br /&gt;
| Declarações&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&lt;br /&gt;
| 13&lt;br /&gt;
| 10&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&lt;br /&gt;
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| Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&lt;br /&gt;
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| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&lt;br /&gt;
| 19&lt;br /&gt;
| 49&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&lt;br /&gt;
| 64&lt;br /&gt;
| 30&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&lt;br /&gt;
| 30&lt;br /&gt;
| 60&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&lt;br /&gt;
| 112&lt;br /&gt;
| 59&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Itamar Franco [out 92 a dez 94]&lt;br /&gt;
| 19&lt;br /&gt;
| 39&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Collor [mar 90 a set 92]&lt;br /&gt;
| 110&lt;br /&gt;
| 57&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| José Sarney [abr 85 a mar 90]&lt;br /&gt;
| 34&lt;br /&gt;
| 15&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''*''' Terras Indígenas de diferentes mandatos não devem ser somadas, várias delas foram declaradas ou homologadas mais de uma vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
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		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=8400</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
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		<updated>2025-05-06T13:46:40Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Demarcações nos últimos governos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Situação jurídica das TIs no Brasil hoje=&lt;br /&gt;
Para um quadro completo da situação jurídica das TIs hoje, acesse o painel [https://terrasindigenas.org.br Terras Indígenas no Brasil] do ISA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! colspan=&amp;quot;3&amp;quot; | Demarcações - Brasil&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Presidente [período]&lt;br /&gt;
| Homologações*&lt;br /&gt;
| Declarações&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&lt;br /&gt;
| 13&lt;br /&gt;
| 10&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&lt;br /&gt;
| 0&lt;br /&gt;
| 0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&lt;br /&gt;
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| 3&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&lt;br /&gt;
| 10&lt;br /&gt;
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| Dilma Rousseff [jan 2011 a dez 2014]&lt;br /&gt;
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| 11&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&lt;br /&gt;
| 19&lt;br /&gt;
| 49&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&lt;br /&gt;
| 64&lt;br /&gt;
| 30&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&lt;br /&gt;
| 30&lt;br /&gt;
| 60&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&lt;br /&gt;
| 112&lt;br /&gt;
| 59&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Itamar Franco [out 92 a dez 94]&lt;br /&gt;
| 17&lt;br /&gt;
| 39&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Collor [mar 90 a set 92]&lt;br /&gt;
| 110&lt;br /&gt;
| 57&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| José Sarney [abr 85 a mar 90]&lt;br /&gt;
| 34&lt;br /&gt;
| 15&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''*''' Terras Indígenas de diferentes mandatos não devem ser somadas, várias delas foram declaradas ou homologadas mais de uma vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
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		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
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		<updated>2025-04-30T18:44:55Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Demarcações nos últimos governos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Situação jurídica das TIs no Brasil hoje=&lt;br /&gt;
Para um quadro completo da situação jurídica das TIs hoje, acesse o painel [https://terrasindigenas.org.br Terras Indígenas no Brasil] do ISA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! colspan=&amp;quot;3&amp;quot; | Demarcações - Brasil&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Presidente [período]&lt;br /&gt;
| Homologações*&lt;br /&gt;
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|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&lt;br /&gt;
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| 19&lt;br /&gt;
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| Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&lt;br /&gt;
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| Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&lt;br /&gt;
| 112&lt;br /&gt;
| 59&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Itamar Franco [out 92 a dez 94]&lt;br /&gt;
| 17&lt;br /&gt;
| 39&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Collor [mar 90 a set 92]&lt;br /&gt;
| 111&lt;br /&gt;
| 57&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| José Sarney [abr 85 a mar 90]&lt;br /&gt;
| 35&lt;br /&gt;
| 15&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''*''' Terras Indígenas de diferentes mandatos não devem ser somadas, várias delas foram declaradas ou homologadas mais de uma vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
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		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=8398</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=8398"/>
		<updated>2025-04-30T18:37:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Demarcações nos últimos governos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Situação jurídica das TIs no Brasil hoje=&lt;br /&gt;
Para um quadro completo da situação jurídica das TIs hoje, acesse o painel [https://terrasindigenas.org.br Terras Indígenas no Brasil] do ISA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! colspan=&amp;quot;3&amp;quot; | Demarcações - Brasil&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Presidente [período]&lt;br /&gt;
| Homologações*&lt;br /&gt;
| Declarações&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&lt;br /&gt;
| 13&lt;br /&gt;
| 10&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&lt;br /&gt;
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| Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&lt;br /&gt;
| 1&lt;br /&gt;
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| Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&lt;br /&gt;
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| 11&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&lt;br /&gt;
| 19&lt;br /&gt;
| 49&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&lt;br /&gt;
| 64&lt;br /&gt;
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| Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&lt;br /&gt;
| 30&lt;br /&gt;
| 60&lt;br /&gt;
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| Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&lt;br /&gt;
| 112&lt;br /&gt;
| 59&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Itamar Franco [out 92 a dez 94]&lt;br /&gt;
| 17&lt;br /&gt;
| 39&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Collor [mar 90 a set 92]&lt;br /&gt;
| 120&lt;br /&gt;
| 57&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| José Sarney [abr 85 a mar 90]&lt;br /&gt;
| 35&lt;br /&gt;
| 15&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''*''' Terras Indígenas de diferentes mandatos não devem ser somadas, várias delas foram declaradas ou homologadas mais de uma vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
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		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Onde_est%C3%A3o_os_isolados%3F&amp;diff=8161</id>
		<title>Onde estão os isolados?</title>
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		<updated>2025-02-06T20:11:15Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Isolados em TIs reconhecidas para eles */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Título | Onde estão os isolados}}&lt;br /&gt;
__FORCETOC__&lt;br /&gt;
As informações apresentadas a seguir são parte do trabalho de monitoramento de Terras Indígenas iniciado em 1983 pelo Centro Ecumênico de Documentação e Informação (Cedi) e seguido pelo &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.socioambiental.org/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;Instituto Socioambiental&amp;lt;/htmltag&amp;gt; desde sua fundação. Essa pesquisa possibilitou organizar a relação das terras reconhecidas para ocupação dos isolados, e também as terras que, embora demarcadas e homologadas para outros povos, abrigam grupos isolados, assim como as referências de indígenas isolados nas diversas regiões da Amazônia e sobre um pequeno grupo na região de Goiás/Noroeste de Minas Gerais. Estas informações são provenientes da relação elaborada no Encontro de 1986, atualizada permanentemente por pesquisadores e confrontadas com a lista elaborada pela Coordenação Geral de Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (CGIIRC-Funai).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Isolados em TIs reconhecidas para eles ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Isolados em TIs reconhecidas para eles&lt;br /&gt;
    &amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Terras Indígenas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Estado&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Situação Jurídica&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3915&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Alto Tarauacá&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            obs: Xinane e Igarapé D'ouro&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AC      &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada Registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/5101&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Cabeceiras dos Rios Muru e Boiaçu&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Em identificação&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3810&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Hi Merimã&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AM&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4924&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Igarapé Taboca do Alto Tarauacá&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Restrição de uso&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/5202&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Ituna/Itatá&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4712&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Jacareuba/Katawixi&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
            obs.: quase integralmente dentro do Parque Nacional Mapinguari e com uma pequena parte dentro da Resex Ituxi&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AM&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4144&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Kawahiva do Rio Pardo&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;MT&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Declarada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/6303&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Mashco do Rio Chandless&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;RO&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3920&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Massaco&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;RO&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3964&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Piripkura&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
            obs.: chamados de Piripkura pelos indígenas Gavião da TI Igarapé Lourdes, esses indígenas se localizam na área entre os rios Branco e Madeirinha, afluentes do Roosevelt/MT. Já foram contatados dois indígenas, e parece existir mais um grupo sem contato de cerca 17 pessoas.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;MT&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Restrição de uso&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/5360&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot;&amp;gt;Pirititi&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;RR&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;color: rgb(34, 34, 34); font-family: arial, sans-serif; font-size: 12.8px;&amp;quot;&amp;gt;Restrição de uso&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3983&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Riozinho do Alto Envira&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Declarada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4570&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Tanaru&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;RO&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Restrição de uso&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== TIs reconhecidas para outros povos, também habitadas por povos isolados ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
    TIs reconhecidas para outros povos, também habitadas por povos isolados&lt;br /&gt;
    &amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Terras indígenas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Isolados&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Estado&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Situação Jurídica&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/5001&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Apiaká do Pontal e Isolados&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Apiaká)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Em 1984, o antropólogo Eugenio Wenzel, que viveu mais de 15 anos com os indígenas Apiaká, informou que havia notícias sobre a existência de um grupo de Apiaká que, depois de viver em contato com a sociedade regional e sofrer massacres no período da borracha no início do século 20, fugiu, afastando-se das margens dos rios maiores. Localiza-se na região dos rios Ximari e Matrinxã, entre os rios Teles Pires e Juruena, no município de Apiacás/MT e Apui/AM.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; MT e AM&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Declarada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;[https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3583 Apiaká-Kayabi] (Apiaká, Kaiabi)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;MT&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3575&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Alto Turiaçu&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Ka'apor e Tembé)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Guajá isolados, no igarapé Jararaca&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; MA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3594&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Arara do Rio Branco&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; MT&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3600&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Araribóia&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Guajajara)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Guajá isolados&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; MA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3603&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Aripuanã&amp;lt;/htmltag&amp;gt;  &lt;br /&gt;
            (Cinta Larga)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; MT/RO&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;[https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3607 Avá-Canoeiro]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;(Avá-Canoeiro)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;GO&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Declarada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;[https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3923 Cabeceira do Rio Acre]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;(Yaminawá)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Na época do verão, os Jaminawa e Machineri que sobem o Rio Iaco procurando ovos de tracajá, têm encontrado esses indígenas entre o Rio Iaco e as cabeceiras do Rio Acre (FUNAI: 86).&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3645&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Caru&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Guajajara)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Guajá no Oeste da TI&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; MA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;[https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3657  Escondido]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;(Rikbaktsa)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;MT&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3717&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Kampa e Isolados do Rio Envira&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
            (Ashaninka)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;No Igarapé Xinane e Imbuia&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3728&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Kaxinawá do Rio Humaitá&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3731&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Kayapó&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Pituiaro, do grupo Kayapó&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4999&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot;&amp;gt;Kaxuyana-Tunayana&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;3 referências de isolados&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; AM/PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Declarada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3733&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Koatinemo&amp;lt;/htmltag&amp;gt;  &lt;br /&gt;
            (Asurini)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3952&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Menkragnoti&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Mengra Mrari, grupo kayapó, que se separou dos Gorotire em 1938.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3752&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Mamoadate&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
            (Yaminawa e Manchineri)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Masko, no verão circulam entre os rios Mamoadate e cabeceiras do Rio Purus. São chamados de Masho-Piro, no Peru.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3849&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Rio Paru d'Este&lt;br /&gt;
            &amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Wayana e Aparai&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3970&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Rio Tea&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Maku&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AM&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3869&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;Tenharim/Marmelos &amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Tenharim)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Os Tenharim dizem que existem parentes seus  isolados nas   cabeceiras do Rio Marmelos, no extremo sul da área.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AM&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3951&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Trombetas/Mapuera &amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Wai Wai)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Karafawyana&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;RR/AM/PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3885&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Tumucumaque&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
            (Tiriyó, Katxuyana, Wayana e Apalai)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;PA/AP&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3891&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Uru Eu Wau Wau&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Há pelo menos três grupos isolados.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;RO&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3895&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Vale do Javari&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Vários grupos isolados: no Igarapé Nauá, Ig. Alerta, Ig. Urucubaca, Ig. Inferno, Ig. Lambança, Ig. São Salvador, Ig. Cravo, Rio Itaquaí e Rio Ituí.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AM&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3902&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Waimiri Atroari&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Piriutiti dentro e fora da TI.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;RR/PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3646&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Xikrin do Catete&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
            (Xikrin)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Segundo a antropóloga Isabelle Giannini, os Xikrin dizem que ao norte da TI, na região do Rio Cinzento, vivem indígenas iguais aos que encontraram em 1987 em suas terras, um grupo de [[Povo:Araweté|Araweté]] isolados.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4016&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Yanomami&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Yanomami)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;''Moxi hatëtëma thëpë'', nome atribuído por alguns Yanomami a esses isolados.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; AM/RR&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências de povos isolados fora de TIs reconhecidas ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover tablesorter&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Referências de povos isolados fora de TIs reconhecidas&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;'''Povo'''&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;'''Localidade'''&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Arama/Inauini  &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Os [[Povo:Jamamadi|Jamamadi]] do Purus e uma familia katukina que mora no igarapé Kanamari deram informações sobre a presença de um grupo isolado na região do Inauini. Em outubro de 1985, alguns desses indígenas teriam aparecido no outro lado do igarapé, em frente à moradia da família katukina, no município de Pauini/AM.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Avá-Canoeiro&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Na região do Noroeste de Goiás.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Awá-Guajá&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fala-se da existência de pequenos grupos nas serras que formam o rio Farinha e Lageado (oeste do Maranhão). Em 1998, o sertanista Wellington Figueiredo fez o resgate de uma família awá no limite da Terra Indígena Awá e a Reserva Biológica do Gurupi (região do Igarapé Mão de Onça). Em 2006, na estada do sertanista no PIN Juriti, o homem que faz parte do grupo que ele mesmo resgatou veio lhe cobrar que fossem buscar seu irmão que lá teria permanecido (dados de agosto de 2006).&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados na Cabeceira do rio Cuniá&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;A Funai criou um GT com objetivo de realizar expedições de localização e monitoramento de indígenas isolados na cabeceira do Rio Cuniá, no Amazonas no período de 09/07/2013 a 22/08/2013   (DOU, 18/07/2013)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados do rio Liberdade&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Há anos os Metuktire dizem que existem Kaiapó &amp;quot;brabo&amp;quot; na região do Rio Liberdade, onde encontraram vestígios desses indígenas. Parece ser o mesmo grupo que foi visto pelos Metuktire na Cachoeira Von Martius, poucas horas do rio Liberdade. Foram vistos três indígenas de cabelos compridos que flecharam os Metuktire, com uma flecha igual a dos Kaiapó (dia 25/10/1990). Nos municípios de Luciara e Vila Rica/MT e talvez em São Felix do Xingu. Segundo o antropólogo Gustaaf Verswijver, que tem trabalhado com os Kayapó, hoje perambulam entre a região do rio Liberdade que cada dia tem sofrido mais desmatamento e a TI Mekragnoti (dados de novembro de 2005).&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados do Rio Muqui&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;A Rio Muqui teve restrição de uso da Funai até o ano 2000 e, com a ocupação e desmatamento desta área, provavelmente os indígenas encontram-se na TI Uru-Eu-Wau-Wau.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados do Igarapé Muriru e Pacutinga  &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Localizados entre os rios Juruena e Aripuanã, no município de Aripuanã/MT. Os indígenas Rikbaktsa dizem que já tiveram contato com esse grupo que denominam ''Yakara Waktá'' (moradores do mato). São 20 a 30 indígenas que se deslocam para o Aripuanã na época seca. Pelos vestígios (alimentação) poderiam ser um subgrupo apiaká. Em 1985, o jesuíta Balduino Loebens, em sobrevôo, localizou suas roças. Esse mesmo missionário disse que, em 1984, um picadeiro da colonizadora Cotriguaçu encontrou esses indígenas. Segundo o antropólogo Rinaldo Arruda, o grupo foi visto na TI Escondido, habitado pelos Rikbaktsa.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados do Rio Tapirapé&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Esses indígenas vivem nas cabeceiras do rio Tapirapé, afluente da margem esquerda do rio Itacaunas, no município de Senador José Porfírio/PA. Poderia ser o mesmo grupo a que os Xikrin do Cateté se referem ao norte do limite da TI do Cateté, na região da Flona Itacaiunas e Flona Tapirapé.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Kayapó Pituiaro (Rio Meruré)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Esse grupo kaiapó tem o nome do homem mais velho que o conduziu separadamente quando, em 1950, os Kuben Kran Kren se dispersaram em meio a um ataque dos Kokraimoro. Este grupo perambula entre a região do rio Merure e a área Kuben Kran Ken, município de Altamira/PA. Em agosto de 1977, o antropólogo Gustaaf Verswijver, ao sair da aldeia, num vôo para Santana do Araguaia, avistou uma aldeia dos Pituiaro à margem do rio Merure – um círculo de cinco a seis casas do tipo tradicional kayapó, encravado numa serra. Verswijver disse, em novembro de 2005, ser impossível a presença desses indígenas na região do Rio Meruré, pois está muito desmatada. Ele acredita que eles podem ter se refugiado na TI Kayapó, no sudeste do Gorotire ou ao sul do Kuben-Kran-Kren.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Kayapó Pu'ro   &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Esse grupo se formou em 1940, quando 25 indígenas partidários do chefe Tapiete deixaram a aldeia Mekrãgnoti, nunca mais retornando. Os Mekrãgnoti atuais se referem a esse grupo como os ''Pu'ro''. Segundo o antropólogo Gustaaf Verswijver, em novembro de 2005, eles não se encontram mais na região que está muito desmatada. Verswijver soube pelos Mekrãgnoti da aldeia Pukanu, que dizem ter ouvido dos kuben (não indígenas) que, há uns dois ou três anos, quatro homens desse grupo foram mortos, (provavelmente por madeireiros). Esta é uma notícia preocupante, principalmente porque deve ser um grupo pequeno. Esses sobreviventes parecem estar nos limites norte da TI Mekragnoti.&lt;br /&gt;
            &lt;br /&gt;
Em 2005 foi criada nesta região a Estação Ecológica Terra do Meio.&lt;br /&gt;
            &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados do Karipuninha&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Rieli Franciscato, indigenista da Funai, disse na década de 1990, que moradores da região do rio Karipuninha não têm coragem de subir o rio no rumo de suas cabeceiras, devido aos inúmeros vestígios de indígenas &amp;quot;brabos&amp;quot; que lá encontram. O Rio Karipuninha é afluente da margem esquerda do rio Madeira, a aproximadamente 100 km rio acima a partir de Porto Velho, e suas cabeceiras ficam próximas à divisa de Rondônia e o estado do Amazonas.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados do Bararati &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Referência sobre a existência de indígenas isolados no Rio Bararati e margem esquerda do Rio Juruena, próximo do limite com o Mato Grosso (municípios de Apuí e Sucurundi/AM - informação da CGII-Funai).&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Flona Bom Futuro (Rio Candeias) &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;A informação sobre a existência de um grupo de isolados motivou uma expedição da equipe da Frente de Contato Guaporé em meados de 1998. A equipe percorreu 90 km na margem direita deste rio, sem resultados concretos. Não foram encontrados vestígios de ocupação indígena na área vistoriada. Porém, ainda falta uma grande área a ser pesquisada. Segundo Gilberto Azanha/CTI, esse grupo está dentro do perímetro da Flona Bom Futuro.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Wajãpi isolados do Alto Amapari&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;A antropóloga Dominique Gallois informou em 1990 que, desde 1987, garimpeiros da Perimetral Norte informam terem encontrado, repetias vezes, vestígios da presença de um grupo isolado na região dos formadores do rio Amapari. De acordo com os Wajãpi do Amapari trata-se dos remanescente do subgrupo &amp;quot;Amapari Wan&amp;quot;, que se separou dos demais há cerca de 50 anos. Membros desse mesmo grupo vivem na aldeia Mariry e na aldeia Camopi (Guiana Francesa). A região dos isolados fica dentro do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e às vezes esses indígenas se deslocam para a Guiana Francesa. Em 2003, os Wajãpi do Camopi acharam uma roça desses indígenas no Rio Muturá.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Wajãpi isolados do Ipitinga  &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Segundo a antropóloga Dominique Gallois, os indígenas que vivem no Parque Indígena do Tumucumaque, falam desses indígenas Wajãpi que vivem próximos do Parque, no município de Almeirim, no Pará.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Índios isolados]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Listas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Onde_est%C3%A3o_os_isolados%3F&amp;diff=8160</id>
		<title>Onde estão os isolados?</title>
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		<updated>2025-02-06T19:50:26Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* TIs reconhecidas para outros povos, também habitadas por povos isolados */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Título | Onde estão os isolados}}&lt;br /&gt;
__FORCETOC__&lt;br /&gt;
As informações apresentadas a seguir são parte do trabalho de monitoramento de Terras Indígenas iniciado em 1983 pelo Centro Ecumênico de Documentação e Informação (Cedi) e seguido pelo &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.socioambiental.org/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;Instituto Socioambiental&amp;lt;/htmltag&amp;gt; desde sua fundação. Essa pesquisa possibilitou organizar a relação das terras reconhecidas para ocupação dos isolados, e também as terras que, embora demarcadas e homologadas para outros povos, abrigam grupos isolados, assim como as referências de indígenas isolados nas diversas regiões da Amazônia e sobre um pequeno grupo na região de Goiás/Noroeste de Minas Gerais. Estas informações são provenientes da relação elaborada no Encontro de 1986, atualizada permanentemente por pesquisadores e confrontadas com a lista elaborada pela Coordenação Geral de Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (CGIIRC-Funai).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Isolados em TIs reconhecidas para eles ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Isolados em TIs reconhecidas para eles&lt;br /&gt;
    &amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Terras Indígenas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Estado&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Situação Jurídica&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3915&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Alto Tarauacá&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            obs: Xinane e Igarapé D'ouro&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AC      &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada Registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/5101&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Cabeceiras dos Rios Muru e Boiaçu&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Em identificação&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3810&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Hi Merimã&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AM&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4924&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Igarapé Taboca do Alto Tarauacá&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Restrição de uso&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/5202&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Ituna/Itatá&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4712&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Jacareuba/Katawixi&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
            obs.: quase integralmente dentro do Parque Nacional Mapinguari e com uma pequena parte dentro da Resex Ituxi&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AM&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Restrição de uso&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4144&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Kawahiva do Rio Pardo&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Declarada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/6303&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Terra Indígena Mashco do Rio Chandless&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3920&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Massaco&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Homologada registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3964&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Piripkura&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
            obs.: chamados de Piripkura pelos indígenas Gavião da TI Igarapé Lourdes, esses indígenas se localizam na área entre os rios Branco e Madeirinha, afluentes do Roosevelt/MT. Já foram contatados dois indígenas, e parece existir mais um grupo sem contato de cerca 17 pessoas.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;MT&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Restrição de uso&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/5360&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot;&amp;gt;Pirititi&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;RR&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;color: rgb(34, 34, 34); font-family: arial, sans-serif; font-size: 12.8px;&amp;quot;&amp;gt;Restrição de uso&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3983&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Riozinho do Alto Envira&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Declarada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4570&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Tanaru&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;RO&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Restrição de uso&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== TIs reconhecidas para outros povos, também habitadas por povos isolados ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
    TIs reconhecidas para outros povos, também habitadas por povos isolados&lt;br /&gt;
    &amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Terras indígenas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Isolados&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Estado&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Situação Jurídica&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/5001&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Apiaká do Pontal e Isolados&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Apiaká)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Em 1984, o antropólogo Eugenio Wenzel, que viveu mais de 15 anos com os indígenas Apiaká, informou que havia notícias sobre a existência de um grupo de Apiaká que, depois de viver em contato com a sociedade regional e sofrer massacres no período da borracha no início do século 20, fugiu, afastando-se das margens dos rios maiores. Localiza-se na região dos rios Ximari e Matrinxã, entre os rios Teles Pires e Juruena, no município de Apiacás/MT e Apui/AM.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; MT e AM&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Declarada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;[https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3583 Apiaká-Kayabi] (Apiaká, Kaiabi)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;MT&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3575&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Alto Turiaçu&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Ka'apor e Tembé)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Guajá isolados, no igarapé Jararaca&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; MA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3594&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Arara do Rio Branco&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; MT&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3600&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Araribóia&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Guajajara)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Guajá isolados&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; MA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3603&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Aripuanã&amp;lt;/htmltag&amp;gt;  &lt;br /&gt;
            (Cinta Larga)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; MT/RO&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;[https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3607 Avá-Canoeiro]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;(Avá-Canoeiro)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;GO&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Declarada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;[https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3923 Cabeceira do Rio Acre]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;(Yaminawá)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Na época do verão, os Jaminawa e Machineri que sobem o Rio Iaco procurando ovos de tracajá, têm encontrado esses indígenas entre o Rio Iaco e as cabeceiras do Rio Acre (FUNAI: 86).&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3645&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Caru&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Guajajara)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Guajá no Oeste da TI&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; MA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;[https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3657  Escondido]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;(Rikbaktsa)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;MT&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3717&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Kampa e Isolados do Rio Envira&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
            (Ashaninka)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;No Igarapé Xinane e Imbuia&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3728&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Kaxinawá do Rio Humaitá&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3731&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Kayapó&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Pituiaro, do grupo Kayapó&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4999&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot;&amp;gt;Kaxuyana-Tunayana&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;3 referências de isolados&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; AM/PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Declarada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3733&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Koatinemo&amp;lt;/htmltag&amp;gt;  &lt;br /&gt;
            (Asurini)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3952&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Menkragnoti&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Mengra Mrari, grupo kayapó, que se separou dos Gorotire em 1938.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3752&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Mamoadate&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
            (Yaminawa e Manchineri)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Masko, no verão circulam entre os rios Mamoadate e cabeceiras do Rio Purus. São chamados de Masho-Piro, no Peru.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3849&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Rio Paru d'Este&lt;br /&gt;
            &amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Wayana e Aparai&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3970&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Rio Tea&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Maku&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AM&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3869&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;Tenharim/Marmelos &amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Tenharim)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Os Tenharim dizem que existem parentes seus  isolados nas   cabeceiras do Rio Marmelos, no extremo sul da área.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AM&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3951&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Trombetas/Mapuera &amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Wai Wai)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Karafawyana&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;RR/AM/PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3885&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Tumucumaque&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
            (Tiriyó, Katxuyana, Wayana e Apalai)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;PA/AP&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3891&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Uru Eu Wau Wau&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Há pelo menos três grupos isolados.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;RO&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3895&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Vale do Javari&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Vários grupos isolados: no Igarapé Nauá, Ig. Alerta, Ig. Urucubaca, Ig. Inferno, Ig. Lambança, Ig. São Salvador, Ig. Cravo, Rio Itaquaí e Rio Ituí.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AM&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3902&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Waimiri Atroari&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Piriutiti dentro e fora da TI.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;RR/PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3646&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Xikrin do Catete&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
            (Xikrin)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Segundo a antropóloga Isabelle Giannini, os Xikrin dizem que ao norte da TI, na região do Rio Cinzento, vivem indígenas iguais aos que encontraram em 1987 em suas terras, um grupo de [[Povo:Araweté|Araweté]] isolados.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4016&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Yanomami&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Yanomami)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;''Moxi hatëtëma thëpë'', nome atribuído por alguns Yanomami a esses isolados.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; AM/RR&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências de povos isolados fora de TIs reconhecidas ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover tablesorter&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Referências de povos isolados fora de TIs reconhecidas&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;'''Povo'''&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;'''Localidade'''&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Arama/Inauini  &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Os [[Povo:Jamamadi|Jamamadi]] do Purus e uma familia katukina que mora no igarapé Kanamari deram informações sobre a presença de um grupo isolado na região do Inauini. Em outubro de 1985, alguns desses indígenas teriam aparecido no outro lado do igarapé, em frente à moradia da família katukina, no município de Pauini/AM.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Avá-Canoeiro&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Na região do Noroeste de Goiás.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Awá-Guajá&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fala-se da existência de pequenos grupos nas serras que formam o rio Farinha e Lageado (oeste do Maranhão). Em 1998, o sertanista Wellington Figueiredo fez o resgate de uma família awá no limite da Terra Indígena Awá e a Reserva Biológica do Gurupi (região do Igarapé Mão de Onça). Em 2006, na estada do sertanista no PIN Juriti, o homem que faz parte do grupo que ele mesmo resgatou veio lhe cobrar que fossem buscar seu irmão que lá teria permanecido (dados de agosto de 2006).&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados na Cabeceira do rio Cuniá&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;A Funai criou um GT com objetivo de realizar expedições de localização e monitoramento de indígenas isolados na cabeceira do Rio Cuniá, no Amazonas no período de 09/07/2013 a 22/08/2013   (DOU, 18/07/2013)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados do rio Liberdade&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Há anos os Metuktire dizem que existem Kaiapó &amp;quot;brabo&amp;quot; na região do Rio Liberdade, onde encontraram vestígios desses indígenas. Parece ser o mesmo grupo que foi visto pelos Metuktire na Cachoeira Von Martius, poucas horas do rio Liberdade. Foram vistos três indígenas de cabelos compridos que flecharam os Metuktire, com uma flecha igual a dos Kaiapó (dia 25/10/1990). Nos municípios de Luciara e Vila Rica/MT e talvez em São Felix do Xingu. Segundo o antropólogo Gustaaf Verswijver, que tem trabalhado com os Kayapó, hoje perambulam entre a região do rio Liberdade que cada dia tem sofrido mais desmatamento e a TI Mekragnoti (dados de novembro de 2005).&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados do Rio Muqui&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;A Rio Muqui teve restrição de uso da Funai até o ano 2000 e, com a ocupação e desmatamento desta área, provavelmente os indígenas encontram-se na TI Uru-Eu-Wau-Wau.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados do Igarapé Muriru e Pacutinga  &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Localizados entre os rios Juruena e Aripuanã, no município de Aripuanã/MT. Os indígenas Rikbaktsa dizem que já tiveram contato com esse grupo que denominam ''Yakara Waktá'' (moradores do mato). São 20 a 30 indígenas que se deslocam para o Aripuanã na época seca. Pelos vestígios (alimentação) poderiam ser um subgrupo apiaká. Em 1985, o jesuíta Balduino Loebens, em sobrevôo, localizou suas roças. Esse mesmo missionário disse que, em 1984, um picadeiro da colonizadora Cotriguaçu encontrou esses indígenas. Segundo o antropólogo Rinaldo Arruda, o grupo foi visto na TI Escondido, habitado pelos Rikbaktsa.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados do Rio Tapirapé&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Esses indígenas vivem nas cabeceiras do rio Tapirapé, afluente da margem esquerda do rio Itacaunas, no município de Senador José Porfírio/PA. Poderia ser o mesmo grupo a que os Xikrin do Cateté se referem ao norte do limite da TI do Cateté, na região da Flona Itacaiunas e Flona Tapirapé.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Kayapó Pituiaro (Rio Meruré)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Esse grupo kaiapó tem o nome do homem mais velho que o conduziu separadamente quando, em 1950, os Kuben Kran Kren se dispersaram em meio a um ataque dos Kokraimoro. Este grupo perambula entre a região do rio Merure e a área Kuben Kran Ken, município de Altamira/PA. Em agosto de 1977, o antropólogo Gustaaf Verswijver, ao sair da aldeia, num vôo para Santana do Araguaia, avistou uma aldeia dos Pituiaro à margem do rio Merure – um círculo de cinco a seis casas do tipo tradicional kayapó, encravado numa serra. Verswijver disse, em novembro de 2005, ser impossível a presença desses indígenas na região do Rio Meruré, pois está muito desmatada. Ele acredita que eles podem ter se refugiado na TI Kayapó, no sudeste do Gorotire ou ao sul do Kuben-Kran-Kren.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Kayapó Pu'ro   &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Esse grupo se formou em 1940, quando 25 indígenas partidários do chefe Tapiete deixaram a aldeia Mekrãgnoti, nunca mais retornando. Os Mekrãgnoti atuais se referem a esse grupo como os ''Pu'ro''. Segundo o antropólogo Gustaaf Verswijver, em novembro de 2005, eles não se encontram mais na região que está muito desmatada. Verswijver soube pelos Mekrãgnoti da aldeia Pukanu, que dizem ter ouvido dos kuben (não indígenas) que, há uns dois ou três anos, quatro homens desse grupo foram mortos, (provavelmente por madeireiros). Esta é uma notícia preocupante, principalmente porque deve ser um grupo pequeno. Esses sobreviventes parecem estar nos limites norte da TI Mekragnoti.&lt;br /&gt;
            &lt;br /&gt;
Em 2005 foi criada nesta região a Estação Ecológica Terra do Meio.&lt;br /&gt;
            &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados do Karipuninha&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Rieli Franciscato, indigenista da Funai, disse na década de 1990, que moradores da região do rio Karipuninha não têm coragem de subir o rio no rumo de suas cabeceiras, devido aos inúmeros vestígios de indígenas &amp;quot;brabos&amp;quot; que lá encontram. O Rio Karipuninha é afluente da margem esquerda do rio Madeira, a aproximadamente 100 km rio acima a partir de Porto Velho, e suas cabeceiras ficam próximas à divisa de Rondônia e o estado do Amazonas.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados do Bararati &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Referência sobre a existência de indígenas isolados no Rio Bararati e margem esquerda do Rio Juruena, próximo do limite com o Mato Grosso (municípios de Apuí e Sucurundi/AM - informação da CGII-Funai).&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Flona Bom Futuro (Rio Candeias) &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;A informação sobre a existência de um grupo de isolados motivou uma expedição da equipe da Frente de Contato Guaporé em meados de 1998. A equipe percorreu 90 km na margem direita deste rio, sem resultados concretos. Não foram encontrados vestígios de ocupação indígena na área vistoriada. Porém, ainda falta uma grande área a ser pesquisada. Segundo Gilberto Azanha/CTI, esse grupo está dentro do perímetro da Flona Bom Futuro.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Wajãpi isolados do Alto Amapari&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;A antropóloga Dominique Gallois informou em 1990 que, desde 1987, garimpeiros da Perimetral Norte informam terem encontrado, repetias vezes, vestígios da presença de um grupo isolado na região dos formadores do rio Amapari. De acordo com os Wajãpi do Amapari trata-se dos remanescente do subgrupo &amp;quot;Amapari Wan&amp;quot;, que se separou dos demais há cerca de 50 anos. Membros desse mesmo grupo vivem na aldeia Mariry e na aldeia Camopi (Guiana Francesa). A região dos isolados fica dentro do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e às vezes esses indígenas se deslocam para a Guiana Francesa. Em 2003, os Wajãpi do Camopi acharam uma roça desses indígenas no Rio Muturá.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Wajãpi isolados do Ipitinga  &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Segundo a antropóloga Dominique Gallois, os indígenas que vivem no Parque Indígena do Tumucumaque, falam desses indígenas Wajãpi que vivem próximos do Parque, no município de Almeirim, no Pará.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Índios isolados]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Listas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Onde_est%C3%A3o_os_isolados%3F&amp;diff=8159</id>
		<title>Onde estão os isolados?</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Onde_est%C3%A3o_os_isolados%3F&amp;diff=8159"/>
		<updated>2025-02-06T19:48:48Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Isolados em TIs reconhecidas para eles */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Título | Onde estão os isolados}}&lt;br /&gt;
__FORCETOC__&lt;br /&gt;
As informações apresentadas a seguir são parte do trabalho de monitoramento de Terras Indígenas iniciado em 1983 pelo Centro Ecumênico de Documentação e Informação (Cedi) e seguido pelo &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.socioambiental.org/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;Instituto Socioambiental&amp;lt;/htmltag&amp;gt; desde sua fundação. Essa pesquisa possibilitou organizar a relação das terras reconhecidas para ocupação dos isolados, e também as terras que, embora demarcadas e homologadas para outros povos, abrigam grupos isolados, assim como as referências de indígenas isolados nas diversas regiões da Amazônia e sobre um pequeno grupo na região de Goiás/Noroeste de Minas Gerais. Estas informações são provenientes da relação elaborada no Encontro de 1986, atualizada permanentemente por pesquisadores e confrontadas com a lista elaborada pela Coordenação Geral de Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (CGIIRC-Funai).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Isolados em TIs reconhecidas para eles ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Isolados em TIs reconhecidas para eles&lt;br /&gt;
    &amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Terras Indígenas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Estado&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Situação Jurídica&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3915&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Alto Tarauacá&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            obs: Xinane e Igarapé D'ouro&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AC      &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada Registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/5101&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Cabeceiras dos Rios Muru e Boiaçu&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Em identificação&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3810&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Hi Merimã&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AM&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4924&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Igarapé Taboca do Alto Tarauacá&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Restrição de uso&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/5202&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Ituna/Itatá&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4712&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Jacareuba/Katawixi&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
            obs.: quase integralmente dentro do Parque Nacional Mapinguari e com uma pequena parte dentro da Resex Ituxi&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AM&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Restrição de uso&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4144&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Kawahiva do Rio Pardo&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;MT&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Declarada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/6303&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Terra Indígena Mashco do Rio Chandless&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3920&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Massaco&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;RO&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3964&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Piripkura&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
            obs.: chamados de Piripkura pelos indígenas Gavião da TI Igarapé Lourdes, esses indígenas se localizam na área entre os rios Branco e Madeirinha, afluentes do Roosevelt/MT. Já foram contatados dois indígenas, e parece existir mais um grupo sem contato de cerca 17 pessoas.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;MT&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Restrição de uso&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/5360&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot;&amp;gt;Pirititi&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;RR&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;color: rgb(34, 34, 34); font-family: arial, sans-serif; font-size: 12.8px;&amp;quot;&amp;gt;Restrição de uso&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3983&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Riozinho do Alto Envira&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Declarada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4570&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Tanaru&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;RO&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Restrição de uso&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== TIs reconhecidas para outros povos, também habitadas por povos isolados ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
    TIs reconhecidas para outros povos, também habitadas por povos isolados&lt;br /&gt;
    &amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Terras indígenas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Isolados&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Estado&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;Situação Jurídica&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/5001&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Apiaká do Pontal e Isolados&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Apiaká)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Em 1984, o antropólogo Eugenio Wenzel, que viveu mais de 15 anos com os indígenas Apiaká, informou que havia notícias sobre a existência de um grupo de Apiaká que, depois de viver em contato com a sociedade regional e sofrer massacres no período da borracha no início do século 20, fugiu, afastando-se das margens dos rios maiores. Localiza-se na região dos rios Ximari e Matrinxã, entre os rios Teles Pires e Juruena, no município de Apiacás/MT e Apui/AM.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; MT e AM&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Identificada e aprovada pela Funai&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;[https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3583 Apiaká-Kayabi] (Apiaká, Kaiabi)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;MT&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3575&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Alto Turiaçu&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Ka'apor e Tembé)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Guajá isolados, no igarapé Jararaca&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; MA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3594&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Arara do Rio Branco&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; MT&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3600&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Araribóia&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Guajajara)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Guajá isolados&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; MA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3603&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Aripuanã&amp;lt;/htmltag&amp;gt;  &lt;br /&gt;
            (Cinta Larga)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; MT/RO&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;[https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3607 Avá-Canoeiro]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;(Avá-Canoeiro)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;GO&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Declarada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;[https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3923 Cabeceira do Rio Acre]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;(Yaminawá)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Na época do verão, os Jaminawa e Machineri que sobem o Rio Iaco procurando ovos de tracajá, têm encontrado esses indígenas entre o Rio Iaco e as cabeceiras do Rio Acre (FUNAI: 86).&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3645&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Caru&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Guajajara)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Guajá no Oeste da TI&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; MA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;[https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3657  Escondido]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;(Rikbaktsa)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;MT&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3717&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Kampa e Isolados do Rio Envira&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
            (Ashaninka)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;No Igarapé Xinane e Imbuia&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3728&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Kaxinawá do Rio Humaitá&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3731&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Kayapó&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Pituiaro, do grupo Kayapó&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4999&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot;&amp;gt;Kaxuyana-Tunayana&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;3 referências de isolados&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; AM/PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Identificada e aprovada pela Funai&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3733&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Koatinemo&amp;lt;/htmltag&amp;gt;  &lt;br /&gt;
            (Asurini)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3952&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Menkragnoti&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Mengra Mrari, grupo kayapó, que se separou dos Gorotire em 1938.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3752&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Mamoadate&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
            (Yaminawa e Manchineri)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Masko, no verão circulam entre os rios Mamoadate e cabeceiras do Rio Purus. São chamados de Masho-Piro, no Peru.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; AC&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3849&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Rio Paru d'Este&lt;br /&gt;
            &amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Wayana e Aparai&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3970&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Rio Tea&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Maku&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AM&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3869&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;Tenharim/Marmelos &amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Tenharim)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Os Tenharim dizem que existem parentes seus  isolados nas   cabeceiras do Rio Marmelos, no extremo sul da área.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AM&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3951&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Trombetas/Mapuera &amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Wai Wai)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Karafawyana&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;RR/AM/PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3885&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Tumucumaque&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
            (Tiriyó, Katxuyana, Wayana e Apalai)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;PA/AP&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3891&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Uru Eu Wau Wau&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Há pelo menos três grupos isolados.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;RO&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3895&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Vale do Javari&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Vários grupos isolados: no Igarapé Nauá, Ig. Alerta, Ig. Urucubaca, Ig. Inferno, Ig. Lambança, Ig. São Salvador, Ig. Cravo, Rio Itaquaí e Rio Ituí.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;AM&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3902&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Waimiri Atroari&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Piriutiti dentro e fora da TI.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;RR/PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3646&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Xikrin do Catete&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
            (Xikrin)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Segundo a antropóloga Isabelle Giannini, os Xikrin dizem que ao norte da TI, na região do Rio Cinzento, vivem indígenas iguais aos que encontraram em 1987 em suas terras, um grupo de [[Povo:Araweté|Araweté]] isolados.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; PA&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4016&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_self&amp;quot;&amp;gt;Yanomami&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
            (Yanomami)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;''Moxi hatëtëma thëpë'', nome atribuído por alguns Yanomami a esses isolados.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt; AM/RR&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Homologada e registrada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências de povos isolados fora de TIs reconhecidas ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover tablesorter&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Referências de povos isolados fora de TIs reconhecidas&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;'''Povo'''&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th class=&amp;quot;header&amp;quot;&amp;gt;'''Localidade'''&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Arama/Inauini  &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Os [[Povo:Jamamadi|Jamamadi]] do Purus e uma familia katukina que mora no igarapé Kanamari deram informações sobre a presença de um grupo isolado na região do Inauini. Em outubro de 1985, alguns desses indígenas teriam aparecido no outro lado do igarapé, em frente à moradia da família katukina, no município de Pauini/AM.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Avá-Canoeiro&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Na região do Noroeste de Goiás.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Awá-Guajá&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fala-se da existência de pequenos grupos nas serras que formam o rio Farinha e Lageado (oeste do Maranhão). Em 1998, o sertanista Wellington Figueiredo fez o resgate de uma família awá no limite da Terra Indígena Awá e a Reserva Biológica do Gurupi (região do Igarapé Mão de Onça). Em 2006, na estada do sertanista no PIN Juriti, o homem que faz parte do grupo que ele mesmo resgatou veio lhe cobrar que fossem buscar seu irmão que lá teria permanecido (dados de agosto de 2006).&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados na Cabeceira do rio Cuniá&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;A Funai criou um GT com objetivo de realizar expedições de localização e monitoramento de indígenas isolados na cabeceira do Rio Cuniá, no Amazonas no período de 09/07/2013 a 22/08/2013   (DOU, 18/07/2013)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados do rio Liberdade&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Há anos os Metuktire dizem que existem Kaiapó &amp;quot;brabo&amp;quot; na região do Rio Liberdade, onde encontraram vestígios desses indígenas. Parece ser o mesmo grupo que foi visto pelos Metuktire na Cachoeira Von Martius, poucas horas do rio Liberdade. Foram vistos três indígenas de cabelos compridos que flecharam os Metuktire, com uma flecha igual a dos Kaiapó (dia 25/10/1990). Nos municípios de Luciara e Vila Rica/MT e talvez em São Felix do Xingu. Segundo o antropólogo Gustaaf Verswijver, que tem trabalhado com os Kayapó, hoje perambulam entre a região do rio Liberdade que cada dia tem sofrido mais desmatamento e a TI Mekragnoti (dados de novembro de 2005).&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados do Rio Muqui&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;A Rio Muqui teve restrição de uso da Funai até o ano 2000 e, com a ocupação e desmatamento desta área, provavelmente os indígenas encontram-se na TI Uru-Eu-Wau-Wau.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados do Igarapé Muriru e Pacutinga  &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Localizados entre os rios Juruena e Aripuanã, no município de Aripuanã/MT. Os indígenas Rikbaktsa dizem que já tiveram contato com esse grupo que denominam ''Yakara Waktá'' (moradores do mato). São 20 a 30 indígenas que se deslocam para o Aripuanã na época seca. Pelos vestígios (alimentação) poderiam ser um subgrupo apiaká. Em 1985, o jesuíta Balduino Loebens, em sobrevôo, localizou suas roças. Esse mesmo missionário disse que, em 1984, um picadeiro da colonizadora Cotriguaçu encontrou esses indígenas. Segundo o antropólogo Rinaldo Arruda, o grupo foi visto na TI Escondido, habitado pelos Rikbaktsa.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados do Rio Tapirapé&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Esses indígenas vivem nas cabeceiras do rio Tapirapé, afluente da margem esquerda do rio Itacaunas, no município de Senador José Porfírio/PA. Poderia ser o mesmo grupo a que os Xikrin do Cateté se referem ao norte do limite da TI do Cateté, na região da Flona Itacaiunas e Flona Tapirapé.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Kayapó Pituiaro (Rio Meruré)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Esse grupo kaiapó tem o nome do homem mais velho que o conduziu separadamente quando, em 1950, os Kuben Kran Kren se dispersaram em meio a um ataque dos Kokraimoro. Este grupo perambula entre a região do rio Merure e a área Kuben Kran Ken, município de Altamira/PA. Em agosto de 1977, o antropólogo Gustaaf Verswijver, ao sair da aldeia, num vôo para Santana do Araguaia, avistou uma aldeia dos Pituiaro à margem do rio Merure – um círculo de cinco a seis casas do tipo tradicional kayapó, encravado numa serra. Verswijver disse, em novembro de 2005, ser impossível a presença desses indígenas na região do Rio Meruré, pois está muito desmatada. Ele acredita que eles podem ter se refugiado na TI Kayapó, no sudeste do Gorotire ou ao sul do Kuben-Kran-Kren.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados Kayapó Pu'ro   &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Esse grupo se formou em 1940, quando 25 indígenas partidários do chefe Tapiete deixaram a aldeia Mekrãgnoti, nunca mais retornando. Os Mekrãgnoti atuais se referem a esse grupo como os ''Pu'ro''. Segundo o antropólogo Gustaaf Verswijver, em novembro de 2005, eles não se encontram mais na região que está muito desmatada. Verswijver soube pelos Mekrãgnoti da aldeia Pukanu, que dizem ter ouvido dos kuben (não indígenas) que, há uns dois ou três anos, quatro homens desse grupo foram mortos, (provavelmente por madeireiros). Esta é uma notícia preocupante, principalmente porque deve ser um grupo pequeno. Esses sobreviventes parecem estar nos limites norte da TI Mekragnoti.&lt;br /&gt;
            &lt;br /&gt;
Em 2005 foi criada nesta região a Estação Ecológica Terra do Meio.&lt;br /&gt;
            &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados do Karipuninha&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Rieli Franciscato, indigenista da Funai, disse na década de 1990, que moradores da região do rio Karipuninha não têm coragem de subir o rio no rumo de suas cabeceiras, devido aos inúmeros vestígios de indígenas &amp;quot;brabos&amp;quot; que lá encontram. O Rio Karipuninha é afluente da margem esquerda do rio Madeira, a aproximadamente 100 km rio acima a partir de Porto Velho, e suas cabeceiras ficam próximas à divisa de Rondônia e o estado do Amazonas.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Isolados do Bararati &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Referência sobre a existência de indígenas isolados no Rio Bararati e margem esquerda do Rio Juruena, próximo do limite com o Mato Grosso (municípios de Apuí e Sucurundi/AM - informação da CGII-Funai).&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Flona Bom Futuro (Rio Candeias) &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;A informação sobre a existência de um grupo de isolados motivou uma expedição da equipe da Frente de Contato Guaporé em meados de 1998. A equipe percorreu 90 km na margem direita deste rio, sem resultados concretos. Não foram encontrados vestígios de ocupação indígena na área vistoriada. Porém, ainda falta uma grande área a ser pesquisada. Segundo Gilberto Azanha/CTI, esse grupo está dentro do perímetro da Flona Bom Futuro.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Wajãpi isolados do Alto Amapari&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;A antropóloga Dominique Gallois informou em 1990 que, desde 1987, garimpeiros da Perimetral Norte informam terem encontrado, repetias vezes, vestígios da presença de um grupo isolado na região dos formadores do rio Amapari. De acordo com os Wajãpi do Amapari trata-se dos remanescente do subgrupo &amp;quot;Amapari Wan&amp;quot;, que se separou dos demais há cerca de 50 anos. Membros desse mesmo grupo vivem na aldeia Mariry e na aldeia Camopi (Guiana Francesa). A região dos isolados fica dentro do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e às vezes esses indígenas se deslocam para a Guiana Francesa. Em 2003, os Wajãpi do Camopi acharam uma roça desses indígenas no Rio Muturá.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Wajãpi isolados do Ipitinga  &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Segundo a antropóloga Dominique Gallois, os indígenas que vivem no Parque Indígena do Tumucumaque, falam desses indígenas Wajãpi que vivem próximos do Parque, no município de Almeirim, no Pará.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Índios isolados]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Listas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=8053</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=8053"/>
		<updated>2024-09-23T14:01:12Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Demarcações nos últimos governos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Situação jurídica das TIs no Brasil hoje=&lt;br /&gt;
Para um quadro completo da situação jurídica das TIs hoje, acesse o painel [https://terrasindigenas.org.br Terras Indígenas no Brasil] do ISA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! colspan=&amp;quot;3&amp;quot; | Demarcações - Brasil&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Presidente [período]&lt;br /&gt;
| Homologações*&lt;br /&gt;
| Declarações&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&lt;br /&gt;
| 10&lt;br /&gt;
| 3&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&lt;br /&gt;
| 0&lt;br /&gt;
| 0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&lt;br /&gt;
| 1&lt;br /&gt;
| 3&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&lt;br /&gt;
| 10&lt;br /&gt;
| 15&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Dilma Rousseff [jan 2011 a dez 2014]&lt;br /&gt;
| 11&lt;br /&gt;
| 11&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&lt;br /&gt;
| 21&lt;br /&gt;
| 49&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&lt;br /&gt;
| 65&lt;br /&gt;
| 30&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&lt;br /&gt;
| 30&lt;br /&gt;
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|-&lt;br /&gt;
| Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&lt;br /&gt;
| 113&lt;br /&gt;
| 59&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Itamar Franco [out 92 a dez 94]&lt;br /&gt;
| 19&lt;br /&gt;
| 39&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Collor [mar 90 a set 92]&lt;br /&gt;
| 110&lt;br /&gt;
| 57&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| José Sarney [abr 85 a mar 90]&lt;br /&gt;
| 66&lt;br /&gt;
| 15&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''*''' Terras Indígenas de diferentes mandatos não devem ser somadas, várias delas foram declaradas ou homologadas mais de uma vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=8045</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=8045"/>
		<updated>2024-07-25T19:40:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Demarcações nos últimos governos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Situação jurídica das TIs no Brasil hoje=&lt;br /&gt;
Para um quadro completo da situação jurídica das TIs hoje, acesse o painel [https://terrasindigenas.org.br Terras Indígenas no Brasil] do ISA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! colspan=&amp;quot;3&amp;quot; | Demarcações - Brasil&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Presidente [período]&lt;br /&gt;
| Homologações*&lt;br /&gt;
| Declarações&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&lt;br /&gt;
| 10&lt;br /&gt;
| 0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&lt;br /&gt;
| 0&lt;br /&gt;
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| Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&lt;br /&gt;
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| Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&lt;br /&gt;
| 10&lt;br /&gt;
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| Dilma Rousseff [jan 2011 a dez 2014]&lt;br /&gt;
| 11&lt;br /&gt;
| 11&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&lt;br /&gt;
| 21&lt;br /&gt;
| 49&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&lt;br /&gt;
| 65&lt;br /&gt;
| 30&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&lt;br /&gt;
| 30&lt;br /&gt;
| 60&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&lt;br /&gt;
| 113&lt;br /&gt;
| 59&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Itamar Franco [out 92 a dez 94]&lt;br /&gt;
| 19&lt;br /&gt;
| 39&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Collor [mar 90 a set 92]&lt;br /&gt;
| 110&lt;br /&gt;
| 57&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| José Sarney [abr 85 a mar 90]&lt;br /&gt;
| 66&lt;br /&gt;
| 15&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''*''' Terras Indígenas de diferentes mandatos não devem ser somadas, várias delas foram declaradas ou homologadas mais de uma vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
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		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=8044</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
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		<updated>2024-07-25T14:20:19Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Demarcações nos últimos governos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Situação jurídica das TIs no Brasil hoje=&lt;br /&gt;
Para um quadro completo da situação jurídica das TIs hoje, acesse o painel [https://terrasindigenas.org.br Terras Indígenas no Brasil] do ISA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! colspan=&amp;quot;3&amp;quot; | Demarcações - Brasil&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Presidente [período]&lt;br /&gt;
| Homologações*&lt;br /&gt;
| Declarações&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&lt;br /&gt;
| 10&lt;br /&gt;
| 0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&lt;br /&gt;
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|-&lt;br /&gt;
| Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&lt;br /&gt;
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| 3&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&lt;br /&gt;
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| Dilma Rousseff [jan 2011 a dez 2014]&lt;br /&gt;
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|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&lt;br /&gt;
| 19&lt;br /&gt;
| 49&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&lt;br /&gt;
| 65&lt;br /&gt;
| 30&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&lt;br /&gt;
| 30&lt;br /&gt;
| 60&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&lt;br /&gt;
| 112&lt;br /&gt;
| 59&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Itamar Franco [out 92 a dez 94]&lt;br /&gt;
| 19&lt;br /&gt;
| 39&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Collor [mar 90 a set 92]&lt;br /&gt;
| 110&lt;br /&gt;
| 57&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| José Sarney [abr 85 a mar 90]&lt;br /&gt;
| 66&lt;br /&gt;
| 15&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''*''' Terras Indígenas de diferentes mandatos não devem ser somadas, várias delas foram declaradas ou homologadas mais de uma vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
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		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
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		<updated>2024-07-25T14:16:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Demarcações nos últimos governos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Situação jurídica das TIs no Brasil hoje=&lt;br /&gt;
Para um quadro completo da situação jurídica das TIs hoje, acesse o painel [https://terrasindigenas.org.br Terras Indígenas no Brasil] do ISA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! colspan=&amp;quot;3&amp;quot; | Demarcações - Brasil&lt;br /&gt;
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| Presidente [período]&lt;br /&gt;
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|-&lt;br /&gt;
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|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&lt;br /&gt;
| 19&lt;br /&gt;
| 49&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&lt;br /&gt;
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| Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&lt;br /&gt;
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|-&lt;br /&gt;
| Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&lt;br /&gt;
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| Itamar Franco [out 92 a dez 94]&lt;br /&gt;
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| Fernando Collor [mar 90 a set 92]&lt;br /&gt;
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| 57&lt;br /&gt;
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| José Sarney [abr 85 a mar 90]&lt;br /&gt;
| 66&lt;br /&gt;
| 15&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''*''' Terras Indígenas de diferentes mandatos não devem ser somadas, porque várias delas foram declaradas ou homologadas mais de uma vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
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		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=8042</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=8042"/>
		<updated>2024-07-25T14:11:51Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Demarcações nos últimos governos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Situação jurídica das TIs no Brasil hoje=&lt;br /&gt;
Para um quadro completo da situação jurídica das TIs hoje, acesse o painel [https://terrasindigenas.org.br Terras Indígenas no Brasil] do ISA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! colspan=&amp;quot;3&amp;quot; | Demarcações - Brasil&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Presidente [período]&lt;br /&gt;
| Homologações*&lt;br /&gt;
| Declarações&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&lt;br /&gt;
| 10&lt;br /&gt;
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| Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&lt;br /&gt;
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| Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&lt;br /&gt;
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| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&lt;br /&gt;
| 19&lt;br /&gt;
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| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&lt;br /&gt;
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| Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&lt;br /&gt;
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| Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&lt;br /&gt;
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| Itamar Franco [out 92 a dez 94]&lt;br /&gt;
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| Fernando Collor [mar 90 a set 92]&lt;br /&gt;
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| 57&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| José Sarney [abr 85 a mar 90]&lt;br /&gt;
| 34&lt;br /&gt;
| 15&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''*''' Terras Indígenas de diferentes mandatos não devem ser somadas, porque várias delas foram declaradas ou homologadas mais de uma vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
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		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=8041</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=8041"/>
		<updated>2024-07-25T14:09:17Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Demarcações nos últimos governos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Situação jurídica das TIs no Brasil hoje=&lt;br /&gt;
Para um quadro completo da situação jurídica das TIs hoje, acesse o painel [https://terrasindigenas.org.br Terras Indígenas no Brasil] do ISA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! colspan=&amp;quot;3&amp;quot; | Demarcações - Brasil&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Presidente [período]&lt;br /&gt;
| Homologações*&lt;br /&gt;
| Declarações&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&lt;br /&gt;
| 10&lt;br /&gt;
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| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&lt;br /&gt;
| 19&lt;br /&gt;
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| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&lt;br /&gt;
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| Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&lt;br /&gt;
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| Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&lt;br /&gt;
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|-&lt;br /&gt;
| Itamar Franco [out 92 a dez 94]&lt;br /&gt;
| 19&lt;br /&gt;
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|-&lt;br /&gt;
| Fernando Collor [mar 90 a set 92]&lt;br /&gt;
| 110&lt;br /&gt;
| 57&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| José Sarney [abr 85 a mar 90]&lt;br /&gt;
| 34&lt;br /&gt;
| 15&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''*''' Terras Indígenas de diferentes mandatos não devem ser somadas, porque várias delas foram declaradas ou homologadas mais de uma vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
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		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=8038</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=8038"/>
		<updated>2024-07-24T20:03:31Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Demarcações nos últimos governos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Situação jurídica das TIs no Brasil hoje=&lt;br /&gt;
Para um quadro completo da situação jurídica das TIs hoje, acesse o painel [https://terrasindigenas.org.br Terras Indígenas no Brasil] do ISA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! colspan=&amp;quot;3&amp;quot; | Demarcações - Brasil&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Presidente [período]&lt;br /&gt;
| Homologações*&lt;br /&gt;
| Declarações&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&lt;br /&gt;
| 10&lt;br /&gt;
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|-&lt;br /&gt;
| Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&lt;br /&gt;
| 0&lt;br /&gt;
| 0&lt;br /&gt;
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| Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&lt;br /&gt;
| 1&lt;br /&gt;
| 3&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&lt;br /&gt;
| 10&lt;br /&gt;
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|-&lt;br /&gt;
| Dilma Rousseff [jan 2011 a dez 2014]&lt;br /&gt;
| 11&lt;br /&gt;
| 11&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&lt;br /&gt;
| 19&lt;br /&gt;
| 49&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&lt;br /&gt;
| 62&lt;br /&gt;
| 30&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&lt;br /&gt;
| 29&lt;br /&gt;
| 60&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&lt;br /&gt;
| 110&lt;br /&gt;
| 59&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Itamar Franco [out 92 a dez 94]&lt;br /&gt;
| 19&lt;br /&gt;
| 39&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Collor [mar 90 a set 92]&lt;br /&gt;
| 110&lt;br /&gt;
| 57&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| José Sarney [abr 85 a mar 90]&lt;br /&gt;
| 34&lt;br /&gt;
| 15&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''*''' As Terras Indígenas de diferentes mandatos não devem ser somadas, várias delas declaradas ou homologadas mais de uma vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=8037</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=8037"/>
		<updated>2024-07-24T19:29:48Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Demarcações nos últimos governos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Situação jurídica das TIs no Brasil hoje=&lt;br /&gt;
Para um quadro completo da situação jurídica das TIs hoje, acesse o painel [https://terrasindigenas.org.br Terras Indígenas no Brasil] do ISA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! colspan=&amp;quot;3&amp;quot; | Demarcações - Brasil&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Presidente [período]&lt;br /&gt;
| Homologações*&lt;br /&gt;
| Declarações&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&lt;br /&gt;
| 8&lt;br /&gt;
| 0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&lt;br /&gt;
| 0&lt;br /&gt;
| 0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&lt;br /&gt;
| 1&lt;br /&gt;
| 3&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&lt;br /&gt;
| 10&lt;br /&gt;
| 15&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Dilma Rousseff [jan 2011 a dez 2014]&lt;br /&gt;
| 11&lt;br /&gt;
| 11&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&lt;br /&gt;
| 19&lt;br /&gt;
| 49&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&lt;br /&gt;
| 62&lt;br /&gt;
| 30&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&lt;br /&gt;
| 29&lt;br /&gt;
| 60&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&lt;br /&gt;
| 110&lt;br /&gt;
| 59&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Itamar Franco [out 92 a dez 94]&lt;br /&gt;
| 19&lt;br /&gt;
| 39&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Fernando Collor [mar 90 a set 92]&lt;br /&gt;
| 110&lt;br /&gt;
| 57&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| José Sarney [abr 85 a mar 90]&lt;br /&gt;
| 34&lt;br /&gt;
| 15&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''*''' As Terras Indígenas de diferentes mandatos não devem ser somadas, várias delas declaradas ou homologadas mais de uma vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7867</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7867"/>
		<updated>2024-01-11T23:32:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Brasil&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt; &amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Homologadas*&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;8&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;818.378&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;15&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;932.665&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;1.243.549&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2011 a dez 2014]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;1.096.007&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;2.025.406&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;51&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;3.008.845&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;21&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;7.726.053&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;30&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10.282.816&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;60&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.786.170&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;67&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Amazônia legal&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt; &amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Homologadas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (ha)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (ha)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;19.216&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;878.462&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;5&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;964.170&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;2.025.406&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;7.690.239&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;18&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.642.668&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;32&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;17.138.447&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;81&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;30.709.327&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Itamar Franco [out 92 | dez 94]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;23&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;6.518.162&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;5.499.776&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Collor [mar 90 | set 92]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;35&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;23.390.618&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;74&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;25.795.019&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;José Sarney [abr 85 | mar 90]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;34&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11.009.449&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;21&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.452.807&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''*''' Inclui nove (9) terras Reservadas por decreto: um (1) no governo Sarney, três (3) no governo Collor , um (1) no primeiro Mandato de Lula e dois (2) no segundo mandato de Lula.&lt;br /&gt;
'''**''' As colunas &amp;quot;Número de terras&amp;quot; e &amp;quot;Extensão&amp;quot; não devem ser somadas, pois várias terras indígenas homologadas em um governo foram redefinidas e novamente homologadas. &lt;br /&gt;
(Por exemplo, a TI Baú que já havia sido declarada no governo FHC com 1.850.000 hectares, e no governo Lula foi reduzida para 1.543.460 hectares. Também a TI Raposa Serra do Sol, que já tinha sido declarada em 1998 no gov. FHC , foi posteriormente declarada por Lula, com a mesma extensão. Nesses casos a extensão foi contabilizada duas vezes, o que impede a simples somatória dos campos)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7866</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7866"/>
		<updated>2024-01-11T23:30:01Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Homologadas*&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (ha)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (ha)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;José Sarney [abr 85 | mar 90]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''*''' Inclui nove (9) terras Reservadas por decreto: um (1) no governo Sarney, três (3) no governo Collor , um (1) no primeiro Mandato de Lula e dois (2) no segundo mandato de Lula.&lt;br /&gt;
'''**''' As colunas &amp;quot;Número de terras&amp;quot; e &amp;quot;Extensão&amp;quot; não devem ser somadas, pois várias terras indígenas homologadas em um governo foram redefinidas e novamente homologadas. &lt;br /&gt;
(Por exemplo, a TI Baú que já havia sido declarada no governo FHC com 1.850.000 hectares, e no governo Lula foi reduzida para 1.543.460 hectares. Também a TI Raposa Serra do Sol, que já tinha sido declarada em 1998 no gov. FHC , foi posteriormente declarada por Lula, com a mesma extensão. Nesses casos a extensão foi contabilizada duas vezes, o que impede a simples somatória dos campos)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=%C3%93rg%C3%A3o_Indigenista_Oficial&amp;diff=7853</id>
		<title>Órgão Indigenista Oficial</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=%C3%93rg%C3%A3o_Indigenista_Oficial&amp;diff=7853"/>
		<updated>2024-01-10T14:13:09Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: Foram revertidas as edições de Tatiane (disc) para a última versão por Tiago&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Título | Órgão indigenista oficial}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2010 o indigenismo oficial no Brasil completou cem anos. Apesar da longa e dramática história da colônia e do império, apenas em 1910, vinte anos após a promulgação da República, foram criados mecanismos jurídicos e administrativos específicos, em âmbito federal, para conduzir as relações junto aos [[Quem são | povos indígenas]]. Antes disso, como destacou a antropóloga Manuela Carneiro da Cunha (1992), houve um verdadeiro ‘vazio legislativo’. Os índios sequer foram mencionados nas Constituições de 1824 e 1889. A ausência, entretanto, tinha justificativas: cada província poderia legislar e atuar livremente para promover a “catequese e civilização dos índios”, o que acabou por trazer trágicas consequências para os mais diversos povos. As políticas iniciadas em 1910 abriram um novo período, a partir do qual a União passou a se responsabilizar e a se envolver diretamente com a questão indígena, retirando das províncias e líderes locais suas prerrogativas anteriores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No ano do centenário diversos novos desafios se apresentam ao indigenismo de Estado. Um novo [[Estatuto do Índio | Estatuto dos Povos Indígenas]], que pretende substituir o de 1973, aguarda votação no Congresso. Em dezembro de 2009, o governo iniciou um amplo projeto de reestruturação da [[Órgão Indigenista Oficial | Fundação Nacional do Índio (Funai)]], que promete modernizar, aparelhar e aproximar dos índios o atual órgão indigenista oficial, tido por muitos como um dos mais sucateados e ineficazes da Nação. Neste contexto, apresentamos aqui um breve panorama destes cem anos, com o objetivo de situar e refletir sobre o momento atual. O foco é observar o processo, seus avanços e impasses, de modo a que as tragédias do passado não continuem a se repetir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Fundação Nacional do Índio (Funai)==&lt;br /&gt;
Desde 1967, a Fundação Nacional do Índio (Funai) é o órgão indigenista oficial responsável pela promoção e proteção aos direitos dos povos indígenas de todo o território nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===A criação da Funai no contexto da ditadura militar===&lt;br /&gt;
Embora projetada pelos intelectuais do CNPI para superar os antigos impasses do [[Serviço de Proteção aos Índios (SPI)]], a Funai acabou por reproduzi-los. Sua criação foi inserida no plano mais abrangente da ditadura militar (1964-1985), que pretendia reformar a estrutura administrativa do Estado e promover a expansão político-econômica para o interior do País, sobretudo para a região amazônica. As [[O que é política indigenista | políticas indigenistas]] foram integralmente subordinadas aos planos de defesa nacional, construção de estradas e hidrelétricas, expansão de fazendas e extração de minérios. Sua atuação foi mantida em plena afinidade com os aparelhos responsáveis por implementar essas políticas: Conselho de Segurança Nacional (CSN), Plano de Integração Nacional (PIN), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ação da Funai durante a ditadura foi fortemente marcada pela perspectiva assimilacionista. O Estatuto do Índio (Lei nº 6.001) aprovado em 1973, e ainda vigente, reafirmou as premissas de integração que permearam a história do SPI. Por um lado, pretendia-se agregar os índios em torno de pontos de atração, como batalhões de fronteira, aeroportos, colônias, postos indígenas e [[Igrejas e Missões religiosas | missões religiosas]]. Por outro, o foco era isolá-los e afastá-los das áreas de interesse estratégico. Para realizar este projeto, os militares aprofundaram o monopólio tutelar: centralizaram os projetos de assistência, [[Saúde Indígena | saúde]], [[A educação escolar indígena no Brasil | educação]], alimentação e habitação; cooptaram lideranças e facções indígenas para obter consentimento; e limitaram o acesso de pesquisadores, organizações de apoio e setores da Igreja às áreas indígenas (M. Santilli, 1991).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===A estrutura do órgão===&lt;br /&gt;
O órgão foi concebido em bases semelhantes às do SPI. Até 1991 se manteve vinculado ao extinto Ministério do Interior, que sempre exerceu grande ingerência sobre suas ações. Os presidentes nomeados entre as décadas de 1970 e 1980 eram, em grande maioria, militares ou políticos de carreira pouco ou nada comprometidos, e até mesmo contrários aos interesses indígenas. A administração foi centralizada em Brasília. Os postos indígenas foram mantidos e as inspetorias transformadas em delegacias regionais. Outras instâncias – ajudâncias, superintendências, administrações executivas, núcleos locais de apoio – foram criadas e extintas ao longo do tempo. A despeito destas modificações, a Funai se estruturou aos moldes do SPI, de modo mais ou menos centralizado, com grande rigidez burocrática, em três níveis espaciais: nacional, regional e local (Souza Lima, 2001).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das irregularidades que levaram à extinção do SPI, seu quadro funcional foi transferido para a Funai. Com recursos escassos e mal contabilizados, a Funai continuou a operar, assim como o SPI, com profissionais pouco qualificados. Não se concretizou a proposta de se realizar planejamentos antropologicamente orientados, conduzidos por profissionais de formação sólida, bem pagos e comprometidos com o futuro dos povos indígenas. O órgão foi permeado, em todos os níveis, por redes de relações pessoais, clientelistas e corporativas, que remetem ao paternalismo e ao voluntarismo que dominaram o velho SPI. A criação da Funai foi marcada pela ineficiência, desinteresse e dificuldade de operação, o que levou o órgão a limitar sua intervenção a favor dos índios a situações altamente críticas, conflituosas e emergenciais, consequentes dos planos de colonização e exploração econômica que chegavam aos extremos do país (Oliveira, 2006; Souza Lima, 2002).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===A emergência da questão indígena no cenário nacional===&lt;br /&gt;
Neste contexto desfavorável, a questão indígena começou a emergir no cenário político nacional. A maior parte das organizações de apoio aos índios se estruturou na década de 1970. Entre elas destaca-se: as comissões pró-índio (CPIs), as associações nacionais de apoio ao índio (ANAIs), o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), o Centro de Trabalho Indigenista (CTI), a Operação Amazônia Nativa (OPAN), o Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI) e o Núcleo de Direitos Indígenas (NDI). Estas duas últimas se juntaram para fundar o atual &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.socioambiental.org&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;Instituto Socioambiental (ISA)&amp;lt;/htmltag&amp;gt;. Criadas por intelectuais e clérigos envolvidos com a questão indígena, estas entidades passaram a realizar importantes trabalhos como: o questionamento fundamentado às políticas oficiais, a interlocução entre índios e Funai, bem como a formulação de alternativas concretas para o indigenismo brasileiro (M. Santilli, 1991; Souza Lima, 2002).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na década de 1980, diversas manifestações indígenas passaram a ganhar visibilidade nacional. Também neste período começaram a se estruturar suas primeiras organizações formais de base comunitária ou regional. Em âmbito nacional foi criada a União das Nações Indígenas (UNI), que já não existe mais. [[Organizações indígenas | Conheça as organizações indígenas]] compiladas pelo ISA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Os povos indígenas e o marco jurídico atual===&lt;br /&gt;
Com as mobilizações indígenas e das organizações de apoio, a [[Constituição | Constituição de 1988]] acabou por conferir um tratamento inédito aos povos indígenas. Pela primeira vez foi reconhecido seu [[Constituição | direito à diferença (Art. 231)]], rompendo com a tradição assimilacionista que prevaleceu até então. Foi garantido o [[Constituição | usufruto exclusivo de seus territórios]] tradicionalmente ocupados, definidos a partir de seus usos, costumes e tradições (Art. 231). A União foi instituída definitivamente como instância privilegiada das relações entre os índios e a sociedade nacional. Através do artigo 232, os indígenas e suas organizações foram reconhecidos como partes legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus direitos, o que incentivou a expansão e a consolidação de suas associações. Para isso, foram definidos canais diretos de comunicação entre os índios, o Ministério Público e o Congresso Nacional. Com estas medidas, o conceito de “capacidade relativa dos silvícolas” (Código Civil, 1917), e a consequente necessidade do “poder de tutela” perderam validade e atualidade. Estas vitórias constitucionais precisariam, entretanto, ser regulamentadas e consolidadas politicamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1991, uma Comissão Especial foi instaurada para rever o [[Estatuto do Índio | Estatuto do Índio (1973)]] a partir do enfoque inovador da Carta de 1988. Foram abordados temas como: a situação jurídica dos índios e as responsabilidades assistenciais da Funai; os direitos de autoria e a propriedade intelectual; a proteção ambiental e a regulamentação do uso e exploração de recursos naturais; os procedimentos de demarcação de terras indígenas. A tramitação do projeto, entretanto, foi paralisada em 1994.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===A descentralização do indigenismo oficial===&lt;br /&gt;
No início da década de 1990, houve amplos debates acerca do papel do órgão indigenista oficial a partir do novo marco jurídico. O Ministério do Interior foi extinto e a Funai  foi transferida ao Ministério da Justiça. Blocos parlamentares anti-indígenas propunham fechá-la, sem substituí-la por nada novo, o que provocaria um grande vazio administrativo. Mobilizações indígenas e organizações de apoio defendiam que a reestruturação do órgão fosse feita concomitantemente à aprovação do texto do Estatuto. Em 1991, o governo Collor realizou, por meio de decretos, uma ampla reforma das atribuições da Funai. As responsabilidades sobre saúde, educação, desenvolvimento rural e meio ambiente foram descentralizadas, e passaram a ser exercidas pelos Ministérios da Saúde, Educação, Desenvolvimento Agrário e Meio Ambiente. As ações extra-Funai decretadas por Collor tomaram rumos distintos e impactaram de modos diferenciados os povos indígenas do Brasil. Durante os anos FHC estas políticas passaram a adquirir contornos administrativos mais precisos. Algumas ONGs e associações indígenas passaram a participar ativamente do processo de implementação das políticas públicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com os decretos de 1991, a Funai, esvaziada em suas atribuições, passou a se concentrar nas políticas de regularização fundiária. Em 1996, o governo FHC modificou as regras para a [[O que são Terras Indígenas? | demarcação de Terras Indígenas]] visando destacar a necessidade da participação indígena e o direito a contestação das partes afetadas (Decreto 1775/96, Portaria 14/96).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===O desenvolvimento dos projetos participativos===&lt;br /&gt;
Também em 1996 passou a operar o Projeto Integrado de Proteção às Populações e Terras Indígenas da Amazônia Legal (PPTAL), resultado da parceria entre a Funai e o Programa Piloto para a Conservação das Florestas Tropicais do Brasil – PPG7. Embora direcionado à demarcação de terras, o PPTAL se propôs a criar alternativas concretas e de longo prazo ao modelo tutelar. Sua proposta se baseou no estímulo ao controle social e à atuação indígena qualificada na estrutura da Funai e do Estado de modo mais abrangente. Em seu âmbito, a partir da experiência dos [[Povo:Wajãpi | Wajãpi]] do Amapá, foi criado o modelo de “demarcação participativa”, que tem como premissa básica a parceria e a co-responsabilidade dos povos indígenas na formulação das políticas que lhes afetam diretamente. Neste modelo, a própria demarcação é tomada como apenas uma das etapa do processo mais abrangente de gestão sustentável das Terras Indígenas. Trata-se de uma proposta baseada no diálogo intercultural, que apenas se realiza enquanto política pública com o pleno envolvimento e concordância dos povos interessados (Mendes, 2002).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A experiência inovadora do PPTAL estimulou a criação em 2001 do Projeto Demonstrativo dos Povos Indígenas (PDPI), desenvolvido no âmbito do Ministério do Meio Ambiente em parceria com o PP-G7. Este projeto é voltado ao financiamento de iniciativas de valorização cultural e desenvolvimento sustentável elaborados e geridos pelas populações indígenas e seus parceiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===A Funai e as novas demandas por reconhecimento indígena===&lt;br /&gt;
Em 2002, a ratificação pelo governo brasileiro da [[Convenção OIT sobre Povos Indígenas e Tribais em países independentes nº. 169 | Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre “Sobre Povos Indígenas e Tribais em Países Independentes” (1989)]] aprofundou a sustentação jurídica às demandas de povos antes tomados por aculturados e integrados, que atualmente reivindicam, em diversas regiões do Brasil, seus direitos indígenas diferenciados. Cada vez mais numerosas, estas reivindicações trazem novos desafios à atuação da Funai, responsável pela demarcação das Terras Indígenas no país. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===A valorização dos conhecimentos tradicionais===&lt;br /&gt;
Na virada do milênio, [[Conhecimentos tradicionais: &amp;quot;Novos rumos e alternativas de proteção&amp;quot; | os conhecimentos indígenas e tradicionais]] passaram a ganhar destaque na agenda nacional e internacional. As discussões se concentram na criação e aprimoramento de mecanismos legais que impeçam que estas populações sejam expropriadas de seu rico patrimônio intelectual, produzido ao longo de gerações. O problema é evidente no caso dos conhecimentos associados à biodiversidade que têm sido alvo de inúmeros casos de biopirataria. Embora acordos internacionais como a Convenção da Diversidade Biológica e a Agenda 21, criadas no contexto da Eco-92, tenham destacado a urgência do problema, apenas em 2002 o Brasil iniciou, através de decreto presidencial (nº 4.339, de 22 de agosto de 2002), uma política nacional de biodiversidade, que, entretanto, precisa ser aprimorada em diversos aspectos (J. Santilli, 2000, 2002).  Também neste âmbito e neste período, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), vinculado ao Ministério da Cultura, passou a realizar ações de proteção, valorização e salvaguarda do patrimônio cultural material e imaterial de povos indígenas e tradicionais. Estas ações decorrem do esforço de regulamentação da Constituição de 88, que em seus artigos 215 e 216 formaliza o valor imaterial dos bens culturais. No ano 2000 o decreto 3.551 instituiu os mecanismos oficiais de valorização e proteção do patrimônio cultural no Brasil. Estes instrumentos, entretanto, se encontram em fase inicial de consolidação e são alvo de pesquisas e debates entre especialistas. Até mesmo no campo internacional as propostas neste sentido são recentes. Data de 2003 a Convenção da UNESCO para a “Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===O desafio da consolidação do paradigma participativo===&lt;br /&gt;
Desde a Constituição de 1988 o indigenismo oficial passou por diversas e significativas mudanças, voltadas, de modo geral, ao reconhecimento e à valorização da diferença cultural. As políticas públicas direcionadas aos povos indígenas têm se tornado cada vez mais descentralizadas e realizadas no âmbito de diversos ministérios que atuam em parceria com agências de cooperação internacional e organizações não-governamentais. A premissa elementar do conjunto das ações é o estímulo à participação e à co-responsabilidade indígena na gestão das políticas destinadas a eles. Entretanto, o sucesso destas políticas depende de sua plena consolidação jurídica e institucional em todos níveis, do local ao governo central. Afinal, o poder tutelar, o assistencialismo e o assimilacionismo ainda são uma realidade fortemente enraizada em diversas práticas do relacionamento entre o Estado e os povos indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação à consolidação jurídica deste novo momento, é notável que o Estatuto do Índio de 1973, de bases integracionistas, ainda esteja vigente. Entre 1991 e 1994, foi apresentada uma proposta de substituição ao texto que jamais foi votada pelo congresso. Em março de 2006, o governo federal criou a Comissão Nacional de Política Indígenista (CNPI). Em sua agenda, foi estabelecida a prioridade da atualização do Estatuto, com vistas a apresentar uma regulamentação integrada dos diversos temas da agenda dos povos indígenas: o patrimônio e os conhecimentos tradicionais, a proteção e a gestão territorial e ambiental, as atividades sustentáveis e o uso de recursos renováveis, o aproveitamento de recursos minerais e hídricos, a assistência social, a educação escolar e o atendimento à saúde diferenciados. Em julho de 2009, a proposta - construída com a participação de representantes indígenas – foi apresentada ao Congresso Nacional e aguarda votação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste contexto, o atual CNPI e a Funai tem a tarefa de articular e integrar o conjunto das ações estatais de defesa dos direitos indígenas, com vistas a promover o paradigma participativo e superar definitivamente seu papel tutelar. Com este objetivo, o órgão indigenista oficial têm realizado esforços para atualizar suas práticas e modos de funcionamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Reestruturação da Funai===&lt;br /&gt;
Em fins de 2009, o governo Lula anunciou, por meio de decreto presidencial (&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D7056.htm&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;nº 7.056, 28/12&amp;lt;/htmltag&amp;gt;), um amplo plano de reestruturação da Funai, que pretende oferecer maior capacidade de atuação onde vivem os povos indígenas. As Administrações Executivas Regionais (AERs) e Postos Indígenas (PIs) foram substituídos por Coordenações Técnicas Locais e Regionais, formadas por técnicos qualificados, que passarão a desenvolver ações participativas junto aos povos indígenas envolvidos. Nesta estrutura, está planejada a criação de Conselhos Consultivos, nos quais os indígenas e as organizações parceiras participam diretamente na formulação, implantação e gestão das políticas públicas a eles destinadas. Além disso, está prevista a criação de 3,1 mil cargos a serem preenchidos até 2012. Esta nova estrutura pretende, conforme sua direção, superar os impasses históricos do órgão indigenista oficial. Apreensivos, diversos povos se posicionaram contra as mudanças e reclamaram de falta de consulta prévia prevista na Convenção nº 169 da OIT.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Galeria dos presidentes da Funai ==&lt;br /&gt;
A história do controvertido órgão indigenista oficial, a [[Órgão Indigenista Oficial | Funai (Fundação Nacional do Índio)]], pode ser contada através da sucessão de seus 44 presidentes ao longo de 56 anos, de 1967 a 2023.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Presidentes da Funai (1967-2023)&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Presidentes&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Quem é | O que fez&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
	&amp;lt;td&amp;gt;'''Joênia Wapichana'''&amp;lt;br/&amp;gt;[jan.2023 - atual]&lt;br /&gt;
	&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
	&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
	Advogada nascida na comunidade Truaru da Cabeceira, TI Truaru (RR), Joênia Wapichana é a primeira pessoa indígena a ser indicada como presidente do órgão indigenista oficial. Ela, que em 2018 foi também a primeira mulher indígena a ser eleita como deputada federal (Rede-RR), é ativista pelos direitos de povos indígenas há décadas e tem uma longa jornada de pioneirismo. Em 1997, ela se tornou a primeira indígena a se formar em Direito no Brasil, pela Universidade Federal de Roraima (UFRR). Logo depois, atuou na assessoria jurídica do Conselho Indígena de Roraima (CIR), onde permaneceu por mais de 20 anos. Em 2004, Joenia se tornou a primeira indígena a denunciar violações do Estado brasileiro na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e, em 2008, repetiu o feito como a primeira advogada indígena a fazer uma sustentação oral diante do Supremo Tribunal Federal (STF), no histórico julgamento que definiu a legalidade da homologação contínua da TI Raposa Serra do Sol (RR). Em 2011, a deputada foi a primeira a completar um mestrado em uma universidade dos Estados Unidos e, em 2018, foi consagrada com o principal prêmio de Direitos Humanos das Nações Unidas, que divide com nomes como o da ativista Malala Yousafzai e o do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela. &lt;br /&gt;
	&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
	&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
	&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Marcelo Augusto Xavier da Silva'''&amp;lt;br/&amp;gt;[jul. 2019 - dez.2022]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
O delegado da Polícia Federal Marcelo Augusto Xavier da Silva foi nomeado,  no dia 19 de julho, presidente da Funai. Ele assume após a saída do general da reserva Franklimberg Ribeiro de Freitas, exonerado por pressão da bancada ruralista, em junho. Durante um mês a Funai teve como presidente substituto Fernando Maurício Duarte Melo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Silva atuou na &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;https://www.socioambiental.org/pt-br/blog/blog-do-isa/editorial-do-isa-o-fim-da-cpi-da-funai-e-o-desespero-ruralista&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Funai&amp;lt;/htmltag&amp;gt;, em 2016, como assessor da mesma frente parlamentar. A CPI foi criada para apurar supostas irregularidades cometidas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e pela Funai em processos de titulação de quilombos e de demarcação de Terras Indígenas, respectivamente. O relatório final propôs a revisão de demarcações - uma bandeira do governo Bolsonaro. Afinal, o objetivo da comissão acabou sendo tentar criminalizar lideranças e organizações indígenas, organizações das sociedade civil aliadas dos povos indígenas, antropólogos e servidores públicos - os mesmos setores considerados inimigos pela atual administração federal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O delegado federal já passou pela Funai. Trabalhou na ouvidoria do órgão. Nessa época, chegou a solicitar que policiais investigassem supostas &amp;quot;invasões&amp;quot; de indígenas em áreas por eles reivindicadas no Mato Grosso do Sul. As denúncias mostraram-se sem fundamento. Pouco depois, em abril de 2018, Silva acabou demitido. Na sequência, foi nomeado como assessor para assuntos fundiários do braço-direito de Michel Temer, o então ministro da Secretaria de Governo da Presidência, deputado Carlos Marun (MDB-MS).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 24 de janeiro deste ano, já no governo Bolsonaro, o policial ganhou mais um cargo em Brasília: o de assessor especial de Nabhan Garcia, presidente licenciado da União Democrática Ruralista (UDR) e atual secretário especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura. Nabhan é o maior inimigo das demarcações de Terras Indígenas dentro do governo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A nomeação do delegado na Presidência da Funai faz parte do plano de Bolsonaro de dar o controle total do órgão indigenista aos ruralistas e, assim, cumprir seu compromisso de campanha de paralisar de vez e rever as demarcações de Terras Indígenas.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Franklimberg Ribeiro de Freitas'''&amp;lt;br/&amp;gt;[jan.2019 - jun.2019]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
O militar da reserva Franklimberg Ribeiro de Freitas retornou à Presidência da Funai após a exoneração de Wallace Moreira Bastos, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 16 de janeiro de 2019. O presidente, na verdade, foi o antecessor de Wallace, entre maio de 2017 e abril de 2018. No período, aprovou os estudos da Terra Indígena Pankará da Serra do Arapuá, do povo Pankará, com 15.114 hectares, no município de Carnaubeira da Penha (PE).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de pouco mais de 10 meses no cargo, Franklimberg foi exonerado e sua gestão não agradou a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA). O general, nomeado durante o governo Bolsonaro, foi formalmente reapresentado à Presidência no mesmo dia da saída de Wallace Moreira Bastos do cargo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Prestes a completar 5 meses em sua segunda passagem pelo cargo, Franklimberg foi demitido pelo mesmo motivo de sua gestão anterior: os ruralistas não concordaram com sua atuação a favor dos direitos indígenas, que aliás é a obrigação do presidente da Funai. O que pensar então? Que o próximo presidente do órgão tem que ser contrário aos direitos indígenas e favorável aos ruralistas?&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Wallace Moreira Bastos'''&amp;lt;br/&amp;gt;[abr. de 2018 - jan. 2019]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Wallace Moreira Bastos foi nomeado para exercer o cargo de Presidente da Funai no mesmo Diário Oficial da União, de 24 de abril, em que foi publicado o pedido de demissão de Franklinberg, que alegou estar sofrendo forte pressão dos ruralistas para deixar o cargo. No dia 16 de janeiro de 2019, foi publicado o pedido de exoneração de Wallace Moreira Bastos da presidência da Funai, após nove meses de ocupação no cargo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em nota da Funai, Wallace disse que conseguiu trazer para a Fundação mais 203 servidores concursados, que já estão atuando em todas as regiões do país. E que conseguiu, junto ao Governo Federal, que o orçamento da Funai passasse de R$ 109 milhões para R$ 175 milhões, o que permitirá ao órgão avançar ainda mais no que diz respeito às demandas das comunidades indígenas. Mas no período em que esteve na presidência da Funai não aprovou nenhum estudo de identificação de Terra Indígena.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa indicação não foi vista com bons olhos no meio indígena e indigenista porque Wallace não tem, em seu currículo, nenhuma experiência relacionada aos povos indígenas. Foi sócio-proprietário e gestor, entre 2002 e 2008, das empresas Giraffas, Casa do Pão De Queijo, Montana Grill e Café Cancun e, antes, analista de Vendas da Ambev. Concursado na ANAC, é membro do Conselho de Administração da Companhia Docas do Maranhão (Codomar) e antes da indicação para a Funai ocupava o cargo de subsecretário do Ministério de Transportes, Portos e Aviação Civil. É a terceira indicação do PSC para a Fundação em pouco mais de um ano. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Franklimberg Ribeiro de Freitas'''&amp;lt;br/&amp;gt;[mai. de 2017 - abr. 2018]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
O general do exército Franklimberg Ribeiro de Freitas assumiu interinamente a presidência da Funai após a exoneração de Antônio Costa. Em julho de 2017, foi plenamente empossado. Franklimberg é militar da reserva, tendo ingressado nas Forças Armadas em 1976, e antes de ser nomeado para a Funai exercia o cargo de assessor de relações institucionais do CMA (Comando Militar da Amazônia), sediado em Manaus (AM).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assume a presidência da Funai poucos dias após um massacre realizado contra índios [[Povo:Gamela|Gamela]], no Maranhão e em meio à uma intensa crise política desencadeada por investigações de corrupção no governo Temer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sua gestão não agradou à Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), composta por 252 parlamentares, entre deputados e senadores, que esperavam ações que atendessem os interesses dos ruralistas. A FPA enviou um ofício ao presidente Temer com a assinatura de mais de 170 lideranças indígenas que não queriam a permanência de Franklimberg, e pediram sua demissão. Permaneceu no cargo por pouco mais de 10 meses.&lt;br /&gt;
Ele é o segundo presidente que o PSC indica (o anterior, Antonio Fernandes Toninho Costa, também fora indicação do partido) e é demitido por não atender interesses contrários aos direitos indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Franklimberg, antes de deixar o cargo, aprovou os estudos da TI Pankará da Serra do Arapuá, do povo Pankará, com 15.114 hectares, no município de Carnaubeira da Penha, em Pernambuco.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Antonio Fernandes Toninho Costa'''&amp;lt;br/&amp;gt;[jan. de 2017 a mai. de 2017]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Dentista e pastor evangélico de Luiziânia (GO), já atuou como assessor parlamentar. Interessante notar o contexto da decisão de sua nomeação como novo presidente da Funai. Segundo a reportagem da Globo News, o presidente da República, Michel Temer, em reunião com ministros sobre obras de infraestrutura, foi informado sobre impasses e conflitos com índios, que estariam impedindo a continuidade das obras, e que a Funai estava com um presidente interino. Ele então solicitou ao ministro da Justiça que resolvesse a questão – provavelmente com a expectativa de conseguir a aprovação da Funai para as obras paralisadas. Dentro da lógica de loteamento à base aliada, Temer aceitou a indicação do Partido Social Cristão (PSC), cujo presidente é o Pastor Everaldo e que é integrado por Jair Bolsonaro e Marcos Feliciano. Costa já trabalhou com povos indígenas na Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e na Missão Evangélica Caiuá – antiga missão que prestava assistência aos [[Povo:Guarani|Guarani]] em Mato Grosso do Sul e hoje atua em diversos Distritos Sanitários Especiais de Saúde Indígena (DSEIs) através de convênio com a Sesai.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Agostinho do Nascimento Netto'''&amp;lt;br/&amp;gt;[set. de 2016 a jan. 2017]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Assessor especial do Ministério da Justiça desde junho de 2016, desconhecido do movimento indígena e indigenista, foi nomeado Presidente substituto da Funai em setembro do mesmo ano. Durante sua curta gestão, ele aprovou a TI Pindoty/Araça-Mirim, no Vale do Ribeira (SP), no dia 29 de dezembro de 2016, com 1.030 hectares.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Artur Nobre Mendes'''&amp;lt;br/&amp;gt;[jun. de 2016 a set. 2016]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Funcionário de carreira da Funai, o antropólogo Artur Nobre Mendes assumiu a presidência dó órgão em substituição a João Pedro Gonçalves, exonerado pelo governo interino de Michel Temer. Artur Nobre Mendes já fora presidente da Funai entre 2002 e 2003 e no momento ocupava o cargo de diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável. (Veja mais abaixo informações sobre o seu primeiro mandato)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2016, permaneceu no cargo de presidente substituto por aproximadamente 4 meses. Em sua curta interinidade, Artur publicou, em agosto de 2016, a identificação de três TIs Guarani no estado de São Paulo: Djaiko-aty com 1,216 ha, Ka'aguy Mirim com 1.190, e a Ambá Porã com 7.204 ha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi exonerado em Setembro, poucos dias após a Funai criticar a organização dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 por terem afirmado, na apresentação da menina Igani Suruwaha, que a menina e a mãe tiveram que deixar a comunidade onde viviam para “evitar o infanticídio indígena”. Em &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.funai.gov.br/index.php/comunicacao/noticias/3932-nota-jogos-paralimpicos&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;nota de repúdio&amp;lt;/htmltag&amp;gt;, a Funai disse que a informação do Comitê Organizador dos Jogos promove “''ofensa e desrespeito aos povos indígenas do Brasil, referindo-se ao 'infanticídio ou homicídio, abuso sexual, estupro individual ou coletivo, escravidão, tortura, abandono de vulneráveis e violência doméstica' como 'práticas tradicionais' indígenas. A Funai entende que tal posicionamento revela uma total incompreensão sobre a realidade indígena no país, refletindo uma visão preconceituosa e discriminatória sobre esses povos, suas culturas e seus modos de vida.''”&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''João Pedro Gonçalves da Costa'''&amp;lt;br/&amp;gt;[jun. de 2015 a jun. de 2016]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Foi deputado estadual, vereador e senador suplente do estado do Amazonas. Também trabalhou como superintendente estadual do Instituto Nacional de Colonização Reforma Agrária no Amazonas Assumiu a presidência da Funai no lugar de Flavio Chiarelli Vicenti de Azevedo, que foi presidente interino durante 8 meses. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://acritica.uol.com.br/blogs/blog_do_sim_-_nao/funai_7_1375732414.html&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;nota d'A Crítica&amp;lt;/htmltag&amp;gt; (14/06/15), sua indicação ''&amp;quot;foi uma costura de parlamentares petistas do Norte com o argumento de que o Governo Dilma precisa dar mais espaços a políticos da Amazônia assim como Lula fez quando pôs Marcus Barros no Ibama, e Marina Silva, no Ministério do Meio Ambiente.&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seu mandato coincidiu com os últimos meses antes de a Presidente Dilma Roussef ser afastada do cargo e nesse curto período buscaram reverter a paralisia de demarcações que até então marcara esse governo. Durante seu mandato foram aprovados pela Funai os estudos das terras: Cobra Grande (PA) dos povos [[Povo:Arapiuns|Arapiuns]], [[Povo:Jaraqui|Jaraqui]] e [[Povo:Tapajó|Tapajó]]; Kaxuyana-Tunayana (AM/PA), dos Kaxuyana, Tunayana e outros; Jurubaxi-Téa (AM), dos [[Povo:Baré|Baré]], [[Povo:Tukano|Tukano]], [[Povo:Baniwa|Baniwa]] e outros; Sawré/Muybu (PA), dos [[Povo:Munduruku|Munduruku]]; Sambaqui (PR), Pakurity (MS), Peguaoty (MS) e Cerco Grande (PR), dos [[Povo:Guarani Mbya|Guarani Mbya]]; Ypoi-Triunfo (MS), dos [[Povo:Guarani Ñandeva|Guarani Ñandeva]]; Dourados Amambaipeguá I, dos Kaiowáa e Ñandeva; e Mato Castelhano-FÁg TY KA (RS), dos [[Povo:Kaingang|Kaingang]].&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Flávio Chiarelli Vicente de Azevedo'''&amp;lt;br/&amp;gt;[out. de 2014 a jun. de 2015]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Foi chefe da Procuradoria Federal Especializada da Funai. Assumiu a Presidência interinamente, em substituição à também interina Maria Augusta Assirati.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Permaneceu os 8 meses de sua gestão como presidente interino. Nesse período apesar das determinações do governo de paralisar o reconhecimento das Terras Indígenas (TIs) - conseguiu aprovar e publicar no DOU em janeiro de 2015, os estudos de identificação e delimitação da &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4056&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;TI Riozinho&amp;lt;/htmltag&amp;gt;, dos índios [[Povo:Ticuna | Ticuna]] e [[Povo:Kokama | Kokama]] com 362.495 hectares, nos municípios de Juruá e Jutai no Amazonas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criou três Grupos Tecnicos (GTs) para estudos de novas TIs: uma para os Ticuna, em Fonte Nova/Amazonas, outra em Paraty no Rio de Janeiro para os [[Povo:Guarani | Guarani]], e a pela primeira vez a Funai criou um GT para reconhecer uma TI no no Rio Grande do Norte, no município de Baía Formosa: a Sagi/Trabanda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em junho de 2015, com a nomeação do novo presidente da Funai, João Pedro Gonçalves da Costa, Flávio Chiarelli foi nomeado assessor especial do Ministro da Justiça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
Segundo ele, o governo tem um olhar não-indígena para os povos tradicionais, 'achando que eles são os causadores de problemas. Quando, na verdade, a gente deveria parar para olhar o lado deles e enfrentar a real causa do problema&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Governo-nomeia-novo-presidente-da-Funai/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot;&amp;gt;Greenpeace&amp;lt;/htmltag&amp;gt;, Jun/15&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Maria Augusta Boulitreau Assirati'''&amp;lt;br/&amp;gt;[jun. de 2013 a out. de 2014]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Advogada, dirigiu o Departamento de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável (DPDS) da Funai e assumiu a Presidência interinamente, com a exoneração de Marta Maria Azevedo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo mantida em interinidade durante um ano e quatro meses, em um governo que primou pela paralisia das demarcações de Terras Indígenas, ela conseguiu aprovar e publicar três estudos de identificação das TIs: &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/3864&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;Tapeba&amp;lt;/htmltag&amp;gt; com 5.838 hectares, no Ceará; da &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/4142&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;Herareka Xetá&amp;lt;/htmltag&amp;gt; com 2.686 hectares, no Paraná; e a ampliação da &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://ti.socioambiental.org/pt-br/#!/pt-br/terras-indigenas/5399&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;TI Xakriabá&amp;lt;/htmltag&amp;gt; com 43.357 em Minas Gerais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Maria Augusta pediu demissão por conta de um curso de doutorado em Portugal, mas segundo o &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://oglobo.globo.com/brasil/presidente-da-funai-deixa-cargo-em-meio-disputa-do-orgao-com-ministerio-da-justica-14050662#ixzz3ENbCfygi&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;jornal O Globo, de 25 de setembro de 2014&amp;lt;/htmltag&amp;gt;, alguns dos motivos principais seriam as divergências envolvendo a construção de hidrelétricas e a disputa enfrentada pela própria Funai, no interior do governo, para realizar sua tarefa primordial: a demarcação de terras indígenas. A interferência política do governo sobre a atuação da Funai foi apontada pela ex-presidente em &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://apublica.org/2015/01/a-funai-esta-sendo-desvalorizada-e-sua-autonomia-totalmente-desconsiderada-diz-ex-presidente/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;entrevista na Agência Pública, de janeiro de 2015&amp;lt;/htmltag&amp;gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
A orientação é no sentido de que nenhum processo de demarcação em nenhum estágio, delimitação, declaração, ou homologação, tramite sem a avaliação do Ministério da Justiça e da Casa Civil. Isso é, nada mais, nesse momento, “depende apenas da Funai”.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;APública, Jan/2015&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Marta Maria Azevedo'''&amp;lt;br/&amp;gt;[abr. de 2012 a jun. de 2013]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Professora e pesquisadora do Núcleo de Estudos de População (Nepo) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marta Maria do Amaral Azevedo é antropóloga, demógrafa, e autora de um dos primeiros trabalhos de pesquisa sobre demografia dos povos indígena. Nascida em São Paulo, formou-se em Ciências Sociais em 1978 pela Universidade de São Paulo (USP). Em 1980 integrou o grupo de Educação Indígena da Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP) e atuou como colaboradora do Programa Povos Indígenas no Brasil do Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI). Também foi colaboradora do ISA, do Núcleo de História Indígena e do Indigenismo da Universidade de São Paulo – onde ajudou a fundar o Grupo Mari de Educação Indígena – e do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), no início da década de 1990. Participou da equipe de demógrafos que, em conjunto com o IBGE, Funai e especialistas de várias e diferentes instituições, aprimorou a coleta das informações sobre os povos indígenas para o censo brasileiro de 2010. Suas investigações envolvem temas como educação indígena, segurança alimentar e saúde das mulheres indígenas, os quais contam com o comprometimento de Marta em sua gestão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em um ano e dois meses no cargo, Marta aprovou os estudos de identificação de 14 Terras Indígenas. Destacamos algumas: a TI Iguatemipeguá I com mais de 41 mil hectares, para os Kaiowá, localizada em região de intensos conflitos com fazendeiros, no Mato Grosso Sul; também aprovou os reestudos de duas terras guarani em S.Paulo, a Jaraguá (com 532 ha, na capital) e a Boa Vista do Sertão Pró-Mirim (no município de Ubatuba com 5.520 ha); seis terras [[Povo:Mura|mura]] tiveram seus estudos de identificação aprovados nos municípios de Borba, Autazes, Carreiro da Várzea, Manaquiri e Careiro, todos no estado do Amazonas, somando 72.631 ha. A ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, exonerou, a pedido, Marta Maria do Amaral Azevedo da presidência da Funai em Junho de 2013.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Márcio Meira'''&amp;lt;br/&amp;gt;[abr. 2007 a abr. 2012]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Formado em História pela Universidade Federal do Pará (UFPA), com mestrado em Antropologia pela Universidade de Campinas (Unicamp), o atual Presidente da Funai pesquisou os povos [[Povo:Warekena|Warekena]], da região do rio Xié, um dos afluentes do rio Negro, no Amazonas, no início dos anos 1990. É o autor da tese &amp;quot;No tempo dos Patrões&amp;quot;, sobre o regime de aviamento que ainda vigora nas relações entre extrativistas e comerciantes no interior da Amazônia. Sua atuação com os povos indígenas, porém, é anterior e data desde sua participação na luta pelos direitos indígenas na Constituição Federal de 1988. Foi também responsável pelo GT da Funai de identificação das Terras Indígenas do Médio Rio Negro, localizadas nos municípios de São Gabriel da Cachoeira e Santa Isabel do Rio Negro. Meira foi um dos interlocutores das organizações indígenas na equipe de transição do governo Lula, em 2002. Sua gestão foi responsável pelo processo de reestruturação da Funai, que renovou o quadro funcional (com 425 novas contratações) e a estrutura administrativa do órgão. Também foi resposável pela inauguração do Centro de Formação em Política Indigenista em Sobradinho/DF. Apesar de ter priorizado a participação do movimento indígena e de ter implantado a Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI), ao final da gestão Meira ocorreu um rompimento da bancada indigenista com a comissão, no qual entidades ligadas à Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) decidiram deixar a CNPI. &lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Mércio Pereira Gomes'''&amp;lt;br/&amp;gt;[set. 2003 a março de 2007]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Dirigiu o IPARJ (Instituto de Pesquisas Antropológicas do Rio de Janeiro) e participou da política carioca quando do governo de Leonel Brizola (1991-95), na condição de subsecretário de Cultura e Projetos Especiais. Foi também assessor de projetos especiais da cidade de Petrópolis. Depois de Roque Laraia e Artur Nobre Mendes, Mércio Gomes é o terceiro antropólogo a assumir a presidência da Funai. Foi professor de antropologia na Unicamp, UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Macalestes (EUA) e na UFF (Universidade Federal Fluminense). Membro efetivo do Diretório Estadual do PPS, partido da base aliada do governo Lula, Mércio Gomes já era cotado para a presidência da Funai na campanha eleitoral de 2002 em um eventual governo Ciro Gomes.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Eduardo Aguiar de Almeida'''&amp;lt;br/&amp;gt;[fev. de 2003 a ago. de 2003]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Primeiro presidente da Funai do governo Lula, Eduardo Aguiar de Almeida ficou apenas seis meses no cargo, tendo sido exonerado em 15 de agosto de 2003, por meio de portaria da Casa Civil. O ministro da justiça declarou-se insatisfeito com o seu trabalho à frente da Funai em mais de uma ocasião, em que observava a &amp;quot;falta de sintonia&amp;quot; de Almeida com os interesses do Ministério. Os rumores sobre a sua substituição começaram a circular há pelos menos 2 meses desde que ele assumiu a pasta. Em entrevista à imprensa, Almeida atribuiu sua demissão à forte pressões oriundas dos setores anti-indígenas da política nacional, citando diretamente os nomes dos senadores Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e Romero Jucá (PMDB-PR) e dos governadores Blairo Maggi (PPS-MT), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Almeida tomou posse oficialmente no cargo mais de um mês após o início da nova gestão do governo brasileiro, em 03/02/2003. É natural do Rio de Janeiro, jornalista e membro fundador da Sociedade Brasileira de Indigenistas (SBI). Já trabalhou na Funai como assessor da presidência entre janeiro e agosto de 2000. Desde janeiro de 2002, atuava como consultor do Ministério do Meio Ambiente. Em sua gestão, Almeida concentrou parte de seus esforços na preparação da Conferência Nacional de Política Indigenista, um dos ítens mais relevantes na pauta petista para a questão indígena – já expresso no documento de campanha de Lula à presidência, intitulado Compromisso com os Povos Indígenas – e cujo objetivo é o de criar uma instância de articulação entre os setores governamentais que têm responsabilidades para com as demandas indígenas, representantes dos índios e outros setores da sociedade civil. No âmbito das reivindicações territoriais, Almeida criou Grupos de Trabalho (Gts) para identificar 17 novas Terras Indígenas e reestudar os limites de outras dez. Uma decisão inovadora da gestão de Eduardo Aguiar de Almeida foi a determinação do critério da &amp;quot;auto-identificação&amp;quot; como instrumento fundamental para que se reconheça como indígenas os grupos que reivindiquem esta condição, adequando as ações do Estado brasileiro à Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Artur Nobre Mendes'''&amp;lt;br/&amp;gt;[ago. de 2002 a jan. de 2003]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Funcionário de carreira da Funai, o antropólogo Artur Nobre Mendes foi o nono presidente do órgão indigenista em oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso. Na Funai desde 1983, Mendes sempre havia atuado na área fundiária. Foi chefe do Departamento de Identificação e Delimitação (Deid), coordenador de Projetos Especiais e coordenador técnico do Projeto Integrado de Proteção às Populações e Terras Indígenas da Amazônia Legal - o PPTAL, que, ligado ao Programa Piloto de Proteção às Florestas Tropicias do Brasil (PPG7), tem por objetivo demarcar 160 terras indígenas. No momento em que assumiu a presidência da casa, ocupava a diretoria do Departamento de Assuntos Fundiários (DAF), posto em que estava desde a gestão de Glênio da Costa Alvarez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Artur Nobre Mendes foi formalmente apresentado no novo cargo em 31/07/2002, juntamente com a equipe recém-constituída por Paulo de Tarso Ramos Ribeiro, o oitavo ministro da Justiça a assumir a pasta ao longo das duas gestões FHC. Mendes permaneceu à frente da Funai até janeiro de 2003, quando, já então no primeiro mês do governo de Luís Inácio Lula da Silva, pediu demissão.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Otacílio Antunes Reis Filho'''&amp;lt;br/&amp;gt;[jun. a jul. 2002]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
A saída de Glênio Alvarez levou à presidência da Funai Otacílio Antunes Reis Filho, antigo funcionário do órgão, então no cargo de diretor de Artesanato. Reis Filho, que já havia sido diretor de Planejamento na gestão de Romero Jucá à frente da Funai, dirigiu a Fundação por 46 dias, entre junho e julho de 2002.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Glênio Alvarez'''&amp;lt;br/&amp;gt;[mai. 2000 a jun. 2002]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
O geólogo Glênio Alvarez, funcionário da Funai há 14 anos, é o 27º presidente do orgão indigenista oficial desde sua fundação, em 1967. Foi administrador regional do órgão em Boa Vista (RR), em 1994, período de demarcação da TI Yanomami.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A escolha de Alvarez, gaúcho de Santa Maria, encerrou a interinidade do antropólogo Roque de Barros Laraia, que ocupou o cargo desde a saída de Carlos Frederico Marés. Alvarez assumiu dizendo pretender implantar programas conjuntos com governos estaduais. Seu principal desafio seria contornar a falta de verbas para desenvolver os programas previstos para 2000.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início de junho de 2002, a publicação no Diário Oficial da União da exoneração de Glênio Alvarez pegou a todos de surpresa. Ele, inclusive, que não quis se manifestar logo após o ocorrido. Por meio de seu assessor de imprensa, declarou que &amp;quot;havia feito seu trabalho corretamente a favor dos índios no Brasil&amp;quot;. A queda de Alvarez aconteceu dois dias depois que o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias da Câmara, deputado Pinheiro Landim, retirou de pauta o Projeto de Lei da Mineração em Terras Indígenas. A Funai havia se manifestado contrária à aprovação do projeto, de autoria do senador Romero Jucá.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Roque de Barros Laraia'''&amp;lt;br/&amp;gt;[abr. a mai. de 2000]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Com a demissão de Marés, o então presidente substituto, o antropólogo Roque de Barros Laraia, assumiu a presidência da Funai em regime interino. Foram 29 dias até que Glênio Alvarez fosse nomeado presidente pelo ministro José Gregori.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Laraia é formado em história, mas optou pela antropologia. Foi parte do corpo docente do Museu Nacional (UFRJ) e, a partir de 1968, da UnB. É integrante do Conselho Indigenista desde que foi criado, em 1967. À época, esse conselho representava o poder máximo no órgão. O antropólogo tem experiência de pesquisa com os [[Povo:Terena|Terena]] e os Suruí do Pará.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a gestão de Marés, Roque Laraia foi o responsável pela Diretoria de Assuntos Fundiários. Em entrevista exclusiva ao Isa, confessou que os maiores problemas por ele enfrentados em sua curta gestão na presidência, foram o esvaziamento dos quadros profissionais, a escassez de recursos e a pressão constante de grupos indígenas, como os [[Povo:Xavante|Xavante]] e os Fulniô. Segundo ele, &amp;quot;não é possível administrar a Funai com os Xavante do jeito que estão&amp;quot;. Para ele, a maioria dos índios continua desassistida, ao passo que uma etnia acaba consumindo o tempo da administração e tomando a maioria dos recursos parcamente disponíveis.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Carlos Frederico Marés'''&amp;lt;br/&amp;gt;[nov. de 1999 a abr. de 2000]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Nascido em União da Vitória (PR), Carlos Frederico Marés de Souza Filho é professor de Direito Agrário e Ambiental da PUC-PR. Foi procurador do estado do Paraná entre 1991 e 1994, e secretário da Cultura do município de Curitiba, entre 1983 e 1988.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Colaborou, na Assembléia Nacional Constituinte (1987-88), na formulação do Capítulo VIII, &amp;quot;Dos Índios&amp;quot;, e foi um dos coordenadores da campanha &amp;quot;Povos Indígenas na Constituinte&amp;quot;. Em 1989, fundou o Núcleo de Direitos Indígenas (NDI), e, em 1994, o Instituto Socioambiental, do qual foi presidente e conselheiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marés é também autor de seis livros, o último deles - &amp;quot;O renascer dos povos indígenas para o Direito&amp;quot; - é resultado de sua dissertação de doutoramento apresentada, em 1988, à UFPR.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marés foi indicado para a presidência da Funai pelo ministro da Justiça, José Carlos Dias, que advogou em seu favor, providenciando a regularização de sua situação no Brasil, quando de seu retorno depois de nove anos de exílio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes de assumir o cargo, Marés apresentou 13 propostas para o ministro como condição para poder assumir a presidência da Funai (ver artigo Descascando o &amp;quot;abacaxi&amp;quot;, nos &amp;quot;500 anos&amp;quot; do Brasil). Entre elas, estava a homologação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O curto período em que Marés esteve na Funai foi marcado por atos polêmicos. Logo no início de 2000, declarou publicamente que não haveria o que comemorar no dia 22 de abril, aniversário de 500 anos do &amp;quot;descobrimento&amp;quot; do Brasil. &amp;quot;É uma festa da chegada das caravelas, festa dos brancos. A maior parte dos índios brasileiros tem contato com a civilização branca há bem menos de 500 anos&amp;quot;, disse ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A gestão de Marés foi marcada pela negociação em torno da apresentação da nova proposta para o &amp;quot;Estatuto do Índio&amp;quot;. Em 17 de abril de 2000, Marés apresentou a proposta do governo &amp;quot;Estatuto do índio e das comunidades indígenas&amp;quot; às lideranças indígenas que se reuniam em Monte Pascoal, em ocasião da marcha de protesto contra as comemorações dos 500 anos. Isso se deu antes mesmo da proposta ser submetida ao Legislativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 22 de abril, após presenciar uma ação da polícia contra a marcha dos índios que iam de Coroa Vermelha a Porto Seguro para protestar contra as comemorações dos 500 anos, Marés anunciou que pediria demissão. &amp;quot;Não posso permanecer num governo que faz agressão física ao movimento indígena organizado&amp;quot;, afirmou após ter decidido, em caráter irrevogável, apresentar sua demissão ao ministro da Justiça José Gregori.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Márcio Lacerda'''&amp;lt;br/&amp;gt;[fev. a nov. de 1999]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
José Márcio Panoff de Lacerda tomou posse na Presidência da Funai em 22 de fevereiro de 1999. Foi deputado, senador e vice-governador do Mato Grosso. Em seu discurso de posse, prometeu investir na aprovação de um novo Estatuto do Índio, &amp;quot;que reflita uma política realista, voltada para proporcionar às sociedades indígenas o legítimo direito de explorar em bases racionais os recursos naturais existentes em suas terras&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sua atuação foi marcada pela defesa de parcerias entre o estado e os municípios para melhorar os atendimentos às sociedades indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 31 de maio, Lacerda foi retirado à força do prédio da Funai por 51 guerreiros xavante, que se revoltaram devido ao afastamento do diretor da AER de Nova Xavantina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A gestão de Lacerda teve de enfrentar, a partir de maio de 1999, os inquéritos por ocasião da CPI da Funai, promovida por parlamentares que visavam investigar o relacionamento do órgão federal com ONGs, admissão de antropólogos e aplicação de recursos. Nesse período, tornou-se cada vez mais público o caos orçamentário da Funai.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em novembro, por pressões dos índios, de várias instituições e de ONGs, colocou o cargo à disposição. Na ocasião, ele admitiu que enfrentou conflitos internos, principalmente com o médico Oswaldo Cid Nunes da Cunha, exonerado da chefia do Departamento de Saúde na Funai em Brasília, que classificou Lacerda de &amp;quot;incompetente&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lacerda acusou o médico de deslealdade ao condenar publicamente a decisão do governo de transferir a área de saúde indígena para a Fundação Nacional de Saúde.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Sulivan Silvestr'''&amp;lt;br/&amp;gt;[ago. de 1997 a fev. de 1999]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Sulivan Silvestre, paranaense, funcionário do Ministério Público de Goiás, tomou posse em 22 de agosto de 1997. Formado em Direito pela PUC de Goiás, Silvestre era especialista em meio ambiente. Desconhecido entre índios e indigenistas, seu nome surpreendeu, já que estavam cotados para ocupar o cargo antropólogos e funcionários da Funai conhecidos pela comunidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sua nomeação comprovou o poder de fogo do ministro Íris Rezende, que conseguiu colocar no comando um apadrinhado político sem nenhuma experiência com a política indigenista. A indicação política desagradou o funcionalismo da Funai, que torcia pela nomeação de um técnico dos quadros da Fundação e algumas organizações não-governamentais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seu discurso de posse, Silvestre afirmou ser a demarcação de terras a prioridade de sua gestão. Além disso, enfatizou a necessidade de uma aproximação entre a Funai, os índios e as demais entidades de apoio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Procurou estruturar o Conselho Deliberativo e Participativo das Lideranças Indígenas, promovendo o diálogo entre a Funai, os representantes indígenas, as ONGs, o Cimi e o Capoib, sempre em defesa da descentralização do órgão indigenista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1 de fevereiro de 1999, Silvestre morreu em um acidente de avião. O bimotor Sêneca, que o levaria de Brasília até uma reunião com os índios [[Povo:Fulni-ô|Fulni-ô]] e [[Povo:Pankararu|Pankararu]], caiu a poucos minutos da pista do aeroporto de Goiânia. O acidente ocorreu por volta das 21h30. Pouco depois da queda, o aparelho foi consumido pelo fogo. Renan Calheiros, ministro da Justiça na época, afirmou que iria acompanhar as investigações sobre o acidente.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Júlio Gaiger'''&amp;lt;br/&amp;gt;[mar. de 1996 a jul. de 1997]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
O advogado gaúcho Júlio Gaiger foi nomeado presidente da Funai em 12 de março de 1996, ocupando o lugar de Márcio Santilli. Ligado à questão indígena desde 1977, quando dirigiu a Associação Nacional de Apoio ao Índio em Porto Alegre, Gaiger foi assessor jurídico do Cimi até 1991 e trabalhou como assessor na Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias da Câmara.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi indicado pelo ministro Nelson Jobim, com quem trabalhava desde meados de 1995 na formulação do polêmico Decreto 1775, que prevê a revisão de áreas indígenas ainda não registradas. Essa indicação causou imediatos protestos de organizações indígenas e de apoio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em junho de 1997, apesar dos apelos dos Xavante pela saída imediata de Gaiger, o novo ministro da Justiça, Íris Rezende, bancou a sua permanência. Mas, em 17 de julho, Gaiger entregou o cargo, alegando que o governo não teria se empenhado na implementação da política indigenista e que lhe teria faltado apoio político para levar adiante a reformulação administrativa do órgão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Ressinto-me, na Funai, da ausência de decisões estratégicas que escapam do nosso alcance&amp;quot;, escreveu em sua carta de demissão. Em entrevista, disse que vinha sofrendo pressões dos Xavante, de funcionários da Funai e de grupos políticos vinculados aos índios e aos servidores que, na sua opinião, tencionavam desestabilizá-lo para que não reformulasse o órgão.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Márcio José Brando Santilli'''&amp;lt;br/&amp;gt;[set. de 1995 a mar. de 1996]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Indicado por FHC, um dia depois de uma reunião ocorrida no palácio da alvorada em 03/08/95 entre o presidente, o ministro da justiça e um grupo de antropólogos, Santilli não era o preferido de Jobim. Então secretário executivo do Instituto Socioambiental em Brasília, Santilli demorou um mês para aceitar a indicação, período em que indicou outros nomes ao ministro Jobim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Consultou previamente várias ONGs do campo indigenista sobre a oportunidade de encarar o desafio de administrar uma Funai sucateada e enfrentar um novo decreto sobre demarcação de terras indígenas, medida já decidida pelo presidente FHC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Formado em filosofia, Santilli foi deputado pelo PMDB de SP (1982-86) e integrante do grupo político do atual presidente FHC. Durante seu mandato parlamentar, foi membro da Comissão de Relações Exteriores e da Comissão do índio, na Câmara dos Deputados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre 1987 e 88, foi pessoa-chave na ligação entre a Coordenação Nacional dos Povos lndígenas na Constituinte - que reunia índios e organizações civis de apoio - e o Congresso Nacional. Em 1989, juntamente com um grupo de índios, antropólogos e juristas, fundou e dirigiu o NDI, uma ONG com sede em Brasília, que teve destacado papel na aplicação prática dos direitos coletivos dos índios, através de demandas judiciais paradigmáticas. Em 1994, foi um dos fundadores do Instituto Socioambiental.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Cimi considerou a sua nomeação como &amp;quot;uma tentativa do governo para criar condições políticas favoráveis para mudar o procedimento administrativo de demarcação das terras indígenas&amp;quot;. Além da Igreja Católica, Santilli ganhou muitos inimigos internos com a demissão de funcionários corruptos das Áreas Kayapó e Xavante, o corte de diárias de caciques xavante em Brasília, o fechamento de Administrações Regionais, e o anúncio de uma grande reforma administrativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfrentou várias rebeliões regionais e seqüestros de funcionários por índios articulados com segmentos de máfias funcionais e o seu próprio gabinete em Brasília foi invadido por um grupo de Xavante, acompanhado da Rede Globo de TV. Santilli pediu demissão alegando falta de apoio do Ministério da Justiça, que não buscava ampliar as verbas da Funai e retinha os recursos que ele conseguira diretamente do Tesouro Nacional, além de não garantir a investigação policial a respeito das máfias funcionais.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Dinarte Nobre Madeiro'''&amp;lt;br/&amp;gt;[set. de 1993 a set. de 1995]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Dinarte assumiu interinamente a presidência da Funai, no dia 03/09/93, e acabou permanecendo dois anos à frente do órgão. Há 23 anos funcionário da Funai, ao assumir o cargo era assessor da Presidência do órgão para a região Norte e Nordeste, e estava em Boa Vista coordenando a retirada dos garimpeiros da AI Yanomami. Defendeu a necessidade do órgão retomar o poder de polícia para ter mais autonomia e mobilidade no combate aos garimpeiros que invadem terras indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Madeiro foi mantido no cargo com a mudança de governo e, no conjunto, teve uma gestão discreta, sem denúncias de improbidades administrativas. Apesar disso, Dinarte foi publicamente desprestigiado pelo ministro da Justiça Nélson Jobim e pelo próprio presidente FHC. Chegou a pedir demissão alegando suas divergências com o secretário-executivo do Ministério, Milton Selligman, na questão das demarcações das terras indígenas, principalmente sobre a área dos Xavante, a Suiá-Missu. O ministro não aceitou a demissão. Afastado das deliberações sobre os rumos da política indigenista oficial, colocou seu cargo à disposição mais de uma vez e manifestou sucessivamente seu apoio à manutenção dos procedimentos administrativos constantes no Decreto 22/91.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Cláudio dos Santos Romero'''&amp;lt;br/&amp;gt;[mai. a set. de 1993]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
Claudio Romero ocupava o cargo de Diretor Geral de Assistência da Funai, quando foi nomeado para presidir o órgão em 20/05/93. Funcionário de carreira do órgão,desde meados da década de setenta, coordenou o Projeto Xavante que tinha como principal objetivo a demarcação do território xavante ocupado pela frente colonizadora, além de projetos de educação e desenvolvimento comunitário. Foi diretor do Parque Indígena do Xingu, quando entre outras coisas apoiou os Kayapó Metuktire na demarcação da AI Capoto/Jarina. Tomou posse do cargo de presidente do órgão prometendo que não haveria qualquer ruptura na continuidade dos trabalhos da gestão de Sidney Possuelo. Nos quase quatro meses que esteve à frente da Funai, Romero teve uma gestão controvertida. Disse que o presidente Itamar Franco não tinha vontade política para cumprir o prazo constitucional de 05/10 para regularizar a demarcação das terras indígenas no país e foi obrigado a reparar o comentário, publicamente. Em agosto de 93, foi acusado, por um dossiê interno, de ter delatado em 83 à Assessoria de Segurança e Informação -o SNI da Funai -uma conspiração de funcionários contra o então presidente do órgão, coronel Paulo Leal. Ele admitiu que escreveu um relatório denunciando servidores do órgão, mas negou ser &amp;quot;araponga&amp;quot; do regime militar. Romero diz que os servidores denunciados planejavam invadir a sede da Funai, articulados pelo então deputado Mário Juruna e pelo então vice-governador do Rio, Darcy Ribeiro. Na época, diretor do Parque Indígena do Xingu, Romero disse que estava interessado em obter da direção da Funai a demarcação das terras indígenas na região e, por isso, foi contra o movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi demitido no dia 03/09/93, em meio a informações contraditórias sobre a chamada chacina dos Yanomami em Haximu, sobre a qual divulgou números sucessivamente desmentidos pela imprensa. Discutiu com parlamentares em Roraima ameaçando proibi-los de entrar na AI Yanomami, ao mesmo tempo autorizou a visita de diplomatas estrangeiros sem consultar o Itamaraty, além de ter criado um confronto ao declarar que não se subordinaria às orientações do novo ministro extraordinário para a Amazônia, Rubens Ricúpero.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Sidney Ferreira Possuelo'''&amp;lt;br/&amp;gt;[jul. de 1991 a mai. de 1993]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
O sertanista Sidney Ferreira Possuelo chefiava a Coordenadoria de Índios Isolados da Funai quando foi nomeado no dia 28/06/91 pelo presidente Collor, em substituição a Cantídio Guimrães, demitido no dia 21/06. Possuelo recebeu carta branca para fazer alterações administrativas e afirmou como prioridades o caso Yanomami e a demarcação de 266 Terras Indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Funcionário de carreira da Funai, chefe da Frente de Atração dos Arara(PA), na década de 80, Possuelo reivindicou permanentemente ao presidente Collor a revogação dos Decretos 23, 24, 25 e 26 (de 04/02/91), que tiraram da Funai as responsabilidades pela educação, saúde, projetos produtivos e meio ambiente em áreas indígenas, transferindo-as a outros ministérios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Realizou uma reforma administrativa, iniciada em 20/01/92, quando exonerou seu superintendente geral, Edívio Batistelli. Desapareceram do organograma não só esse cargo, mas todas as Superintendências Regionais. Todas as atividades, desde o planejamento geral da Funai até o atendimento aos mais remotos Postos Indígenas passaram a se vincular diretamente à Presidência do órgão. As Superintendências passaram à categoria de Administrações Regionais -que somam 46, sem autonomia administrativa ou orçamentária, ligados à Diretoria Geral de Assistência, em Brasília. Foram criadas também as Diretorias Fundiária e de Administração. Em sua gestão, Possuelo distendeu a relação do Órgão com entidades não-governamentais. Ao criar o CDDI, convocou representantes de ONGs para compô-lo e assinou quatro convênios de parceria com essas entidades no âmbito da demarcação de terras indígenas (ver mais detalhes no capítulo Terras indígenas) .Sofreu forte oposição interna por isso. O principal feito da sua gestão foi a demarcação física da terra Yanomami de forma contínua, facilitada pela disposição política do presidente Collor para encaminhar processos de reconhecimento oficial dos direitos territoriais indígenas, com vistas à ECO-92 ( ver Cronologia de um Genocídio Documentado, no capítulo Roraima Mata).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Possuelo acabou demitido no dia 19/05/93, pelo ministro da Justiça Maurício Corrêa, por ordem do presidente Itamar Franco. Na versão do próprio Possuelo, sua cabeça rolou devido a três motivos: conflito aberto com o ministro Henrique Hargreaves, do Gabinete Civil- que fizera indicações para postos de chefia da Funai no Acre e em Goiânia; pressão de militares inconformados com as demarcações de terras na fronteira; e pressão de segmentos econômicos contrariados, como as mineradoras.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Sargento Cantídio Guerreiro Guimarães'''&amp;lt;br/&amp;gt;[ago. de 1990 a jul. de 1991]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Sub-oficial da reserva da Aeronáutica (onde serviu como Sargento do quadro de manutenção e reparo de aeronaves), amigo pessoal do ex-presidente Romero Jucá, foi superintendente regional da Funai em Cuiabá de 86 a 87. Corre contra os dois um processo no Supremo Tribunal de Justiça por autorização de extração ilegal de madeira na AI Uru-Eu-Wau-Wau. Era assessor do ex-presidente Íris Pedro de Oliveira e foi Chefe de Gabinete do Consultor Geral da República, Clóvis Ferro Costa. Nesta função fez um parecer - aprovado por Ferro - que autorizava o uso da rodovia de 38 km dentro da AI Waimiri-Atroari. Antes de ser nomeado presidente da Funai, era funcionário da representação do estado do Amapá em Brasília.Foi afastado do cargo em meio a acusações dos índios do Xingu -e tornadas públicas pela imprensa - de estar fotografando índias nuas e &amp;quot;molestar moças e adolescentes&amp;quot; do Parque do Xingu (MT).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Coronel Airton Alcântara'''&amp;lt;br/&amp;gt;[mar. a ago. de 1990]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Entrou na Funai para substituir o Coronel Carneiro, do CSN, que havia sido nomeado Superintendente Geral da Funai na gestão Íris Pedro, mas acabou morrendo no dia da posse.Alcântara tornou-se presidente, respondendo pelo cargo na fase de transição imposta pelo novo presidente da República Fernando Collor de Mello, recém empossado e que, dentre outras medidas, incorporou a Funai ao Ministério da Justiça depois de liquidar o Ministério do Interior. Para se firmar no cargo e tentar sua permanência no órgão, teve alguns gestos simpáticos aos indigenistas e antropólogos, assinando decretos de reintegração das áreas Uru-Eu-Wau-Wau e Kaiabi Gleba Sul. Por outro lado, elaborou uma lista de 880 servidores a serem colocados em disponibilidade, aproveitando o argumento do enxugarnento administrativo para proceder a uma nova &amp;quot;caça às bruxas&amp;quot;, incluindo antropólogos e indigenistas entre os &amp;quot;disponíveis&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Íris Pedro de Oliveira'''&amp;lt;br/&amp;gt;[set. de 1988 a mar. de 1990]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Advogado, entre 1980 e 1983 foi presidente do Grupo de Terras do Araguaia/ Tocantins (Getat), visto como um órgão de repressão e policiamento. Pragmático, apregoava soluções técnicas e operacionais para caracterizar os territórios indígenas: estabelecer áreas a partir de limites naturais, transferir grupos indígenas para &amp;quot;evitar conflitos&amp;quot; com colonos etc. Em 1980, grileiros aceleravam a invasão de terras indígenas dos Xikrirn do Cateté, em Marabá; em 82, o Getat, a Eletronorte e a Funai optaram pela recomposição da área indígena dos [[Povo:Parakanã|Parakanã]], &amp;quot;para evitar contatos indiscriminados&amp;quot; entre as famílias que seriam atingidas direta ou indiretamente pelas águas da UHE e estavam sendo reassentadas na variante da Transamazônica&amp;quot;. Sua nomeação confirmaria a vinculação da Funai aos desígnios do CSN. Denúncias da própria Funai indicam que utilizava-se das aeronaves do órgão para visitar uma fazenda de sua propriedade em Imperatriz (MA), onde há uma administração regional da Funai; esta, tomou-se recordista em receber visitas de um presidente do órgão no período do mandato do presidente Íris. Renovou o convênio com o Instituto Lingüístico de Verão (SIL) para atuarem em todo território nacional.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Romero Jucá Fº.'''&amp;lt;br/&amp;gt;[mai. de 1986 a set. de 1988]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Economista, pernambucano, indicado pelo ministro Marco Maciel, seu conterrâneo e chefe da Casa Civil, dirigia o Projeto Rondon.Implantou a descentralização da FUNAI e retirou os índios de Brasília. Tecnocrata modernizador, assinou inúmeros convênios técnicos e de assistência com outros Ministérios. Promulgou um novo regimento interno no órgão. Nos cinco primeiros meses de sua gestão, o quadro de funcionários havia passado de 3.300 funcionários para 4.200. Somente em Recife, sua terra natal, o escritório da FUNAI chegou a ter 400 funcionários vinculados.Tentou tirar a crise do órgão das páginas de jornais, mas acabou sofrendo intervenção do TCU devido às irregularidades financeiras do órgão. Defendia a linha “pragmática” de exploração dos recursos naturais das terras indígenas, e foi acusado de promover inúmeros contratos com madeireiras.Manifestava-se contra a presença de garimpeiros nas áreas indígenas e assinou, em 1987, o convênio Funai/DNPM para exploração mineral empresarial em área indígena. Em maio de 88, assinou portaria criando um GT para avaliar o grau de aculturação dos índios. Saiu da FUNAI para ser governador nomeado de Roraima, carregando consigo um processo no Supremo Tribunal de Justiça por ter autorizado ilegalmente a extração de madeira em área indígena. Já fora da FUNAI, como governador de Roraima, passou a defender a permanência dos garimpeiros invasores do território Yanomami.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Apoena Meirelles'''&amp;lt;br/&amp;gt;[nov. de 1985 a mai. de 1986]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Sertanista, nasceu numa aldeia Xavante em Pimentel Barbosa, filho do também sertanista Francisco Meirelles (funcionário do antigo SPI), desde cedo acompanhava o pai nas frentes de atração e trabalho nas aldeias.Autor de um projeto de descentralização da FUNAI, ocupou a presidência com o apoio do Ministro do Interior, Costa Couto, para implantá-lo e esvaziar a crise do órgão.Em maio de 1986, veio o decreto alterando o Estatuto da FUNAI, criando seis superintendências regionais.Apoena despachou durante boa parte do mandato fora de seu gabinete na FUNAI - preferindo uma sala no Ministério ou as delegacias regionais -, evitando assim o confronto com o movimento dos índios em Brasília, que continuava intenso.Distribuiu muitos recursos para contentar o lobby Xavante e reprimiu os índios hospedados em Brasília , cancelando o contrato de hospedagem com os hotéis das cidades satélites.Apoena saiu da presidência do órgão alegando não concordar com a ingerência do Ministro do Interior na indicação de nomes para a superintendência de terras e dos 6 superintendentes regionais.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Álvaro Villas Boas'''&amp;lt;br/&amp;gt;[set. a nov. de 1985]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Indigenista, irmão de Cláudio e Orlando Villas Boas, trabalhou durante anos como delegado da funai em Bauru (SP).Sua indicação teve grande repercussão (negativa) entre os índios que se encontravam em Brasília (mais de 300). Mas Raoni, por exemplo, liderança Kayapó, reuniu um grupo de índios para apóiá-lo.A delegacia de Londrina, fechada por ele, foi ocupada por 120 índios que exigiam sua demissão. Fechou a delegacia de Salvador, que fora ocupada por índios que queriam ver suas terras demarcadas.Demitiu, logo ao início de sua gestão, os indigenistas empossados em cargos de confiança por Jurandy M. da Fonseca.Em seu curto mandato, reuniu contra si os funcionários demitidos que tinham influência sobre algumas lideranças indígenas e sua atitude de não negociar sob pressão com os índios levou-o a ser demitido.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Gerson da Silva Alves'''&amp;lt;br/&amp;gt;[abr. a set. de 1985]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Assumiu interinamente a presidência da FUNAI e, em meados de maio, foi empossado oficialmente no cargo, apoiado pelos Xavante e pelo deputado Mario Juruna em meio à “enchente indígena” em Brasília.Sargento reformado do exército, contador, trabalhava na FUNAI havia 14 anos, em funções burocráticas. Como delegado regional do órgão em Campo Grande e Cuiabá, e diretor do DGO, na sede, em Brasília, acumulou relações de clientela com os Xavantes, que contribuíram para sua indicação ao cargo, em meio à crise sucessória que marcou o período.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Ayrton Carneiro de Almeida'''&amp;lt;br/&amp;gt;[abr. de 1985]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Aquele que foi sem nunca ter sido. Ex-diretor do INCRA, foi indicado para presidir interinamente a FUNAI pelo Ministro Costa Couto, mas impedido de tomar posse por um conjunto de índios e funcionários que fizeram uma barreira na entrada do prédio.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Nelson Marabuto'''&amp;lt;br/&amp;gt;[set. de 1984 a abr. de 1985]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Policial de carreira, antes de assumir a presidência da FUNAI havia sido chefe da assessoria de segurança e informação do órgão e também o superintendente da Polícia Federal em São Paulo.Permaneceu no cargo durante o período de transição do governo Figueiredo para o governo Sarney, prolongado pela agonia de Tancredo Neves, no qual houve uma intensa disputa pelo cargo entre varias facções do indigenismo, cada qual mobilizando índios em Brasília.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Jurandy Marcos da Fonseca'''&amp;lt;br/&amp;gt;[mai. a set. de 1984]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Advogado, foi chefe de gabinete da FUNAI nas gestões Bandeira Mello e Ismarth Araújo de Oliveira. O “release” de sua posse informava que havia nascido numa aldeia indígena e que seu pai participara da Comissão Rondon e trabalhara no SPI.Na sua gestão, inaugura a nomeação de índios para cargos de chefia na Funai: Marcos Terena para chefe de gabinete e Megaron (Kayapó) para diretor do Parque do Xingu. Readmitiu muitos dos indigenistas e antropólogos, excluídos por Nobre da Veiga, alguns deles como seus assessores diretos e em cargos de direção.Em julho de 84, demite o sertanista Álvaro Villas Boas, delegado da 12a. DR, causando grande tumulto entre os índios do interior de São Paulo e Paraná, que exigiam sua readmissão invadindo e ocupando por duas semanas a delegacia de Bauru, com grande repercussão na imprensa. Vários artigos em jornais comentavam que era o fim da velha política indigenistas, que começava uma nova mentalidade, uma maneira nova de agir e tratar os problemas indígenas e, principalmente, que se percebia que os índios já não eram mais os mesmos, o que exigia formas diferentes de relacionamento com eles. Era o “sopro de esperança na FUNAI”.Jurandy foi demitido em setembro de 1984. Declarou: ”fui demitido porque não assinei a portaria para regulamentar o decreto 88.985” (autorizando a mineração em terras indígenas). Saiu como herói – mas, uma semana depois, foi acusado pelo Procurador Geral da FUNAI, Irineu de Oliveira, de ter beneficiado 85 fazendeiros no Mato Grosso do Sul, com contratos de arrendamento das terras dos Kadiweu, e embolsado os Cr$ 150 milhões referentes aos contratos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Otávio Ferreira Lima'''&amp;lt;br/&amp;gt;[jul. de 1983 a abr. de 1984]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Economista funcionário do MInistério do Interior, logo que assumiu a presidência da FUNAI convocou as Polícias Militar e Federal para impedir o acesso de lideranças indígenas ao seu gabinete, e suspendeu as entrevistas à imprensa. Demitiu quatro coronéis em cargos de direção (entre eles, o Cel. Hausen).Na sua gestão, foi promulgado o polêmico decreto 88.985, de novembro de 1983, autorizando a entrada de empresas de mineração em terras indígenas.Em dezembro do mesmo ano, assinou um convênio (No. 028/83) com o SIL (Summer Institute of Linguistics), para um período de dois anos, sujeito a prorrogação.Durante uma crise na parte norte do Parque do Xingu - quando os Txucarramãe interditaram a BR-080 e fizerem alguns funcionários como reféns para obtenção de uma faixa de terra adicional -, Ferreira é demitido pelo seu desempenho desastroso como negociador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Paulo Moreira Leal'''&amp;lt;br/&amp;gt;[out. de 1981 a jul. de 1983]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Coronel da Aeronáutica, trabalhou no Conselho de Segurança Nacional (CSN). Assumiu a presidência da FUNAI falando em reestruturação administrativa; solicitou ao Ministério do Interior a contratação de 4 mil novos funcionários e afirmou que sua grande aspiração era ver o maior número possível de índios ocupando cargos de direção da Fundação.Demitiu alguns militares assessores do órgão sob pressão dos Xavantes.Assinou um convênio com o Projeto Rondon, para atendimento nas áreas de saúde educação e com a Petrobrás, estabelecendo normas gerais a serem observadas nos trabalhos de pesquisa e lavra mineral em terras indígenas.Encomendou estudos a funcionários do órgão, visando emancipação dos Guarani (da região sul do País) e [[Povo:Tembé|Tembé]] (PA/ MA), com base em “critérios de indianidade”.No final de sua gestão, um decreto interministerial (No. 88.118, de 23.02.83) criou o chamado “Grupão”, para a regularização das terras indígenas, retirando tal atribuição do âmbito decisório da FUNAI e alçando-a formalmente ao nível ministerial e do CSN.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''João Carlos Nobre da Veiga'''&amp;lt;br/&amp;gt;[nov. de 1979 a out. de 1981]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Coronel da reserva, assume o cargo falando em “disciplina” e demitindo 39 indigenistas e antropólogos, porque haviam encaminhado carta ao Ministro do Interior com criticas à política da FUNAI. Incrementa o projeto de emancipação compulsória, criando os famosos “critérios de indianidade” e declarando que “o índio estará emancipado em cinco gerações”; mas recua e não encaminha o processo ao Ministério do Interior (MINTER).Reestrutura a FUNAI para fortalecer as unidades regionais. Numa reunião da SUDAM, afirma que ”há reservas demais”. A 15/12/1980, sai uma Portaria Interministerial (MINTER/ Min. das Minas e Energia) facilitando a exploração mineral em terras indígenas por empresas estatais. Com base no parecer do Conselho Indigenista da FUNAI, o Ministro do Interior, Mario Andreazza, proíbe Mário Juruna, liderança indígena do povo Xavante, de participar do Tribunal Russel, na Holanda.Juruna lidera 40 índios que, na sede da FUNAI em Brasília, exigem a demissão do Presidente da FUNAI e mais dois coronéis da direção: Ivan Zanoni Hausen (DGPC) e Jose Rodriges Godinho (DGO).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Adhemar Ribeiro da Silva'''&amp;lt;br/&amp;gt;[mar. a nov. de 1979]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Engenheiro de profissão, ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER), na sua curta gestão extinguiu a COAMA (Coordenação da Amazônia) e concedeu alvarás de pesquisa mineral na AI Waimiri-Atroari (AM).&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Ismarth Araújo de Oliveira'''&amp;lt;br/&amp;gt;[mar. de 1974 a mar. de 1979]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;General da Reserva, antes de ser nomeado presidente havia sido superintendente da FUNAI. Na sua posse, o Ministro do Interior, Rangel Reis, anunciou “a política de integração em ritmo acelerado”, o que viria a desembocar no projeto de emancipação dos índios, contra o qual ele se opôs publicamente. Mas incrementa os chamados “projetos de desenvolvimento comunitário”, dentro de uma política de “espíritos desarmados” com antropólogos, indigenistas e missionários. Na sua gestão, aumentam substancialmente as demarcações de Terras Indígenas.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''Oscar Jeronymo Bandeira de Mello'''&amp;lt;br/&amp;gt;[jun. de 1970 a mar. de 1974]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;General da Reserva, ex-chefe da Divisão de Segurança e informação da FUNAI e ex-agente do SNI, participou do inquérito que extinguiu o SPI. Na sua gestão, consolidou-se a política da FUNAI atrelada ao binômio “segurança e desenvolvimento”, que marcou o período mais duro do regime autoritário - o governo Médici. Seu lema era: “Integrar os índios rapidamente”, sobretudo para que não obstaculizassem a ocupação e colonização da Amazônia, em consonância com o Ministro do Interior, Costa Cavalcante, que anunciou o “boi como grande bandeirante da década”. No bojo do Plano de Integração Nacional, lançado em 1970, estabeleceu um convenio com a SUDAM “para pacificar 30 grupos arredios” ao longo da Transamazônica. Participou de um churrasco com fazendeiros na abertura da BR-080, rodovia que cortou o norte do Parque do Xingu e excluiu boa parte do território dos índios Txukarramãe (sub-grupo Kayapó).Durante sua gestão, foi promulgado o Estatuto do Índio, aprovado pelo Congresso Nacional, e criada, na FUNAI, a Divisão de Desenvolvimento Comunitário (subordinada à Coordenação de Programas de Desenvolvimento de Comunidades, do Ministério do Interior). Relacionada a essa divisão desenvolvimentista e integracionista das populações indígenas, reintroduziu a chamada “renda indígena”, conceito chave para viabilizar o projeto de “emancipação econômica” dos grupos indígenas.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;'''José de Queiroz Campos'''&amp;lt;br/&amp;gt;[dez. de 1967 a jun. de 1970]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Coordenou a implantação do órgão, tendo que se defrontar – juntamente com o Ministro do Interior, Gal. Albuquerque Lima – com a avalanche de denúncias de genocídio contra o governo no exterior, sobretudo a partir da divulgação do Relatório Jader Figueiredo (março de 1968), que trazia os resultados de uma devassa no SPI (Serviço de Proteção aos Índios, órgão governamental antecessor à FUNAI).Na sua gestão, foram ampliada a área do Parque do Xingu e criados outros três parques indígenas. Criou a GRIN, Guarda Rural Indígena, transformando índios em policiais nas suas próprias aldeias. Assinou convênio com o SIL (Summer Institute of Linguistics) em 1969 e, no mesmo ano, realizou o 1o. Simpósio FUNAI - Missões Religiosas.Jornalista de profissão, escreveu livros a respeito de fatos ocorridos na sua gestão (como a famosa expedição do Pe. Calleri, chacinada durante as tentativas de contatar os Waimiri–Atroari, no Amazonas), mas que nunca chegou a publicar, por recomendação dos órgãos de segurança.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Ações ministeriais==&lt;br /&gt;
O início da década de 1990 marcou decididamente uma mudança radical na [[Órgão Indigenista Oficial | política indigenista oficial brasileira]]: até então, todas as ações relativas aos povos indígenas estavam sob a gestão exclusiva do Ministério da Justiça, via a [[Órgão Indigenista Oficial | Fundação Nacional do Índio]]. A partir de 4 decretos presidenciais promulgados no ano de 1991 - conforme tabela abaixo -  a maioria das ações da Funai foi absorvida total ou parcialmente por outros ministérios e órgãos federais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Decreto | Data&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Objeto do decreto&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;No 23 - 4/02/1991 (saúde)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Dispõe sobre as condições para a prestação de assistência à '''saúde das populações indígenas: '''Art. 5º '''A Fundação Serviços de Saúde Pública - FSESP''', enquanto não for instituída a Fundação Nacional de Saúde, de que trata o artigo 11 da Lei nº 8.029, de 12 de abril de 1990, encarregar-se-á da coordenação dos projetos, tanto na fase de elaboração, quanto na de execução. &amp;lt;br/&amp;gt;OBS. Em 16 de abril de 1991, o Decreto Presidencial nº 100 instituiu a '''Fundação Nacional de Saúde (FNS)''' que incorporou a Fundação Serviços de Saúde Pública e, por seu turno, o atendimento à saúde das populações indígenas.   &lt;br /&gt;
             &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Nº 24 – 4/02/1991 (meio ambiente)&lt;br /&gt;
             &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Dispõe sobre as ações visando à proteção do '''meio ambiente em terras indígenas'''.  Art. 4º A coordenação dos projetos mencionados no art 2º caberá à Secretaria do Meio Ambiente da Presidência da República, e sua elaboração e execução serão realizadas pelo '''Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis''' e pelo órgão federal de assistência ao índio&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Nº 25 – 4/02/1991 (auto-sutentação econômica)&lt;br /&gt;
             &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Dispõe sobre programas e projetos para assegurar '''a auto-sustentação dos povos indígenas'''. Art. 5º Compete ao '''Ministério da Agricultura e Reforma Agrária''', por intermédio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária EMBRAPA, e ao '''Ministério da Justiça''', por intermédio do órgão federal de assistência ao índio, a coordenação das ações decorrentes deste Decreto&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Nº 26 – 4/02/1991 (educação)&lt;br /&gt;
             &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Dispõe sobre a '''Educação Indígena no Brasil.''' Art. 1º Fica atribuída ao '''Ministério da Educação''' a competência para coordenar as ações referentes à Educação Indígena, em todos os níveis e modalidades de ensino, ouvida a FUNAI&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tais medidas de cunho legal, retirando da Funai grande parte de suas principais atribuições, produziram uma situação na qual as políticas públicas para os povos indígenas  até os dias de hoje vêm sendo conduzidas e executadas de maneira: a) fragmentada: já que pulverizadas em diversos órgãos de distintos ministérios federais e, portanto, sem a falta de uma coordenação geral; b) sobreposta: pois mesmo com essa pulverização, a Funai continua tanto a executar parte de algumas das ações previstas para outros ministérios ([[A educação escolar indígena no Brasil | educação indígena]] e atividades econômicas), como , em muitos casos, a não cumprir com suas atribuições de suporte e parceria junto aos mesmos ministérios, exigidas em todos os decretos citados;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No decorrer desse período – 1991 aos dias atuais -, foram diversas as ações desencadeadas pelos diversos ministérios que passaram a cuidar da política indigenista oficial, para além daquelas que continuaram a ser promovidas pela Fundação Nacional do Índio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para uma descrição mais pormenorizada sobre os tema da saúde (Ministério da Saúde) e da educação (Ministério da Educação), ver as subseções específicas que compõem este site.  &lt;br /&gt;
Quanto às ações desencadeadas pelos demais ministérios, não há espaço aqui para apresentá-las em sua totalidade e com o nível de detalhamento requerido. Assim, apresentamos abaixo apenas algumas destas iniciativas ministeriais para que se possa ter uma idéia geral do atual quadro da política indigenista oficial atual. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Ministérios&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Ações&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Meio Ambiente (MMA)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Projetos Demonstrativos dos Povos Indígenas (PDPI)&lt;br /&gt;
* Gestão Ambiental em Terras Indígenas&lt;br /&gt;
* Conservação e Recuperação da Biodiversidade em T.I.s&lt;br /&gt;
* Ação de fomento à Gestão Ambiental em T.I.s&lt;br /&gt;
* Fortalecimento social e econômico via Coordenadoria do Agroextrativismo  &lt;br /&gt;
* “Carteira Indígena”: Segurança Alimentar associada à Recuperação de Degradação Ambiental&lt;br /&gt;
* PNGATI - Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas&lt;br /&gt;
            &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
* ATER Indígena: Valorização da Agroecologia&lt;br /&gt;
* PRONAF: financiamento de projetos de capacitação de lideranças indígenas comunitárias; de etnodesenvolvimento etc&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Ministério do Desenvolvimento Social  (MDS)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Doação de recursos financeiros para o projeto “Carteira Indígena”, sob gestão do MMA&lt;br /&gt;
* Bolsa-Família para os povos indígenas&lt;br /&gt;
* “Fome Zero Indígena” &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Ministério da Cultura (MinC)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Prêmio Culturas Indígenas&lt;br /&gt;
* Pontos de Cultura para povos indígenas&lt;br /&gt;
            &amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Ministério da Saúde (MS)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;&lt;br /&gt;
* SESAI – Secretaria Especial de Saúde Indígena responsável por coordenar a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas e todo o processo de gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Criada em outubro de 2010.&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;well&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Veja também ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências externas ==&lt;br /&gt;
===Sites===&lt;br /&gt;
====Funai====&lt;br /&gt;
* Página oficial da Funai- &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.funai.gov.br/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt; http://www.funai.gov.br/&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Blog da FUNAI - &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://blogdafunai.blogspot.com/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt; http://blogdafunai.blogspot.com/&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Funai - Coordenação Técnica Local Nova Xavantina - &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://funaixavantina.wordpress.com/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt; http://funaixavantina.wordpress.com/&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Funai - Coordenação Regional Madeira - &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://crmadeira.blogspot.com/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt; http://crmadeira.blogspot.com/&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Funai - Coordenação Regional Litoral Sul - &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://corlisfunai.blogspot.com/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt; http://corlisfunai.blogspot.com/&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Funai - Coordenação Regional do Sul da Bahia - &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://funaisuldabahia.blogspot.com/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt; http://funaisuldabahia.blogspot.com/&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Funai - Coordenação Regional de Macéio - &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://funaialagoas.blogspot.com/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt; http://funaialagoas.blogspot.com/&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Funai - Coordenação Regional de Fortaleza - &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://funaicacoal.blogspot.com/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt; http://funaicacoal.blogspot.com/&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Funai - Coordenação Regional de Cacoal - &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://funaiceara.blogspot.com/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt; http://funaiceara.blogspot.com/&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
*  Projeto Demonstrativo dos Povos Indígenas - &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&amp;amp;amp;idEstrutura=24&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&amp;amp;amp;idEstrutura;=24&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
*  MEC. Secretaria da Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD) - &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;amp;amp;view=article&amp;amp;amp;id=290&amp;amp;amp;Itemid=815&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;amp;amp;view;=article&amp;amp;amp;id;=290&amp;amp;amp;Itemid;=815&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
*  Laboratório de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento (MN/UFRJ) - &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.laced.mn.ufrj.br/laced.htm&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;http://www.laced.mn.ufrj.br/laced.htm&amp;lt;/htmltag&amp;gt; - Centro de Trabalho Indigenista - &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.trabalhoindigenista.org.br&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;http://www.trabalhoindigenista.org.br&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Ministérios====&lt;br /&gt;
* Ministério do Meio Ambiente - &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.mma.gov.br/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;http://www.mma.gov.br/&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome - &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.mds.gov.br/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;http://www.mds.gov.br/&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Ministério do Desenvolvimento Agrário - &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.mda.gov.br/portal/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;http://www.mda.gov.br/portal/&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Ministério da Cultura - &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.cultura.gov.br/site/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;http://www.cultura.gov.br/site/&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Ministério da Saúde - SESAI - &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/conheca-a-secretaria-sesai&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot;&amp;gt;http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/conheca-a-secretaria-sesai&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Bibliografia===&lt;br /&gt;
* ARRUTI, José Maurício. 2006. “Etnogêneses Indígenas”. In: RICARDO, Beto; RICARDO, Fany (Editores). Povos Indígenas no Brasil: 2001-2005. São Paulo: Instituto Socioambiental.  &lt;br /&gt;
* CARNEIRO DA CUNHA, Manuela (Org.). 1987. Os Direitos do Índio: ensaios e documentos. São Paulo: Editora Brasiliense. &lt;br /&gt;
* * __________. 1992. Legislação Indigenista no século XIX: uma compilação, 1808-1889. São Paulo: Edusp; CPI-SP.&lt;br /&gt;
* OLIVEIRA, João Pacheco (Org.). 1998. Indigenismo e Territorialização: poderes, rotinas e saberes coloniais no Brasil contemporâneo. Rio de Janeiro: Contra Capa. &lt;br /&gt;
* OLIVEIRA, João Pacheco &amp;amp;amp; Rocha Freire, Carlos Augusto da. 2006. A Presença Indígena na Formação do Brasil. Brasília: SECAD/MEC; UNESCO; LACED/UFRJ. Disponível online: &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me004372.pdf &amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me004372.pdf &amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
* RIBEIRO, Darcy. 1979 [1977]. Os Índios e a Civilização: a integração das populações indígenas no Brasil moderno. Petrópolis: Vozes. &lt;br /&gt;
* SANTILLI, Juliana. 2000. “Biodiversidade e Conhecimentos Tradicionais: formas jurídicas de proteção”. In: RICARDO, Carlos Alberto (Editor). Povos Indígenas no Brasil, 1996-2000. São Paulo: Instituto Socioambiental. Pp: 95-98. &lt;br /&gt;
* SANTILLI, Márcio. 1991. “Os direitos indígenas na Constituição brasileira”. In: Povos Indígenas no Brasil 1987/88/89/90. São Paulo: CEDI. Pp: 11-14.&lt;br /&gt;
* __________. 1996. “O Estatuto das Sociedades Indígenas”. In: RICARDO, Beto (Editor). Povos Indígenas no Brasil: 1991-1995. São Paulo: Instituto Socioambiental. Pp.: 2-5. &lt;br /&gt;
* __________. 2000. “Estatuto da Alforria”. In: RICARDO, Carlos Alberto (Editor). Povos Indígenas no Brasil, 1996-2000. São Paulo: Instituto Socioambiental. Pp: 93-94. &lt;br /&gt;
* Equipe de Redação do Aconteceu CEDI. 1991. “Campanha difamatória procura implodir direitos indígenas na Constituição” .In: Povos Indígenas no Brasil 1987/88/89/90. São Paulo: CEDI. Pp: 48-50. &lt;br /&gt;
* __________. 2000. “Propostas para uma Nova Política Indigenista”. In: RICARDO, Carlos Alberto (Editor). Povos Indígenas no Brasil, 1996-2000. São Paulo: Instituto Socioambiental. Pp: 118-121. &lt;br /&gt;
* SOUZA LIMA, Antonio Carlos de. 1987. &amp;quot;Sobre indigenismo, autoritarismo e nacionalidade: considerações sobre a constituição do discurso e da prática da proteção fraternal no Brasil&amp;quot;. In: Oliveira, J. P. (Org.). Sociedades indígenas e indigenismo no Brasil . 1a ed. Rio de Janeiro/ São Paulo: UFRJ/Marco Zero. Pp: 149-214. On-line na íntegra em: &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.laced.mn.ufrj.br/textos_online.htm&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;http://www.laced.mn.ufrj.br/textos_online.htm&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
* __________. 1989. &amp;quot;Os museus de história natural e a construção do indigenismo no Brasil: notas para uma sociologia das relações entre campo intelectual e campo político no Brasil&amp;quot;. Comunicações do PPGAS , v. 13. Pp: 1-85. On-line na íntegra em: &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.laced.mn.ufrj.br/textos_online.htm&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;http://www.laced.mn.ufrj.br/textos_online.htm&amp;lt;/htmltag&amp;gt; &lt;br /&gt;
* __________. 1991. &amp;quot;O Santo Soldado&amp;quot;. Comunicações do PPGAS , v. 21, p. 1-80. On-line na íntegra em: &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.laced.mn.ufrj.br/textos_online.htm &amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;http://www.laced.mn.ufrj.br/textos_online.htm &amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
* __________. 1992. “O governo dos índios sob a gestão do SPI”. In: CARNEIRO DA CUNHA, Manuela (org.). História dos índios no Brasil. São Paulo: Cia. das Letras: SMC/SP: FAPESP. Pp: 155-172.&lt;br /&gt;
* __________. 1995. Um grande cerco de paz: poder tutelar, indianidade e formação do Estado no Brasil. Petrópolis: Vozes. On-line na íntegra em: &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.laced.mn.ufrj.br/textos_online.htm &amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;http://www.laced.mn.ufrj.br/textos_online.htm &amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
* __________. 2001. “Fundação Nacional do Índio (FUNAI)”. In: A breu, Alzira Alves de (coord.). Dicionário histórico-biográfico brasileiro: pós-30. Rio de Janeiro: FGV. Pp: 2426-2432.&lt;br /&gt;
* __________. 2002. &amp;quot;Diversidade Cultural e Política Indigenista&amp;quot;. Tellus (UCDB), Campo Grande - MT, v. 3. Pp: 11-31. On-line na íntegra em: &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.laced.mn.ufrj.br/textos_online.htm &amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;http://www.laced.mn.ufrj.br/textos_online.htm &amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
* SOUZA LIMA, Antônio Carlos de; BARROSO-HOFFMANN, Maria (Orgs.). 2002. Etnodesenvolvimento e políticas públicas: bases para uma nova política indigenista. Rio de Janeiro: Contra Capa/LACED. &lt;br /&gt;
* __________. (Orgs.). 2002b. Estado e povos indígenas: bases para uma nova política indigenista II. Rio de Janeiro: Contra Capa/LACED. &lt;br /&gt;
* __________. (Orgs). 2002c. Além da Tutela: bases para uma nova política indigenista III. Rio de Janeiro: Contra Capa/LACED.  &lt;br /&gt;
* SOUZA LIMA, Antonio Carlos de; BARROSO-HOFFMAN, M.; IGLESIAS, Marcelo M. P.; GARNELO, Luiza; PACHECO DE OLIVEIRA, J. 2004. “A administração pública e os povos indígenas”. In: INESC. (Org.). A era FHC e o Governo Lula: transição? . 1 ed. Brasília: Instituto de Estudos Socioeconômicos. Pp: 293-326. On-line na íntegra em: &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.laced.mn.ufrj.br/textos_online.htm &amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;http://www.laced.mn.ufrj.br/textos_online.htm &amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Políticas indigenistas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;!--&lt;br /&gt;
Cuidado ao editar esta seção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bloco &amp;quot;&amp;lt;noinclude&amp;gt;&amp;quot; usado para evitar que propriedades sejam propagadas em páginas transcluídas:&lt;br /&gt;
Detalhes em http://www.mediawiki.org/wiki/Transclusion#Semantic_MediaWiki&lt;br /&gt;
--&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;noinclude&amp;gt;&lt;br /&gt;
{{DISPLAYTITLE:Órgão Indigenista Oficial}}{{#set:Ativo=t}}&lt;br /&gt;
{{#set:Data cadastro=2008-07-07}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/noinclude&amp;gt;&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Localiza%C3%A7%C3%A3o_e_extens%C3%A3o_das_TIs&amp;diff=7844</id>
		<title>Localização e extensão das TIs</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Localiza%C3%A7%C3%A3o_e_extens%C3%A3o_das_TIs&amp;diff=7844"/>
		<updated>2024-01-09T17:38:31Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Título |Localização e extensão das TIs}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Brasil tem uma extensão territorial de 851.196.500 hectares, ou seja, 8.511.965 km². As [[O que são Terras Indígenas? | terras indígenas]] (TIs) somam {{#total_area_ti: total}} áreas, ocupando uma extensão total de {{#total_area_ti: area | ha}} hectares ({{#total_area_ti: area | km}} km&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;). Assim, {{#total_area_ti: porcentagem}}% das terras do país são reservados aos povos indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maior parte das TIs concentra-se na Amazônia Legal: são 430 áreas, 115.803.611 hectares, representando 23% do território amazônico e 98.25% da extensão de todas as TIs do país. O restante, 1.75% , espalha-se pelas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e estados de Mato Grosso do Sul e Goiás.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Img&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|https://galeria.socioambiental.org/filestore/1/3/3/8/4/1_199b82be4601816/133841scr_87b6eb7bc11c10a.jpg|&lt;br /&gt;
|Terras Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental, 2015.&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa situação de flagrante contraste pode ser explicada pelo fato de a colonização do Brasil ter sido iniciada pelo litoral, o que levou a embates diretos contra as populações indígenas que aí viviam, causando enorme depopulação e desocupação das terras, que hoje estão em mãos da propriedade privada. Aos índios restaram terras diminutas, conquistadas a duras penas. Por exemplo, em São Paulo, a terra [[Povo:Guarani|Guarani]] Aldeia Jaraguá tem apenas dois hectares de extensão, o que impossibilita que vivam da terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há vozes dissonantes em relação ao tamanho das TIs na Amazônia, alegando que haveria &amp;quot;muita terra para poucos índios&amp;quot;. Esses críticos se esquecem de que os índios têm que tirar todo seu sustento da terra. Muitas vezes, as TIs têm grandes partes não agricultáveis, e sofrem ou sofreram diversos tipos de impactos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Veja também==&lt;br /&gt;
* [[Situação jurídica das TIs no Brasil hoje]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências externas ==&lt;br /&gt;
* &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;https://terrasindigenas.org&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt; De Olho nas Terras Indígenas no Brasil&amp;lt;/htmltag&amp;gt; - mapas, dados, notícias e mais&lt;br /&gt;
* &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;/files/file/PIB_institucional/dgallois-1.pdf&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;''Terras ocupadas? Territórios? Territorialidades?''&amp;lt;/htmltag&amp;gt;, por Dominique Tilkin Gallois,  antropóloga, docente do Departamento de Antropologia Social da FFLCH-USP e coordenadora do NHII-USP (Núcleo de História Indígena e do Indigenismo)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Localiza%C3%A7%C3%A3o_e_extens%C3%A3o_das_TIs&amp;diff=7744</id>
		<title>Localização e extensão das TIs</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Localiza%C3%A7%C3%A3o_e_extens%C3%A3o_das_TIs&amp;diff=7744"/>
		<updated>2023-09-26T13:33:12Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Título |Localização e extensão das TIs}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Brasil tem uma extensão territorial de 851.196.500 hectares, ou seja, 8.511.965 km2. As [[O que são Terras Indígenas? | terras indígenas]] (TIs) somam {{#total_area_ti: total}} áreas, ocupando uma extensão total de {{#total_area_ti: area | ha}} hectares ({{#total_area_ti: area | km}} km&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;). Assim, {{#total_area_ti: porcentagem}}% das terras do país são reservados aos povos indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maior parte das TIs concentra-se na Amazônia Legal: são 430 áreas, 115.803.611 hectares, representando 23% do território amazônico e 98.25% da extensão de todas as TIs do país. O restante, 1.75% , espalha-se pelas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e estados de Mato Grosso do Sul e Goiás.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Img&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|https://galeria.socioambiental.org/filestore/1/0/2/4/5/8_89ca5e82faa7cf3/102458scr_7b8629789b9ac7d.jpg|&lt;br /&gt;
|Terras Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental, 2015.&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa situação de flagrante contraste pode ser explicada pelo fato de a colonização do Brasil ter sido iniciada pelo litoral, o que levou a embates diretos contra as populações indígenas que aí viviam, causando enorme depopulação e desocupação das terras, que hoje estão em mãos da propriedade privada. Aos índios restaram terras diminutas, conquistadas a duras penas. Por exemplo, em São Paulo, a terra [[Povo:Guarani|Guarani]] Aldeia Jaraguá tem apenas dois hectares de extensão, o que impossibilita que vivam da terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há vozes dissonantes em relação ao tamanho das TIs na Amazônia, alegando que haveria &amp;quot;muita terra para poucos índios&amp;quot;. Esses críticos se esquecem de que os índios têm que tirar todo seu sustento da terra. Muitas vezes, as TIs têm grandes partes não agricultáveis, e sofrem ou sofreram diversos tipos de impactos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Veja também==&lt;br /&gt;
* [[Situação jurídica das TIs no Brasil hoje]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências externas ==&lt;br /&gt;
* &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;https://terrasindigenas.org&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt; De Olho nas Terras Indígenas no Brasil&amp;lt;/htmltag&amp;gt; - mapas, dados, notícias e mais&lt;br /&gt;
* &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;/files/file/PIB_institucional/dgallois-1.pdf&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;''Terras ocupadas? Territórios? Territorialidades?''&amp;lt;/htmltag&amp;gt;, por Dominique Tilkin Gallois,  antropóloga, docente do Departamento de Antropologia Social da FFLCH-USP e coordenadora do NHII-USP (Núcleo de História Indígena e do Indigenismo)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Localiza%C3%A7%C3%A3o_e_extens%C3%A3o_das_TIs&amp;diff=7743</id>
		<title>Localização e extensão das TIs</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Localiza%C3%A7%C3%A3o_e_extens%C3%A3o_das_TIs&amp;diff=7743"/>
		<updated>2023-09-26T13:32:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Título |Localização e extensão das TIs}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Brasil tem uma extensão territorial de 851.196.500 hectares, ou seja, 8.511.965 km2. As [[O que são Terras Indígenas? | terras indígenas]] (TIs) somam {{#total_area_ti: total}} áreas, ocupando uma extensão total de {{#total_area_ti: area | ha}} hectares ({{#total_area_ti: area | km}} km&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;). Assim, {{#total_area_ti: porcentagem}}% das terras do país são reservados aos povos indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maior parte das TIs concentra-se na Amazônia Legal: são 430 áreas, 115.803.611 hectares, representando 23% do território amazônico e cerca de 98.25% da extensão de todas as TIs do país. O restante, 1.75% , espalha-se pelas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e estados de Mato Grosso do Sul e Goiás.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Img&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|https://galeria.socioambiental.org/filestore/1/0/2/4/5/8_89ca5e82faa7cf3/102458scr_7b8629789b9ac7d.jpg|&lt;br /&gt;
|Terras Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental, 2015.&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa situação de flagrante contraste pode ser explicada pelo fato de a colonização do Brasil ter sido iniciada pelo litoral, o que levou a embates diretos contra as populações indígenas que aí viviam, causando enorme depopulação e desocupação das terras, que hoje estão em mãos da propriedade privada. Aos índios restaram terras diminutas, conquistadas a duras penas. Por exemplo, em São Paulo, a terra [[Povo:Guarani|Guarani]] Aldeia Jaraguá tem apenas dois hectares de extensão, o que impossibilita que vivam da terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há vozes dissonantes em relação ao tamanho das TIs na Amazônia, alegando que haveria &amp;quot;muita terra para poucos índios&amp;quot;. Esses críticos se esquecem de que os índios têm que tirar todo seu sustento da terra. Muitas vezes, as TIs têm grandes partes não agricultáveis, e sofrem ou sofreram diversos tipos de impactos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Veja também==&lt;br /&gt;
* [[Situação jurídica das TIs no Brasil hoje]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências externas ==&lt;br /&gt;
* &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;https://terrasindigenas.org&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt; De Olho nas Terras Indígenas no Brasil&amp;lt;/htmltag&amp;gt; - mapas, dados, notícias e mais&lt;br /&gt;
* &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;/files/file/PIB_institucional/dgallois-1.pdf&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;''Terras ocupadas? Territórios? Territorialidades?''&amp;lt;/htmltag&amp;gt;, por Dominique Tilkin Gallois,  antropóloga, docente do Departamento de Antropologia Social da FFLCH-USP e coordenadora do NHII-USP (Núcleo de História Indígena e do Indigenismo)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
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		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Localiza%C3%A7%C3%A3o_e_extens%C3%A3o_das_TIs&amp;diff=7742</id>
		<title>Localização e extensão das TIs</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Localiza%C3%A7%C3%A3o_e_extens%C3%A3o_das_TIs&amp;diff=7742"/>
		<updated>2023-09-26T13:31:45Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Título |Localização e extensão das TIs}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Brasil tem uma extensão territorial de 851.196.500 hectares, ou seja, 8.511.965 km2. As [[O que são Terras Indígenas? | terras indígenas]] (TIs) somam {{#total_area_ti: total}} áreas, ocupando uma extensão total de {{#total_area_ti: area | ha}} hectares ({{#total_area_ti: area | km}} km&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;). Assim, {{#total_area_ti: porcentagem}}% das terras do país são reservados aos povos indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maior parte das TIs concentra-se na Amazônia Legal: são 430 áreas, 115.803.611 hectares, representando 23% do território amazônico e 98.25% da extensão de todas as TIs do país. O restante, 1.75% , espalha-se pelas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e estados de Mato Grosso do Sul e Goiás.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Img&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|https://galeria.socioambiental.org/filestore/1/0/2/4/5/8_89ca5e82faa7cf3/102458scr_7b8629789b9ac7d.jpg|&lt;br /&gt;
|Terras Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental, 2015.&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa situação de flagrante contraste pode ser explicada pelo fato de a colonização do Brasil ter sido iniciada pelo litoral, o que levou a embates diretos contra as populações indígenas que aí viviam, causando enorme depopulação e desocupação das terras, que hoje estão em mãos da propriedade privada. Aos índios restaram terras diminutas, conquistadas a duras penas. Por exemplo, em São Paulo, a terra [[Povo:Guarani|Guarani]] Aldeia Jaraguá tem apenas dois hectares de extensão, o que impossibilita que vivam da terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há vozes dissonantes em relação ao tamanho das TIs na Amazônia, alegando que haveria &amp;quot;muita terra para poucos índios&amp;quot;. Esses críticos se esquecem de que os índios têm que tirar todo seu sustento da terra. Muitas vezes, as TIs têm grandes partes não agricultáveis, e sofrem ou sofreram diversos tipos de impactos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Veja também==&lt;br /&gt;
* [[Situação jurídica das TIs no Brasil hoje]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências externas ==&lt;br /&gt;
* &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;https://terrasindigenas.org&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt; De Olho nas Terras Indígenas no Brasil&amp;lt;/htmltag&amp;gt; - mapas, dados, notícias e mais&lt;br /&gt;
* &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;/files/file/PIB_institucional/dgallois-1.pdf&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;''Terras ocupadas? Territórios? Territorialidades?''&amp;lt;/htmltag&amp;gt;, por Dominique Tilkin Gallois,  antropóloga, docente do Departamento de Antropologia Social da FFLCH-USP e coordenadora do NHII-USP (Núcleo de História Indígena e do Indigenismo)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7725</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7725"/>
		<updated>2023-08-01T15:36:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Brasil&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt; &amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Homologadas*&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;6&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;615.237&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;3.397.569&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;1&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;19.216&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;15&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;932.665&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;1.243.549&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2011 a dez 2014]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;1.096.007&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;2.025.406&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;51&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;3.008.845&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;21&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;7.726.053&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;30&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10.282.816&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;66&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11.059.713&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;60&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.033.678&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;31&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.699.936&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;58&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;26.922.172&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;114&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;31.526.966&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Itamar Franco [out 92 | dez 94]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Collor [mar 90 | set 92]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;José Sarney [abr 85 | mar 90]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Amazônia legal&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (ha)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;878.462&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2011 a dez 2014]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;18&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.642.668&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Itamar Franco [out 92 | dez 94]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;23&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Collor [mar 90 | set 92]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;José Sarney [abr 85 | mar 90]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;34&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''*''' Inclui nove (9) terras Reservadas por decreto: um (1) no governo Sarney, três (3) no governo Collor , um (1) no primeiro Mandato de Lula e dois (2) no segundo mandato de Lula.&lt;br /&gt;
'''**''' As colunas &amp;quot;Número de terras&amp;quot; e &amp;quot;Extensão&amp;quot; não devem ser somadas, pois várias terras indígenas homologadas em um governo foram redefinidas e novamente homologadas. &lt;br /&gt;
(Por exemplo, a TI Baú que já havia sido declarada no governo FHC com 1.850.000 hectares, e no governo Lula foi reduzida para 1.543.460 hectares. Também a TI Raposa Serra do Sol, que já tinha sido declarada em 1998 no gov. FHC , foi posteriormente declarada por Lula, com a mesma extensão. Nesses casos a extensão foi contabilizada duas vezes, o que impede a simples somatória dos campos)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7724</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7724"/>
		<updated>2023-08-01T15:33:11Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Brasil&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt; &amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Homologadas*&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Amazônia legal&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (ha)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2011 a dez 2014]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Itamar Franco [out 92 | dez 94]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;José Sarney [abr 85 | mar 90]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''*''' Inclui nove (9) terras Reservadas por decreto: um (1) no governo Sarney, três (3) no governo Collor , um (1) no primeiro Mandato de Lula e dois (2) no segundo mandato de Lula.&lt;br /&gt;
'''**''' As colunas &amp;quot;Número de terras&amp;quot; e &amp;quot;Extensão&amp;quot; não devem ser somadas, pois várias terras indígenas homologadas em um governo foram redefinidas e novamente homologadas. &lt;br /&gt;
(Por exemplo, a TI Baú que já havia sido declarada no governo FHC com 1.850.000 hectares, e no governo Lula foi reduzida para 1.543.460 hectares. Também a TI Raposa Serra do Sol, que já tinha sido declarada em 1998 no gov. FHC , foi posteriormente declarada por Lula, com a mesma extensão. Nesses casos a extensão foi contabilizada duas vezes, o que impede a simples somatória dos campos)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7723</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7723"/>
		<updated>2023-08-01T15:32:47Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Brasil&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt; &amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Homologadas*&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Amazônia legal&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (ha)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''*''' Inclui nove (9) terras Reservadas por decreto: um (1) no governo Sarney, três (3) no governo Collor , um (1) no primeiro Mandato de Lula e dois (2) no segundo mandato de Lula.&lt;br /&gt;
'''**''' As colunas &amp;quot;Número de terras&amp;quot; e &amp;quot;Extensão&amp;quot; não devem ser somadas, pois várias terras indígenas homologadas em um governo foram redefinidas e novamente homologadas. &lt;br /&gt;
(Por exemplo, a TI Baú que já havia sido declarada no governo FHC com 1.850.000 hectares, e no governo Lula foi reduzida para 1.543.460 hectares. Também a TI Raposa Serra do Sol, que já tinha sido declarada em 1998 no gov. FHC , foi posteriormente declarada por Lula, com a mesma extensão. Nesses casos a extensão foi contabilizada duas vezes, o que impede a simples somatória dos campos)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7722</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7722"/>
		<updated>2023-08-01T15:23:17Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Brasil&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt; &amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Homologadas*&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (ha)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (ha)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''*''' Inclui nove (9) terras Reservadas por decreto: um (1) no governo Sarney, três (3) no governo Collor , um (1) no primeiro Mandato de Lula e dois (2) no segundo mandato de Lula.&lt;br /&gt;
'''**''' As colunas &amp;quot;Número de terras&amp;quot; e &amp;quot;Extensão&amp;quot; não devem ser somadas, pois várias terras indígenas homologadas em um governo foram redefinidas e novamente homologadas. &lt;br /&gt;
(Por exemplo, a TI Baú que já havia sido declarada no governo FHC com 1.850.000 hectares, e no governo Lula foi reduzida para 1.543.460 hectares. Também a TI Raposa Serra do Sol, que já tinha sido declarada em 1998 no gov. FHC , foi posteriormente declarada por Lula, com a mesma extensão. Nesses casos a extensão foi contabilizada duas vezes, o que impede a simples somatória dos campos)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Povo:Arawet%C3%A9&amp;diff=7721</id>
		<title>Povo:Araweté</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Povo:Arawet%C3%A9&amp;diff=7721"/>
		<updated>2023-06-26T19:00:12Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{#miniatura: left |Moça com pintura facial e indumentária típica araweté.&lt;br /&gt;
Foto: Eduardo Viveiros de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209416-1/arawete_17.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Araweté são um povo tupi-guarani de caçadores e agricultores da floresta de terra firme. &amp;quot;Estamos no meio&amp;quot;, dizem os Araweté da humanidade. Habitamos a terra, este patamar intermediário entre os dois céus e o mundo subterrâneo, povoados pelos deuses que se exilaram no começo dos tempos. Os Araweté dizem viver agora &amp;quot;na beira da terra&amp;quot;: sua tradição fala de sucessivos deslocamentos a partir de algum lugar a leste (o centro da terra), sempre em fuga diante de inimigos mais poderosos. Toda sua longa história de guerras, mortes e fugas, e a catástrofe demográfica do &amp;quot;contato&amp;quot;, se não se apagam da memória araweté, nunca chegaram a diminuir seu ímpeto vital e alegria.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
== Nome e população ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Foto: Eduardo Viveiros de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209377-1/arawete_2.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nome &amp;quot;Araweté&amp;quot;, inventado por um sertanista da Funai, não significa nada na língua do grupo. O único termo que poderia ser considerado uma auto-denominação é ''bïde'', que significa &amp;quot;nós&amp;quot;, &amp;quot;a gente&amp;quot;, &amp;quot;os seres humanos&amp;quot;. Todos os humanos são ''bïde'', mas os humanos por excelência são os Araweté: os outros povos indígenas e os 'brancos' (''kamarã'') são ''awî'', &amp;quot;estrangeiros&amp;quot; ou &amp;quot;inimigos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A população imediatamente anterior ao contato era de pelo menos 200 pessoas. Devido às condições em que o 'contato' com a Funai se realizou, a mortalidade causada por epidemias e desnutrição levou o grupo ao mínimo de 120 pessoas, em 1977. Em setembro de 1992 a população chegou a 206, alcançando assim o efetivo da época pré-contato. Em razão do relativo isolamento em que vivem (mais do que à assistência dos órgãos públicos competentes), não tiveram grandes baixas demográficas devido a doenças estrangeiras até o segundo semestre de 2000, quando a população foi acometida por um surto de varicela (doença virótica popularmente conhecida como catapora). Nesse ano, dados da Funasa registravam 278 índios, dos quais pelo menos 218 foram acometidos pela epidemia, resultando em nove óbitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo depoimento de Tarcício Feitosa (membro do CIMI - Conselho Indigenista Missionário) ao ISA na época, a morosidade do DSEI (Distrito Sanitário Indígena) de Altamira em tomar as devidas providências facilitou o impacto da epidemia sobre a população. Desde então, a população retomou seu crescimento e em maio de 2003, segundo dados da Funai, contava 293 pessoas, sendo três recém-nascidos. A seguir, uma lista dos dados censitários disponíveis sobre os Araweté desde o contato oficial:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Série histórica da população Araweté: 1992-2003&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Data/Fonte&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Censo&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;27.07.76 [inf. Lisbôa, 1992]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;27 pessoas chegam ao Posto da Funai no Ipixuna&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;04.09.76''' '''[Diário João Evangelista de Carvalho]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;44 pessoas na aldeia próxima ao Posto&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Censo JEC de março 1977 [Müller et al., 1979: 24]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;120 pessoas&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Meados de 1977 [Censo JEC] (Arnaud, 1978: 10-11)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;119 pessoas (59 homens/60 mulheres)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;11.05.77 [Censo JEC]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;129 pessoas (61 homens/ 58 mulheres)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;17.06.77 [Censo JEC]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;120 pessoas (62 homens/58 mulheres)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;11.10.77 [Censo JEC]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;14.03.78 [Censo Funai]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Julho de 1978 [Censo Funai] (Müller op.cit.: 25)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;122 pessoas&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Meados de 1979 [Censo Müller] (op.cit.: 28)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;133 pessoas (71 homens/62mulheres)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;02.01.80 [Censo Funai]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;136 pessoas (66 homens/70 mulheres)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;25.04.80 [Censo Funai]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;138 pessoas (66 homens/72 mulhres)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Junho de 1981[Censo Eduardo Viveiros de Castro]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;130 pessoas (62 homens/68 mulheres)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Abril de 1982   [Censo Eduardo Viveiros de Castro]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;136 pessoas (63 homens/73 mulheres)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Fevereiro de 1983  [Censo Eduardo Viveiros de Castro]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;136 pessoas (64 homens/72 mulheres)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;19.12.83 [Censo Funai]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;139 pessoas&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Dezembro de 1985 [Censo Funai]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;153 pessoas&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;03.11.86 [Censo Funai]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;160 pessoas&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;16.06.87 [Censo Funai]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;162 pessoas (85 homens/77 mulheres)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;1988 [Censo Eduardo Viveiros de Castro]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;168 pessoas&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;15.12.89 [Censo Funai]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;181 pessoas (91 homens/90 mulheres)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;04.04.92 [Censo Eduardo Viveiros de Castro]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;195 pessoas (92 homens/103 mulheres)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;1992 [Censo Lo Curto-Funai de setembro]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;205 pessoas (95 homens/110mulheres)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;2000 [Censo Funasa de novembro]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;278 pessoas&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;12.05.2003 [Censo Funai]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;293 pessoas&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Eduardo Viveiros de Castro|Eduardo Viveiros de Castro]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Língua ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right&lt;br /&gt;
|Foto: Beto Ricardo, 1991.&lt;br /&gt;
|http://img.socioambiental.org/d/209382-1/arawete_4.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A língua araweté pertence à grande família Tupi-Guarani. É possível que os Araweté, como vários outros grupos tupi da região, sejam os descendentes da tribo dos Pacajás, objeto de intensa atividade missionária por parte dos jesuítas durante o século XVII. As crônicas missionárias registram que parte desse numeroso povo resistiu à catequese, retornando à floresta. Mas a língua araweté, se comparada às línguas faladas por seus vizinhos tupi-guarani mais próximos (os Asuriní do Koatinemo, os [[Povo:Parakanã|Parakanã]], os Asuriní do Trocará, os Suruí, os [[Povo:Tapirapé|Tapirapé]]), todas elas bastante semelhantes entre si, mostra-se bastante diferenciada. Isto sugere que a separação dos Araweté foi mais antiga, ou mesmo que eles podem ter vindo de outra região do Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda há uma parte significativa da população araweté que não fala Português. E, dentre os falantes, a maioria não possui fluência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O araweté não é uma língua simples de se aprender: sua prosódia é fortemente nasal, o ritmo é rápido, e há sons de difícil reprodução pelos falantes nativos do português. A sintaxe e a morfologia são bastante diferentes das línguas indo-européias: há várias séries de pronomes pessoais, há aspectos verbais sem correspondente diretos no português… Por outro lado, é fácil reconhecer na língua araweté numerosas palavras que o tupi-guarani deixou no português falado no Brasil, seja no vocabulário comum, seja em falares regionais, seja nos topônimos (nomes de lugares).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A língua araweté ainda não foi estudada por especialistas; a grafia empregada nestas páginas não respeita integralmente o alfabeto fonético internacional, mas procura ser consistente. Os valores sonoros aproximados das letras são: as vogais &amp;quot;a&amp;quot; e &amp;quot;i&amp;quot; soam como no português brasileiro (o &amp;quot;e&amp;quot; sempre aberto); o &amp;quot;i&amp;quot; soa como um &amp;quot;u&amp;quot; pronunciado sem arredondamento dos lábios; o &amp;quot;ï&amp;quot; soa como no inglês &amp;quot;bit&amp;quot;, mas produzido com a ponta da língua voltada para baixo; o &amp;quot;o&amp;quot; soa como no inglês &amp;quot;but&amp;quot;; o til indica uma vogal nasal (todas as vogais podem ser nasalizadas; nestas páginas, por dificuldades em codificar a fonte, o &amp;quot;i&amp;quot; nasal será grafado como &amp;quot;î&amp;quot;).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Foto: Eduardo Viveiros de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209387-1/arawete_6.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As consoantes &amp;quot;p&amp;quot;, &amp;quot;b&amp;quot;, &amp;quot;m&amp;quot;, &amp;quot;n&amp;quot; soam aproximadamente como em português; o &amp;quot;ñ&amp;quot; como o &amp;quot;nh&amp;quot; em português; o &amp;quot;k&amp;quot; como o &amp;quot;c&amp;quot; de &amp;quot;casa&amp;quot;; o &amp;quot;t&amp;quot; como em &amp;quot;tudo&amp;quot;, mesmo diante de &amp;quot;i&amp;quot;; o &amp;quot; d&amp;quot; soa como &amp;quot;tch&amp;quot; (como o &amp;quot;t&amp;quot; de &amp;quot;tio&amp;quot;, no falar carioca); o &amp;quot;c&amp;quot; como &amp;quot;ts&amp;quot;; o &amp;quot;r&amp;quot; como em &amp;quot;caro&amp;quot;, mesmo em começo de palavra; o &amp;quot;d&amp;quot; como o &amp;quot;th&amp;quot; do inglês &amp;quot;that&amp;quot;; o &amp;quot;d&amp;quot; como em &amp;quot;body&amp;quot;, na pronúncia americana; o &amp;quot;y&amp;quot;, o &amp;quot;w&amp;quot; e o &amp;quot;h&amp;quot; soam como no inglês &amp;quot;yes&amp;quot;, &amp;quot;work&amp;quot;, &amp;quot;home&amp;quot;. O sinal ' entre duas vogais indica uma oclusão glotal suave, isto é, uma pequena pausa entre os dois sons separados por ele. A vogal tônica da maioria das palavras é a última; apenas quando este não é o caso, indica-se o acento por um traço sob a vogal: assim, por exemplo, ''bïde'' se pronuncia &amp;quot;''bïdé''&amp;quot;, e ''Maï'' se pronuncia &amp;quot;''Máï''&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Eduardo Viveiros de Castro|Eduardo Viveiros de Castro]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |A volta da caçada. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982|http://img.socioambiental.org/d/209390-1/arawete_7.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Araweté, em 2021, vivem em 23 aldeias na região do igarapé Ipixuna, afluente da margem direita do Médio Xingu. O Ipixuna é um rio de águas negras, encachoeirado, que corre em um leito rochoso na direção Sudeste/Noroeste. A vegetação dominante na bacia do Ipixuna é a floresta aberta com palmeiras, onde as árvores raramente ultrapassam 25 metros. Nos arredores da aldeia há extensas áreas de &amp;quot;mata de cipó&amp;quot;, onde lianas e plantas espinhosas tornam a caminhada difícil. O terreno é pontilhado de irrupções graníticas que em seu topo se cobrem de cactos e bromélias. A caça é abundante, dada a grande quantidade de árvores frutíferas, que atraem os animais O regime de chuvas é bem marcado, com uma estação seca que se estende de abril a novembro, e uma chuvosa nos meses restantes. Entre agosto e novembro o rio se torna impraticável, expondo extensos lajeiros e formando poços de água estagnada propícios à pesca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De 1978 a 2001, os Araweté habitaram em uma outra aldeia à beira do Ipixuna, a alguns quilômetros da aldeia atual. Desde que se deslocaram das águas do Bacajá em direção ao Xingu, eles circulam por uma área compreendida entre as bacias dos rios Bom Jardim, ao sul, e Piranhaquara, ao norte, que inclui os rios Canafístula, Jatobá e Ipixuna. A Terra Araweté é contígua a três outras: [https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3585 TI Apyterewa] (dos índios Parakanã) ao sul, TI Koatieno (dos Asuriní) ao norte e nordeste e [https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3609 TI Trincheira-Bacajá] (dos Kayapó-Xikrin) a leste, tendo o rio Xingu como limite oeste.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Eduardo Viveiros de Castro|Eduardo Viveiros de Castro]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico do contato ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em meados da década de 60, os Araweté se deslocaram das cabeceiras do rio Bacajá, a sudeste, em direção ao Xingu, no Estado do Pará. Eles eram oficialmente desconhecidos até o começo da década de 1970. Seu 'contato' pela Funai data de 1976, quando buscaram as margens do Xingu fugindo do assédio dos Parakanã, outro grupo tupi-guarani.&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Antonio Luís Lisbôa Dutra, o Mano Velho, atendente de enfermagem do&lt;br /&gt;
Posto Indígena Ipixuna desde 76, e o menino Maekãyi, durante epidemia de gripe. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209395-1/arawete_9.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível garantir que eles moram há muitos anos, talvez alguns séculos, na região de florestas entre o médio curso dos rios Xingu e Tocantins. Embora fossem considerados, até o contato em 1976, como &amp;quot;índios isolados&amp;quot;, o fato é que os Araweté conhecem o homem branco há muito tempo. Sua mitologia se refere aos brancos, e existe um espírito celeste chamado &amp;quot;Pajé dos Brancos&amp;quot;; eles utilizam há muito tempo machados e facões de ferro, que pegavam em roças abandonadas de moradores 'civilizados' da região; e sua tradição registra vários encontros, alguns amistosos, outros violentos, com grupos de ''kamarã'' na floresta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história dos Araweté tem sido, pelo menos desde o início do século XX, uma história de sucessivos conflitos com tribos inimigas e de deslocamentos constantes. Eles saíram do Alto Bacajá devido a ataques dos Kayapó e dos Parakanã. Por sua vez, ao chegarem ao Ipixuna e demais rios da região (Bom Jardim, Piranhaquara), afugentaram os Asuriní ali estabelecidos, que acabaram se mudando para o rio Ipiaçava, mais ao norte. Em 1970, com a construção da rodovia Transamazônica, que passava por Altamira (a cidade mais próxima), o governo brasileiro começou um trabalho de &amp;quot;atração e pacificação&amp;quot; dos grupos indígenas do médio Xingu. Os Araweté começaram a ser notados oficialmente em 1969. Em 1971 a Funai estabeleceu a &amp;quot;Frente de Atração do Ipixuna&amp;quot;, que manteve contatos esporádicos com os Araweté até 1974, sempre sem conseguir visitar suas aldeias. Nesta época o grupo vivia dividido em dois blocos de aldeias, um mais ao sul, na bacia do Bom Jardim, outro ao norte, no Alto Ipixuna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em janeiro de 1976, ataques realizados pelos Parakanã levaram os Araweté de ambas as regiões a procurar as margens do Xingu, resolvidos a &amp;quot;amansar&amp;quot; (''mo-kati '') os brancos (pois eles não acham que foram 'pacificados' pelos brancos, mas sim o contrário). A Funai veio encontrá-los lá em maio daquele mesmo ano, acampados precariamente junto às roças de alguns camponeses, famintos e já doentes devido ao contato com os brancos do &amp;quot;beiradão&amp;quot; (que é como as terras da margem do Xingu são chamadas pela população regional). Em julho, os sertanistas da Funai decidem levar aquela população doente e fraca em uma caminhada pela mata até um Posto que havia sido construído no Alto Ipixuna, próximo às antigas aldeias do grupo. Foi uma caminhada de mais ou menos 100 km, que durou 17 dias: pelo menos 66 pessoas morreram no percurso. Com os olhos fechados por uma conjuntivite infecciosa que haviam contraído no &amp;quot;beiradão&amp;quot;, as pessoas não enxergavam o caminho, se perdiam na mata e morriam de fome; crianças pequenas, subitamente órfãs, eram sacrificadas pelos adultos desesperados; muita gente, fraca demais para caminhar, pedia para ser deixada para morrer em paz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não se sabe quantos começaram a caminhada, mas apenas 27 chegaram junto com os sertanistas que lideravam a marcha; o restante veio chegando aos poucos. Alguns índios se desviaram, no caminho, para as aldeias antigas, ali permanecendo algumas semanas; mas logo um novo ataque parakanã fez toda a população araweté que sobreviveu à caminhada e aos inimigos se juntar no Posto da Funai. Em março de 1977, o primeiro censo feito pela Funai contou 120 pessoas. Os Araweté me desfiaram os nomes de 77 pessoas que desapareceram no período entre sua chegada no Xingu, em janeiro de 1976, e sua chegada no Posto Velho, em julho daquele ano; três dessas morreram no último ataque parakanã: 73, portanto, foram vítimas do contato e da desastrosa caminhada - 36% da população total à época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Kãyipayerä sentado em cima de latas de óleo na casa do chefe do Posto Indígena Ipixuna. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209397-1/arawete_10.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1978, os Araweté se mudaram, juntamente com o Posto da Funai, para um sítio mais próximo da foz do Ipixuna, onde residiram até 2001. Nos primeiros anos, viver com os brancos não era muito fácil. A interação entre índios e funcionários da Funai se fundava em uma série de mal-entendidos culturais, em expectativas estereotipadas e em demandas contraditórias. Era muito comum a emissão professoral de juízos sobre o 'caráter' típico dos Araweté: que eram preguiçosos, que passavam fome por descuido e imprevidência (e no entanto a população era visivelmente bem nutrida), que não eram solidários entre si, que só falavam e pensavam em sexo (o que era sublinhado, na verdade, por ser um dos únicos assuntos em que a vida dos índios interessava os brancos); e assim por diante. Havia toda uma série de procedimentos de 'infantilização' dos índios, pequenos ritos de degradação, como os exames médicos em público, censuras sobre a 'pouca higiene' de certas práticas tradicionais, o costume de se lhes pôr apelidos pejorativos. Só ouvi serem elogiados pelo temperamento cordato, alegre e (deveras!) paciente. Mas na verdade tudo isso não era apenas (às vezes, de forma alguma) uma questão de 'má vontade' ou de brutalidade desse ou daquele funcionário. Havia um sistema; esse era o modo de articulação entre índios e brancos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Araweté dependiam então, como dependem mais ainda hoje, de uma série de bens e serviços oferecidos pelo Posto: combustível, sal, fósforos, panelas, roupas (para os homens), sabão, pilhas, lanternas, facas, machados, facões, ferramentas, tesouras, pentes, espelhos, açúcar, óleo de cozinha, espingardas, munição, remédios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em meados de 1988, os Araweté e o chefe do Posto (Benigno Marques, hoje diretor da Administração da Funai de Altamira) encontraram e apreenderam uma grande quantidade de mogno que havia sido derrubada em suas terras por duas companhias madeireiras. Após uma nebulosa negociação da Administração da Funai em Altamira com estas madeireiras, os Araweté e os Parakanã - isto é, o PI Ipixuna e o PI Apyterewa - acabaram recebendo, em janeiro de 1989, uma razoável quantidade de dinheiro à guisa de 'indenização' pela madeira roubada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora a maior parte do dinheiro tenha sido confiscada pelo Governo Collor em março daquele ano, os três meses em que ele esteve disponível foram suficientes para uma mudança radical nas condições do sistema Posto/aldeia. Por um lado, várias melhorias importantes foram feitas no equipamento do Posto Indígena: nova enfermaria, motores para transporte e geração de energia, a aquisição de um barco com alta capacidade de carga, ferramentas etc. Por outro lado, os Araweté passaram a ter um acesso bastante amplo a uma quantidade de mercadorias que antes eram de obtenção difícil, demorada e limitada. Proliferaram as espingardas, panelas, machados, lanternas, pilhas, roupas, tabaco…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Chefe do Posto Indígena Ipixuna (Eliezer G. da Silva) distribuindo bens encomendados pelos índios, comprados em Altamira com o dinheiro resultante da venda à FUNAI de seu artesanato. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209400-1/arawete_11.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de meados de 1989, a situação começou a piorar, com o confisco da caderneta de poupança 'dos Araweté'. Nessa época, um médico italiano, Aldo Lo Curto, encantou-se pelo grupo e passou a investir na área alguns dos recursos que levanta em seu país de origem, por meio de palestras e exposições sobre os índios brasileiros. Isso permitiu a contratação de uma enfermeira e de uma professora, e a compra de alguns equipamentos para o posto. Mas a manutenção da pauta de consumo do grupo, elevada após a entrada do dinheiro da madeira, permaneceu um problema. Com a aguda recessão do período Collor, e especialmente com o desmonte da máquina administrativa federal, a Funai mergulhou em uma situação de insolvência. Com isso, os Araweté ficaram reduzidos à ajuda de Lo Curto e a arranjos de emergência entre a chefia do PI Ipixuna e a Funai de Altamira. Começaram a faltar alguns itens essenciais, como remédios, combustível e munição. Essa foi a situação que encontramos em 1991, quando visitei o Ipixuna, junto com a equipe do Cedi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Os Araweté perdidos ===&lt;br /&gt;
Em setembro de 1987, os Kayapó-Xikrin da aldeia Cateté, a centenas de quilômetros a sudeste do Ipixuna, do outro lado da Serra dos Carajás, atacaram um pequeno grupo de índios desconhecidos, matando um homem e um menino, capturando duas mulheres e outro menino pequeno. Um médico da Funai que visitava a aldeia do Cateté reconheceu a pele branca e os olhos castanho-claros dos Araweté, bem como os característicos brincos de pena usados pelas mulheres. Logo se soube que um homem mais velho havia permanecido na mata, tendo conseguido fugir do ataque. Avisados pelo rádio, os Araweté mandaram dois emissários (e o chefe do PI Ipixuna) para resgatar seus parentes perdidos, sem terem a menor idéia de quem poderiam ser. As negociações foram complicadas; os Xikrin exigiram vários bens em troca dos prisioneiros, mas no fim tudo se resolveu. Em seguida, os Araweté foram em busca do velho. Logo o encontraram; no começo ele resistiu a qualquer aproximação, atirando flechas contra o pequeno grupo de resgate. Finalmente, contudo, terminou por reconhecer a língua e se deixou aproximar. Ele e os cativos dos Xikrin foram levados para o Ipixuna para se juntar ao resto dos Araweté.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na aldeia o mistério se esclareceu. Eles eram os sobreviventes do grupo de Iwarawï (o velho), que tinha se separado do resto da tribo há cerca de 30 anos atrás nas cabeceiras do Bacajá, quando Iwarawï ainda era um rapaz. Durante um ataque kayapó, ele fugiu para a mata com uma moça - filha da irmã de sua mãe - e com dois meninos pequenos, seus sobrinhos. Os Araweté acharam que eles haviam sido mortos ou capturados pelos Kayapó. Na verdade, eles haviam se perdido do resto da tribo, que fugira dos Kayapó na direção oposta, em direção às águas do Ipixuna. Iwarawï e sua irmã (no parentesco araweté, a filha da irmã da mãe é chamada de &amp;quot;irmã&amp;quot;), sozinhos, foram obrigados a casar; tiveram duas filhas, que se casaram com os dois meninos que haviam fugido também. Estas pessoas viveram completamente isoladas durante 30 anos, como uma miniatura da sociedade araweté. Era uma vida muito dura, sempre fugindo ao menor sinal de inimigos: sem tempo para esperar o algodão crescer, as mulheres substituíram sua roupa tradicional por saias de casca de árvore; precisando estar sempre mudando de acampamento, nem sempre podiam plantar e colher milho, dependendo de farinha de coco-babaçu para sua alimentação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em fevereiro de 1988, Iwarawï foi levado a Altamira para se tratar de uma grave pneumonia que havia contraído logo após o contato. As duas mulheres, suas filhas, casaram-se na aldeia: Mitãñã-kãñî-hi e seu filho foram viver com um viúvo; Pïdî-hi, respectivamente mulher e mãe do homem e do menino mortos pelos Xikrin, casou-se com um primo solteiro. Embora cercados por seus parentes próximos da aldeia, esses sobreviventes custaram a se acostumar à nova situação. Os outros Araweté os achavam estranhos: falavam com um sotaque estranho, haviam esquecido muitos dos usos e costumes tribais. Enquanto Iwarawï estava em Altamira, suas armas ficaram guardadas na aldeia, e eram mostradas a todos. Seu largo arco, todo furado de chumbo das espingardas kayapó - ele o usara como escudo durante o ataque - havia morto muitos inimigos, índios e ''kamarã'', durante aqueles trinta anos. Suas flechas eram estranhas: tortas, sujas, com uma emplumação diferente da tradicional. Examinando estas armas, um ancião da aldeia declarou:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;quot;é, Iwarawï estava quase se transformando em inimigo, estava esquecendo nosso modo de ser…&amp;quot;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As filhas e o neto de Iwarawï estão hoje completamente integrados à vida dos Araweté. Iwarawï morreu afogado nas águas do Xingu, em um estúpido acidente de barco, em agosto de 1988. Ele não teve tempo de voltar a viver com seus parentes perdidos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Eduardo Viveiros de Castro|Eduardo Viveiros de Castro]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Território e territorialidade ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Demarcação da Terra Indígena Araweté. Foto: Leonardo Carneiro da Cunha, 1994.|http://img.socioambiental.org/d/209403-1/arawete_12.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apenas em fins de 1987, uma década depois do contado oficial, a Funai resolveu &amp;quot;interditar&amp;quot; uma área de 985.000 hectares, segundo os limites propostos em um relatório que encaminhei àquele órgão em 1982. Em maio de 1992, essa área foi delimitada, para fins de demarcação, por uma portaria do Ministério da Justiça. A demarcação física do território araweté foi feita por um convênio entre o CEDI (Centro Ecumênico de Documentação e Informação, ONG embrionária do ISA) e a Funai, em julho de 1993. Os trabalhos foram executados entre junho de 1994 e maio de 1995 com recursos do governo austríaco destinados à conservação de florestas tropicais, concedidos durante a Eco 92. Em 1996, a TI Araweté foi homologada com a extensão de 940.900 hectares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A concepção araweté de territorialidade é aberta; eles não tinham, até bem pouco, a noção de um domínio exclusivo sobre um espaço contínuo e homogêneo. Chegando ao Ipixuna, deslocados por outros grupos da área que ocupavam, deslocaram por sua vez os Asuriní. Sua história fala de um movimento constante de fuga diante de inimigos mais poderosos. Os Araweté não parecem ter uma geografia mitológica ou sítios sagrados. Sua atitude objetiva e subjetiva era um incessante ir em frente, deixando para trás os mortos e os inimigos. A idéia de reocupar uma área antiga lhes é estranha - o que se constata mesmo dentro dos limites da bacia do Ipixuna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Vista aérea da atual aldeia. Foto: Pedro Martinelli, 2002.|http://img.socioambiental.org/d/209408-1/arawete_14.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As guerras em que estiveram envolvidos nunca foram concebidas como disputas territoriais, e as tribos que invadiam &amp;quot;suas&amp;quot; terras eram vistas menos como ameaça à integridade territorial que à sobrevivência física do grupo. É justamente quando do &amp;quot;contato&amp;quot; e fixação em uma área restrita que uma concepção fechada de território começou a emergir. Assim, por um lado, o estabelecimento de uma só aldeia junto ao Posto da Funai rompe com o padrão geopolítico tradicional, que consistia em várias aldeias simultâneas e dispersas, menores que a aldeia atual; a dependência do Posto diminuiu também o raio de movimentação. Por outro lado, o convívio com as concepções ocidentais de territorialidade (transmitidas direta ou indiretamente pelos brancos) e a situação de enclausuramento geográfico levam à emergência de uma noção territorial fechada e exclusiva, consagrando uma nova situação histórica - o fato de um &amp;quot;território araweté&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Eduardo Viveiros de Castro|Eduardo Viveiros de Castro]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Cultura material ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Moça araweté pintada de urucum. Foto: Eduardo Viveiros de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209410-1/arawete_15.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Araweté possuem uma cultura material bastante simples, dentro do horizonte tupi-guarani. Isso se pode explicar, em parte, pelo estado constante de alarme e fuga diante de inimigos a que esse povo esteve sujeito nas últimas décadas; e em parte, pelo trauma do 'contato'.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os homens araweté têm barba espessa, que costumam deixar crescer em cavanhaque; andavam nus, com apenas um cordão amarrando o prepúcio. As mulheres trazem um costume de quatro peças tubulares (cinta, saia, tipóia-blusa e um pano de cabeça), tecido de algodão nativo e tingido de urucum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Elas portam brincos feitos de peninhas de arara dispostas em forma de flor, pendentes em linhas em que são enfiadas sementes de ''iñã ''(''Cardiospermun halicacabum''), bem como colares dessa mesma conta. Os homens usam os mesmos brincos, porém mais curtos. O cabelo é cortado em franja reta na testa até a altura das orelhas, de onde cresce até a nuca dos homens e a espádua das mulheres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Iapi´i-hi preparando o cauim doce. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1981.|http://img.socioambiental.org/d/209419-1/arawete_18.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tintura e a cor básica dos Araweté é o vermelho-vivo do urucum, com que cobrem os cabelos e o corpo, untando-os uniformemente. No rosto, porém, podem traçar apenas uma linha horizontal na altura das sobrancelhas, uma vertical ao longo do nariz, e uma diagonal de cada orelha às comissuras labiais. Esse padrão é também usado na decoração festiva, quando é traçado em resina perfumada e recoberto com as penas minúsculas de cotingas de plumagem azul brilhante. A plumagem do gavião-real é grudada nos cabelos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A despeito de ter uma cultura material austera, os Araweté fabricam três objetos tecnicamente muito elaborados, e que além disto lhes são exclusivos, não possuindo análogos exatos em nenhum outro grupo tupi-guarani: o arco, o chocalho ''aray ''do pajé, a vestimenta feminina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O arco (''irapã'') araweté é feito de ipê (''tayipa, Tabebuia serratifolia''), e é mais curto, curvo e largo que a maioria dos arcos indígenas brasileiros. Cada tronco de tayipa pode servir à fabricação de vários arcos. A madeira era trabalhada com ferramentas de osso e pedra (agora, com machados e facões de aço), e é aplainada com um formão feito de dente de cotia, lixada com uma folha áspera até ficar completamente lisa, e por fim cuidadosamente aquecida no fogo e vergada até ganhar a forma adequada. Usa-se o leite do coco-babaçu, ou a gordura das larvas que vivem nessa palmeira, para tornar a madeira mais fácil de curvar. A corda do arco é feita de fibra de curauá, uma bromeliácea cultivada (''Neoglaziovia variegata'').&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Pajé com o chocalho aray. Foto: Eduardo Viveiros de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209426-1/arawete_21.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Araweté usam três tipos de flecha (''o'i''): uma para caça grossa, com ponta de taquaruçu (''Guadua sp''.) e emplumada com penas caudais de gavião-real; e duas para pássaros, peixes e mamíferos pequenos, com pontas de osso de guariba ou de pau farpeado, emplumadas com penas caudais de mutum. A haste das flechas é feita de dois tipos de bambu ''Guadua sp''. ou ''Merostachys sp''.). Usam-se cera de abelha e fios de algodão para a fixação das pontas e das penas. Peninhas de tucano, arara ou cotinga são amarradas na base das flechas à guisa de enfeite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O chocalho ''aray'' de pajelança é um cone invertido trançado de talas de arumã (''Ischnosiphon sp.''), recoberto de fios de algodão até deixar apenas a parte superior - que é a base do cone - exposta. Um floco de algodão forma um 'colarinho' em volta da parte descoberta; ali se inserem quatro ou cinco penas caudais de arara-vermelha, dando ao objeto a aparência de uma tocha flamejante. Pedaços da concha de um caramujo do mato são colocados dentro do cone trançado. O ''aray ''produz um som chiante e contínuo; ele é usado pelos pajés para acompanhar os cantos de ''M&amp;lt;u&amp;gt;a&amp;lt;/u&amp;gt;ï'' e para realizar uma série de operações místicas e terapêuticas: trazer os deuses e almas de mortos à terra para participarem das festas, reconduzir a alma perdida de pessoas doentes, ajudar no tratamento de ferimentos e picadas de animais venenosos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Flecha grossa para caça, com ponta de taquaruçu (Guadua sp.) e emplumada com penas caudais de gavião-real. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1981.|http://img.socioambiental.org/d/209432-1/arawete_23.jpg }}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a fabricação do arco, um homem não deve ter relações sexuais com a esposa, ou a peça de madeira quebraria. O chocalho, em troca, tem seu corpo de ''arumã ''trançado pelas mulheres, e a cobertura de algodão imposta pelos homens. Mas uma vez pronto, o ''aray ''não pode ser usado pelas mulheres; instrumento muito poderoso, ele evoca os ''M&amp;lt;u&amp;gt;a&amp;lt;/u&amp;gt;ï ''que poderiam quebrar o pescoço da mulher que ousasse chamá-los. Nessa sociedade, só os homens são pajés.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo homem araweté, desde a adolescência, possui seu arco e flechas; usa essas armas não só para caçar e pescar, como passeia freqüentemente com elas pela aldeia, e as carrega orgulhosamente durante as danças da festa do cauim. Por sua vez, todo homem casado possui um chocalho ''aray''; embora este seja o instrumento por excelência dos pajés, não há adulto que não tenha ao menos uma vez na vida cantado à noite, após ter visto os ''M&amp;lt;u&amp;gt;a&amp;lt;/u&amp;gt;ï'' em sonho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Arco e flecha araweté. Foto: Eduardo Viveiros de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209421-1/arawete_19.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo homem é um pouco pajé, dizem os Araweté, e pode realizar pequenas curas e cantar suas visões; mas apenas alguns, os verdadeiros ''peye'', são capazes de trazer os ''M&amp;lt;u&amp;gt;a&amp;lt;/u&amp;gt;ï ''e as almas dos mortos para as grandes festas, ou reconduzir as almas dos viventes que tenham sido capturadas pelos Maï ou outros espíritos. O ''aray ''é um símbolo do status de homem casado e com filhos; ''aray ñã'', &amp;quot;senhores do chocalho&amp;quot;, é um dos epítetos que designa a parte masculina adulta da sociedade araweté. O ''aray ''é mais especificamente um emblema da sexualidade masculina: um dos apelidos jocosos dados às mulheres é &amp;quot;quebradoras do chocalho&amp;quot;, evocando o fato de que, quando têm relações sexuais com elas, os homens ficam com sono e não cantam à noite - o chocalho se &amp;quot;quebra&amp;quot;, isto é, fica mudo-, e sugerindo que o ''aray ''é um símbolo fálico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ''aray ''é o único objeto de propriedade masculina que não pode ser herdado por ninguém, após a morte de seu possuidor; ele deve ser queimado. Ele parece assim ser um objeto pessoal e intransferível, dotado de valores simbólicos profundos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse caráter sexualmente marcado, pessoal e íntimo do ''aray ''tem um análogo entre os objetos femininos: a cinta interna, usada por todas as mulheres após a puberdade, também não pode ser herdada por ninguém, ao contrário das peças externas. A roupa tradicional das mulheres araweté é composta de quatro peças: esta cinta (''ii re'', &amp;quot;peça de dentro&amp;quot;), pequena peça tubular de lona grossa de algodão de cerca de 25 cm. de comprimento, que cobre o púbis e a parte superior das coxas, cingindo-as estreitamente e dando às mulheres um andar peculiar; uma saia de cima (''tupãy piki'', &amp;quot;veste longa&amp;quot;), de trama mais aberta; uma larga tipóia (''potïnã nehã'', &amp;quot;peitoral&amp;quot;) para carregar as crianças, mas que é usada mesmo por jovens sem filhos; e um pano de cabeça (''dacî nehã'', &amp;quot;chapéu&amp;quot;), peça tubular como as demais vestimentas femininas, com a mesma trama aberta da saia e da tipóia. As vestes femininas são tecidas em teares simples - dois talos de folhas de babaçu fincados perpendicularmente no chão - e tingidas com urucum. Elas consomem uma grande quantidade de algodão; assim como os homens passam boa parte de seu tempo fabricando e reparando suas armas, as mulheres dedicam muitas horas do dia ao processo de produção dos fios de algodão para as roupas e as redes. Há sempre alguém na aldeia tecendo uma peça de roupa ou uma rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde pequenas as mulheres usam a saia externa; por volta dos sete anos, costumam trazer também a tipóia e por vezes o pano de cabeça. A cinta é imposta a partir da primeira menstruação- uma de suas funções é absorver o sangue menstrual-, e nunca deve ser retirada na frente de outros homens que não o marido ou o namorado, e mesmo assim apenas para o ato sexual. Mesmo entre as mulheres, as normas do pudor pedem que não se fique ereta sem estar usando a cinta: no banho coletivo das mulheres, estas ficam em geral agachadas, quando estão fora d'água. Os homens manifestam um pudor análogo em retirar o cordão do prepúcio diante de outrem: a nudez para os Araweté é, assim, a ausência da cinta feminina ou do cordão peniano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cinta é um objeto de forte conotação sexual, como o ''aray''. O arco não é menos marcado sob esse aspecto. Já mencionamos que sua fabricação impõe a abstinência sexual do homem, como se a sublinhar a natureza fálica do objeto. Mais que isto, a palavra para &amp;quot;arco&amp;quot;, irapã (que significa hoje &amp;quot;arma&amp;quot; em geral: arco, espingarda, revólver), designa também os orgãos sexuais masculinos e femininos- cada sexo tem suas &amp;quot;armas&amp;quot;, o pênis e a vagina. É interessante portanto observar que os três objetos araweté mais elaborados, dos pontos de vista técnico e simbólico, possuem uma referência à sexualidade humana.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Eduardo Viveiros de Castro|Eduardo Viveiros de Castro]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Atividades produtivas ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Heweyehie e Heweyerä colhendo milho da roça de IwãMayä para um cauim doce coletivo. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209445-1/arawete_28.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A agricultura é a base da subsistência araweté, sendo o milho o produto dominante de março a novembro, e a mandioca no período complementar. De todo modo, há uma predominância absoluta do cultivo do milho sobre o da mandioca, o que distingue o grupo dos demais Tupi-Guarani amazônicos. O milho é consumido como mingau de milho verde, farinha de milho, mingau doce, paçoca de milho e mingau alcoólico. Este último (cauim) é o foco da maior cerimônia, que se realiza várias vezes durante a estação seca. Planta-se também batata-doce, macaxeira, cará, algodão, tabaco, abacaxi, cuieiras, curauá (uma bromeliácea usada para cordoaria), mamão, urucum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A caça também é objeto de intenso investimento cultural. Os Araweté caçam uma grande variedade de animais; em ordem aproximada de importância alimentar, temos: jabotis; tatus; mutuns, jacus; cotia; caititu; queixada; guariba; macacos-pregos; paca; veados; inhambus; araras, jacamins, jaós; anta. Tucanos, araras, o gavião-real e outros gaviões menores, os mutuns, o japu e dois tipos de cotingas são procurados também pelas penas, para flechas e adornos. As araras vermelha e canindé, e os papagaios, são capturados vivos e criados como xerimbabos na aldeia. (Em 1982, a aldeia tinha 54 araras criadas soltas.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As armas de caça são o arco de madeira de ipê, admiravelmente bem trabalhado, e três tipos de flecha. As armas de fogo foram introduzidas em 1982, e seu uso tem levado à diminuição da população animal nos arredores, obrigando os Araweté a cobrirem um raio maior de território.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesca se divide em dois períodos: a estação de pesca com o timbó, em outubro-novembro, e os meses de pesca cotidiana, feita com arco e flecha ou anzol e linha. Embora o peixe seja alimento valorizado, é-o menos que a carne de caça, e a pesca é uma atividade principalmente exercida por meninos e mulheres (exceto as pescarias coletivas com timbó). Os Araweté são índios da terra firme: a maioria das pessoas mais velhas não sabe nadar. A água de beber e cozinhar é retirada de cacimbas abertas na margem arenosa dos cursos d'água ou nos açaizais.&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Irawadïdä queimando a entrada de uma colmeia de iwahä (mel de xupé) num jatobá. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209453-1/arawete_31.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coleta é uma atividade importante. Seus principais produtos alimentares são: o mel, de que os Araweté possuem uma refinada classificação, com pelo menos 45 tipos de mel, de abelhas e vespas, comestíveis ou não; o açaí (''Euterpe oleracea''); a bacaba (''Œnocarpus sp''.); a castanha-do-Pará (''Bertholetia excelsa''), importante na época das chuvas; o coco-babaçu (''Orbygnia phalerata''), comido e usado como liga do urucum, e para ductilizar a madeira dos arcos; e frutas como o cupuaçu (''Theobroma grandiflorum''), o frutão (''Lucuma pariry''), o cacau-bravo (''Theobroma speciosum''), o ingá (''Inga sp''.), o cajá (''Spondias sp''.), e diversas sapotáceas. Destaquem-se ainda os ovos de tracajás (''Podocnemis sp''.), objeto de excursões familiares às praias do Ipixuna em setembro, e os vermes do babaçu (''Pachymerus nucleorum''), que podem também ser criados nos cocos armazenados em casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre os produtos não-alimentares da coleta, podem-se registrar: as folhas e talas de babaçu para a cobertura das casas, esteiras, cestos; a bainha das folhas de inajá (''Maximiliana maripa''), açaí e babaçu, que servem de recipientes; dois tipos de cana para flecha; o taquaruçu para a ponta das flechas de guerra e caça grossa; a taquarinha e outras talas para as peneiras e o chocalho de xamanismo; a cuia silvestre para o maracá de dança; madeiras especiais para pilões, cabos de machado, arco, pontas de flecha, esteios e vigas das casas, paus de cavar, formões; enviras e cipós para amarração; e barro para uma cerâmica simples, hoje em desuso com a introdução das panelas de metal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Os trabalhos e os dias ===&lt;br /&gt;
A vida social e econômica dos Araweté bate em compasso binário: floresta e aldeia, caça e agricultura, chuva e seca, dispersão e concentração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas primeiras chuvas de novembro-dezembro, planta-se a roça de milho. À medida que cada família termina de plantar, vai abandonando a aldeia pela mata, onde ficará até que o milho esteja em ponto de colheita - um período de cerca de três meses. Os homens caçam, estocam jabotis, tiram mel; as mulheres coletam castanha-do-Pará, coco-babaçu, larvas, frutas, torram o pouco milho velho da colheita anterior que trouxeram. Essa fase de dispersão é chamada de ''awacï mo-tiarã'', &amp;quot;fazer amadurecer o milho&amp;quot; - diz-se que, caso não se vá para a mata, o milho não vinga. Em fevereiro- março, após várias viagens de inspeção às roças, alguém finalmente traz os cabelos do milho verde ao acampamento, mostrando a maturidade da planta. Faz-se aí a última grande pajelança do jaboti - atividade típica da estação chuvosa - e a primeira grande dança ''opirahë'', característica da fase aldeã que está para se iniciar. Esse é o &amp;quot;tempo do milho verde&amp;quot;, o começo do ano araweté.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apenas quando todas as famílias já chegaram na aldeia se faz a primeira pajelança de cauim (mingau de milho) doce, a que outras se seguem. O milho de cada festa é colhido coletivamente na roça de uma família, mas processado por cada unidade residencial da aldeia. Essa é também uma época em que as mulheres preparam grandes quantidades de urucum, dando à aldeia uma tonalidade avermelhada geral. A partir de abril- maio as chuvas diminuem, e se estabiliza a fase de vida aldeã, marcada pela faina incessante de processamento do milho maduro, que fornece a paçoca mepi, base da dieta da estação seca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De junho até outubro estende-se a estação do cauim alcoólico, que recebe seu nome:'' kã'i da me'', &amp;quot;tempo do cauim azedo&amp;quot;. É o auge da seca. As noites são animadas pelas danças ''opirahë'', que se intensificam durante as semanas em que se prepara o cauim. Essa bebida é produzida por uma família ou seção residencial, com o milho de sua própria roça. Pode haver vários festins durante a estação seca, oferecidos por diferentes famílias. Eles costumavam reunir mais de uma aldeia - quando os Araweté possuíam diferentes grupos locais- e ainda são o momento culminante da sociabilidade. A festa do cauim alcoólico é uma grande dança ''opirahë'' noturno em que os homens, servidos pela família anfitriã, dançam e cantam, bebendo até o dia seguinte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na fase final de fermentação da bebida - o processo todo dura uns vinte dias - os homens saem para uma caçada coletiva. Retornam uma semana depois, trazendo muita carne moqueada, o que os dispensará de caçar por vários dias. Na véspera da chegada dos caçadores há uma sessão de descida dos ''Maï'' e das almas dos mortos, trazidos por um pajé para provarem do cauim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de julho-agosto começam a aumentar a freqüência e a duração dos movimentos de dispersão. As famílias se mudam para as roças, mesmo que essas não distem muito da aldeia, e ali acampam por uma quinzena ou mais. É a estação de &amp;quot;quebrar o milho&amp;quot;, quando se colhe todo o milho ainda no pé e se o armazena em grandes cestos, depositados sobre jiraus na periferia das roças. Dali as famílias se vão abastecendo até o final da estação seca, quando os cestos restantes são levados para o novo sítio de plantio.&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Araweté fazendo um cesto num acampamento na mata. Foto: Eduardo Viveiros de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209460-3/arawete_34.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta temporada na roça reúne em cada acampamento mais de uma família conjugal - seja porque a roça pertence a uma seção residencial (conjunto de famílias aparentadas que moram próximas entre si na aldeia), seja porque os donos de roças próximas decidem acampar juntos. Durante a quebra do milho, os homens saem todo dia para caçar, enquanto as mulheres e crianças colhem as espigas, fazem farinha, tecem; essa é também a época da colheita do algodão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tais temporadas na roça são vistas como muito agradáveis. Depois de cinco ou seis meses de convivência na aldeia, os Araweté parecem ficar inquietos e entediados. Nos acampamentos de roça as pessoas ficam mais à vontade, conversam livremente sem medo de serem ouvidas por vizinhos indiscretos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante o auge da estação seca, dificilmente se passa mais de uma semana sem que um grupo de homens decida realizar uma expedição de caça, quando dormem fora de uma a cinco noites. São comuns também, a partir de agosto, as excursões de grupos de famílias, para pegar ovos de tracajá, pescar, caçar, capturar filhotes de arara e papagaio. Exceto nos meses de março a julho, é muito raro haver dias em que todas as famílias estão dormindo na aldeia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de setembro, a estação do cauim começa a dar lugar ao tempo do açaí e do mel. A chegada dos espíritos ''Iaraci'' (o &amp;quot;comedor de açaí&amp;quot;) e ''Ayaraetã'' (o &amp;quot;pai do mel&amp;quot;), trazidos à aldeia pelos pajés, provoca a dispersão de todos para a mata em busca dos produtos associados a esses espíritos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em outubro-novembro, com as águas dos rios em seu nível mais baixo, fazem-se as pescarias com timbó, que também levam à fragmentação da aldeia em grupos menores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dispersão criada por todas essas atividades de coleta e pesca, porém, é mais uma vez contrabalançada pelas exigências do milho. Em setembro começa a derrubada das roças novas; no final de outubro, a queimada; e logo às primeiras chuvas de novembro-dezembro, o plantio, logo antes da dispersão das chuvas. Antes de partirem para a mata, colhe-se a mandioca, cuja farinha servirá de complemento à caça e ao mel da dieta da mata.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este é o ciclo anual araweté: um constante oscilar entre a aldeia e a floresta, a agricultura e a caça-coleta, a estação seca e a chuvosa. A vida na aldeia está sob o signo do milho, e de seu produto mais elaborado, o cauim alcoólico; a vida na mata está sob o signo do jabuti (a caça dominante na estação chuvosa) e do mel.&amp;lt;b&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/b&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Eduardo Viveiros de Castro|Eduardo Viveiros de Castro]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Organização política ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Foto: Eduardo Viveiros de Castro.|http://img.socioambiental.org/d/209498-1/arawete_47.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Araweté são um povo orgulhosamente individualista, refratário a qualquer forma de 'coletivismo' e de comando, onde as pessoas se recusam a seguir as outras, preferindo ostentar uma independência obstinada. Aos olhos ocidentais, sempre preparados para julgar as coisas sob o ângulo da 'coordenação' e da 'organização', sua vida dá uma singular impressão de desordem e descaso. Era-me sempre muito difícil determinar o momento inicial de qualquer ação coletiva: tudo parecia ser deixado para a última hora, ninguém se dispunha a começar coisa alguma...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na verdade, é exatamente pelo fato da ação coletiva ser, aos olhos araweté, ao mesmo tempo uma necessidade e um problema, que a noção de'' tenotã mõ'', &amp;quot;líder&amp;quot;, designa uma posição onipresente mas discreta, difícil mas indispensável. Sem um líder não há concerto coletivo; sem ele não há aldeia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Tenotã mõ'' significa &amp;quot;o que segue à frente&amp;quot;, &amp;quot;o que começa&amp;quot;. Essa palavra designa o termo inicial de uma série: o primogênito de um grupo de irmãos, o pai em relação ao filho, o homem que encabeça uma fila indiana na mata, a família que primeiro sai da aldeia para excursionar na estação chuvosa. O líder araweté é assim o que começa, não o que comanda; é o que segue à frente, não o que fica no meio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Toda e qualquer empresa coletiva supõe um ''tenotã mõ.'' Nada começa se não houver alguém em particular que comece. Mas entre o começar do ''tenotã mõ'', em si mesmo algo relutante, e o prosseguir dos demais, sempre é posto um intervalo, vago mas essencial: a ação inauguradora é respondida como se fosse um pólo de contágio, não uma autorização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Menina araweté. Foto: Eduardo Viveiros de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209440-1/arawete_26.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O puro contágio - a propagação de uma atividade sem concerto, onde cada um faz por sua conta a mesma coisa - é a forma corriqueira de ação econômica araweté. Um belo dia, por exemplo, duas vizinhas põem-se a preparar urucum. Não por haver cerimônia em vista, ou porque esta seja a época do urucum; mas apenas porque o decidiram. Em algumas horas, vêem-se todas as mulheres da aldeia a fazer o mesmo. Um homem passa distraído por um pátio alheio, vê outro a fabricar flechas; resolve fazê-lo também, e daí a pouco estão os homens sentados em seus pátios, a fazer flechas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta forma de propagação deve ser distinguida daquelas atividades onde o sinal para a ação é dado pela natureza. E mesmo aí, a emulação é importante: após um longo período de vida na aldeia, um grupo de famílias decide excursionar; no espaço de alguns dias, vários outros grupos saem, cada qual numa direção, como se de repente todos descobrissem que não agüentavam mais o tédio da vida em comum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa forma de ação 'coletiva' aparece como uma solução interessante para o problema do começar, uma vez que cada um faz a mesma coisa, ao mesmo tempo, mas para si, numa curiosa mistura de submissão ao costume e manutenção da autonomia. Ela manifesta uma tendência à repetição extrínseca das atividades, o que é consoante com a autonomia dos pátios e setores da aldeia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas algumas atividades fundamentais não são realizáveis sem um ''tenotã mõ''. Mesmo que a forma de trabalho seja a cooperação simples, elas supõem um início formal. As principais são: as caçadas coletivas, cerimoniais ou não; a colheita e processamento de milho, açaí etc., para uma festa de ''peyo'' (pajelança); a dança ''opirahë''; as expedições de guerra; a escolha do sítio de roças multi-familiares e do lugar de aldeias novas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um ''tenotã mõ'' é alguém que decide onde e quando se vai fazer algo, e que sai na frente para fazê-lo. Quem propõe a outrem uma empresa é o ''tenotã mõ'' dela; quem pergunta &amp;quot;vamos?&amp;quot;, vai na frente, ou nada acontece.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ocasiões diversas têm ''tenotã mõ'' diversos, o que faz circular a função de liderança (que às vezes não é mais que este gesto de começar) entre todos os adultos. O líder de uma empresa pode ser aquele que teve a idéia dela, ou que sabe como levá-la a cabo. Tal posição pode caber a mais de um indivíduo, para a mesma tarefa. E a aldeia pode fracionar-se em diversos grupos, cada qual com seu tenotã mõ. Ao líder incumbe a convocação dos demais, e o movimento inicial: aos poucos, os outros o seguem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta posição de ''tenotã mõ'' é vista como algo constrangedora. Um líder é alguém que não tem &amp;quot;medo-vergonha&amp;quot; (''iyie'') de se arriscar a convocar os outros. Ele precisa saber interpretar o clima vigente na aldeia, antes de começar de fato, ou ninguém o segue. O processo efetivo de tomada de decisões é discreto - conversas aparentemente distraídas nos pátios noturnos, declarações a ninguém em particular de que se vai fazer algo amanhã, combinações confidenciais de grupos de amigos, tudo isto termina por gerar um líder para uma tarefa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, para além dessa forma de determinação de posições temporárias e limitadas de liderança, toda a aldeia reconhece um homem, ou melhor, um casal, como ''ire renetã mõ'', &amp;quot;nossos líderes&amp;quot;, uma posição fixa e geral. Contudo, o âmbito das atividades em que esses líderes agem formalmente como ''tenetã mõ'' da aldeia é mínimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os &amp;quot;donos da aldeia&amp;quot; são os ''tã ñã'', o casal ou casais que primeiro abriram uma roça de milho no sítio de uma aldeia nova, à volta da qual se foram agregando outras roças e outras casas. O'' tã ñã'', assim, é o fundador de uma aldeia, e é isto que o transforma em'' tenetã mõ''. Ele é o &amp;quot;dono da aldeia&amp;quot; na medida em que esta se ergue em um espaço que ele abriu ou marcou, e que foi derrubado por sua família extensa. Toda aldeia, portanto, é uma ex-roça (''ka pe'', capoeira) de uma ou mais famílias fundadoras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vê-se, assim, que não só a aldeia, mas sua chefia é função do milho, e que a noção de'' tenotã mõ'' de aldeia não é mais que o desenrolar temporal do movimento de começar uma aldeia nova. O nome &amp;quot;dono da aldeia&amp;quot; não significa que seu portador disponha de qualquer direito sobre o solo aldeão: não determina onde as famílias dos outros erguerão suas casas, onde farão suas roças; não é responsável por nenhum espaço comunal; não coordena trabalhos públicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A situação dos Araweté desde 1976, particularmente o fato de que sua única aldeia ser uma fusão dos remanescentes de diversos grupos locais, tendo, além disso, uma população bem maior que a das aldeias tradicionais, certamente explica a grande autonomia dos setores residenciais, e conseqüentemente a minimização da posição de &amp;quot;dono da aldeia&amp;quot; e &amp;quot;líder&amp;quot;. A autoridade de um &amp;quot;dono de aldeia&amp;quot; tradicional deverá ter sido algo maior, exatamente porque os grupos locais eram menores. O que hoje é a grande autonomia dos setores residenciais, no passado deve ter sido a autonomia dos grupos locais, que então estavam mais próximos de sua matriz sociológica, a família extensa uxorilocal.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Eduardo Viveiros de Castro|Eduardo Viveiros de Castro]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Aldeia e sociedade ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Araras domesticadas são presença constante na aldeia. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209470-1/arawete_38.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Araweté parecem viver em aldeias por causa do milho; todos os seus movimentos de reunião em um só lugar se fazem em função das exigências do cultivo desta planta. Isso já se mostra na instalação de uma nova aldeia. Se toda roça foi, antes, mata, toda aldeia foi, antes, roça. Quando um grupo decide mudar-se para outro lugar, abre primeiro as roças de milho, e se instala no meio delas. Com o passar do tempo e das safras as plantações vão recuando, e resta uma aldeia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao contrário das aldeias dos povos indígenas do Brasil Central, com suas casas geometricamente dispostas em círculo em torno de um pátio cerimonial, a aldeia araweté dá a impressão inicial de um caos. As casas são muito próximas umas das outras, não obedecendo a nenhum princípio de alinhamento; os fundos de umas são os pátios fronteiros de outras; caminhos tortuosos atravessam a aglomeração, entre moitas de árvores frutíferas, troncos caídos e buracos. Cascos de jaboti e resíduos da faina do milho estão em toda parte; o mato cresce livremente onde pode, as fronteiras entre o espaço aldeão e a capoeira circundante são vagas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1982, quando passei meu mais longo período entre os Araweté, apenas três das então 45 casas da aldeia estavam ainda construídas ao modo 'tradicional': pequenas choupanas inteiramente cobertas de folhas de babaçu, sem distinção teto-parede, com diminutas portas dianteiras fechadas com esteiras. As demais seguiam o estilo camponês regional: paredes de taipa, telhado de folha de babaçu, planta retangular. Alguns princípios da arquitetura pré-contato foram mantidos, porém, como a ausência de janelas e o pequeno tamanho da porta. Em março de 1992, a aldeia contava com 55 casas, todas construídas nesse novo estilo, que também corresponde à totalidade das casas da aldeia atual.&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Foto: Eduardo Viveiros de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209482-1/arawete_42.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os moradores de uma casa formam uma família conjugal: um casal e seus filhos até 10-12 anos. Nessa idade, os meninos constróem pequenas casinhas iguais às dos pais, próximo a estas, e ali dormem sozinhos, embora continuem a usar o fogo de cozinha familiar. As meninas dormem na casa dos pais até a puberdade, quando então devem deixá-la e casar (os Araweté sustentam que os pais de uma menina morreriam se ela menstruasse em sua casa natal).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada residência possui um ''hikã'' ou terreiro, uma área mais ou menos limpa de mato em frente ou ao lado da porta. É ali que ficam alguns instrumentos - pilões, tachos, panelas -, e que se trabalha de dia, torrando milho, fazendo flechas, tecendo esteiras e roupas. Ali se cozinha, na estação seca. O terreiro é o lugar onde se conversa e se tomam as refeições, e onde se recebem as visitas. É algo raro que uma pessoa (exceto se mãe ou irmã da dona) entre em casa alheia. À noite trancam-se as portas, veda-se qualquer pequena abertura nas paredes, para que os espíritos perigosos que rondam a aldeia não entrem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas a desordem espacial da aldeia é apenas aparente. Embora cada casa conjugal tenha seu próprio terreiro, grupos de casas tendem a dividir um espaço comum, fundindo seus diferentes pátios em uma área contínua. A aldeia é uma constelação desses pátios maiores, que são o cenário principal da vida cotidiana. Tais setores da aldeia que se congregam em torno de um mesmo pátio estão organizados de acordo com a unidade social básica araweté, a família extensa uxorilocal (forma de residência pós-marital onde o homem vai residir junto à família da mulher): um casal mais velho, seus filhos solteiros de ambos os sexos e suas filhas casadas, genros e netos. Isto não quer dizer que cada setor da aldeia seja ocupado sempre por casas de pessoas ligadas dessa forma. Na verdade, os arranjos residenciais araweté são bastante variados, assim como a distinção entre os diferentes setores nem sempre é espacialmente clara.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Refeição coletiva na aldeia. Foto: Eduardo Viveiros de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209495-1/arawete_46.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os setores residenciais da aldeia podem ser divididos em dois tipos: aqueles formados por famílias com duas gerações de membros casados (cujo modelo é a família extensa uxorilocal), e aqueles formados por grupos de irmãos (irmãos e/ou irmãs) casados, com filhos ainda pequenos. O primeiro tipo forma unidades espacialmente mais compactas e socialmente mais integradas, voltando-se de fato para um pátio comum; o segundo é antes composto por pátios próximos ou adjacentes. Esses dois tipos de setor representam dois momentos no ciclo de desenvolvimento temporal das famílias: se a tendência após o casamento é idealmente uxorilocal, com o passar do tempo e a morte do casal mais velho pode-se observar um movimento de reunião espacial de irmãos casados, que se mudam com seus respectivos cônjuges. Como também é comum o casamento entre grupos de irmãos - dois irmãos casando-se com duas irmãs, ou um par irmão/irmã unindo-se a outro par -, muitas vezes os dois tipos de setor residencial se encontram combinados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os setores formados por famílias extensas tendem a abrir uma só roça, que abastece todas as casas do setor; essa roça é identificada ao casal mais velho (os sogros dos homens casados e pais das mulheres). Nos setores compostos por grupos de irmãos adultos, cada casa abre sua própria roça, em geral adjacente às dos outros irmãos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que sobressai, na estrutura da aldeia araweté, é seu pluricentrismo, isto é, a ausência de um espaço 'público', cerimonial e centralmente situado. A aldeia parece um agregado de pequenas aldeias, 'bairros' de casas voltados para si mesmos. A festa do cauim fermentado, a mais importante cerimônia araweté, é sempre realizada no pátio da família que oferece a bebida. A oferenda alimentar mais perigosa, a de açaí com mel para o canibal celeste ''Iaraci'', é feita no pátio do pajé encarregado de &amp;quot;trazer&amp;quot; esse espírito. Ou seja: a organização cerimonial, se efetivamente contribui para unir a comunidade local, não chega a constituir um centro marcado por um simbolismo religioso. A pajelança cotidiana tampouco se realiza em qualquer espaço comunal. O templo de um pajé é sua casa: é ali que ele sonha e canta à noite, saindo para seu próprio pátio quando os ''Maï'' descem. Se precisa devolver a alma de alguém, vai ao pátio do paciente, ou à beira do rio (quando o ladrão de alma é o espírito ''Iwikatihã'',  o Senhor da água). Entre os Araweté, portanto, não só não se acham as 'casas cerimoniais' de outros povos tupi-guarani, como tampouco o sistema das 'tocaias', pequenas tendas de palha onde os pajés recebem os espíritos, presente em quase todos os Tupi-Guarani da Amazônia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo isto sustenta esta conclusão: a aldeia é uma forma derivada, um resultado e não uma causa. Economicamente, ela é função do milho; sociologicamente, é a justaposição de unidades menores, não seu centro organizador. Ela é o produto do equilíbrio temporário entre as forças centrípetas e centrífugas dos diversos pátios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Um dia na estação seca ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afora alguns homens que saíram bem cedo para caçar mutum, é só lá pelas sete horas que a aldeia começa a se movimentar. As famílias comem algo em seus terreiros; alguns vão visitar o Posto; outros passeiam por pátios vizinhos, informando-se dos planos dos demais; outros se quedam trabalhando: nessa época, desde cedo as mulheres descaroçam e batem os flocos de algodão, fiam e tecem. A família então decide o seu dia. O homem sai para caçar, em geral com dois ou três companheiros; se não, vai ajudar a mulher a torrar milho, ou sai com ela à roça, buscar milho e batata, aproveitando para caçar nos arredores. Ao meio-dia a aldeia está vazia. Quem foi à roça já voltou e está dentro de casa, fugindo do sol forte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O calor da tarde começa a amainar às quatro; a aldeia se reanima. As mulheres pilam milho, recolhem lenha, buscam água, à espera dos caçadores. Os homens que ficaram na aldeia ajudam no serviço do milho, ou trabalham na feitura e manutenção de suas armas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre as cinco e seis horas, já escurecendo, vão chegando os caçadores. Sozinhos ou em grupo, entram apressados e silenciosos, ignorando os comentários que sua carga desperta nos pátios por onde passam, só parando no terreiro de suas casas. Vão-se então banhar, enquanto as mulheres acendem as fogueiras para a refeição noturna. Quando a caçada do dia foi abundante, a animação toma conta de todos. Quem não está ocupado em cozinhar passeia pelos pátios, observando o que lá se prepara. As crianças correm, dançam e brincam pela aldeia; as araras gritam estridentemente, e seus donos começam a recolhê-las.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No cair da noite começa uma ronda gastronômica de pátio em pátio. Quando a carne é muita, isto se estende até as dez horas ou mais, cada família convidando, sucessivamente, as outras. Os homens dão gritos agudos e prolongados, convocando os moradores de outros setores residenciais a comer o porco, o mutum ou o tatu que se prepara. As famílias vão-se reunindo no pátio do anfitrião, trazendo ou não seus filhos pequenos, conforme as estimativas da comida disponível. Cada casal que chega traz seu próprio cesto com paçoca de milho. Todos se sentam em esteiras no chão, perto da carne; tagarela-se, ri-se, a balbúrdia é geral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sigamos a marcha do dia. Após as refeições noturnas, a aldeia começa a silenciar. As famílias voltam para seus pátios, onde se deitam a conversar. Por volta da meia-noite, quase todos já estão dentro de suas casas - a menos que uma dança opirahë esteja sendo realizada em algum lugar da aldeia.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Eduardo Viveiros de Castro|Eduardo Viveiros de Castro]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Cauinagem ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Mastigação de Cauim de milho (Mitähi). Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209501-1/arawete_48.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando uma família decide oferecer uma festa de cauim, avisa a toda a aldeia, e pede quanta panela houver, de todas as casas. Inicia então a labuta: marido e mulher pilam milho, cozinham-no, a mulher mastiga a massa (para fermentar) e coa o mingau. O casal deve manter abstinência sexual durante todo este período, ou o mingau não fermentará. O marido sai menos para caçar, indo todo o dia à roça buscar milho. As panelas cheias vão sendo enfileiradas dentro da casa, ao longo das paredes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ninguém de fora deve olhar o cauim fermentando, ou o processo desanda. Todas as noites, dança-se no pátio do anfitrião, para &amp;quot;fazer esquentar o cauim&amp;quot; - uma referência não só ao cozimento do mingau, mas ao processo de fermentação, que libera uma considerável quantidade de calor. As manhãs são marcadas pelo consumo coletivo do ''hati pe'', o bagaço azedo que é separado do líquido em fermentação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entrementes, o dono do cauim convida um homem para ser o cantador da festa; ele será também o líder da caçada ritual que precede a cerimônia. Quando todo o mingau já foi processado e está a fermentar, o dono avisa ao cantador que é tempo de sair para a caçada, dita ''kã'i mo-ra'', &amp;quot;fazer fermentar o mingau&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A expedição de caça reúne todos os homens da aldeia, com exceção do anfitrião, que deve permanecer na aldeia zelando pela fermentação da bebida, e do pajé que estiver encarregado de realizar a cerimônia do &amp;quot;serviço do cauim&amp;quot; (''kã'i dokã'').&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Expedição de caçadores retornando para uma caiuinagem e tocando suas trombetas terewo. Foto: Eduardo Viveiros de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209505-1/arawete_50.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Liderados pelo cantador, os homens partem. Na aldeia, ficam as mulheres a torrar milho e recolher lenha para a carne que virá. Toda noite, elas dançam no pátio do anfitrião, lideradas pela esposa do cantador. Essas danças são arremedos jocosos do opirahë masculino: as canções araweté, de dança ou de pajelança, são sempre de autoria masculina, pois só os homens são guerreiros e pajés, e só eles podem trazer os ''Maï ''à terra. Por isso, as mulheres podem apenas repetir as canções masculinas, jamais compondo novas canções.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pajelança chamada &amp;quot;serviço do cauim&amp;quot; realiza-se tarde da noite, na véspera da chegada dos caçadores. As panelas são trazidas de dentro da casa do dono, colocadas em seu colo, e esvaziadas pelos Maï e almas de mortos trazidas pelo pajé para tomar a bebida. O pajé narra uma festa de cauim invisível, onde os Maï e os mortos se atropelam em volta das panelas, bebendo até à saciedade. Essa cauinagem mística é assistida pelas mulheres, que depois contam a seus maridos o que disseram os visitantes celestes. O cauim alcoólico será, quando tomado no dia seguinte pelos homens, definido como Maï dëmïdo pe, &amp;quot;ex-comida dos deuses&amp;quot;. Essa é a mesma expressão que designa os mortos celestes, que foram devorados pelos Maï ao chegar ao céu e em seguida ressuscitados por estes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Horas antes da festa, os homens retornam da caçada. Perto da aldeia, detêm-se a esperar os retardatários e aguardam o cair da tarde. Todos então se banham, e põem-se a fabricar os terewo, trombetas espiraladas feitas de folíolos de babaçu, de som cavo e pungente. Prontos, seguem caminho, soando os terewo, que se ouvem desde muito longe. As mulheres correm a banhar-se e embelezar-se, e acendem as fogueiras. Ao chegar na aldeia, os homens se dispersam silenciosos e compenetrados, indo para suas casas. As carnes que trazem são postas sobre moquéns ou jiraus para continuar a assar. Logo se ouve o dono do cauim a convocar todos - em primeiro lugar, o cantador - para uma prova da bebida que será servida. Cai a noite. As famílias vão para seus pátios decorar-se; essa é a ocasião em que os Araweté se apresentam mais enfeitados, sobretudo o cantador, com o diadema de penas de arara, a cabeça emplumada de branco, o rosto decorado com penas de cotinga e resina perfumada, o corpo rebrilhando de urucum fresco: Maï herî, &amp;quot;como um deus&amp;quot;. O dono do cauim, ao contrário, não se pinta nem se enfeita; ele é um servidor dos convivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Casal patrocinador de um cauim alcóolico (Kan 'Da). As panelas pertencem a toda a aldeia e são emprestadas para a ocasião. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209508-1/arawete_51.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por volta das nove horas, o cantador se levanta em seu pátio, e começa a convocar os demais. Chama primeiro os marakay rehã, aqueles que dançarão a seu lado, posição combinada durante a caçada, e que cabe a alguns de seus apöhi-pihã, amigos cerimoniais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a chegada do cantador, que ocupa com sua família o lugar mais próximo à porta do anfitrião, as famílias vão-se instalando em esteiras à volta do pátio da festa. Aos poucos começa a dança, constantemente interrompida pelo dono do cauim, sua esposa e filhos, que servem cuias cheias de bebida aos dançarinos. É ponto de honra tomar de um só gole todo o conteúdo da cuia (meio litro). As panelas se esvaziam rapidamente, e vão sendo amontoadas num canto. Todos devem beber - exceto a família dos donos da bebida, que apenas serve. Diz-se também que parentes próximos do casal anfitrião devem tomar pouco da bebida, sobretudo se dividem o mesmo pátio e plantam a mesma roça de milho. Essa norma sugere duas idéias: não se deve tomar cauim mastigado por uma parenta próxima, nem produzido com o milho da própria roça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A situação atual de reunião de todos os Araweté em uma só aldeia esconde uma oposição que era fundamental na festa do cauim: o cantador deveria vir sempre de uma aldeia outra que a do dono do cauim. Essa festa reunia tradicionalmente mais de uma aldeia, e os homens das aldeias convidadas formavam o núcleo principal dos dançarinos, entremeados por alguns amigos cerimoniais da aldeia do anfitrião. O patrono do cauim encarnava a aldeia anfitriã, o cantador as aldeias convidadas; os co-residentes do dono da festa estariam numa situação intermediária, dançando menos e tomando menos cauim que os convidados. Os co-residentes do casal patrono, contudo, também saíam para caçar; como hoje, apenas o dono do cauim ficava na aldeia, para acompanhar a fermentação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltemos à festa. Com o passar do tempo e das sucessivas rodadas de cauim, os dançarinos vão-se embriagando, e algumas mulheres se animam a dançar. Os homens vomitam o cauim que lhes é implacavelmente servido; o maracá do cantador, os aray dos pajés (que podem estar, em diferentes locais do pátio, fechando o corpo de crianças pequenas para que seus pais possam beber sem prejudicá-las), os cantos de uns e dos outros se misturam; ouvem-se gritos e risadas. Alguns começam a chorar desesperadamente, os mais velhos porque lembram dos filhos mortos, outros apenas balbuciam frases sem nexo. Quando se está bêbado de cauim, dizem os Araweté, espigas de milho ficam a girar diante de nossos olhos, entontecendo-nos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cauinagem termina às primeiras luzes da aurora; poucos restam de pé. O cantador é sempre o último a se retirar do terreiro. Se ainda sobraram panelas de cauim, no dia seguinte a festa tem de continuar. No cair da tarde os homens se reúnem dentro da casa do dono, e ali ficam cantando e bebendo até que o sol se ponha. Só então se transferem para o pátio, onde cantam até a última gota da bebida ser servida. Exaustos - nem todos agüentam essa segunda rodada -, dispersam-se; é o fim da festa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a festa do cauim, ninguém come nada - nisso os Araweté se parecem mais uma vez com os Tupinambá, que chamaram a atenção dos primeiros observadores europeus (vindos de uma civilização onde se tomava vinho durante as refeições) por jamais beberem enquanto comiam e vice-versa. No dia seguinte à festa, as mulheres dos caçadores, lideradas pela esposa do cantador, vão até a casa da dona do cauim e lhe entregam parte da caça trazida por seus maridos. Essa carne é o kã'i pepikã, o &amp;quot;pagamento do cauim&amp;quot;. O casal dono do cauim irá convidar, em seguida, todos os membros da aldeia para comer da carne que receberam; o 'pagamento', como se vê, termina sendo repartido com aqueles mesmos que 'pagaram': são razões sociais que presidem a estas trocas alimentares, não razões meramente econômicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Valores simbólicos da cauinagem ===&lt;br /&gt;
Por trás dessa festa aparentemente confusa e tumultuada, existe uma série de associações simbólicas importantes: o cauim é uma bebida carregada de significados. Vejamos, em primeiro lugar, o papel do dono do cauim. Ele ocupa uma posição feminina: dedicado ao milho, não caça, não dança, não bebe. Por outro lado, seu papel é uma síntese de dois estados masculinos típicos: o do pai de criança pequena, e o de homem em trabalho de fabricação de filho. Como o primeiro, ele não pode ter relações sexuais, nem deve sair da aldeia; como o segundo, ele &amp;quot;esquenta o cauim&amp;quot;, cozinhando-o e zelando por sua fermentação, como um homem deve &amp;quot;esquentar o feto&amp;quot; por meio de cópulas freqüentes com sua mulher, um processo indispensável à boa gestação. (Os Araweté, como a maioria dos outros povos indígenas brasileiros, sustentam que um só ato sexual não é suficiente para uma boa concepção: o feto é literalmente fabricado por um aporte constante de sêmen paterno durante os primeiros meses da gestação).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Araweté não me traçaram paralelos explícitos entre a fermentação do cauim e a gestação. Mas há uma série de associações entre esses dois processos. Em primeiro lugar, tanto a fermentação quanto a gestação fazem-se através das mulheres, e são vistas como transformações (heriwã) de uma matéria-prima: o sêmen masculino, matéria exclusiva da criança (os Araweté sustentam que a mulher não contribui com nenhuma substância na formação do filho), é transformado no útero materno; o milho cozido com água transforma-se em cauim na boca da mulher que o mastiga. Por isso, aliás, uma mulher menstruada não pode mastigar cauim, e se uma dona do cauim que estiver grávida abortar durante a fabricação da bebida, esta deve ser jogada fora. Os pais de crianças pequenas não podem ter relações sexuais nem tomar cauim: a criança se encheria com o sêmen paterno ou com o cauim tomado, engasgando-se e morrendo sufocada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vê-se uma oposição entre sêmen e cauim que reforça sua ligação: o primeiro vai dos homens para as mulheres, mas o segundo vai das mulheres - que o mastigam, e que quase não bebem - para os homens. A cauinagem é a única ocasião em que as mulheres (ou o casal anfitrião, que ocupa uma posição feminina) servem os homens. Cheios de cauim, os dançarinos incham e dizem ficar barrigudos como as mulheres grávidas. Tem-se como um processo de 'inseminação artificial', onde o cauim surge como uma espécie de ''sêmen feminino.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por seus efeitos entontecedores, o cauim é ainda comparado ao timbó, a liana usada pelos Araweté como veneno de pesca. Diz-se que o cauim é um &amp;quot;matador de gente&amp;quot; como o timbó é um &amp;quot;matador de peixe&amp;quot;: &amp;quot;na cauinagem ficamos como os peixes, bêbados de timbó&amp;quot;. A comparação é boa, pois o timbó não é veneno propriamente, mas um narcótico: se os peixes não forem capturados enquanto tontos, reanimam-se e escapam. Esse caráter de veneno atenuado do cauim de milho tem uma expressão proverbial: &amp;quot;o suco da mandioca brava nos mata de verdade, o do milho não&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra associação do cauim é com o leite materno: o leite é dito ser o &amp;quot;cauim das crianças&amp;quot;. Por isso, os pais de criança de peito devem submetê-las à operação de &amp;quot;fechamento do corpo&amp;quot; executada por um pajé: caso contrário, o cauim, este leite dos adultos, passa para o corpo da criança e a mata. Tal associação entre o cauim e o leite reforça-se quando recordamos a posição 'nutriz' das mulheres diante dos homens, durante a cerimônia. Note-se ainda que é comum as mães alimentarem seus bebês com comida previamente mastigada por elas - como o cauim o é. Sêmen feminino, veneno suave, leite azedo, o cauim é uma bebida que condensa diversas evocações simbólicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente, a principal referência da cauinagem é a guerra. A caçada cerimonial que precede a festa é simbolicamente uma expedição guerreira. O cantador, líder da caçada, é um guerreiro; um dos apelidos jocosos dados aos inimigos é kã'i nãhi, &amp;quot;tempero do cauim&amp;quot; - isto é, aquilo que lhe dá sabor, que o anima. Isto evoca o fato de que a morte de um inimigo na guerra era sempre comemorada com uma grande cauinagem, onde o guerreiro que matou o inimigo oficiava como cantador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Eduardo Viveiros de Castro|Eduardo Viveiros de Castro]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== A dança ''opirahë'' ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Dança opirahë. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1981|http://img.socioambiental.org/d/209511-1/arawete_52.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ''opirahë'' é a única forma de dança praticada pelos Araweté: uma massa compacta de homens, dispostos em linhas, que se desloca lentamente em círculos anti-horários, cantando. Na linha do meio, e no meio desta, vai o cantador (''marakay''), que toca um chocalho de dança para a marcação do ritmo. O cantador começa cada canto, repetido em uníssono pelos demais dançarinos. Após um bloco de canções, os dançarinos se dispersam, sentando nas esteiras à volta do pátio da dança com suas mulheres. Passados alguns minutos, o cantador se levanta; o grupo então se refaz, com cada homem ocupando a mesma posição no interior do conjunto que na etapa anterior. Cada linha, composta de dançarinos com os braços entrelaçados, segue praticamente colada à linha seguinte. Nas linhas da frente seguem os mais jovens. As mulheres podem vir-se juntar ao grupo: passam o braço por debaixo do de seu parceiro, segurando seu ombro e ali repousando a cabeça; elas sempre formam no exterior do grupo, nunca ficando entre dois homens. Uma mulher dança com seu marido, ou então com seu apöno, seu &amp;quot;namorado&amp;quot;; nesse caso, seu marido deve dançar com a esposa daquele homem, no outro extremo da mesma fila.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um ''opirahë'' pode ser organizado por simples diversão, por um grupo de jovens; ou pode ser parte do ciclo de danças noturnas executadas durante a preparação do cauim, e que tem seu clímax na noite da festa; ele é também a forma de comemoração da morte de uma onça ou de um inimigo. Seu modelo, porém, é sempre o mesmo: o ''opirahë'' é uma dança de guerra. Todos os participantes devem portar suas armas, ou pelo menos uma flecha, carregada verticalmente contra o peito; e os cantos de ''opirahë'' são &amp;quot;música dos inimigos&amp;quot;, canções que falam de combates. O paradigma do cantador é o guerreiro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Eduardo Viveiros de Castro|Eduardo Viveiros de Castro]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Parentesco ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Moirawï-do e Modïpitã-hi. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209514-1/arawete_53.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como parece ser o caso em toda sociedade não-industrial, pequena e morfologicamente simples, a vida cotidiana araweté reserva às categorias e atitudes de parentesco um papel maior. As formas de cooperação econômica, os arranjos residenciais, os alinhamentos políticos, tudo isso é função das relações de parentesco, por consangüinidade ou afinidade, entre as pessoas. O casamento não é uma simples união entre dois indivíduos, mas uma aliança entre suas respectivas parentelas, que pode (e idealmente deve) consolidar-se por outras uniões matrimoniais entre esses grupos de parentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Araweté se casam muito cedo, as mulheres por volta dos 12 anos, os homens, dos 15; as uniões são muito instáveis até o nascimento do primeiro filho (o que se dá por volta dos dezesseis anos para as mulheres), quando então se tornam sólidas e dificilmente se rompem antes da morte de um dos cônjuges. Como não se concebe a vida de uma pessoa adulta fora do estado matrimonial, dificilmente alguém fica solteiro por muito tempo: pessoas mais velhas, assim que enviúvam, costumam formar uniões com jovens que ainda não atingiram a idade de casar com alguém de sua faixa de idade. É assim relativamente comum ver homens de sessenta anos morando com meninas de dez anos, ou de mulheres de 50 anos com rapazolas de doze. Trata-se de arranjos sobretudo econômicos, em que o casal funciona como uma unidade de residência, de produção e consumo alimentar; mas os jogos sexuais não estão excluídos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O termo genérico para &amp;quot;parente&amp;quot; é ''anî'', que em sua acepção mais restrita denota os irmãos de mesmo sexo que ego; meus parentes são meus di, meus &amp;quot;outros-iguais&amp;quot;, gente semelhante a mim. O termo para &amp;quot;não-parente&amp;quot; é ''tiwã'', cuja determinação genealógica mais próxima são os primos cruzados de mesmo sexo; os ''tiwã'' são amite, gente &amp;quot;diferente&amp;quot;. ''Tiwã'' é um termo ambíguo. Ele traz uma conotação agressiva ou 'picante', e não se costuma usá-lo como vocativo para um outro Araweté. Ele indica uma ausência de relação de parentesco, um vácuo que pede preenchimento. Um ''tiwã'' é uma possibilidade de relação: um cunhado ou um amigo potenciais. Os ''tiwã'' se tratam apenas por nomes pessoais. ''Tiwã'' é o vocativo com que os Araweté tratam os brancos cujo nome desconhecem; e é o termo de tratamento recíproco entre um matador e o espírito do inimigo morto. Aplicado a não-Araweté, ele particulariza a 'relação' genérica negativa que há entre os bïde e os ''awî''. Chamar alguém pelo vocativo ''awî'' é impensável, pois ''awî'' são seres &amp;quot;para matar&amp;quot; (''yokã mi''), com os quais não se fala; chamar um inimigo de ''tiwã'', assim, é criar este mínimo de relação que reconhece ao outro a condição de humano (''bïde'').&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Foto: Eduardo Viveiros de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209522-1/arawete_56.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A terminologia de parentesco araweté é extensa, e se organiza segundo princípios bastante diferentes daqueles que subjazem a nossa forma de classificar os parentes. Basta aqui observar que os Araweté chamam de &amp;quot;irmão&amp;quot;, &amp;quot;irmã&amp;quot;, &amp;quot;filho&amp;quot;, &amp;quot;filha&amp;quot;, &amp;quot;pai&amp;quot;, &amp;quot;mãe&amp;quot;, uma quantidade de pessoas que para nós seriam consideradas como primos, sobrinhos ou tios, e às vezes simples parentes distantes. Em princípio, todas as mulheres classificadas como &amp;quot;mãe&amp;quot;, &amp;quot;irmã&amp;quot; ou &amp;quot;filha&amp;quot; são proibidas a ego dos pontos de vista sexual e matrimonial; digo &amp;quot;em princípio&amp;quot; porque essa norma se aplica com rigor apenas para as parentas mais próximas destas categorias, as primeiras delas sendo a mãe, irmãs ou filhas 'reais' - aquelas consideradas como tendo gerado ego, ou tendo sido geradas pela mãe ou esposa de ego. O casamento com a filha da irmã (a sobrinha uterina) é considerado permissível, e mesmo desejável, embora a maioria dos Araweté entenda que este tipo de união só é realmente apropriado quando se trata de uma &amp;quot;sobrinha&amp;quot; distante. O casamento com a sobrinha uterina, chamado em antropologia de casamento avuncular (do latim avunculus, &amp;quot;tio materno&amp;quot;, pois se trata de uma união entre um tio materno e sua sobrinha uterina), é bastante comum entre os povos Tupi-Guarani e Caribe da América do Sul.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao contrário da maioria das sociedades indígenas brasileiras, os Araweté não consideram que todos os membros do grupo sejam aparentados; para uma pessoa qualquer, muitos dos demais moradores da aldeia do Ipixuna são ''tiwã'', não-parentes. A presença de tantos ''tiwã'' em uma sociedade de duzentas pessoas se explica em parte pela separação longa entre os grupos meridional e setentrional de Araweté, antes do contato; os ''tiwã'' eram em geral qualificados como'' iwi rowãñã ti hã'', &amp;quot;gente do outro lado da terra&amp;quot;, isto é, de um outro bloco de aldeias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982|http://img.socioambiental.org/d/209525-1/arawete_57.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ideal verbalmente expresso define os primos cruzados como os cônjuges por excelência. O casamento com a filha do irmão da mãe é chamado &amp;quot;casamento do ''iriwã''&amp;quot;, um pássaro que em um mito se casa com a filha da cobra jararaca, seu tio materno; o casamento com a filha da irmã do pai é o &amp;quot;casamento do gavião-real&amp;quot;, conforme outro mito. é comum que os adultos determinem os cônjuges futuros das crianças, emparelhando-as a seus primos cruzados. De 1983 a 1991, observei que apenas um pequeno número desses casais chegou a estabilizar-se; mas muitos dos primeiros casamentos deram-se entre primos cruzados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra forma de compromisso matrimonial é aquela em que um tio materno ou uma tia paterna reserva uma criança para futuro cônjuge, pedindo-a à própria irmã (mãe da criança) ou irmão (pai da criança). Esses casamentos (e aqueles os com primos cruzados) são vistos como uma forma de se manterem juntos parentes próximos, ou mais precisamente como o resultado da ligação afetiva entre irmão e irmã. &amp;quot;Desejam-se&amp;quot; (''pitã'') os filhos dos irmãos de sexo oposto, para si mesmo ou para os próprios filhos - assim, dizem os Araweté, &amp;quot;não nos dispersamos&amp;quot;. Observa-se por fim uma tendência à repetição de alianças entre parentelas, gerando redes de aparentamento muito intrincadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não conheço palavra específica para &amp;quot;incesto&amp;quot;. Há um termo, que não sei traduzir, que qualifica uniões não muito próprias, ''awîde''. Ele se aplica a casamentos entre irmãos distantes e a uniões entre tios e sobrinha reais. Menos adequados que os casamentos com ''tiwã'', os casamentos ''awîde'' não são a rigor incestuosos. O incesto (que se descreve como um &amp;quot;comer&amp;quot; a mãe, a irmã, etc.) é algo muito perigoso: o casal culpado morre de ''ha'iwã'', definhamento que sanciona toda infração cósmica; e pior que tudo, os inimigos se abatem sobre a aldeia. As aldeias de incestuosos, diz-se, costumam acabar tão crivadas de flechas inimigas que os urubus sequer conseguem bicar os cadáveres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tom das relações interpessoais é bastante relaxado, e as posições de parentesco são pouco diferenciadas em termos das atitudes. Uma única relação é definida como envolvendo &amp;quot;medo-vergonha&amp;quot;, por definição: entre irmão e irmã. (Digo &amp;quot;por definição&amp;quot; porque outras situações envolvem &amp;quot;medo-vergonha&amp;quot; temporário e extrínseco. Assim, todo jovem que vai residir uxorilocalmente sente-se constrangido diante dos sogros, mas isso rapidamente se dissipa). Isso não significa evitação: irmãos de sexo oposto visitam-se freqüentemente, demonstram grande estima recíproca, e são o principal apoio moral de uma pessoa. Uma mulher recorre ao irmão mais que ao marido, em uma briga com estranhos; se estoura uma querela conjugal, são sempre os irmãos de sexo oposto que acorrem a consolar os cônjuges. Essa solidariedade é respeitosa, e as brincadeiras de fundo sexual tão apreciadas pelos Araweté jamais têm por objeto um germano de sexo oposto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Foto: Eduardo Viveiros de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209528-1/arawete_58.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ataque de inimigos sobre uma aldeia tornada &amp;quot;mole&amp;quot; (time) e desprevenida sanciona outra falta grave às normas sociais: a hostilidade física ou mesmo verbal entre irmão e irmã. Vemos assim que as infrações simétricas da distância própria entre irmão e irmã - amor demais ou de menos, digamos - atingem a sobrevivência do grupo inteiro, o que sugere a centralidade desta relação na vida social araweté.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Irmãos de mesmo sexo são igualmente solidários, e são os parceiros de trabalho mais comuns. A liberdade entre eles é grande, embora não chegue nunca à camaradagem jocosa dos ''apihi-pihã'' (ver abaixo). Irmãs, sobretudo, são extremamente unidas. Note-se contudo que a ordem de nascimento, marcada aliás na terminologia de parentesco, gera uma diferença que se exprime na autoridade dos mais velhos sobre os mais jovens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As relações conjugais araweté são notavelmente livres, mas ambivalentes. O contato corporal público é admitido, e quando as coisas vão bem os casais são muito carinhosos. Por outro lado, cenas de ciúme são freqüentes. Os maridos de mulheres jovens são muito ciosos, e vigiam de perto as esposas. Quando a união consolida-se com o nascimento de filhos, são as mulheres que passam a demonstrar ciúme, especialmente se mais velhas que o marido. A violência física (não muito violenta, na verdade) é comum entre casais jovens, e em geral as mulheres são mais agressivas. Fora da relação conjugal (e das raríssimas sovas dadas em filhos pequenos) não há qualquer espaço para a violência na sociedade araweté, que não se traduza imediatamente em choque armado. Por isso o casamento fica sobrecarregado, canalizando tensões que pouco têm a ver com ele. Isso responde, entre outras coisas, pela alta instabilidade conjugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A diferença de idade entre os cônjuges é um traço comum nas sociedades tupi-guarani. Ela se acha também entre os Araweté, mas trata-se de uniões secundárias e temporárias, nas quais os velhos iniciam sexualmente meninas pré-púberes, e as velhas acolhem rapazes sem esposa disponível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Foto: Eduardo Viveiros de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209517-1/arawete_54.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre afins de mesmo sexo e geração, as relações são pouco marcadas. Não há evitação de qualquer espécie, nem solidariedade especial, como se observa em tantas sociedades indígenas. &amp;quot;Cunhados são como irmãos&amp;quot;, dizem os Araweté: saem para caçar juntos, podem ficar muito amigos, ou podem se ignorar. Como parte dos laços de solidariedade entre irmão e irmã, eles estão entre os convidados mais freqüentes ao pátio de uma pessoa. Note-se entretanto que o costume de irmãos de sexo oposto virem consolar os cônjuges nas brigas conjugais traduz uma óbvia tensão latente entre cunhados de mesmo sexo, que nunca vi passar de admoestações curtas mas veementes por ocasião das desavenças conjugais - ocasião, portanto, em que o marido da irmã e a irmã do marido fazem valer seus direitos fraternais contra os respectivos cunhados. Dois cunhados ou cunhadas podem ter relações sexuais com uma terceira pessoa, mas não podem entrar em relações de amizade sexual cerimonial (''apihi-pihã'') enquanto estiverem ligados como afins: partilha de cônjuges e afinidade se excluem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre afins de sexo oposto e mesma geração as relações são livres. A relação de dois irmãos de mesmo sexo frente aos cônjuges respectivos é concebida como sendo de sucessão potencial: com a morte de um dos irmãos, é comum que o outro herde seu cônjuge. As relações sexuais entre, por exemplo, um homem e a esposa de seu irmão são semi-clandestinas, e no máximo tacitamente toleradas pelo irmão; caso tornem-se conspícuas, um dos envolvidos termina propondo uma troca de cônjuges, o que é freqüente. Essa relação de equivalência diacrônica entre irmãos de mesmo sexo se opõe à partilha simultânea de cônjuges entre os ''apihi-pihã''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre as gerações consecutivas, o quadro de atitudes é variado, dependendo da fase do ciclo de vida e da situação residencial. Há pouca ênfase em estruturas de autoridade baseadas na diferença geracional. Entre pais e filhos concebe-se uma comunidade de substância, e suas relações são afetivamente intensas. Há uma muito vaga idéia de que os filhos são &amp;quot;coisa do pai&amp;quot;, as filhas &amp;quot;coisa da mãe&amp;quot;, o que traduz apenas a identidade de gênero e suas conseqüências econômicas, pois a teoria da concepção é patrilateral e a organização de parentesco, cognática.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A vida social Araweté manifesta uma forte tendência matrilocal, a qual rege as soluções residenciais. O laço mãe-filhos é mais intenso que o laço pai-filhos, e especialmente a relação mãe-filha. É difícil caracterizar com precisão situação pós-marital. Há algum desacordo quanto à norma. Os homens jovens dizem que o ideal é a virilocalidade; os mais velhos afirmam que, tradicionalmente, os rapazes domiciliavam-se no setor ou na aldeia da esposa, e que só após o nascimento do primeiro filho é que podiam voltar à aldeia de origem (se conseguissem convencer a esposa). Inclino-me pelo parecer dos mais velhos, embora tanto eles quanto os rapazes estejam certamente exprimindo as normas do modo que mais lhes favorece. A uxorilocalidade é efetivamente um princípio conceitual básico para os Araweté. Ela é explicada, caracteristicamente, com argumentos psicológicos: afirma-se que as mães não querem se separar das filhas, e que, ademais, sogra e nora nunca se dão bem, sobretudo se moram na mesma seção residencial. Seja qual for a solução adotada, uxorilocal ou virilocal, o que se tem é sempre uma residência conceitualmente matrilocal: o cônjuge de fora é definido como morando ''haco pi'', &amp;quot;junto à sogra&amp;quot;, e o de dentro como ''ohi pi,'' &amp;quot;junto à mãe&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A situação real depende de vários fatores, notadamente do peso político das parentelas envolvidas, do número e composição de sua prole, das alianças passadas. Hoje em dia, diz-se, não importa muito a solução residencial, uma vez que há uma só aldeia. O fator que continua determinante é a alocação da força de trabalho. A uxorilocalidade é uma situação essencialmente econômica: o genro passa a trabalhar com o sogro, ou melhor, na roça de milho da sogra. Por isso, um casal-cabeça de família extensa só permite a saída de uma filha para casar se conseguir reter um filho (atrair uma nora), ou se casar mais uma filha, repondo o genro 'perdido'. A boa administração da família consiste em arrumar casamentos que mantenham o máximo número de filhos, de ambos os sexos, na unidade familiar de origem (e sobretudo na roça materna). Como isso é mais ou menos o que todos procuram fazer, o sistema deriva em direção à uxorilocalidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não há regras de evitação entre afins de gerações adjacentes, embora prevaleça certa reserva, e uma comensalidade obrigatória. Conflitos entre sogro e genro são raros, mas ocorrem, sobretudo se o segundo mostra-se negligente no trabalho agrícola (em especial na fase da derrubada). Já os casamentos virilocais são em geral tensos na relação com o casal mais velho; nos dois únicos casos em que as esposas tinham mãe viva, os choques entre sogra e nora - na verdade entre as mães dos cônjuges - eram costumeiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando eu perguntava se um rapaz, ao mudar-se de aldeia para casar, não ficava intimidado e com saudades de casa, respondiam-me sempre que sim, mas que, além de terem-se parentes na aldeia da esposa, logo criavam-se laços de apihi-pihã entre o recém-casado e os ''tiwã'' de lá.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Eduardo Viveiros de Castro|Eduardo Viveiros de Castro]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Amizade ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Casal araweté. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209530-1/arawete_59.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O casamento não é objeto de nenhuma cerimônia, e a acelerada circulação matrimonial dos jovens faz dele um negócio corriqueiro. No entanto, sempre que uma união se torna pública com a mudança de domicílio de alguém, produz-se uma sutil comoção na aldeia. O novo casal começa imediatamente a ser visitado por outros casais, seu pátio é o mais alegre e bulhento à noite; ali se brinca, os homens se abraçam, as mulheres cochicham e riem. Dentro de alguns dias, nota-se uma associação freqüente entre o recém-casado e um outro homem, bem como entre sua mulher e a mulher deste. Os dois casais começam a sair juntos à mata, a pintar-se e decorar-se no pátio do casal mais novo. Está criada a relação de ''apihi-pihã.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 A marca característica da relação ''apihi-pihã'' é a &amp;quot;alegria&amp;quot;: ''tori''. Os ''apihi-pihã'' (amigos de mesmo sexo) mantêm um convívio de camaradagem jocosa, sem nenhuma conotação agressiva; eles'' oyo mo-ori'', &amp;quot;alegram-se reciprocamente&amp;quot;: estão sempre abraçados, são companheiros assíduos na mata, usam livremente dos bens do outro. Quando os homens da aldeia saem para as caçadas coletivas, as mulheres ''apihi-pihã'' vão dormir na mesma casa. Na formação da dança do cauim, é esse o laço focal entre os homens. Os amigos de sexo oposto (a ''apihi'' e o ''apino'') recebem o epíteto de ''tori pã'': &amp;quot;alegrador&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Amigos apihi-pihã. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209533-1/arawete_60.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cimento dessa relação é a mutualidade sexual. Os'' apihi-pihã'' trocam de cônjuges temporariamente, segundo dois métodos: ''oyo iwi'' (&amp;quot;morar junto&amp;quot;), pelo qual os homens vão à noite à casa das ''apihi'', ocupando a rede do amigo, e de manhã retornam para as esposas; e ''oyo pepi'' (&amp;quot;trocar&amp;quot;), pelo qual as mulheres passam a residir por alguns dias na casa dos ''apino''. Em ambos os casos, porém, o quarteto é sempre visto junto, no pátio de um dos casais. Os casais trocados costumam sair à cata de jabotis, tomando direções diversas; à noite se reúnem para comer o que trouxeram. Essa mutualidade sexual, assim, é uma alternância, não um sistema de 'sexo grupal'.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O contexto privilegiado para a efetuação da relação de amizade é a mata, especialmente no período da dispersão das chuvas, quando pares de casais assim ligados acampam juntos (no começo da estação do mel, em setembro de 1982, as unidades mínimas de coleta quase sempre envolviam grupos de'' apihi-pihã''). Na floresta, os casais trocados saem para caçar e tirar mel, reunindo-se à noite: &amp;quot;o dia é da ''apihi'', a noite da esposa&amp;quot;. As expressões &amp;quot;levar para caçar&amp;quot;, &amp;quot;levar para tirar mel&amp;quot;, &amp;quot;levar para o mato&amp;quot; evocam imediatamente os laços ''apihi/apino''. Para saber se um homem era mesmo ''apino'' de uma mulher (em vez de simples amante ocasional), o critério decisivo era este: &amp;quot;sim, pois ele a levou para o mato em tal ocasião&amp;quot;. A relação é assim orientada - o homem leva a mulher à floresta, domínio masculino. A floresta, o jaboti e o mel são os símbolos da 'lua de mel' Araweté, que não se faz entre esposo e esposa, mas entre ''apihi'' e ''âpino''; e não envolve um, mas dois casais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ciúme está por definição excluído desta relação; ao contrário, ela é a única situação de extra-conjugalidade sexual que envolve seu oposto, a cessão benevolente do cônjuge ao amigo. Mesmo entre irmãos, que têm acesso potencial aos respectivos cônjuges, há margem para ciúmes reprimidos e para desequilíbrios: um homem pode freqüentar a esposa do irmão sem que o mesmo saiba, queira ou retribua. Já a relação ''apihi-pihã'' pressupõe a ostensividade e a simultaneidade: é uma relação ritual de mutualidade.&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Foto: Eduardo Viveiros de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209535-1/arawete_61.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O complexo simbólico da relação'' apihi-pihã'' é absolutamente central na visão de mundo araweté. Ter amigos é sinal de maturidade, assertividade, generosidade, força vital, prestígio. A ''apihi'' é 'a mulher', pura positividade sexual, sem o fardo da convivência doméstica. E um ''apihi-pihã ''é mais que um irmão, em certo sentido; é uma conquista sobre o território dos ''tiwã'', dos não-parentes, estabelecendo uma identidade ali onde só havia diferença e indiferença: é um amigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A freqüente associação econômica entre quartetos de'' apihi-pihã'' não envolve trabalho agrícola, para os homens (as mulheres podem ir juntas à roça tirar milho, pilá-lo etc.), mas a caça: a cooperação agrícola supõe pertencimento à mesma família extensa ou setor residencial, o que não pode ocorrer entre'' apihi-pihã''. De qualquer forma, a província por excelência da amizade é a mata no período em que o milho &amp;quot;oculta-se&amp;quot; (''ti'î,'' como se diz também da lua nova). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Mo´inowi-hi e Kirere na margem do lago. Foto: Eduardo Viveiros de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209537-1/arawete_62.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É clara a compensação entre a amizade e a uxorilocalidade: para o jovem recém-casado, o amigo é o contrário do sogro em cuja roça ele deve trabalhar. Nas festas, os ''apino'' e ''apihi'' se pintam, enfeitam e perfumam mutuamente; quando se vê um quarteto profusamente decorado, com muitos brincos, a cabeça emplumada de branco, o corpo brilhando de urucum, rindo e se abraçando, não há dúvida: são'' apihi-pihã''. Caça, dança, sexo, pintura, perfume, o mundo dos ''apihi-pihã'' é um mundo ideal. No céu, a relação entre os deuses e as almas dos mortos é sempre representada pela amizade sexual. Os mortos se casam no céu com os ''Maï'', têm filhos, vivem como aqui. Mas os cantos xamanísticos sempre põem em cena as almas acompanhadas de seus apino ou apihi celestes - como convém às ocasiões festivas. Um dos eufemismos para a morte de alguém alude a este caráter celestial da amizade: ''&amp;quot;iha ki otori pã kati we''&amp;quot; - &amp;quot;ele se foi, para junto de seu 'alegrador'&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um casal pode ter mais de um outro associado como'' apihi-pihã'', e não há nenhum adulto na aldeia que não chame pelo menos uma meia-dúzia de gente pelos termos da amizade. Mas essas relações se atualizam consecutivamente; é raro que um casal tenha mais que um só outro como parceiro ativo em um dado momento, devido à dedicação exigida pela amizade. As relações não são transitivas: os amigos de meus amigos não são necessariamente meus amigos. É usual que dois irmãos, que não podem se chamar pelos termos de amizade nem partilhar cônjuges, tenham casais de amigos em comum. Trata-se portanto de uma relação diádica e local, envolvendo os casais da aldeia numa rede que se superpõe à teia de parentesco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recasamentos por viuvez ou divórcio suscitam a necessidade de se decidir sobre a renovação dos laços de amizade. Se um membro do quarteto morre, é considerado desejável que se reatualizem as relações, promovendo uma troca ''oyo iwi.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é incomum que as trocas temporárias de cônjuges terminem virando definitivas. Aí se diz em sentido próprio que os homens trocaram (''oyo pepi)'' de esposas. A troca definitiva desfaz a relação, que perde o seu sentido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora a relação de amizade envolva dois casais e centre-se no acesso sexual ao cônjuge do amigo, os laços entre parceiros de mesmo sexo são os fundamentais; são eles que persistem preferencialmente após viuvez ou divórcio, e que precisam ser reatualizados. O amigo de sexo oposto é sobretudo um meio de se produzir um'' apihi-pihã'' - e isso vale particularmente para os homens. Se um cunhado é o que não se pode deixar de 'obter' ao se conseguir uma esposa, um amigo é o que se quer obter ao se estabelecer relações com uma ''apihi''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Aritãiyihi e Yuriyatä, amigas apihi-pihã. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209544-7/arawete_64.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os ''apihi-pihã'' são recrutados entre os ''tiwã'', por definição: isto é, transformam em ''tiwã'' aqueles que assim se ligam. Irmãos reais não podem ser amigos. Os Araweté sempre me corrigiam, quando eu designava dois irmãos por ''apihi-pihã ''por constatar que haviam trocado (definitiva e domesticamente) de esposas: &amp;quot;apenas aos tiwã é que chamamos ''apihi-pihã''&amp;quot;. Essa distinção é importante, pois um tiwã é o oposto de um irmão, mas quando um dos primeiros é transformado em amigo, ele partilha de uma semelhança com o irmão, o acesso lícito às respectivas esposas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há, enfim, duas relações centrais no mundo social araweté: entre irmão e irmã, e entre amigos de mesmo sexo. A primeira se caracteriza pela solidariedade e respeito, e é o ponto de apoio da afinidade e da reciprocidade; a segunda pela liberdade e camaradagem, e é o foco da mutualidade. As relações entre cunhados e irmãos de mesmo sexo são pouco marcadas, mas parecem ocultar antagonismos latentes - como demonstra o apoio do germano de sexo oposto nas querelas conjugais, e a competição e ciúmes velados que juntam e opõem irmãos frente às mesmas mulheres. A relação entre marido e mulher opõe-se àquela entre irmão e irmã por manifestar livremente os dois aspectos interditos nesta: sexo e hostilidade. Já a relação entre amigos de sexo oposto é idealmente positiva (e, positivamente, ideal): apino e apihi não brigam, ou deixam automaticamente de estar nessa relação. Finalmente, a &amp;quot;alegria&amp;quot; da amizade entre amigo e amiga se opõe ao &amp;quot;medo-vergonha&amp;quot; (respeito) entre irmão e irmã.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Eduardo Viveiros de Castro|Eduardo Viveiros de Castro]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== As idades ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Foto: Eduardo Viveiros de Castro de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209548-1/arawete_66.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Produzir uma criança é um trabalho lento, que exige cópulas freqüentes e grande dispêndio de sêmen, de forma a aquecer o feto e a formar paulatinamente seu corpo. Todos os componentes potenciais da pessoa estão contidos na semente paterna. O genitor é concebido pelos Araweté como o que &amp;quot;faz&amp;quot; ou &amp;quot;dá&amp;quot; a criança. A mãe é um ''hiro'', receptáculo ou continente desta substância seminal, onde se processa sua transformação em criança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Araweté, ao contrário do que sustentam outras culturas indígenas, não consideram que o sangue menstrual desempenhe qualquer papel na concepção humana. Quando eu observava a semelhança física entre mães e filhos, todos assentiam sem nenhuma surpresa, dando-me uma explicação gramaticalmente abstrata: a semelhança se deve ao fato de que o esperma vira criança'' ohi ropï, ''&amp;quot;através (ao longo) da mãe&amp;quot;. Essa era a mesma razão aduzida para explicar porque uma pessoa deve fazer abstinência alimentar e sexual também quando um parente pelo lado materno fica doente. Os Araweté entendem que existe um laço de substância entre os parentes, de tal forma que, se uma pessoa adoece, seus parentes próximos devem evitar praticar ações e ingerir alimentos que possam piorar seu estado. Em suma, à teoria patrilateral da concepção soma-se o reconhecimento bilateral da filiação, dos interditos de incesto e da abstinência por doença.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Foto: Eduardo Viveiros de Castro de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209550-1/arawete_67.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A biologia araweté sustenta que uma criança pode ser formada pelo sêmen de mais de um genitor; isto é, mais de um inseminador pode cooperar ou revezar-se na produção de uma criança. Recordemos que as relações de amizade ''apihi-pihã'' põem uma jovem esposa em contato sexual regular com dois homens. É considerado positivo, para a saúde de um bebê, que ele tenha sido formado por mais de um genitor: o número ideal parece ser de dois ou no máximo três; mais que isso acarreta partos dolorosos, ou o bebê nasce com a pele manchada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As precauções do casal envolvido na concepção são poucas, durante a gestação, e algumas continuam após o parto. Não devem comer anta, pois seu espírito pisotearia a barriga da mãe; ou usar de milho cujo cesto de transporte se partiu; o homem não pode comer de fêmeas grávidas de animais. Não devem ainda comer pernis de veado e mutum, o que enfraqueceria as pernas da criança. Os homens devem tomar cuidado na mata, pois as cobras tentarão mordê-los.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo que nasce, a criança é banhada em água morna. Seu pai fura-lhe as orelhas, raspa os cabelos que ultrapassam a linha das têmporas, e ela é então &amp;quot;consertada&amp;quot; (''mo-kati'') por alguém experiente: achata-se suavemente seu nariz, afastam-se as orelhas para fora, massageia-se o peito para &amp;quot;abri-lo&amp;quot;, afastam-se as sobrancelhas, ajusta-se o maxilar inferior, empurram-se os braços e os dedos da mão na direção do ombro, apertam-se as coxas uma contra a outra, separam-se os cabelos úmidos com um pauzinho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Pãyärahi modelando o neto recém-nascido, filho de Homihi.&lt;br /&gt;
Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/325168-1/AWF0032.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os pais entram em reclusão, passando a maior parte do tempo em casa e dependendo dos parentes para tarefas domésticas essenciais, como cozinhar e buscar água. Horas após o parto, eles devem tomar a infusão amarga da casca da árvore'' iwirara'i ''(''Aspidosperma sp.'') - a mesma que se toma na primeira menstruação de uma jovem e quando se matou um inimigo na guerra. Essa medida pareceria ter assim uma relação com o sangue que se acumula no corpo nestes estados, e que deve ser purgado. Mas a explicação aduzida pelos Araweté é diferente: toma-se o chá de'' iwirara'i ''para poder comer jaboti sem sufocar pela inchação da glote. Trata-se do jaboti de patas vermelhas (Geochelone carbonaria), carne proibida aos pais de recém-nascidos, mulheres na primeira menstruação e matadores de inimigo. Todos os homens que participaram da concepção do bebê devem tomar dessa infusão, mas apenas o genitor principal - via de regra, o marido da parturiente - segue rigorosamente as demais restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mãe, na noite subseqüente ao parto, deve submeter-se à operação imone, recondução de sua alma ao corpo, executada por um pajé. Todo trauma físico ou psicológico produz esse perigoso descolamento entre alma e corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As restrições puerperais são variadas, e são sobretudo levadas a sério pelos pai de um primeiro filho. Elas são mais rigorosas enquanto o umbigo não seca e cai; vão-se relaxando à medida que a criança fica com o &amp;quot;pescoço duro&amp;quot;, em seguida começa a rir (a &amp;quot;ter consciência&amp;quot;, ''ika'aki''), depois a andar. Seu término é imprecisamente marcado, e a consolidação definitiva da criança demora bem mais que esse período de restrições de seus pais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas das restrições visam proteger os próprios pais, agora definidos como'' ta'i ñã ''e ''memi ñã'', &amp;quot;donos de filho&amp;quot;. Não se devem expor demasiado ao sol e à lua, ou o &amp;quot;excremento&amp;quot; desses astros os enegrecerão; não podem carregar água, andar sobre pedras ou solo áspero, ou certos espíritos da mata flecharão seus pés. A mais importante precaução é tomada pelo pai: ele não pode ir à mata enquanto o umbigo do filho não seca, ou atrairá multidões de cobras surucucus, jararacas e jibóias, que o picarão ou engolirão vivo. Isso significa que o homem se vê impossibilitado de exercer a atividade que o define como adulto casado: a caça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209557-1/arawete_70.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outras restrições protegem o bebê: os pais não tocam em espelhos e pentes, pois isso lhe causaria febres e dores; não tocam em couro de onça, ou sua pele ficaria manchada. Evitam-se esforços que possam repercutir na criança: carregar peso, pilar milho, derrubar árvores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As restrições de ingestão de substâncias são mais numerosas. Os pais não podem cozinhar, nem comer coisas muito quentes. A mãe não pode fumar; o pai só o faz através de um chumaço de algodão. A maioria dos interditos imediatamente em vigor após o parto, como o que incide sobre a carne de jaboti vermelho, visa proteger a saúde dos pais; os interditos de longa duração, ao contrário, protegem a criança. Assim, a carne de vários animais só pode ser consumida por seus pais quando a criança já começou a &amp;quot;rir&amp;quot;; outras, só depois que ela começou a andar. As fêmeas grávidas de animais não são comidas até que a criança tenha uns três anos (as mulheres grávidas podem comê-las, entretanto).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O consumo dessas carnes proibidas, e certas ações como cozinhar ou fumar, acarretariam o hapi, a &amp;quot;queima&amp;quot; da criança. Trata-se de uma espécie de combustão interna que se manifesta como febre, dessecamento e emagrecimento rápido do bebê. A idéia subjacente parece ser a de que o recém-nascido é um ser volátil, que deve ficar longe do contato com coisas quentes. Não se pode também pintá-lo de urucum, ou sua pele descascaria como se sapecada no fogo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209559-1/arawete_71.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sexo e a cauinagem são as proibições mais estritas. Ambas as coisas só podem ser feitas após a criança começar a engatinhar (diziam-me os pais) ou a andar (diziam-me as mães). Antes disso - e mesmo depois, se o pajé não fechar o seu corpo -, ela morreria em meio a convulsões e vômitos. A abstinência sexual parece ser mais demorada para a mãe que para o pai: este, após alguns meses, pode procurar sua apihi &amp;quot;para se esfriar&amp;quot;. As ações da mãe são mais diretamente nocivas à criança, que está sempre colada a ela; são as mães que se preocupam em pedir que algum pajé feche o corpo de seus filhos. A razão disto é que elas os amamentam. Para o leite passa tudo que entra no corpo da mãe - o sêmen inclusive. Passa também, como vimos, o afeto: os homens sempre visitam a casa natal, as mulheres se recusam a casar virilocalmente, &amp;quot;porque nunca se esquece o leite tomado&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com duas semanas de nascidas, as crianças começam a comer cará, batata e banana mastigados pela mãe. Mandioca, milho, outras frutas e carne só são introduzidos na dieta quando elas já estão &amp;quot;prontas&amp;quot; (aye), isto é, quando já demonstram &amp;quot;consciência&amp;quot;. É então que recebem o nome, e podem ser pintadas de urucum: já são completamente humanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209561-1/arawete_72.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A noção de &amp;quot;ter consciência&amp;quot; - tradução mais geral do verbo ka'aki -define o grau de humanidade dos infantes. Ela não se confunde com o falar, pois lhe é cronologicamente anterior. Parece designar a capacidade da criança responder a estímulos comunicativos; o principal sinal disso é o riso. Se um bebê morre antes de manifestar consciência, mesmo seus pais o chorarão pouco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por alguns anos, a pessoa da criança não está inteiramente estabilizada. Sua imagem vital (î) desprende-se com facilidade do corpo, especialmente devido à cobiça de Iwikatihã, o Senhor do Rio. Crianças até quatro anos são freqüentemente submetidas ao imone, quando o pajé traz de volta a alma errante e a consolida no corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora haja esta preocupação em espacejar os nascimentos, ter filhos é um valor essencial. As crianças são adoradas e mimadas por toda a aldeia; mulheres e homens disputam o privilégio de passear com o recém-nascido ao colo. Se uma mulher morre deixando uma criança de peito, outras se incumbem de amamentá-la.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dos três anos em diante, quando começam a ter autonomia de movimentos, as crianças são referidas como ta'i oho, &amp;quot;filhotes grandes&amp;quot;, ou como &amp;quot;homenzinhos&amp;quot; e &amp;quot;mulherzinhas&amp;quot;. Entre os sete e onze anos, os meninos são classificados como piri a d;i, &amp;quot;gente verde (não-madura)&amp;quot;. Nessa fase, saem para caçar e pescar nas redondezas, e acompanham os pais nas expedições de caça. Começam também a erguer suas casinhas ao lado das dos pais. Por volta dos doze anos, decide-se que é tempo de se lhes amarrar o prepúcio; o pênis já está &amp;quot;cheio&amp;quot; e a glande pode-se desnudar, o que é motivo de vergonha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dos doze anos, os rapazes iniciam uma longa série de casamentos tentativos, com meninas de sua idade ou pouco mais velhas. Até os quinze anos, mais ou menos, relutam muito em casar, só o fazendo quando não há um adulto disponível que possa tirar da casas dos pais uma menina em idade de menstruar. As meninas então se mudam para as casinhas dos rapazes. esses ensaios de casamento não duram, em geral, mais que algumas poucas semanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dos quinze anos, os homens são classificados como pira'i oho (&amp;quot;filho grande de gente&amp;quot;), termo que segue descrevendo todos os homens que ainda não têm filhos casados. O segmento mais jovem dessa categoria é turbulento e empreendedor; dele saem numerosos tenotã mõ de caçadas e expedições de guerra. O segmento mais velho da categoria abriga vários pajés. Entre os quinze e vinte anos, os homens comprometem-se em casamentos mais sérios, mas não menos instáveis que o dos meninos. Raros são aqueles que não tiveram pelo menos cinco esposas nessa fase. Eles se casam com moças de sua idade e com mulheres bem mais velhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209564-1/arawete_73.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os homens entre 30 e 50 anos são definidos como &amp;quot;maduros&amp;quot; (dayi). Nessa fase é que constituem família extensa, atraindo genros e saindo da situação uxorilocal. Dali em diante, são &amp;quot;velhos&amp;quot; (tapïnã). Os homens maduros são um segmento influente, especialmente quando líderes de setores residenciais e quando pajés.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os anciões araweté não dispõem de poder especial, mas tampouco são marginalizados. Em 1982, os dois homens mais velhos da aldeia ainda caçavam, tinham grandes roças, e famílias que os apoiavam. Aya-ro (de uns 70 anos) ainda era um pajé ativo, mas cantava pouco; seus serviços eram mais solicitados para o fechamento do corpo de crianças e casos de mordedura de cobra - operações que nem sempre envolvem a presença dos Maï. Meñã-no, o outro, já fora &amp;quot;deixado pelos Maï&amp;quot;, isto é, não mais cantava.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As meninas entre os sete e onze anos são chamadas de kãñî na'i oho, &amp;quot;mulher-criança&amp;quot;. Muitas delas são entregues a um velho ou deficiente físico que não consegue arrumar esposa adulta. Esses 'criam' as meninas, iniciando-as sexualmente. Uma menina não pode menstruar pela primeira vez na casa de seus pais, ou estes morrem de uma doença mística (o ˆha'iwã) que atinge todo culpado de faltas ligadas à sexualidade. Assim, precisam arranjar marido logo. Sustenta-se, por outro lado, que as mulheres só menstruam se previamente defloradas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As moças pré-púberes não devem comer ovos demais, ou terão partos múltiplos; nem coração de jaboti, veado e outras caças - peças que sangram muito -, ou sua menstruação será abundante e dolorosa. Sua liberdade sexual é considerável, bem como sua capacidade de iniciativa nesses assuntos. Quando ainda meninas, os pais não interferem muito. Mas quando vão-se aproximando da puberdade, o controle sobre seu comportamento aumenta: as moças muito &amp;quot;andadeiras&amp;quot; (iatã me'e) - aquelas que circulam em bandos alegres à noite, à procura de diversão -são temidas pelos genros prospectivos; os jovens maridos são muito ciumentos de qualquer relação extra-conjugal fora do sistema da amizade apihi-pihã.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Foto: Eduardo Viveiros de Castro.|http://img.socioambiental.org/d/209567-1/arawete_74.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da puberdade até os 30, 35 anos, as mulheres estão na classe das kãñî moko, &amp;quot;mulheres grandes&amp;quot;. Casando-se muito cedo, só vêm entretanto a ter filhos aos 18-20 anos. A mudança de vida após o nascimento do primeiro filho é muito mais radical para a mulher que para o homem. Ela deixa de ser um apêndice da mãe, e volta-se para a própria casa; deixa de pertencer ao bando turbulento de moças solteiras, passando a adotar um comportamento reservado e atento às necessidades do filho. De objeto de ciúmes do marido, passa a ser quem controla suas aventuras. As &amp;quot;donas de criança&amp;quot;, mesmo jovens, são respeitadas por todos, e a balança da autoridade doméstica pende sensivelmente para o lado feminino, após o primeiro filho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As mães são muito ciosas de seus filhos, tomando seu partido cegamente, mesmo quando produzem estragos nas posses alheias, ou comportam-se de modo intolerável à paz da aldeia. Por outro lado, sua autoridade sobre as crianças não é muito maior que a dos pais, e ambos estão sempre ocupados em tentar conter os filhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por volta dos 35 anos em diante, as mulheres são classificadas como adultas (''odï mo-hi re,'' &amp;quot;crescidas&amp;quot;), e após a menopausa como &amp;quot;velhas&amp;quot;. Mulheres de meia-idade possuem enorme influência na vida cotidiana. Um setor residencial gira em torno da mulher mais velha, e é normalmente identificado por seu nome. São essas mulheres, mais que seus maridos, que disputam o destino pós-marital dos jovens casais.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Eduardo Viveiros de Castro|Eduardo Viveiros de Castro]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Os nomes ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Foto: Eduardo Viveiros de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209569-1/arawete_75.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada indivíduo recebe um nome algumas semanas após o nascimento, e o portará até que lhe nasça o primeiro filho. Esta regra é obrigatória para as mulheres. Os homens podem passar a ser denominados como &amp;quot;X-pihã&amp;quot;, &amp;quot;companheiro de X (nome da esposa)&amp;quot;, assim que se casam. Quando nasce o primeiro filho ou filha, o casal abandona definitivamente seus nomes de infância e assume outros que fazem referência ao nome da criança: &amp;quot;Y-ro&amp;quot; e &amp;quot;Y-hi&amp;quot;, &amp;quot;pai&amp;quot; e &amp;quot;mãe&amp;quot; de y (nome da criança). Assim, por exemplo, o jovem Ñapiri casou-se com a moça Kãñî -ti; esta continou a ser chamada de Kãñîti, ele passou a ser conhecido como Kãñî-ti-pihã. Nasceu-lhes um menino, que recebeu o nome de Karamirã. O casal passou então a ser chamado de Karamirã-no e Karamirã-hi; seus nomes de infância não podem mais ser pronunciados por quem quer que seja. Depois que nasceu seu segundo filho, a menina Kãñî-paka, os dois podem ser ocasionalmente chamados de Kãñî-paka-ro e Kãñî-paka-hi; mas em geral os pais tendem a ser conhecidos pelo nome do primogênito, mesmo se ele veio a morrer ainda muito pequeno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Foto: Eduardo Viveiros de Castro de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209571-2/arawete_76.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro filho é nomeado mais rapidamente que os filhos subseqüentes; a escolha de seu nome é objeto de maiores cuidados, e sempre pensa-se no nome que os pais terão, ao nomear-se a criança. De certa forma, o que se está realmente nomeando são os pais: os tecnônimos (termo que designa esses tipos de nomes pessoais que se referem ao parentesco de ego com outrem) são considerados nomes mais 'próprios' que os nomes de infância. Uma vez obtidos tais tecnônimos que marcam o status de adulto (para os Araweté, ser adulto é ter filhos), os nomes de infância tornam-se &amp;quot;dolorosos de ouvir&amp;quot;. Curiosamente, entretanto, esses nomes podem continuar a ser pronunciados, quando estão embutidos nos tecnônimos dos pais: assim, por exemplo, Tapaia-hi é o nome corrente da mãe de Iapï'ï-do, um homem cujo nome de infância foi Tapaia (jamais pronunciado em sua presença, e talvez desconhecido de todas as pessoas das gerações mais jovens).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Foto: Eduardo Viveiros de Castro de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209573-1/arawete_77.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A nominação das crianças não é objeto de nenhuma cerimônia especial, e não há, como em muitas outras sociedades indígenas, nominadores pré-determinados por parentesco. A maioria dos nominadores das crianças são pessoas maduras, em geral parentes próximos de um dos pais. O pai e a mãe podem escolher por sua própria conta os nomes de seus filhos, mas isso é muito raro no caso do primogênito: ainda jovens, os pais curvam-se à opinião dos mais velhos, e especialmente dos próprios pais. Só há uma regra que deve ser respeitada na escolha do nome: não pode haver duas pessoas vivas com o mesmo nome. Isso se aplica ao nomes de infância dos adultos, que mesmo abandonados por eles não podem ser conferidos a crianças. Um nome precisa ser, ou novo, ou de alguém que já morreu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A onomástica araweté depende de três critérios. Uma criança pode ser nomeada &amp;quot;conforme um morto do grupo&amp;quot; (pirowi'hã ne), &amp;quot;conforme uma divindade&amp;quot; (Maï de), ou &amp;quot;conforme um inimigo&amp;quot; (awî ne). Esses três critérios de nominação não devem ser confundidos com as classes a que remetem os nomes. Isso é importante porque a maioria dos nomes araweté são &amp;quot;nomes de deuses&amp;quot; ou &amp;quot;nomes de inimigos&amp;quot;, mas podem ter sido conferidos &amp;quot;conforme um morto&amp;quot;, isto é, a intenção da nominação foi repor em circulação o nome (de origem divina ou inimiga) de um parente morto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns dos nomes conferidos &amp;quot;conforme um morto&amp;quot; são intraduzíveis; mas muitos têm significado: nomes de ancestrais míticos, de animais (pássaros, quase sempre), de plantas, de objetos, verbos, qualidades... A maior parte dos nomes, porém, são classificados como &amp;quot;nomes de inimigos&amp;quot; ou &amp;quot;nomes de divindades&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O processo de reposição onomástica efetuado pela nominação &amp;quot;conforme um morto&amp;quot; manifesta uma intenção afetiva e comemorativa. Não se concebe nenhuma reencarnação de almas via os nomes, nem se transmitem as relações de parentesco do antigo portador do nome para a criança nominada (como ocorre em outros grupos indígenas). Um nominador de uma criança escolhe nomes de pessoas que são caras a si mesmo ou aos pais do bebê. Pode haver mais de um morto que portou aquele nome, mas a escolha é feita tendo-se em mente uma pessoa em particular. O que se repõe, ao dar-se um nome de alguém morto a um bebê, é uma tríade, a criança e seus pais. Muitas vezes, o que se visa particularmente é que voltem a existir os X-ro e X-hi, mortos mais presentes na memória do grupo que o X, que pode ser uma criança falecida ainda pequena. Esse critério de nominação é o mais freqüentemente usado para a escolha do nome dos primogênitos, e são as mulheres mais velhas ou os homens enquanto chefes de grupos domésticos (pais e sogros dos pais da criança) que o acionam preferencialmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os nomes dados &amp;quot;conforme um inimigo&amp;quot; também têm significados variados, mas são quase sempre &amp;quot;nomes de inimigos&amp;quot;: nomes pessoais ou tribais de inimigos míticos ou históricos (muitos trazidos por mulheres que estiveram cativas entre os Kayapó), palavras estrangeiras que os Araweté sabem nada terem a ver com nomes pessoais, metáforas e frases tiradas dos cantos que comemoram a morte de inimigos na guerra… Aqui se incluem vários nomes e expressões em português (recordemos que os kamarã são classificados como um tipo especial de awî, inimigo). A nominação &amp;quot;conforme um inimigo&amp;quot; é mais freqüentemente acionada pelos homens na qualidade de guerreiros. Em geral, após um combate com os inimigos, os homens que se distinguiram na guerra sonham com os inimigos mortos a lhes revelarem nomes, utilizados então para nomear os recém-nascidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os nomes dados &amp;quot;conforme uma divindade&amp;quot; refletem o variado panteão araweté. Praticamente todos os nomes de deuses celestes e subterrâneos se encontram como nomes pessoais. Não se usam porém os nomes dos espíritos terrestres, malignos. Os nomes &amp;quot;conforme uma divindade&amp;quot; são conferidos por homens maduros em sua qualidade de pajés. Todos os tipos de nome, e critérios de nominação, podem ter origem em visões dos pajés, que sonham e cantam à noite, extraindo destes sonhos e cantos nomes novos ou antigos. Mas os nomes &amp;quot;conforme uma divindade&amp;quot; são invariavelmente conferidos por pajés.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Foto: Eduardo Viveiros de Castro de Castro|http://img.socioambiental.org/d/209576-1/arawete_78.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a morte, uma pessoa é mencionada por seu nome seguido do sufixo -reme, &amp;quot;finado&amp;quot;. Nos cantos dos pajés que trazem as almas celestes dos mortos à terra, estas são nomeadas sem este sufixo de &amp;quot;finado&amp;quot;, que conota ausência ou distância. Os nomes de infância dos mortos são livremente mencionados, longe dos ouvidos de seus parentes próximos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao contrário de outras sociedades indígenas brasileiras, onde os nomes marcam posições sociais e papéis cerimoniais, chegando quase a ter a função de títulos, entre os Araweté os nomes são ao mesmo tempo invidualizantes - ninguém pode trazer o mesmo nome que outra pessoa viva, e muitas são as pessoas com nomes que não foram usados por ninguém no passado - e curiosamente 'impessoais' e relacionais. Note-se que o nome mais 'próprio' de uma pessoa, seu nome de adulto, é um tecnônimo, isto é, um nome que designa a relação de paternidade que a pessoa tem com outra. A impressão que me fica é que os Araweté dão nomes às crianças para poderem chamar os pais delas pelos tecnônimos… De outro lado, a onomástica araweté recorre ao que poderíamos chamar de exterior da sociedade para obter os nomes: pois os mortos, os inimigos e as divindades representam, sob diferentes aspectos, aquilo que não pertence ao mundo dos viventes araweté, o mundo propriamente humano. Deuses, mortos e inimigos ocupam o espaço exterior do cosmos araweté - é de lá que vêm os nomes. A identidade de cada araweté, assim, é determinada pelo exterior da pessoa de múltiplas maneiras: os nomes de infância evocam o exterior da sociedade; os tecnônimos dos adultos referem-se à relação da pessoa com outra.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Eduardo Viveiros de Castro|Eduardo Viveiros de Castro]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Cosmologia e xamanismo ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |O pajé Kañî-paye com o aray e o charuto. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209578-1/arawete_79.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No começo os humanos (''bïde'') e os deuses (''Maï'') moravam todos juntos. Esse era um mundo sem morte e sem trabalho, mas também sem fogo e sem plantas cultivadas. Um dia, insultado por sua esposa humana, o deus ''Aranãmi ''decidiu abandonar a terra. Acompanhado por seu sobrinho ''Hehede'a'', ele tomou seu chocalho de pajé e começou a cantar e a fumar. Cantando, fez com que o solo de pedra onde estavam subisse às alturas. Assim se formou o firmamento: o céu que se vê hoje é o lado de baixo dessa imensa placa de pedra. Junto com Aranãmi e seu sobrinho subiram dezenas de outras raças divinas: os ''Maï hete'', os ''Awerikã'', ''Marairã, Ñã-Maï, Tiwawi, Awî Peye, Moropïnã''. Os ''Iwã Pïdî Pa'' subiram ainda mais alto, formando um segundo céu, o &amp;quot;céu vermelho&amp;quot;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Pajé Kañî-paye benzendo carne de jaboti. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1983.|http://img.socioambiental.org/d/209581-2/arawete_80.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A separação do céu e da terra causou uma catástrofe. Privada de suas fundações de pedra, a terra se dissolveu sob as águas de um dilúvio: o jacaré e a piranha monstruosos devoravam os humanos. Apenas dois homens e uma mulher conseguiram se salvar, subindo num pé de bacaba. Eles são os tema ipi, a &amp;quot;origem da rama&amp;quot;: os ancestrais da humanidade atual. Na convulsão provocada pelo dilúvio, alguns ''Maï ''procuraram escapar dos monstros afundando na água e criando o mundo inferior, onde habitam hoje, em ilhas de um grande rio subterrâneo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 As marcas da divisão do cosmos estão em toda parte: os morrotes de pedra que pontuam o território araweté são fragmentos do céu que se ergueu; as pedras do igarapé Ipixuna ainda guardam as pegadas dos ''Maï''; as moitas de banana-brava espalhadas na mata são as antigas roças dos deuses, que comiam dessa planta antes de conhecer o milho. As plantas cultivadas e a arte de cozinhar os alimentos foram reveladas aos humanos e aos deuses por um pequeno pássaro vermelho da floresta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Pajé Moinayärä (peye) em transe e o chocalho aray em cerimônia do cauim doce. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209584-2/arawete_81.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Bïde'', os humanos, são chamados pelos Araweté de &amp;quot;os abandonados&amp;quot;, os que foram deixados para trás pelos deuses. Tudo que há em nosso mundo do meio é o que foi abandonado; para os céus foram os maiores animais, as melhores plantas, a mais bela gente - pois os ''Maï ''são como a gente, porém mais altos, mais fortes e imponentes. Tudo no céu é feito de pedra, imperecível e perfeito: as casas, as panelas, os arcos, os machados. A pedra é, para os deuses, maleável como o barro para nós. Lá ninguém trabalha, pois o milho se planta sozinho, as ferramentas agrícolas operam por si mesmas. O mundo celeste é um mundo de caçadas, danças, festas constantes de cauim de milho; seus habitantes estão sempre esplendidamente pintados de jenipapo, adornados com penas de cotinga e arara, perfumados com a resina da árvore ''i d;iri'i'' (''Trattinickia rhoifolia'').&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas os ''Maï ''são, acima de tudo, imunes à doença e à morte: eles levaram consigo a ciência da eterna juventude. O exílio dos deuses criou a condição de tudo que é terrestre: a submissão ao tempo, isto é, o envelhecimento e a morte. Mas, se partilhamos dessa comum condição mortal, distinguimo-nos dos demais habitantes da terra por termos um futuro. Os humanos são &amp;quot;aqueles que irão&amp;quot;, que reencontrarão os ''Maï ''no céu, após a morte. A divisão entre o céu e a terra não é intransponível: os deuses falam com os homens, e os homens estarão um dia à altura dos deuses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== A morte ===&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Pajé cantando em uma cauinagem. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982|http://img.socioambiental.org/d/209587-1/arawete_82.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A relação entre a humanidade e os deuses, os ''Maï'', é o eixo da religião araweté. Os humanos e os ''Maï'' são ligados por relações de afinidade - pois as almas dos mortos casam-se com os deuses - e por um sistema ritual de oferendas alimentares. Os ''Maï ''podem (e finalmente irão) aniquilar a terra, fazendo o céu desmoronar. Toda morte tem como causa final a vontade dos ''Maï'', que são concebidos como, ao mesmo tempo, Araweté ideais e canibais perigosos. Entre as dezenas de espécies de ''Maï'', cuja maioria possui nomes de animais, a mais importante são os ''Maï hete'' (&amp;quot;deuses verdadeiros&amp;quot;), que transformam as almas dos mortos em seres imortais, após uma operação canibal. Há ainda os ''Añi'', seres selváticos e brutais que habitam a superfície terrestre, que invadem as aldeias e devem ser mortos pelos pajés.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E há o temido ''Iwikatihã ''(Senhor do Rio), um poderoso espírito subaquático que rapta as almas de mulheres e crianças.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os ''peye ''(pajés ou xamãs) são os intermediários entre os humanos e a vasta população sobrenatural do cosmos. Sua atividade mais importante é a condução dos ''Maï ''e das almas dos mortos à terra, para participar dos banquetes cerimoniais. Esses banquetes cerimoniais são festas em que alimentos produzidos coletivamente são oferecidos aos visitantes celestes antes de serem consumidos pelos humanos. Os alimentos rituais mais importantes são: jabotis, mel, açaí, macacos guaribas, peixes e o mingau alcoólico (cauim) de milho. A festa do cauim é o clímax da vida ritual araweté, e combina simbolismos religiosos e guerreiros. O líder das danças e cantos que acompanham o consumo do cauim é idealmente um grande guerreiro, que aprendeu as canções da boca dos espíritos de inimigos mortos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Pajé cantando em uma cauinagem. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982|http://img.socioambiental.org/d/209590-1/arawete_83.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O canto é o núcleo da vida cerimonial. A &amp;quot;música dos deuses&amp;quot; cantada pelos pajés e a &amp;quot;música dos inimigos&amp;quot; cantada pelos guerreiros são os dois únicos gêneros musicais araweté. Em ambas modalidades de canto, trata-se sempre de ouvir as palavras dos 'outros', deuses e inimigos, citadas através de fórmulas retóricas muito complexas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os mortos são enterrados em caminhos abandonados na floresta. A morte divide a pessoa em dois aspectos antagônicos: um espectro terrestre associado ao corpo e aos espíritos ''Añi'', e uma alma ou princípio vital celeste associado à consciência e aos ''Maï''. O espectro assombra os vivos enquanto o corpo se decompõe, até que retorna à aldeia natal do finado e ali desaparece. Uma morte provoca a imediata dispersão da população da aldeia na floresta, dispersão que dura o tempo da decomposição do cadáver. A alma celeste é morta e devorada pelos ''Maï ''ao chegar ao céu, sendo então ressuscitada mediante um banho mágico que a transforma em um ser divino e eternamente jovem. As almas dos mortos recentes vêm freqüentemente à terra nos cantos dos pajés, falar com os parentes e narrar as delícias do Além. Após duas gerações elas cessam seus passeios, pois ninguém mais na terra recorda-se delas. A condição de guerreiro é a única que torna desnecessária a transubstanciação canibal no céu; os matadores de inimigo, fundidos em espírito com suas vítimas, gozam de um estatuto póstumo especial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Os Pajés ===&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |O pajé Kãyipayerä com o aray e um charuto (petï puku), instrumentos básicos do xamanismo, em cerimônia do cauim doce. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209593-1/arawete_84.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem passar um tempo entre os Araweté não deixará de se surpreender com o contraste entre a vida diurna e noturna da aldeia. Durante o dia, 'nada acontece' - há, é claro, as caçadas e pescarias, as tumultuadas refeições coletivas, as intermináveis conversas nos pátios familiares ao cair da tarde, a eterna faina do algodão e do milho; mas tudo parece se fazer de um jeito descuidado, ao mesmo tempo errático e monótono, alegre e distraído. Toda noite, porém, madrugada adentro, ouve-se emergir do silêncio das casas um vozear alto, ora exaltado, ora melancólico, mas sempre austero, solene e às vezes, para ouvidos estrangeiros, algo sinistro. São os homens, os pajés cantando o ''Maï marakã'', a música dos deuses. Certas noites, três ou quatro pajés cantam ao mesmo tempo, ou sucessivamente, cada um sua própria visão - pois tais cantares são a narrativa do ''Maï de d;ã,'' a visão dos deuses. Às vezes é apenas um: sempre começando por um trautear suave e sussurrado, vai erguendo progressivamente a voz, cuja articulação entrecortada se desenha contra o fundo chiante do chocalho aray, até atingir um patamar de altura e intensidade que se mantém por mais de uma hora, para ir então lentamente descaindo às primeiras luzes da aurora - a &amp;quot;hora em que a terra se desvela&amp;quot;, como se diz em araweté - até retornar ao silêncio. Ocasionalmente (o que significa uma ou duas vezes por semana, para cada pajé em atividade), o clímax da canção-visão traz o pajé para fora de sua casa, até o pátio. Ali, dança curvado, com o charuto e o aray, batendo fortemente o pé direito no chão, ofegante, sempre cantando - é a descida à terra das divindades e das almas dos mortos, trazidas por ele, o pajé, de sua viagem ao mundo celeste.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os ''Maï ''e os mortos são música, ou músicos: marakã me'e. Seu modo de manifestação essencial é o canto, e seu veículo é o peye, pajé. Um pajé é chamado ''Maï de ripã'', &amp;quot;suporte das divindades&amp;quot;, ou ha'o ''we moñîña'', &amp;quot;cantador das almas&amp;quot;. Não há iniciação ou &amp;quot;chamado&amp;quot; formais à pajelança. Certos sonhos, se freqüentes, podem indicar uma vocação de pajé, especialmente os sonhos com onças e com a &amp;quot;Coisa-Onça&amp;quot;, um ''Maï ''bastante perigoso. Mas mais que alguém que sonha, um pajé é alguém que fuma: ''petî ã î,'' &amp;quot;não-comedor-de-tabaco&amp;quot;, é o modo usual de se dizer que um homem não é pajé. O tabaco é o emblema, o instrumento de fabricação e de operação do pajé. O treinamento para pajé consiste em um longo ciclo de intoxicações por tabaco, até que o homem mo-kiyaha, &amp;quot;faça-se translúcido&amp;quot;, e os deuses &amp;quot;cheguem&amp;quot; até ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tabaco é onipresente na vida araweté - homens, mulheres e crianças fumam. Os charutos de 30 cm, feitos de folhas de tabaco secas ao fogo e enroladas em casca da árvore tauari, são uma coisa social por excelência. O primeiro gesto de recepção a um visitante é a oferta de uma baforada no charuto da casa, aceso expressamente para isso, e após uma refeição coletiva o charuto corre de mão em mão. Jamais se pode recusar um pedido de tabaco, e jamais se fuma sozinho (exceto durante a pajelança - mas aí se está a dividir o charuto com os deuses). Mas se todos fumam, apenas alguns homens são &amp;quot;comedores de fumo&amp;quot;- os pajés. A fumaça de tabaco é um dos principais instrumentos terapêuticos dos pajés: ela é soprada sobre picadas e machucaduras, e também serve para reanimar os desfalecidos. No céu, os ''Maï ''sopram fumo de tabaco sobre os mortos para revivê-los.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao lado do fumo, o emblema principal do pajé é o chocalho aray. Todo homem casado, como vimos, possui um aray. Ele pode ser usado por &amp;quot;não-comedores-de-tabaco&amp;quot; como instrumento para pequenas curas, e para acompanhar os cantos noturnos de homens que, mesmo sem serem considerados peye, vêem de vez em quando os ''Maï ''em sonho. Isso significa que todo homem adulto é um pouco pajé. Ser peye não é um papel social ou uma profissão, mas uma qualidade ou atributo de todo adulto, que pode ser mais ou menos desenvolvido. Alguns homens realizam tal potencial mais plenamente que outros, e são esses que são conhecidos como peye.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O aray é o instrumento transformador por excelência. &amp;quot;Dentro do aray&amp;quot; ou &amp;quot;por meio do aray&amp;quot; é a explicação lacônica e auto-evidente para qualquer indagação sobre como, onde e por que se realizam as operações de ressurreição e metamorfose narradas nos mitos, ou o consumo espiritual dos alimentos pelos ''Maï ''quando estes vêm à terra comer nos festins oferecidos pelos humanos, ou as operações terapêuticas de reassentamento da alma e fechamento do corpo executadas pelos pajés. O aray é o receptáculo de forças ou entidades espirituais: as almas perdidas de crianças e mulheres são trazidas de volta dentro do aray até a sua sede corporal, por ocasião do tratamento chamado imone, freqüentemente realizado pelos pajés.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com tal equipamento - tabaco, chocalho -, o pajé araweté está capacitado a realizar diversas operações de prevenção e cura, que são semelhantes às terapêuticas típicas da América indígena: fumigação com tabaco; sopro resfriador; sucção de substâncias ou princípios patogênicos (empregada nas mordidas peçonhentas e na extração das flechas invisíveis que certos alimentos contêm); e as operações de fechamento do corpo e de recondução da alma. Os maiores pacientes dos pajés nessas duas últimas operações são as crianças pequenas e as mulheres: as primeiras porque ainda têm a alma mal-assentada e o corpo aberto; as segundas porque são o objeto principal da cobiça dos espíritos extratores de almas (vários espíritos terrestres têm este poder maligno) e dos ''Maï''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pajé, este comedor de fumo e &amp;quot;senhor do aray&amp;quot; (outro modo de se o designar), é um suporte dos ''Maï'', as divindades que cantam por sua boca. Cantar a &amp;quot;música dos deuses&amp;quot; é a atividade mais freqüente dos pajés, independendo de situações de crise ou de doença. Não há homem adulto que não tenha cantado ao menos uma vez na vida; mas são peye apenas aqueles que costumam cantar quase toda noite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A música dos deuses é a área mais complexa da cultura araweté. Única fonte de informação sobre o estado atual do cosmos e a situação dos mortos no céu, ela é o rito central da vida do grupo. &amp;quot;O pajé é como um rádio&amp;quot;, os Araweté costumavam me explicar. Com isto estão dizendo que ele é apenas um veículo, isto é, que o sujeito da voz que canta está alhures, não dentro do pajé. O pajé não incorpora as divindades e mortos, ele canta-conta o que ouve destes. Um pajé encena ou representa os deuses e os mortos, mas não os encarna: a pajelança araweté não é uma possessão. Um pajé tem consciência do que cantou durante seu 'transe', e sabe o que se passa à sua volta enquanto está a cantar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tipicamente, há três posições enunciativas na música dos deuses: um morto, os ''Maï'', o pajé. O morto é o principal enunciador, transmitindo ao pajé o que disseram os ''Maï''. Mas o que os ''Maï ''disseram é quase sempre algo dirigido ao morto ou ao pajé, e referente ao morto, ao pajé ou a eles mesmos. A forma normal da frase é assim uma construção polifônica complexa: o pajé canta algo dito pelos deuses, citado pelo morto, referente a ele pajé, por exemplo. Há construções mais simples, em que o pajé canta o que conversam os deuses a respeito dos humanos em geral, e outras mais intrincadas, onde um morto cita a outro o que uma divindade está dizendo sobre um vivente (que não o pajé) etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As músicas dos deuses nada têm de sagradas ou esotéricas. Após terem sido cantadas por um pajé, podem ser repetidas por qualquer pessoa, e muitas vezes viram sucessos populares. Só quem não pode repetir um canto é, precisamente, o pajé que o cantou pela primeira e única vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;well&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Outras leituras ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;/files/file/PIB_verbetes/arawete/osaraweteeoplanoemergencial.pdf&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot;&amp;gt;Os Araweté e o Plano Emergencial&amp;lt;/htmltag&amp;gt;, por Guilherme Orlandini Heurich, pesquisador do Museu Nacional/UFRJ.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Eduardo Viveiros de Castro|Eduardo Viveiros de Castro]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes de informação ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;well&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
*  ARAÚJO, Ana Valéria (Org.). A defesa dos direitos indígenas no judiciário : ações propostas pelo Núcleo de Direitos Indígenas. São Paulo : Instituto Socioambiental, 1995. 544 p.&lt;br /&gt;
*  ARNAUD, Expedito. Mudanças entre os grupos indígenas Tupi da região do Tocantins-Xingu (Bacia Amazônica). In: --------. O índio e a expansão nacional. Belém : Cejup, 1989. p. 315-64. Publicado originalmente no Boletim do MPEG, Antropologia, Belém, n.s., n. 84, abr. 1983.&lt;br /&gt;
*  --------. Notícia sobre os índios Araweté, rio Xingu, Pará. Boletim do MPEG: Série Antropologia, Belém : MPEG, n.71, 23 p., 1978.&lt;br /&gt;
*  AZEVEDO, Sarah et al. Studio dei sistemi eritrocitari ABO, CDE, KELL e LE(a) nella tribu di indions Araweté del Brasile. Antropologia Contemporanea, Firenze : s.ed., v. 15, n. 34, p. 95-9, 1992. &lt;br /&gt;
*  BALÉE, William. Cultura e vegetação da Amazônia brasileira. In: NEVES, Walter (Org.). Biologia e ecologia humana na Amazônia : avaliação e perspectivas. Belém : MPEG, 1989. p.95-109. (Coleção Eduardo Galvão)&lt;br /&gt;
*  --------. The culture of Amazonian forests. In: POSEY, D. A.; BALÉE, William (Eds.). Resource management in Amazonia : indigenous and folk strategies. New York : NYBG, 1989. p.1-29. (Advances in Economic Botany, 7)&lt;br /&gt;
*  --------. Evidence for the sucessional status of liana Forest (Xingu River Basin, Amazonian Brazil). Biotropica, s.l. : s.ed., v.22, n.1, p.36-47, 1990.&lt;br /&gt;
*  --------. Indigenous adaptation to Amazonian palm forests. Principes: Journal of the Palm Society, s.l. : Palm Society, v.32, n.2, p.47-54, 1988.&lt;br /&gt;
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*  --------; ANDRADE, Lúcia M. M. de. Os povos indígenas do Médio Xingu. In: SANTOS, Leinad Ayer O.; ANDRADE, Lúcia M. M. de (Orgs.). Hidrelétricas do Xingu e os povos indígenas. São Paulo : CPI-SP, 1988. p.135-45.&lt;br /&gt;
*  Araweté, povo do Ipixuna. Dir.: Murilo Santos. Vídeo Cor, VHS, 30 min, 1993. Prod.: Cedi/PIB&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Eduardo Viveiros de Castro|Eduardo Viveiros de Castro]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
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[[Categoria:Povos indígenas no Pará]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Povo:Ashaninka&amp;diff=7720</id>
		<title>Povo:Ashaninka</title>
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		<updated>2023-06-26T18:58:55Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Os Ashaninka têm uma longa história de luta, repelindo os invasores desde a época do Império Incaico até a economia extrativista da borracha do século XIX e, particularmente entre os habitantes do lado brasileiro da fronteira, combatendo a exploração madeireira desde 1980 até hoje. Povo orgulhoso de sua cultura, movido por um sentimento agudo de liberdade, prontos a morrer para defender seu território, os Ashaninka não são simples objetos da história ocidental. É admirável sua capacidade de conciliar costumes e valores tradicionais com idéias e práticas do mundo dos brancos, tais como aquelas ligadas à sustentabilidade socioambiental.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização e população ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Habitação ashaninka no alto Juruá. Foto: Arno Vogel, 1978.|http://img.socioambiental.org/d/209622-1/ashaninka_2.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A área de ocupação dos Ashaninka estende-se por um vasto território, desde a região do Alto Juruá e da margem direita do rio Envira, em terras brasileiras, até as vertentes da cordilheira andina no Peru, ocupando parte das bacias dos rios Urubamba, Ene, Tambo, Alto Perene, Pachitea, Pichis, Alto Ucayali, e as regiões de Montaña e do Gran Pajonal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A grande maioria dos Ashaninka vive no Peru. Os grupos situados hoje em território brasileiro são também provenientes do Peru, tendo iniciado a maior parte de suas migrações para o Brasil pressionados pelos caucheiros peruanos no final do século XIX. Aqui os Ashaninka estão em Terras Indígenas distintas e descontínuas, todas situadas na região do Alto Juruá (veja ao lado em Terras Habitadas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afluente da margem direita do rio Juruá, o Amônia nasce em território peruano e garante em seu curso brasileiro condições de navegação relativamente favoráveis. Na época das chuvas, uma viagem, da fronteira internacional à confluência com o Juruá, situada no município de Marechal Thaumaturgo, leva mais ou menos dez horas de navegação em canoa motorizada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, nas terras baixas do rio Amônia, encontramos a Reserva Extrativista do Alto Juruá (margem direita) e um assentamento do Incra (margem esquerda), enquanto a parte alta abriga em ambos os lados a [https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3716 Terra Indígena Kampa do Rio Amônia].&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Família ashaninka pescando no rio Amônia. Foto: Márcio Ferreira, 1989.|http://img.socioambiental.org/d/209625-1/ashaninka_3.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os dados censitários realizados por antropólogos que trabalharam com esse povo apresentam uma grande variação segundo os autores, que salientam a dificuldade de estabelecer um total populacional. No Peru, os dados variam, segundo as fontes e as datas das pesquisas, de 10 mil a mais de 50 mil indivíduos. Não obstante essas estimativas hipotéticas, todos os autores destacam a importância dos Ashaninka em termos demográficos e apresentam o grupo como um dos maiores contingentes populacionais nativos da Amazônia peruana e mesmo da bacia amazônica em geral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o censo de 1993 do Instituto Nacional de Estatística e Informatica (INEI), o povo ashaninka, no Peru, soma 51.063 indivíduos distribuídos em 359 comunidades, constituindo a população nativa mais numerosa da Amazônia peruana (Zolezzi 1994: 15). No Brasil, os levantamentos realizados por antropólogos, organizações indigenistas e Funai revelam também grandes variações devidas à falta de registros. A essas dificuldades técnicas acrescenta-se uma forte tendência à migração, característica da sociedade tradicional ashaninka, que dificulta a realização de levantamentos mais precisos. Apesar das dificuldades, a ONG CPI-AC estimou a população ashaninka vivendo em território brasileiro em cerca de 869 pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo a CPI-AC, a população ashaninka do rio Amônia representava em 2004 um total de 472 indivíduos, ou seja, mais ou menos metade dos Ashaninka vivendo no Brasil. Mais de 80% dessa população vive hoje na aldeia Apiwtxa ou nas suas proximidades (menos de trinta minutos de canoa motorizada). Por via fluvial, a aldeia Apiwtxa situa-se a aproximadamente 80 quilômetros de Marechal Thaumaturgo e 350 de Cruzeiro do Sul. Em linha reta, a distância é, respectivamente, de 30 e 180 quilômetros. Essa aldeia foi criada em 1995, na parte baixa da TI, nas proximidades do limite com a Reserva Extrativista do Alto Juruá e o assentamento do Incra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda de acordo com dados da CPI-AC, a TI do Rio Breu possuía em 2004 uma população de 114 Ashaninka. Na TI Igarapé Primavera havia nessa data 21 pessoas e na TI Kampa do Rio Envira 262 indivíduos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:José Pimenta|José Pimenta]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Nome e língua ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Fabricação de flechas. Aldeia do Samuel. Foto: Arno Vogel, 1978.|http://img.socioambiental.org/d/209631-1/ashaninka_5.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Ashaninka pertencem a família lingüística Aruak (ou Arawak). Eles são o principal componente do conjunto dos Aruak sub-andinos, também composto pelos Matsiguenga, Nomatsiguenga e Yanesha (ou Amuesha). Apesar de existirem diferenças dialectais, os Ashaninka apresentam uma grande homogeneidade cultural e lingüística.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da história, os Ashaninka foram identificados sob vários nomes: ''Ande'', ''Anti'', ''Chuncho'', ''Pilcozone'', ''Tamba'', ''Campari''. Todavia,  são mais conhecidos pelo termo '''Campa''' ou '''Kampa''', nome freqüentemente utilizado por antropólogos e missionários para designar os Ashaninka de maneira exclusiva ou os Aruak sub-andinos de forma genérica - com exceção dos Piro e dos Amuesha. ''Ashenĩka'' é a autodenominação do povo e pode ser traduzida como 'meus parentes', 'minha gente', 'meu povo'. O termo também designa a categoria de espíritos bons que habitam “no alto” (''henoki'').&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:José Pimenta|José Pimenta]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== História no Peru ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Foto: Göteborgs Etnografiska Museum, s/d.|http://img.socioambiental.org/d/209634-2/ashaninka_6.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história do contato entre os Ashaninka e o mundo dos brancos é muito variável segundo as regiões. No Peru, alguns grupos locais foram contatados desde o final do século XVI com a atuação missionária do regime colonial, enquanto outros só iniciaram o contato com a sociedade nacional no fim do século XIX, no período do caucho e da borracha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos dividir a história do contato dos Ashaninka com os brancos em dois grandes períodos: a época colonial, marcada principalmente pelas incursões missionárias na Selva Central, e o período do Peru independente, caracterizado pela expansão da borracha que moldou várias regiões amazônicas e pela atuação de novos segmentos da sociedade branca junto às populações indígenas. Se os contatos com os brancos mudaram profundamente a vida dos Ashaninka, a história desse povo indígena não começa com a chegada dos europeus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Comércio e guerra na Selva Central ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Ashaninka estão presentes na Selva Central peruana há pelo menos 5 mil anos. O território dos Aruak sub-andinos foi fronteiriço da parte central do Império incaico, enquanto na região amazônica os limites entre os Aruak e os grupos Pano eram menos definidos (ambos sendo chamados pelos Inca de ''Anti''). Em vários trabalhos, a antropóloga francesa Renard-Cazevitz (1985; 1991; 1992) mostrou como esses três conjuntos se estabeleceram relações de vizinhança que tomavam, segundo as circunstâncias, o caráter amistoso ou guerreiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora em pequena escala, antes da chegada dos espanhóis, existiam redes comerciais contínuas em tempo de paz entre os povos das terras baixas e os Incas, e os Ashaninka participavam ativamente desse comércio. No período estival, delegações de índios amazônicos subiam às cidades incas mais próximas com produtos da floresta: animais, peles, penas, madeira, algodão, plantas medicinais, mel… Em troca desses bens, os ''Anti'' voltavam aos seus territórios com tecidos, lã e, sobretudo, objetos de metal (jóias de ouro e prata, machados…). Muitos desses produtos eram distribuídos nas redes de parentesco e no comércio inter-amazônico. Além de seu valor econômico, adquirir bens raros e portanto preciosos era também um meio de garantir a paz, estabelecendo alianças políticas entre os negociantes e até laços de parentesco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A despeito desses intercâmbios, períodos de paz alternavam com as guerras e o Império aspirava sempre conquistar a selva e seus habitantes. Apesar de um aparato militar superior e de esforços contínuos, as tentativas expansionistas do Imperio incaico em direção ao oriente foram inúteis e desastrosas. Quando a ameaça inca se intensificava, os &amp;quot;povos da floresta&amp;quot;, guerreiros e experientes em seu meio (com vales abruptos, matas e rios de difícil acesso), mobilizavam suas amplas redes, baseadas no comércio interno nas terras baixas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anteriores ao Império Inca, as bases das redes comerciais e guerreiras inter-amazônicas operaram até o final do século XIX, começando progressivamente a desabar com a penetração mais intensa dos brancos na Amazônia no período da borracha. Nesse sistema comercial e guerreiro, os Ashaninka e, de uma maneira geral, os Aruak sub-andinos, ocupavam um lugar de destaque. Sua situação privilegiada resultava não só de sua localização estratégica entre as terras altas e os grupos Pano – que lhes permitia ativar a mobilização dos &amp;quot;povos da floresta&amp;quot; quando a ameaça Inca ou branca se intensificava –, mas também do controle da produção do principal produto envolvido no comércio amazônico: o sal, chamado tsiwi entre os Ashaninka do rio Amônia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para os &amp;quot;povos da floresta&amp;quot;, o sal era um produto altamente cobiçado pelo sabor que dava à comida e por ser o meio de conservação de alimentos no clima quente e úmido das terras baixas. Situadas nas proximidades do rio Perene, em território ashaninka, as minas das colinas do Cerro de la Sal constituíam tanto a principal fonte de abastecimento para os povos amazônicos, como o centro político, econômico e espiritual dos Aruak sub-andinos. Enquanto seu padrão de assentamento tradicional é disperso, nas proximidades do Cerro de la Sal estabeleceu-se uma concentração maior de diferentes grupos Amuesha, Matsiguenga, Nomatsiguenga e, sobretudo, Ashaninka.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse cenário, os ''Anti'' impediram durante séculos a penetração em massa do não-amazônico em suas terras, mantendo a fronteira entre as terras altas e as terras baixas relativamente estável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Colonização e revoltas indígenas ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contrariamente a outras sociedades indígenas da Amazônia, o povo ashaninka tem uma longa história de contato com o mundo dos brancos, iniciada desde o final do século XVI. Depois da ocupação da Costa e da Serra, os espanhóis conquistam o Império Inca e iniciam sua penetração em direção à Amazônia. Os jesuítas Font e Mastrillo foram os primeiros a estabelecer um contato com os Ashaninka, em 1595. Explorando a Selva Central a partir da cidade serrana de Andamarca, as duas cartas enviadas pelos jesuítas a seus superiores constituem a primeira fonte documentada sobre um grupo de índios Pilcozone, hoje identificado como Ashaninka.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quarenta anos depois do primeiro contato realizado pelos jesuítas, os franciscanos iniciam a evangelização das populações indígenas da Selva Central com uma entrada mais ao norte, próxima à região do Cerro de la Sal. Em 1635, Jerónimo Jimenez inaugura a chegada dos franciscanos, entrando em território ashaninka e fundando a missão de Quimiri (atual cidade de La Merced). Em 1637, ele organiza a primeira viagem de exploração do rio Perene, mas encontra a morte, vítima de uma tocaia ashaninka. Em 1648, atraídos pelo mito de Paititi que apresenta o lugar como rico em ouro, uma expedição de missionários e aventureiros se dirige ao Cerro de la Sal, mas é novamente dizimada por um ataque ashaninka.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar das derrotas sucessivas, as entradas dos espanhóis continuam. A desarticulação do sistema de trocas nativo, através da instalação de missões em sítios estratégicos, está presente pela primeira vez na empresa evangelizadora de Biedma, franciscano identificado como o primeiro explorador da região peruana de montaña.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de obter, em 1671, uma licença para realizar novas entradas na região do Cerro de la Sal, Biedma organiza uma primeira expedição em 1673, abrindo novamente a missão de Quimiri, até então perdida, e cria Santa Cruz de Sonomoro, controlando desse modo as principais rotas de acesso às terras altas. Em 1674, Biedma funda a missão de Pichana com o objetivo de controlar o trânsito dos nativos entre os rios Ene e Tambo na direção do Cerro de la Sal. Deixada aos cuidados do Padre Izquierdo, a população ashaninka de Pichana, liderada pelo cacique Mangoré, apoiado pelos chefes do Cerro de la Sal, revolta-se contra a administração franciscana, que tenta proibir a poligamia, e mata os missionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Partidário do uso da força para conquistar os índios, Biedma morre em 1687 numa outra expedição para fundar uma missão no rio Tambo. A morte trágica de Biedma, provavelmente vítima da vingança dos Piro que, no ano anterior, tinham sido atacados pelos Conibo que acompanhavam o missionário, fecha praticamente o rio Tambo à penetração branca até o início do século XX.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cem anos depois dos primeiros contatos entre os Ashaninka e os brancos, os resultados da penetração espanhola são praticamente nulos. Os esforços dos colonizadores continuam no século XVIII com a intensificação da pressão sobre o Cerro de la Sal. Em algumas missões, os padres instalam forjas e apresentam-se como os únicos provedores de instrumentos de metais para atrair e manter sob controle a população nativa. Ignorado na época de Biedma, o pedido franciscano à Coroa para a construção de fortes na região concretiza-se com a criação, em 1737, do primeiro forte na missão de Santa Cruz de Sonomoro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As missões maiores podiam agrupar centenas de nativos, mas a proporção da população indígena aldeada é mínima. Muitos índios fogem abandonando as missões, outros preferem manter-se isolados dos brancos, enquanto a maioria estabelece contatos esporádicos, geralmente através de um chefe, com os missionários para obter instrumentos de metal e outras mercadorias. Apesar dessa constatação geral, o suporte progressivo da Coroa aos franciscanos, tanto em homens armados como em dinheiro, aumentou a pressão espanhola na Selva Central e a multiplicação das missões causou um impacto importante no modo de vida das populações indígenas, fundamentando as bases das revoltas nativas. Na visão indígena, a vida nas missões é também associada à morte e ao terror das doenças.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O padrão de assentamento imposto pelas missões traduziu-se primeiro pela sedentarização e a convivência obrigatória em aldeias multi-étnicas de uma população heterogênea caracterizada por laços de afinidade, mas também por conflitos e rivalidades internas. A perda da liberdade, essência da vida ashaninka, intensificou-se com a proibição da poligamia. Como assinalou Bodley (1970: 4-5), durante os primeiros séculos da conquista espanhola, o papel dos chefes foi determinante nos sucessos e fracassos das missões. Ora, enquanto a distribuição de mercadorias ao chefe permitia aos missionários exercer um certo controle sobre a população, o comportamento dos caciques desafiava o ideal cristão. Atributo de prestígio para os chefes, a poligamia era considerada pelos padres franciscanos como um comportamento social escandaloso, revelador de uma caótica promiscuidade primitiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse contexto, a insurreição indígena dirigida por Juan Santos Atahualpa ocupa um lugar de destaque na história peruana e merece uma atenção especial. Através ela, os índios da Selva Central e, principalmente, os Ashaninka, recuperam sua autonomia política e a integralidade de seu território tradicional, progressivamente cedido aos brancos. Apresentado como um mestiço andino ou um índio quéchua, Atahualpa teria recebido uma educação religiosa em Cuzco e viajado pela Europa e África (Angola e Congo) com um padre jesuíta. Ele chega a Quisopango, no coração do Gran Pajonal, em março de 1742, acompanhado por um chefe Piro. Auto-proclamado Inca ou “filho de Deus”, herdeiro legítimo do Império roubado pelos espanhóis, Atahualpa pretende restaurar seu Reino perdido e expulsar os intrusos com a ajuda de seus irmãos indígenas, unidos na luta contra o branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a notícia da chegada do Messias libertador, mensageiros indígenas são enviados do Gran Pajonal e se espalham pela Selva Central e nas terras altas vizinhas. Os índios respondem à mensagem e, rapidamente, as missões franciscanas são abandonadas. Ashaninka, Amuesha, Piro, Conibo e outros grupos convergem para o Gran Pajonal animados pela esperança de ver o filho de Deus. Índios serranos juntam-se ao movimento e a revolta pan-indígena se organiza na Selva Central. Juan Santos Atahualpa convida os espanhóis e africanos a se retirarem para as terras altas. O convite é recusado e o confronto armado se torna inevitável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre 1742 e 1752, os enfrentamentos entre índios e tropas espanholas se multiplicam, oferecendo aos rebeldes uma série de vitórias que garantiram a autonomia política dos índios da Selva Central peruana e a inviolabilidade de seus territórios tradicionais durante mais de um século. O ideal revolucionário de Atahualpa não se limitava às terras baixas, mas pretendia reunir todos os índios contra os &amp;quot;não-índios”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante as décadas que seguem a revolta de Atahualpa e dos ''Anti'', a Selva Central peruana encontra-se sob domínio dos índios. Os espanhóis limitam-se a controlar as rotas de acesso às terras altas e a proteger suas posições na Serra. No Baixo Ucayali, os missionários estabelecem um comércio com os grupos Pano ribeirinhos, mas o território ashaninka é inacessível aos brancos. Quando o Peru conquista a sua independência em 1822, a Amazônia permanece uma região em larga medida desconhecida; uma terra misteriosa e ameaçadora cuja integração é necessária à consolidação do novo Estado-nação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Os Ashaninka e a economia caucheira ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A reconquista da Selva Central peruana organiza-se progressivamente a partir da região de Chanchamayo em direção ao Cerro de la Sal e do Perene. Embora prossiga o trabalho iniciado pelos espanhóis nos séculos anteriores, a nova colonização peruana adota um rumo um pouco diferente, guiada, principalmente, por interesses econômicos e políticos e, secundariamente, religiosos ou civilizatórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Primeiro passo da reconquista, uma expedição militar peruana é organizada em 1847 em direção ao Cerro de la Sal. Apesar da resistência indígena, os militares, acompanhados por colonos andinos, fundam o forte de San Ramón, estabelecem novos povoamentos e retomam progressivamente o controle das fundições ashaninka.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A colonização do vale do Chanchamayo, do Perene e do Cerro de la Sal é estimulada pelo governo através de uma política que facilita a migração de origem andina e de incentivos à imigração estrangeira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1891, o governo peruano concede 500.000 ha de terra situados nas margens do rio Perene à Peruvian Corporation. A empresa britânica é encarregada do desenvolvimento da área, principalmente, através de plantações de café nas quais centenas de Ashaninka são progressivamente incorporados como mão-de-obra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deslocados para o Gran Pajonal e as terras baixas ou reunidos nas colônias agrícolas, os Ashaninka cedem pouco a pouco frente à presença branca que se intensifica. No final do século XIX, os peruanos controlam o Cerro de la Sal e começam a produção industrial do produto. Enquanto a perda do sal anuncia a dependência econômica, uma história dramática atinge as terras baixas da Amazônia peruana e modifica profundamente a vida das populações indígenas: o boom do caucho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A procura pela borracha, espécie nativa da Amazônia, modificou profundamente a história da região e teve conseqüências dramáticas para as populações indígenas. As baixas terras peruanas, assim como o Acre, foram o teatro da dizimação de vários povos indígenas. Essa exploração inicia-se na década de 1870 e atinge os Ashaninka na região do Alto Ucayali. É importante salientar que a principal produção de borracha nessa área é o caucho (''Castilloa elastica'') e não a seringa (''Hevea brasiliensis''). De qualidade inferior à seringa, o caucho distingue-se pelo caráter itinerante de sua produção, que necessita de uma mobilidade permanente da força de trabalho à procura das árvores fornecedoras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contrariamente ao seringueiro, assentado no seringal e percorrendo diariamente as estradas de sua colocação para recolher o látex da hévea, a extração do caucho exige a derrubada da árvore e conduz a uma expansão territorial permanente da força de trabalho, à medida que a produção de cada área é esgotada. Se os métodos de extração são diferentes e o impacto ambiental mais destruidor no caso do caucho, a economia da borracha, tanto seringueira como caucheira, está baseada num mesmo sistema econômico: o aviamento ou a ''habilitación''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na ''habilitación'' como no aviamento, toda a economia da borracha é estruturada através de uma cadeia hierarquizada de dívidas ligando os diversos intermediários. Na sua base, ou seja, na relação patrão/produtor, o dinheiro não circula e serve apenas como referencial abstrato para o estabelecimento da dívida, reativada permanentemente através da aquisição e fornecimento de novas mercadorias em troca da borracha produzida. Os preços fictícios são determinados arbitrariamente pelo patrão com o objetivo de manter seus trabalhadores sob seu domínio através do controle da dívida que nunca deve ser cancelada. Sistema moderno de escravidão, o aviamento amarra o seringueiro ao seringal e ao patrão seringalista. De modo análogo, a ''habilitación'' estabelece, através de uma dívida eterna, uma relação de dependência entre o patrão caucheiro e seus trabalhadores. Embora importante, a diferença entre a exploração do caucho e da seringa reside, basicamente, na mobilidade que se torna necessária no sistema caucheiro, mas a estrutura econômica que fundamenta e orienta a produção da borracha, de uma maneira geral, é idêntica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A exploração caucheira na Amazônia peruana está associada às figuras sanguinárias dos grandes patrões como Carlos Scharf ou Julio Cesar Arana. Este último possuía um &amp;quot;império&amp;quot; na região de Iquitos, mas a história elegeu Carlos Fitzcarraldo como o &amp;quot;Rei do caucho&amp;quot;. Fitzcarraldo refugiou-se entre os índios do Gran Pajonal depois de ser acusado de espionagem para o Chile e condenado à morte pelas autoridades peruanas. Interpretado pelos Ashaninka como o &amp;quot;Messias&amp;quot; de volta, e mais especificamente, como a personalização de um espírito ''amachénka'' enviado por ''Pawa'' (o demiurgo ashaninka), Fitzcarraldo consegue juntar sob seu controle vários Ashaninka a quem ele retribui com armas. Aos Campa se juntam os Piro e alguns mestiços, constituindo uma &amp;quot;verdadeira milícia&amp;quot; que permite a Fitzcarraldo controlar a produção de caucho em uma vasta área. A morte de Fitzcarraldo durante um naufrágio no Alto Urubamba em 1897 encerra as aventuras de um personagem responsável pelas correrias sanguinárias que marcaram a história da região. A exploração do caucho provocou a dizimação de muitas populações nativas. Além de usar as rivalidades tradicionais entre os grupos, Fitzcarraldo promoveu correrias intra-étnicas entre os Ashaninka, rompendo a proibição da guerra interna ao grupo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 1912, a economia caucheira entra progressivamente em crise com a queda dos preços da borracha no mercado internacional. As correrias institucionalizadas pelos patrões caucheiros vão diminuindo durante as primeiras décadas do século XX, até desaparecerem. Com os avanços da colonização peruana na região amazônica, muitos Ashaninka passam a trabalhar em várias atividades econômicas promovidas pelos brancos: fazenda, agricultura, café, caça, madeira, caucho…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Frente à violência da economia caucheira, muitos Ashaninka também lutaram com as armas, alguns migraram para as regiões brasileiras e bolivianas fronteiriças, outros encontraram nas missões protestantes e evangélicas uma forma de proteção. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== “Gringos” e “comunistas” ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para muitos Ashaninka, as missões norte-americanas que se multiplicaram na Amazônia peruana durante o século XX constituíram uma forma de proteção contra os patrões caucheiros e o trabalho escravo. Em 1921, Stahl, missionário Adventista do Sétimo Dia, cria uma missão no Alto Perene e anuncia o Apocalipse e a chegada de Cristo à terra. O messianismo atrai progressivamente cerca de dois mil índios das regiões do Perene, Tambo, Pango e Gran Pajonal (Bodley 1970: 114).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O evento anunciado não acontece e pouco a pouco a maior parte dos Ashaninka deixa o missionário. Nas décadas seguintes, as missões multiplicam-se. Através do S''ummer Institute of Linguistics, do South American Indians Missions'', e sobretudo do ''Seventh-Day Adventist,'' a presença missionária norte-americana intensifica-se entre os Ashaninka e atinge números recordes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tradição messiânica indígena também foi acionada no envolvimento de grupos Ashaninka com o Movimiento de ''Izquierda Revolucionaria'' (MIR). A chegada do MIR, em 1965, dividiu as comunidades, mas alguns Ashaninka acabaram incorporados às tropas revolucionárias. A luta armada foi breve e os rebeldes foram rápida e severamente reprimidos pelos militares com uma violência extrema: aldeias bombardeadas com napalm, torturas e execuções. Guiados pelas profecias de um xamã, os Ashaninka viram em Lobatón, líder do movimento na região, a volta de ''Itomi Pawa'', o filho de Deus, e a esperança de um futuro melhor (Brown &amp;amp;amp; Fernandez 1991).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na década de 1980, os movimentos de guerrilha revolucionários, dissidentes da esquerda peruana, entraram novamente em território Ashaninka. Fundado em 1969 por Guzman, o Sendero Luminoso (SL) iniciou sua propaganda maoísta na Selva Central, competindo com o Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA), remanescente do MIR. Lutando entre si pelo controle da população rural e o comércio de cocaína que sustenta suas ações, os dois movimentos forjaram as bases da revolução armada contra o governo peruano que organizou, progressivamente, a contra-insurreição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estado de guerra que caracterizou a Amazônia peruana no final da década de 1980 e início dos anos 90 teve conseqüências desastrosas para os Ashaninka: assassinatos de lideranças, torturas, endoutrinamento forçado das crianças, treinamento militar, execuções… Em 1990, o SL dispõe do controle absoluto da região do Ene e do Alto Tambo e, no ano seguinte, cerca de dez mil Ashaninka passaram a viver sob o domínio da guerrilha (Espinosa 1993b: 80-82).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Frente a essa situação de violência, a reação ashaninka foi ativa e diversa. Alguns colaboraram, outros se retiraram das áreas de conflito e muitos lutaram com suas próprias armas, organizando a contra-ofensiva e declarando guerra aos &amp;quot;comunistas&amp;quot; do MRTA e do SL. Através de novas formas de organização política representadas pelas associações indígenas modernas, os Ashaninka reelaboram os antigos modelos de confederações guerreiras, usados com sucesso para conter o expansionismo inca ou espanhol. Frente à ameaça, a aliança política dos Aruak sub-andinos organizou-se e institucionalizou, mais uma vez, a guerra contra um inimigo comum.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:José Pimenta|José Pimenta]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== História no Brasil ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Foto: Göteborgs Etnografiska Museum, s/d.|http://img.socioambiental.org/d/209637-1/ashaninka_7.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Atualmente, encontramos os Ashaninka em território brasileiro no Alto Juruá. Oriundos do Peru e localizados hoje nas margens dos rios Amônia, Breu, Envira e no igarapé Primavera, a história da ocupação ashaninka na região é, no entanto, difícil de estabelecer com exatidão. As informações da historiografia regional são vagas e fornecem poucas indicações sobre a presença desse povo em território brasileiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O padre francês Tastevin realizou várias viagens ao Alto Juruá nas primeiras décadas do século XX e localizou grupos ashaninka no pé das colinas de Contamana, nas cabeceiras do rio Juruá-Mirim, afluente da margem esquerda do Alto Juruá. Em seu mapeamento dos grupos indígenas do Acre, baseado em fontes de viajantes e cronistas, Castelo Branco (1950: 8) afirma que os Kampa já perambulavam nessa região no final do século XVII e no início do XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A população hoje localizada no rio Amônia provém de diversos horizontes e é fruto de migrações sucessivas. Além dos deslocamentos populacionais no sentido Peru-Brasil, via Alto Juruá ou alguns afluentes do Ucayali ocorreram também ao longo do século XX várias migrações dos Ashaninka do Envira e do Breu em direção ao rio Amônia. Do mesmo modo, embora algumas famílias ashaninka permanecessem de maneira estável no rio Amônia a partir da década de 1930, existem laços de parentesco que unem os Ashaninka do Amônia àqueles localizados tanto em território peruano como em outras terras brasileiras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo hipótese comum entre os estudiosos dessa sociedade, a presença ashaninka no Alto Juruá brasileiro (como também na região boliviana do Madre de Dios) é resultante da atuação dos caucheiros peruanos, que no final do século XIX e início do século XX os trouxeram do Ucayali para essas regiões fronteiriças. Mas nem todos os Ashaninkas corroboram essa versão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Ashaninka confirmam que, no final do século XIX e início do XX, o rio Amônia era também o habitat de índios Amahuaka, seus inimigos tradicionais e considerados índios &amp;quot;brabos&amp;quot;. Para os patrões caucheiros e seringalistas, a presença dos Amahuaka era uma ameaça permanente à exploração da borracha e uma preocupação constante. Conhecidos como excelentes guerreiros, os Ashaninka serviram os interesses dos patrões brasileiros e peruanos que promoveram estrategicamente as hostilidades tradicionais entre os dois povos. Armados e estimulados pelos brancos, que lhes ofereciam mercadorias, os Ashaninka dizimaram e afugentaram os Amahuaka. Os Ashaninka que moram atualmente no rio Amônia não viveram diretamente as correrias contra os Amahuaka, mas lembram os relatos de seus ascendentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se os Ashaninka participaram da extração do caucho e da proteção dos seringais, não integraram, no entanto, a economia extrativista da seringa, contrariamente aos outros grupos indígenas do Acre. Entretanto, incorporaram o sistema do aviamento que regulava as transações comercias na região.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abundantes em seringa, as margens do curso inferior do Amônia, do município de Marechal Thaumaturgo até os igarapés Artur (margem esquerda) e Montevidéu (margem direita), onde se encontrava a última colocação do antigo seringal Minas Gerais, foram progressivamente ocupadas pelos seringueiros nordestinos a partir do final do século XIX. Além de ser rico em caça, pesca e madeiras nobres, o Alto Amônia brasileiro, dos igarapés mencionados até a fronteira internacional, caracteriza-se pela ausência de seringueiras, sendo essa parte alta pouco cobiçada pelos brancos até a década de 1970 e a intensificação da exploração madeireira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A organização do trabalho e o crescimento populacional dos seringais necessitavam mão-de-obra exterior que pudesse abastecer os barracões em alimentos e outros produtos, assim como assegurar a permanência do seringueiro na sua colocação. Os Ashaninka do rio Amônia integraram as redes da economia da borracha, oferecendo novos serviços aos patrões. Além do caucho progressivamente em declínio, a principal atividade desempenhada pelo grupo até a década de 1970, em troca de mercadorias, era a caça de animais silvestres que fornecia tanto a carne como as peles, valorizadas no comércio amazônico. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Exploração madeireira e luta pela terra ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Distantes dos centros urbanos e dos eixos rodoviários, os Ashaninka não sofreram diretamente e de maneira intensiva os efeitos da expansão com a economia agropecuária que caracterizou a “segunda conquista” do Acre na década de 1970. Se os “paulistas” (nome pelo qual eram qualificados os novos colonos vindo do sul do Brasil) também adquiriram vários seringais na região do Alto Juruá para transformá-los em fazendas destinadas à criação de gado, o rio Amônia ficou relativamente afastado dessa frente de expansão, apesar de suas margens também terem sofrido desmatamentos para esse tipo de economia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se algumas famílias ashaninka foram trabalhar com patrões em fazendas, plantando roçados ou “limpando” o campo para a criação de gado, a crise da borracha e a pressão territorial em busca de novos recursos caracterizaram-se no Médio e Alto rio Amônia, essencialmente, pela exploração madeireira. Essa atividade desenvolveu-se a partir da década de 1970 e intensificou-se nos anos 80, multiplicando o contato dos Ashaninka com a sociedade branca regional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A abundância de madeira de lei, principalmente na parte ocupada pelos Ashaninka, valeu regionalmente ao Amônia o apelido de “rio da madeira”. A intensificação da exploração madeireira na década de 1980, com invasões mecanizadas e cortes em grande escala, trouxe conseqüências desastrosas para o meio ambiente e a população nativa. A atividade madeireira afetou profundamente a organização social e a reprodução cultural dos Ashaninka do rio Amônia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do corte inicial à venda industrializada, o sistema madeireiro no rio Amônia envolvia diferentes tipos de protagonistas: o extrator, o intermediário (ou atravessador), os patrões de Cruzeiro do Sul e os compradores europeus. Os Ashaninka e os posseiros brancos atuavam na base desse sistema como simples mão-de-obra. Essa força de trabalho era utilizada para abrir as estradas na mata, localizar e cortar as árvores em toras, que eram em seguida roladas até os igarapés. Esse trabalho era geralmente realizado no &amp;quot;verão&amp;quot;, durante a estação seca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo os Ashaninka, os patrões, geralmente, anotavam as contas num caderno, mas “sempre roubavam”. Os índios eram enganados na metragem e na cubagem da madeira. Nessas transações, os Ashaninka afirmam que uma tora de mogno podia ser trocada por um quilo de sal ou de sabão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diversas empresas compraram madeira oriunda do rio Amônia, mas a Marmude Cameli Ltda. foi a principal responsável pelos danos causados ao meio ambiente e à população ashaninka, na medida em que se envolveu em todas as invasões da Terra Indígena, promovendo a retirada de toras de mogno e cedro em escala industrial. Mais de ¼ da TI sofreu direta ou indiretamente com a atividade madeireira intensiva, que afetou profundamente a vida dos índios. A área mais atingida está localizada entre os igarapés Taboca, Revoltoso e Amoninha, onde ocorreram três invasões mecanizadas – em 1981, 1985 e 1987 – que abriram um total de cerca de 80 quilômetros de estrada e ramais na mata.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Ashaninka referem-se a essa época como um período de penúria e de fome, contrapondo-a à situação de fartura que existia no Alto Amônia quando eles viviam mais isolados dos brancos. Durante a década da madeira, o ritual do ''piyarentsi'' era freqüentemente invadido pelos posseiros, acusados de embriagar os índios com cachaça e de abusar sexualmente das mulheres. A música e as danças indígenas eram desprezadas pelos brancos, que levavam seus gravadores e impunham suas preferências musicais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em razão da presença dos brancos, a freqüência do ''piyarentsi'' e do kamarãpi diminuiu; alguns Ashaninka também deixaram de usar a ''kushma'' e passaram a vestir-se como os regionais; a língua nativa era discriminada e muitos homens, constantemente solicitados no corte de madeira ou em outras tarefas a serviço dos brancos, deixaram progressivamente de fazer seu artesanato, de tal forma que certas peças, exclusivamente produzidas por eles, como o arco, as flechas e o chapéu, quase desapareceram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além dessa redução da atividade cultural do povo, o período de exploração madeireira é também considerado pelos Ashaninka como o momento de mais doenças e mortes. O contato intensivo com os brancos caracterizou-se pela multiplicação das doenças: gripe, pneumonias, coqueluche, sarampo, hepatite, febre tifóide, cólera... Embora não existam dados quantitativos que permitam avaliar com exatidão o impacto dessas doenças na população indígena, os Ashaninka afirmam que elas se tornaram endêmicas, causando várias mortes, atingindo, principalmente, as crianças e dizimando muitas famílias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todavia, se os índios se referem ao “tempo da madeira” como um período de grandes dificuldades e de muitas inquietudes, eles ressaltam também que foi ele que deu origem à organização da comunidade e à união do grupo na luta pelos seus direitos. Nesse processo, a luta pela demarcação da terra é considerada um momento decisivo que lhes permitiu livrar-se da dependência dos patrões e reconquistar sua liberdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de meados da década de 1980, a crescente mobilização do povo ashaninka do rio Amônia integra-se ao contexto do indigenismo acreano e caracteriza-se por uma intensificação dos conflitos entre índios e brancos, que atingiram seu auge no final dos anos 1980 e no início de 90.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== O &amp;quot;tempo dos direitos&amp;quot; ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século XX, os Ashaninka do rio Amônia viveram uma situação histórica diferente do grupo localizado no rio Envira. Por exemplo, a ameaça dos Amahuaka foi progressivamente vencida na época da borracha e a exploração madeireira em grande escala levou o contato com os brancos a um grau de intensidade desconhecido entre os Ashaninka do rio Envira, cujo território se encontra mais distante da pressão da sociedade nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O indigenismo oficial começa realmente a atuar no Amônia a partir de meados da década de 1980, no auge da exploração madeireira. Nesse contexto, a intervenção da Funai é vista como o início de uma nova era: “o tempo dos direitos”, marcado pela conscientização política, a luta territorial e a expulsão dos brancos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início de 1985, uma equipe do órgão indigenista, vinda de Brasília, é enviada à área para dar prosseguimento ao trabalho de delimitação e demarcação da Terra Indígena, iniciado em 1978. Por coincidência, o Grupo de Trabalho (GT) chega ao local no momento da segunda invasão madeireira. Na volta da equipe, a Funai encaminha uma denúncia ao IBDF, predecessor do Ibama, e à Polícia Federal, que enviam representantes à área, apreendendo as 530 árvores abatidas ilegalmente e multando os responsáveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2000, os representantes da Marmude Cameli Ltda. foram condenados, em primeira instância, a indenizar a comunidade ashaninka do rio Amônia em cerca de R$ 5,5 milhões. Além desse valor, os réus também foram condenados a pagar cerca de R$ 6 milhões ao Fundo de Direitos Difusos “a título de custeio de recomposição ambiental”. No entanto, os réus recoreram da condenação e o processo ainda tramita na Justiça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Conflitos com posseiros ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo os Ashaninka, o período de 1987 a 1992 representou uma época de grandes inseguranças, ao mesmo tempo caracterizada pela organização progressiva dos índios em defesa de seus direitos, principalmente à terra, e pela multiplicação dos confrontos com os posseiros brancos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para romper a dependência econômica em relação aos patrões madeireiros, os Ashaninka inauguraram, a partir de 1986, uma cooperativa. Uma série de proibições é então estabelecida: corte de madeira, caçadas com fins comerciais e com uso de cachorros, presença de brancos no ritual do ''piyarentsi''. Isso intensifica a hostilidade dos posseiros, que passam a veicular boatos infundados sobre a família Pianko, principal liderança na cooperativa, procurando vinculá-la à guerrilhas de esquerda e ao tráfico de cocaína.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A região do Alto Juruá é conhecida como uma das principais rotas do narcotráfico. Oriunda da Colômbia ou diretamente do Peru, a cocaína entra em território brasileiro usando os varadouros e os rios da região. Mas é importante distinguir o uso da folha de coca e o consumo de cocaína. Embora ela seja derivada da folha, a cocaína passa por todo um processo químico para se transformar em droga. Os Ashaninka, por sua vez, mascam tradicionalmente as folhas de coca (''koka'') junto com uma espécie de cipó (''txamero'') e um pó branco (''ishico'') extraído de uma pedra encontrada nas cabeceiras dos pequenos igarapés e usada como adoçante. Junto com o tabaco (''sheri''), a coca é consumida nos rituais do ''piyarentsi'' e do ''kamarãpi'', mas seu uso é muito freqüente e não se restringe a essas ocasiões. Além de sua dimensão cultural (é importante acrescentar isso), os Ashaninka dizem também que mascar coca permite resistir ao cansaço e superar a fome. Entre os xamãs, que no cumprimento de suas atividades passam por períodos de restrições alimentares, o uso de coca é indispensável. O cultivo é realizado por cada família no pátio da casa ou no roçado e, mesmo que sua utilização seja intensa, a produção é sempre muito restrita e responde às necessidades de cada família. No caso de um xamã, os maiores plantios alcançam apenas algumas dezenas de pés.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Ashaninka do rio Amônia sempre rejeitaram o tráfico de cocaína em suas terras. As lideranças indígenas afirmam que receberam várias ofertas para incentivar a comunidade a realizar plantios em grande escala ou simplesmente a liberar a passagem da droga pela área.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1990 e 1991, os Ashaninka multiplicaram as denúncias às autoridades. Várias cartas foram encaminhadas à Funai, ao Ibama, ao Incra, à Polícia Federal e à Procuradoria Geral da República. Nelas, os índios pedem providências para agilizar o processo de demarcação, indenizar e assentar os posseiros fora dos limites da reserva. Denunciaram as invasões da Terra Indígena, o corte ilegal de madeira, as caçadas com uso de cachorros e com objetivos comerciais, o tráfico de droga, as ameaças de morte contra as lideranças e seus aliados... As cartas salientavam também a situação de emergência e o risco iminente de graves conflitos entre os Ashaninka e os posseiros brancos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em agosto de 1991, em viagem realizada a Brasília, as lideranças ashaninka foram acompanhadas pela antropóloga Margarete Mendes e a advogada Ana Valeria Araújo Leitão, assessora jurídica do Núcleo de Direitos Indígenas (NDI, uma das instituições que deram origem ao ISA). Na capital federal, o grupo teve audiência com os mais altos funcionários da Funai, Ibama, Secretaria do Meio Ambiente, Procuradoria Geral da República e Polícia Federal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A viagem a Brasília foi decisiva para acelerar o processo de demarcação e teve um grande impacto no Alto Juruá. As ameaças de morte intensificaram-se, geralmente feitas pelos posseiros e seus familiares mais revoltados contra os índios. Em Brasília, o NDI agilizou as formalidades para a demarcação da área. Essa ONG entrou em contato, através de um diplomata inglês e com o auxílio da GAIA Foundation, com a ''Overseas Development Agency'' (ODA), agência financiadora do governo britânico, e conseguiu o financiamento necessário para realizar a demarcação da TI. O trabalho foi realizado de 3 a 23 de junho de 1992, com uma participação importante dos Ashaninka. Após os trabalhos de demarcação, a Terra Indígena Kampa do rio Amônia, com 87.205 ha, foi homologada pelo Vice-Presidente da Republica, Itamar Franco, no dia 23 de novembro de 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vítimas da exploração madeireira, principalmente na década de 1980, com as invasões mecanizadas das empresas de Cruzeiro do Sul, os Ashaninka do rio Amônia conseguiram, após anos de luta e de muitos esforços, expulsar os patrões e os posseiros brancos de suas terras. Mas até hoje lutam contra as reincidentes invasões de madeireiros, princialmente provenientes do Peru.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:José Pimenta|José Pimenta]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Cosmologia e xamanismo ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre os Ashaninka, encontramos as características que definem os sistemas cosmológicos xamânicos presentes nas terras baixas da Amazônia: universo dividido em vários níveis; a existência de um mundo invisível por trás do mundo visível, o papel do xamã como mediador entre esses mundos etc. Talvez a particularidade ashaninka resida na sua concepção extremamente dualista do universo, definindo claramente as fronteiras entre o Bem e o Mal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o antropólogo Gerald Weiss, o universo indígena, organizado verticalmente, compreende um número indeterminado de níveis superpostos. Assim, de baixo para cima, encontramos, sucessivamente: ''Šarinkavéni ''(o “Inferno”), ''Kivínti ''(o primeiro nível subterrâneo), ''Kamavéni ''(o mundo terrestre), ''Menkóri ''(o mundo das nuvens) e outras camadas que cobrem a terra e compõem o céu (1969: 81-90). O conjunto dos níveis celestes é denominado henóki, mas esse termo também é utilizado como sinônimo de céu, cuja denominação adequada é Inkite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com Weiss, mesmo esses níveis sendo inter-relacionados, os moradores de cada um deles experimentam seu mundo de uma maneira sólida. Assim, por exemplo, se tomamos como referência a nossa Terra (''Kamavéni''), residência dos homens mortais, o céu visível a partir dela constitui apenas o chão do nível imediatamente superior (''Menkóri'') cuja maior parte permanece fora da nossa percepção visual. Embaixo de Kamavéni, existem dois níveis: ''Kivínki ''(-1), residência de “bons espíritos”, e ''Šarinkavéni ''(-2) que, segundo o autor, pode ser qualificado como o “Inferno dos Campa”. Weiss salienta, no entanto, que o nível -1 é mencionado por poucos Ashaninka, muitos considerando que, abaixo da terra, só existe Šarinkavéni: o mundo dos demônios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cosmologia Ashaninka complica-se quando Weiss identifica os habitantes das diferentes camadas do universo, procurando explicar o papel desempenhado por cada um deles, suas diversas manifestações e suas relações com os Ashaninka. No céu, ou mais especificamente, em cima (''henóki''), vivem os bons espíritos. Essa categoria é chamada de amacénka e também ašanínka, ou seja, é tomada como extensão da própria autodenominação do povo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses espíritos são hierarquizados conforme o poder que lhes é atribuído e sua importância na cosmologia. Os mais poderosos são denominados Tasórenci e são considerados como verdadeiros deuses. Os Tasórenci têm o poder de transformar tudo através do sopro e formam o panteão ashaninka que criou e governa o universo. No topo dessa hierarquia está Pává (''Pawa''), o mais poderoso dos Tasórenci, pai de todas as criaturas do universo. Geralmente invisíveis aos olhos humanos, alguns Tasórenci podem, no entanto, aparecer na Terra revestindo-se de forma humana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os espíritos do Mal e os demônios, chamados genericamente ''Kamári'', habitam o nível mais inferior, onde vivem sob a autoridade suprema de ''Koriošpíri''. Mas esses espíritos maléficos não residem apenas em Šarinkavéni. Embora essa primeira camada da hierarquia apresente a maior concentração desses seres e abrigue os mais poderosos entre eles, os espíritos nefastos também se encontram, em vários lugares, no mundo habitado pelos homens. Na “nossa” Terra, o principal demônio é Mankóite, que tem sua moradia nas ribanceiras freqüentemente encontradas ao longo dos rios em território ashaninka. Ele se caracteriza por uma forma humana, mas geralmente permanece invisível. Um encontro com ele anuncia a morte. É interessante notar que, segundo Weiss, o Mankóite vive de maneira semelhante ao branco: suas casas têm os mesmos objetos, possuem mercadorias etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, a espiritualidade ashaninka apresenta um caráter extremamente dualista. No Cosmos hierarquizado por Pává, os espíritos são, geralmente, bons (amacénka ou ašanínka) ou maus (kamári). Tanto uns como outros manifestam sua presença de diferentes maneiras na Terra habitada pelos humanos. O ''šeripiari ''(xamã) atua como mediador entre os homens e essas diferentes camadas do cosmos. Com o auxílio do tabaco, da coca e do ''kamárampi ''(ayahuasca), ele procura comunicar-se com os espíritos bons e combater as forças diabólicas, mas também pode dispor seu poder a serviço do Mal (feitiçaria). Dessa forma, o plano em que vivem os homens não é habitado exclusivamente por seres humanos, animais e plantas. Ele apresenta-se como um mundo em equilíbrio frágil, onde os homens vivem constantemente assediados pelo confronto entre o Bem e o Mal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== No rio Amônia ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Ashaninka do rio Amônia também relatam uma visão do mundo construída a partir de uma estrutura do universo verticalmente hierarquizada e composta de camadas superpostas. O nível subterrâneo é associado à morte e aos espíritos do mal: kamari. Os índios pouco falam sobre esse mundo onde moram pessoas estranhas, algumas com um modo de vida semelhante ao do branco (casas, carros...) e que conseguem respirar na água. Os Ashaninka afirmaram que nenhum deles vive lá e que não gostam de pensar nesse lugar perigoso porque poderiam acordar os espíritos maléficos e chamá-los para o nosso mundo. Todos eles afirmam, no entanto, que essa camada existe e situa-se “embaixo” (''isawiki'') da nossa Terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora esse mundo esteja associado à morte e tenha sido qualificado por alguns como o “Inferno”, ele não é sempre apresentado como tal. Segundo o relato de Shomõtse, atualmente o Ashaninka mais idoso da aldeia Apiwtxa, o “Inferno” não se situaria nesse nível subterrâneo, mas estaria localizado no céu ou, mais exatamente, “em cima” (''henoki''), e não “embaixo” (''isawiki''). Lá existe um “grande buraco com água fervendo numa grande panela”. O dono desse lugar é Totõtsi, cuja principal tarefa é cozinhar os Ashaninka pecadores. A presença do “Inferno” em cima também se encontra em outros relatos, enquanto alguns informantes acreditam que esse lugar esteja situado debaixo da Terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como no caso exposto por Weiss, os Ashaninka do rio Amônia apresentam o céu como composto de várias camadas. No topo, em ''inkite'', encontra-se ''Pawa'', o Deus todo poderoso. Na camada imediatamente inferior, estão os Tasorentsi, que são vistos com características divinas: “eles são como um Deus, pegam qualquer coisa, sopram e transformam em outra coisa”. Num nível abaixo deles, sempre em henoki, encontram-se outros espíritos bons que, como os Tasorentsi, são os “verdadeiros filhos de Deus”. Segundo alguns informantes, essa camada do céu é chamada ''Pitsitsiroyki''. É onde Pawa seleciona entre os Ashaninka aqueles que reconhece como filhos. Segundo os Ashaninka do rio Amônia, esses “espíritos bons” que vivem em henoki podem todos ser considerados como itome Pawa (filhos de Pawa) e são chamados amatxenka ou asheninka.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para os Ashaninka do rio Amônia, Pawa é apresentado como o Deus criador de todo o universo. Às vezes, os Ashaninka se referem a ele como ''Paapa ''(pai). Direta ou indiretamente apoiado pelos seus filhos, ele criou a Terra, a floresta, os rios, os animais, os homens, o céu, as estrelas, o vento, a chuva... Na mitologia nativa, muitas dessas criações são, na realidade, transformações de pessoas ashaninka, filhos de Pawa, em outra coisa e foram realizadas através do sopro. Assim, nos tempos da criação do mundo, os animais, as plantas, os astros ou certos lugares ou fenômenos tinham uma aparência humana e eram, de uma maneira geral, filhos de Pawa. Em função do comportamento desses primeiros Ashaninka na Terra, o Deus e/ou os Tasorentsi transformaram-nos em outra coisa, ruim ou boa.&lt;br /&gt;
=== Sol e Lua ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na mitologia ashaninka, o gênero de Sol e Lua são opostos ao português, sendo o primeiro feminino e o segundo masculino. Segundo Weiss, Pawa teria nascido de uma relação sexual de Lua com uma mulher ashaninka que morreu queimada ao dar à luz a Sol. Desse modo, Lua é considerado o pai de ''Pawa''. Antes de subirem ao céu, durante muito tempo Sol e Lua viveram na terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lua ofereceu a mandioca (kaniri) aos Ashaninka que, até aquele momento, só se alimentavam de térmitas. Todavia, apesar de ser o pai de Sol e também considerado como Deus, Lua ocupa um status inferior a Sol em razão de suas atividades que o afastam da vida e o aproximam da morte. Ser canibal, Lua alimenta-se dos mortos e o destino dos Ashaninka é serem devorados por ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa relação de filiação entre a Lua e o Sol parece um pouco problemática entre os Ashaninka do rio Amônia. Kashiri não é sempre reconhecido como pai de Pawa, na medida em que muitos informantes afirmam, categoricamente, que este sempre existiu e criou tudo, inclusive Lua. Este é visto como um ser ambíguo, ao mesmo tempo considerado como um Deus fornecedor da mandioca (''kaniri''), mas também associado a um ser canibal que briga periodicamente com Sol (eclipses) e é associado ao mundo dos mortos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo os Ashaninka do rio Amônia, após a vida na Terra, os mortos (kamikari) vão, num primeiro momento, para o mundo “embaixo” (''isawiki''), onde permanecem por um tempo. Nas fases de lua nova, Kashiri ingere-os e leva-os para Pitsitsiroyki, onde os entrega a uma estrela. Esta é encarregada de lavá-los, perfumá-los e guardá-los até a visita de Pawa que, periodicamente, vem escolher entre os mortos os Ashaninka que ele reconhece como filhos legítimos e deseja guardar perto de si.&lt;br /&gt;
=== Os brancos ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa hierarquização do Cosmos e a dicotomia entre o Bem e o Mal são fundamentais para entender o lugar atribuído pelos Ashaninka aos “outros” e, principalmente, aos brancos. Toda a organização do Cosmos nativo está baseada nesse princípio estrutural composto por dois elementos ao mesmo tempo opostos e complementares. Assim, enquanto os Ashaninka são idealmente associados ao Bem, o branco mantém laços estreitos com os espíritos maléficos e as forças do mal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A visão do branco (wirakotxa) aparece com destaque na mitologia nativa. O primeiro wirakotxa de que os Ashaninka do rio Amônia afirmam ter conhecimento é o espanhol que surge de um lago, em decorrência de um ato de desobediência do Inka ao seu pai Pawa, e vem perturbar a ordem do universo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
Antigamente, o wirakotxa morava dentro de um lago. Aí, Inka foi pescar com outro Ashaninka. Era de madrugada. Aí, escutou galinha no fundo e disse: “Rapaz, vamos pegar isso”. “Não precisa não, fica assim mesmo, não vamos mexer não”. No outro dia, a mesma coisa. De novo, ouviu galinha, ouviu cachorro latir no fundo (...). Aí, Inka foi ver Pawa. “Não mexe não, meu filho”. Mas Inka não escutou e foi mariscar [pescar]. Escutava galinha assim bem pertinho, escutava cachorro. “Vou pegar galinha”. Aí, botou anzol com banana, pedaço assim (...) Aí, saiu galinha. Aí, botou de novo, saiu cachorro. Aí, escutou de novo barulho. Pegou banana e saiu Branco. Aí, wirakotxa subiu na Terra. Aí, Pawa ficou brabo e perguntou: “Por que tu foi buscar wirakotxa?”. “Papai, eu fui pegar galinha e wirakotxa saiu”. “Eu não quero esse branco pra cá junto com nós. Eu deixei ele pra lá mas tu gostou dele, agora pode ficar pra tu! Agora, eu vou embora e tu vai ficar com wirakotxa e trabalhar pra ele” &amp;lt;small&amp;gt;(Alípio, Ashaninka morador do rio Amônia)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O fato de Inka ter pescado a galinha e o cachorro antes do branco é considerado sinal de advertência de Pawa ao seu filho, para que ele interrompesse sua atividade infeliz. Esses animais, trazidos pelo branco, eram desconhecidos dos Ashaninka, que têm um acervo muito variado de mitos para explicar o surgimento da maioria dos animais. Estes eram, inicialmente, Ashaninka que perderam sua aparência humana e foram transformados em animais por Pawa ou pelos Tasorentsi. Todavia, a galinha (''txaapa'') e o cachorro (''otsitsi'') nunca foram Ashaninka. Eles surgiram do lago onde eram os fiéis companheiros do branco. Em alguns casos, a comparação com o cachorro foi usada por informantes para qualificar genericamente o branco e/ou seu comportamento: “feio como um cão”, “sovina como cachorro”, “fedorento como cachorro”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O surgimento do wirakotxa na Terra é portanto o resultado da desobediência do Inka a Pawa, que havia inicialmente separado os Ashaninka dos brancos. Na mitologia indígena, a irresponsabilidade do Inka é mais um exemplo de uma longa lista de erros cometidos pelos filhos de Pawa nos tempos originais. O conjunto desses erros explica a situação atual dos Ashaninka e as imperfeições do seu mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A importância desse evento é reforçada por muitos que consideram que foi em decorrência direta desse ato que o Deus Criador subiu ao céu. Cansado das sucessivas desobediências de seus filhos, Pawa teria decidido deixá-los sozinhos na Terra e morar no céu, onde permanece até hoje, usufruíndo de um mundo perfeito. Outros dizem que Pawa ainda ficou durante um tempo na terra, onde tentou construir um muro para separar os Ashaninka dos brancos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De uma maneira geral, a visão que os Ashaninka do rio Amônia constroem do branco pode assemelhar-se à categoria genérica dos espíritos malévolos, kamari. Como eles, o branco é associado à morte e às doenças (''matsiarentsi''). Os índios acreditam que as doenças são o resultado desses seres nefastos ou da atividade de um xamã maldoso através da feitiçaria. Frente às perigosas e desconhecidas doenças dos brancos (''mãtsiari wirakotxa''), a sabedoria do sheripiari é ineficaz.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:José Pimenta|José Pimenta]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Cultura material ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Ashaninka vestindo a kushma e outros paramentos. Foto: Mauro Almeida, s/d.|http://img.socioambiental.org/d/209640-1/ashaninka_8.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Ashaninka contam que sempre tiveram canoas (''pitotsi''), casas (''pãkotsi'') e roçados (''owãtsi'') com várias qualidades de mandioca (kaniri). Antigamente, as casas eram diferentes, tinham paredes e ficavam diretamente assentadas no chão. Hoje, são construídas sobre pilotis. Embora os brancos regionais também morem em casas elevadas, as dos Ashaninka, geralmente, não têm paredes ou divisões e são cobertas com palha, enquanto os ''wirakotxa ''ribeirinhos usam alumínio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diferentemente da maioria dos outros grupos indígenas das terras baixas sul-americanas, os Ashaninka sempre usaram roupas. Veste tradicional ashaninka, a ''kushma ''constitui um elemento importante na diferenciação étnica. Cabe notar que a palavra “''kushma''” é de origem quéchua e, embora ela seja também usada pelos índios, os Ashaninka têm o termo “''kitharentsi''”, que é utilizado para se referir tanto à vestimenta como ao tear e ao tecido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foram as filhas de ''Pawa ''que ensinaram as mulheres ashaninka a tecer e a fazer a vestimenta. Para os homens, o decote tem uma forma de “V”, enquanto o das mulheres é em “U”. A roupa masculina apresenta listas verticais coloridas, que são obtidas após o tingimento da linha de algodão. Na ''kushma'' feminina, as linhas são horizontais. Os motivos realizados a partir dos corantes vegetais também são diferentes. Na túnica dos homens, eles são tecidos e representam detalhes corporais de animais: cara de arara, rabo de bico-de-jaca, características de larvas, pássaros, peixes... Na ''kushma ''feminina, os desenhos são pintados e representam pássaros, larvas, peixes e, sobretudo, onças e cobras... Depois de um certo tempo de uso, ambas as vestimentas são tingidas com casca de mogno e lama, o que lhes dá uma cor marrom/preta. A diferença mais significativa entre as duas ''kushma ''é que a túnica do homem ainda é realizada tradicionalmente com o algodão (''ãpe'') tecido no tear, enquanto as mulheres usam tecido industrializado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Mulher ashaninka confeccionando uma kushma. Foto: Beto Ricardo , s/d.|http://img.socioambiental.org/d/209643-1/ashaninka_9.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O chapéu (''amatherentsi'') é feito com uma palha de palmeira de cocão (kõtaki) e enfeitado com penas de arara. Se seu uso na Terra Indígena é restrito, mas ao prepararem sua bagagem para as viagens fora da aldeia, as lideranças, junto com a ''kushma'', geralmente, não esquecem o chapéu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ''txoshiki ''é um tipo de colar confeccionado com várias espécies de sementes nativas. Usados a tiracolo em diagonal, com muitas voltas, eles são, geralmente, enfeitados com adornos (thatane) que caem nas costas. Esses adornos são feitos com sementes, cascas de castanhas ou penas (arara, papagaio, tucano, mutum...). Entre os vários modelos de colares, o ''kenpiro ''reproduz os desenhos e as cores da serpente e é considerado o ''txoshiki ''original e o mais tradicional pelos Ashaninka.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre os instrumentos musicais, os Ashaninka destacam os tambores (''tãpo'') e a flauta de tipo ''sõkari''. O tambor, de tamanho variável, é feito de madeira de cedro. O tronco é escavado e recoberto dos dois lados com couro de porquinho, queixada ou de várias espécies de macaco (preto, prego, barrigudo...), mais raramente, de arraia. O couro é amarrado à madeira com uma corda de fibra natural (imbaúba). A batida é feita com baquetas confeccionadas em madeira ou com o osso de um macaco, geralmente o fêmur. O ''sõkari ''é uma flauta de pã composta por cinco canos de bambu, amarrados com uma corda feita a partir da linha de algodão. O bambu utilizado é de uma espécie que os índios chamam de “shawope” e que vão buscar no Alto Juruá peruano. O ''sõkari ''é geralmente tocado pelos homens mais velhos e tem uma simbólica importante. Os informantes contam que ele é usado para homenagear ''Pawa ''e se distingue das outras flautas, como o ''showiretsi ''ou totama que são tocadas no piyarentsi, simplesmente para dançar.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:José Pimenta|José Pimenta]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Rituais ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Pintura facial em mulher ashaninka no rio Amônea. Foto: Mauro Almeida, 1983.|http://img.socioambiental.org/d/209652-1/ashaninka_10.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre os Ashaninka, tanto a bebida feita de ayuaska como o ritual são chamados ''kamarãpi ''(vômito, vomitar). A cerimônia é sempre realizada à noite e pode se prolongar até de madrugada. Um Ashaninka pode consumir o chá sozinho, em família ou convidar um grupo de amigos, mas, geralmente, as reuniões são constituídas de grupos pequenos (cinco ou seis pessoas). O ''kamarãpi ''se caracteriza pelo respeito e silêncio e contrasta fortemente com a animação festiva do ritual ''piyarentsi''. A comunicação entre os participantes é mínima e apenas os cantos, inspirados pela bebida, vêm romper o silêncio da noite. Contrariamente ao ''piyarentsi'', esses cantos sagrados do ''kamarãpi ''não são acompanhados por nenhum instrumento musical. Eles permitem aos Ashaninka comunicarem-se com os espíritos, agradecerem e homenagearem Pawa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ''kamarãpi ''é um legado de Pawa, que deixou a bebida para que os Ashaninka adquirissem o conhecimento e aprendessem como se deve viver na Terra. As respostas a todas as perguntas dos homens estão acessíveis com o aprendizado xamânico, que é realizado através do consumo regular e repetitivo da bebida, durante anos. A formação do xamã (sheripiari), no entanto, nunca pode ser considerada como concluída. Se a experiência lhe confere respeito e credibilidade, ele está sempre aprendendo. É através do ''kamarãpi ''que o sheripiari realiza suas viagens nos outros mundos e adquire a sabedoria para curar os males e as doenças que afetam a comunidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cura realizada através do ''kamarãpi ''é eficaz apenas para as doenças nativas causadas, geralmente, por meio da feitiçaria. Contra as “doenças de branco” os Ashaninka só podem lutar com o auxílio de remédios industrializados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ''piyarentsi'', por sua vez, possui uma dimensão mais marcadamente festiva, mas também possui dimensões econômicas, políticas e religiosas. O ritual constitui o principal modo de sociabilidade e de interação social entre os grupos familiares. Nos ''piyarentsi ''discute-se de tudo: casamentos, brigas, caçadas, problemas com os brancos, projetos etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Apiwtxa, a organização de um ou vários ''piyarentsi ''ocorre com muita freqüência, geralmente todos os finais de semana. O convite para beber tem o caráter de uma obrigação social e rejeitá-lo é considerado uma ofensa. Após contar com a ajuda do homem para arrancar a mandioca, a mulher é a única responsável pela preparação da bebida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Descascada, lavada e cozida, a mandioca (''kaniri'') é posta numa grande gamela (intxatonaki), onde é desmanchada com uma pá de madeira (''intxapatari''). Uma pequena porção é posta na boca e mastigada até adquirir consistência de pasta, momento em que é jogada na gamela. Este processo se repete com toda a mandioca. A gamela é então recoberta por folhas de bananeira e a massa deixada em fermentação de um a três dias. O convite é feito, geralmente, pelo marido, que passa de casa em casa avisando aos outros chefes de família que haverá ''piyarentsi''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os Ashaninka da aldeia participam da festa, em que bebem grandes quantidades de ''piyarentsi''. Embriagar-se nessa ocasião é sempre um objetivo e motivo de orgulho. Os homens demonstram sua resistência física, passando dias e noites bebendo, indo de casa em casa, sem dormir. No auge da embriaguez, os Ashaninka tocam suas músicas, dançam, riem. Afirmam que fazem ''piyarentsi ''para homenagear Pawa, que se alegra vendo os seus filhos felizes. Foi durante uma reunião de ''piyarentsi'' que Pawa reuniu seus filhos, embebedou-os e realizou as grandes transformações antes de deixar a Terra e subir ao céu (Mendes 1991: 108).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, se as assembléias comunitárias aparecem como novos rituais gerados pela situação de contato, é ainda no ''piyarentsi ''que se fortalece tanto a política interna como externa. Além de conversarem sobre os assuntos do cotidiano da comunidade, no ''piyarentsi ''os Ashaninka discutem os projetos e é também aí que tentam conscientizar os parentes recém-chegados do Peru, explicando com orgulho a história da comunidade e sua organização.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:José Pimenta|José Pimenta]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Organização social ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Foto: Terri Vale de Aquino, 1982.|http://img.socioambiental.org/d/209655-1/ashaninka_11.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A luta contra a exploração madeireira e pela demarcação da Terra Indígena causou transformações importantes na organização social e política dos Ashaninka do rio Amônia. Desde o início do século XXI, a maioria dos índios vem mudando seu padrão de assentamento, tradicionalmente disperso pelas margens dos rios e igarapés, para juntarem-se numa comunidade. Essa mudança afetou a organização política interna. Novas instituições, como a cooperativa e a escola, foram criadas para concretizar as reivindicações indígenas e ocupam hoje um lugar central na vida social dos índios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a criação da associação Apiwtxa, os novos líderes que surgiram durante a luta pela demarcação da área tornaram-se os mediadores entre os Ashaninka e os diferentes setores do indigenismo (Funai, ONGs, Governo do Estado etc.) e desenham hoje os caminhos da política interétnica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas mudanças na política interna e na organização social dos Ashaninka do rio Amônia resultam de fatores externos, mas também revelam a dinâmica e a criatividade da própria sociedade ashaninka, que incorporou esses novos modelos reinterpretando sua estrutura social tradicional. Assim, por exemplo, o agrupamento na aldeia Apiwtxa juntou várias famílias em torno de Antônio Pianko, mas o padrão de assentamento permaneceu organizado em pequenos grupos domésticos. De modo semelhante, os novos líderes ocupam um espaço privilegiado na política do contato interétnico, mas não substituíram os mecanismos da antiga &amp;quot;chefia&amp;quot;, cujas atribuições também são limitadas e garantem a liberdade de cada família.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com um padrão de assentamento tradicionalmente disperso, a organização social ashaninka é muito flexível. A unidade social é a família nuclear, geralmente composta pelo marido, esposa e seus filhos. Essas famílias nucleares podem agrupar-se em torno de um homem mais velho (um pai ou um avô) constituindo um grupo doméstico. Esses pequenos agrupamentos de casas compõem-se, geralmente, de uma a seis famílias nucleares ligadas por relações de afinidade e consangüinidade. Os grupos domésticos caracterizam-se por uma grande reciprocidade e pela cooperação econômica entre as diferentes famílias nucleares, tais como trabalhos em conjunto nos roçados e repartição da caça. Eles podem ser considerados como a maior unidade política estável da sociedade ashaninka (Weiss 1969: 40).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um conjunto de grupos domésticos pode agrupar-se sob a influência de um &amp;quot;chefe&amp;quot; para formar o que os Ashaninka chamam de ''nampitsi ''e que Mendes define como “território político” (Mendes 1991: 26). O tamanho de um ''nampitsi ''é muito variável e suas fronteiras não são sempre bem delimitadas. Os grupos domésticos que compõem esses territórios políticos podem morar distantes uns dos outros ou agrupar-se numa comunidade. Um ''nampitsi ''também pode coincidir com os limites de um grupo doméstico ou com uma família extensa. No seu interior, a cooperação econômica entre os grupos é mínima, embora seus membros possam juntar-se para participar de pescarias ou caçadas coletivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ritual do ''piyarentsi ''é o principal modo de interação social no interior do ''nampitsi''. A estrutura desses territórios políticos é muito flexível, assegurando ao mesmo tempo a independência e a liberdade de seus componentes e uma solidariedade política interna. Vários fatores contribuem para a ampliação, redução ou fissão de um ''nampitsi'': prestígio do &amp;quot;chefe&amp;quot;, mortes, conflitos entre famílias, casamentos... O sistema de troca tradicional ''ayõpari ''permite o estabelecimento de alianças entre diversos ''nampitsi'', criando uma solidariedade étnico-política maior que pode ser mobilizada em função das circunstâncias históricas e até estender-se a outros grupos indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante salientar que a figura do &amp;quot;chefe&amp;quot; não é sempre encontrada na sociedade ashaninka e a instituição da chefia, quando existe, também apresenta uma grande flexibilidade. Quando existe, o &amp;quot;chefe&amp;quot; pode ser identificado pelo termo ''kuraka'' (ou ''curaca''), de origem quéchua, ou pela palavra ashaninka pinkatsari.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre os Ashaninka do Amônia, essas duas definições estão presentes. Todavia, muitos afirmam que o pinkatsari não é necessariamente um &amp;quot;chefe&amp;quot; ou kuraka. O pinkatsari é um ãtarite (“aquele que sabe”), mas um guerreiro (''owayiri''), um xamã (''sheripiari'') ou um homem velho que se destaca por sua sabedoria e experiência também pode ser qualificado de pinkatsari, sem necessariamente ser ''kuraka'' ou &amp;quot;chefe&amp;quot;. Dessa forma, podemos levantar a hipótese de que não existe palavra na língua ashaninka para designar &amp;quot;chefe&amp;quot;, o termo de origem quéchua kuraka sendo o único unanimemente reconhecido para qualificar essa função.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:José Pimenta|José Pimenta]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Política interétnica e desenvolvimento sustentável [vídeo] ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left &lt;br /&gt;
|Milton Nascimento com Benki Pianko Ashaninka, por ocasião da visita do cantor à aldeia Apiwtxa. Foto: Beto Ricardo, 1989.&lt;br /&gt;
|http://img.socioambiental.org/d/209663-1/ashaninka_12.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cooperativa criada pelos Ashaninka do rio Amônia começou a funcionar em 1987, com recursos da Funai. Os Ashaninka também receberam, entre novembro de 1989 e fevereiro de 1990, um recurso da Gaia Foundation (ONG ambientalista britânica) que lhes permitiu adquirir um batelão e dispor de um pequeno capital de giro. Posteriormente foram apoiados pelo BNDES.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início dos anos 1990, os Ashaninka passaram a investir na produção de artesanato, cujo comércio era favorecido naquele contexto pela visibilidade política e midiática da Aliança dos Povos da Floresta. Durante a ECO-92 no Rio de Janeiro, por exemplo, se vendeu artesanato ashaninka no âmbito da Aliança. Nos anos seguintes, firmaram parcerias com a loja paulistana Amoa-Konoya, com a empresa americana Aveda e com a Funai (lojas Artíndia e projeto Moitará, com exposição e comércio do artesanato em Brasília).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até hoje, a produção e venda de artesanato representam de 70 a 80% do capital da cooperativa e são a principal atividade comercial dos Ashaninka. Todavia, a despeito do capital advindo com esse comércio, o acesso dos Ashaninka aos manufaturados permanece, por sua própria escolha, restrito a produtos indispensáveis: sal, munição, linha de pescar, anzóis, terçados, sabão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para oferecer um dispositivo legal capaz de negociar e executar projetos, bem como defender os interesses dos Ashaninka do rio Amônia, em 1991 foi criada a associação Apiwtxa, oficialmente registrada em 1993.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O processo de afirmação da etnicidade e de revitalização cultural aparece de maneira significativa na área de educação escolar através da idéia de “educação diferenciada” e do projeto promovido desde 1997 pelas lideranças da Apiwtxa de criar uma “escola tradicional”. Recentemente, os Ashaninka também se apropriaram do uso do vídeo para registrar momentos importantes da comunidade e seus conhecimentos tradicionais. A escola e o vídeo, instrumentos da sociedade ocidental, adquiriram com os Ashaninka do rio Amônia um novo significado. Assim, os instrumentos dos brancos foram reinterpretados pelos índios e servem hoje para fortalecer suas tradições culturais e afirmar a identidade étnica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois da demarcação da Terra Indígena, em 1992, os Ashaninka do rio Amônia passaram também a executar uma série de projetos de desenvolvimento sustentável com diferentes parceiros do indigenismo, em busca de alternativas para a exploração madeireira. Iniciaram uma política ambiciosa de proteção e recuperação ambiental de seu território e procuraram comercializar alguns de seus recursos naturais, produzidos de maneira sustentável. Assim, no novo contexto do indigenismo, marcado pelo crescimento das preocupações ambientais, os Ashaninka do rio Amônia encontraram novos caminhos para proteger seu meio ambiente e, ao mesmo tempo, tirar benefícios de seus recursos naturais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;well&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
''' &amp;quot;A gente luta mas come fruta&amp;quot;''', vídeo de Valdete Pinhanta como parte do projeto &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.videonasaldeias.org.br&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;Vídeo nas Aldeias&amp;lt;/htmltag&amp;gt;, mostra o manejo agroflorestal realizado pelos Ashaninka da aldeia APIWTXA no rio Amônia, Acre. No filme eles registram, por um lado, seu trabalho para recuperar os recursos da sua reserva e repovoar seus rios e suas matas com espécies nativas, e por outro, sua luta contra os madeireiros que invadem sua área na fronteira com o Peru.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;embed-responsive embed-responsive-16by9&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;htmltag allowfullscreen=&amp;quot;&amp;quot; class=&amp;quot;embed-responsive-item&amp;quot; frameborder=&amp;quot;0&amp;quot; gesture=&amp;quot;media&amp;quot; height=&amp;quot;315&amp;quot; src=&amp;quot;https://www.youtube.com/embed/HYkMExeSMdU&amp;quot; tagname=&amp;quot;iframe&amp;quot; width=&amp;quot;560&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Junto com a CPI (Centro de Pesquisa Indigenista, ONG que já não mais existe), a associação ashaninka elaborou um projeto para o aproveitamento de óleos e essências de palmeiras nativas da região. Mais de cinqüenta produtos, entre óleos, folhas, polpas, castanhas e outros foram pesquisados e catalogados durante os três anos do projeto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1994, ainda no âmbito da Aliança dos Povos da Floresta, os Ashaninka obtiveram da embaixada dos Países Baixos um projeto de vigilância e conservação ambiental que financiou uma infra-estrutura mínima para a proteção do território indígena contra as invasões. Em 1995 e 1996, os Ashaninka do rio Amônia experimentaram a coleta de sementes de árvores nativas. Voltada para o mercado de reflorestamento, a produção foi encaminhada ao IPEF (Instituto de Pesquisa e Estudos Florestais), da ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luis de Queiroz), em Piracicaba (SP). Pelo acordo de parceria, o instituto era encarregado da comercialização das sementes e, após a cobrança de uma taxa de 25% para as despesas de armazamento e conservação, repassava o valor restante para a Apiwtxa de acordo com as vendas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1999, ao mesmo tempo em que coletavam castanha de murmuru (palmeira: astrocaryum sp) para a empresa Tawaya, os Ashaninka trabalharam com um cipó denominado regionalmente de “espera-aí” (uncaria tomertosa). A produção de cerca de 25 toneladas foi encomendada e vendida para a empresa Biosapiens, que tem uma representação em Cruzeiro do Sul.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No ano 2000, em cooperação com a Secretaria de Coordenação da Amazônia do Ministério do Meio-Ambiente (SCA-MMA), com o governo do Estado do Acre e com financiamentos do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável), a Apiwtxa implementou um projeto de apicultura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda em 2000, os Ashaninka do rio Amônia encaminharam um ambicioso projeto de “manejo de sistemas agroflorestais e recuperação ambiental de áreas degradadas” ao PD/A (Projetos Demonstrativos tipo A, um dos sub-programas do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A preocupação dos Ashaninka com o meio ambiente e o uso sustentável de seus recursos também é visível em relação à fauna. Após os danos causados pela exploração madeireira, as pescarias e as caçadas predatórias realizadas pelos posseiros brancos, os Ashaninka iniciaram por conta própria um plano de manejo da fauna na Terra Indígena. Muitos animais, como o tracajá (shenpiri), quase desapareceram da região durante a década de 1980.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1993, numa reunião comunitária, os Ashaninka discutiram o manejo do tracajá e decidiram proibir a coleta de ovos e o consumo da carne do animal durante um período de três anos. A população de tracajás, que estava em extinção no rio Amônia, aumentou novamente. Por meio do Projeto de Manejo para Reprodução de Quelônios, realizado em parceria com o Ibama e a ONG SOS Amazônia, desde 2003 os Ashaninka promovem uma festa todos os anos, com a presença de autoridades do mundo dos brancos, no dia da soltura de centenas de quelônios para repovoamento nos rios da TI do Amônea.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os índios também proibiram o uso do veneno waakashi (timbó) nas pescarias realizadas no rio Amônia e nos principais igarapés para preservar os peixes. Como a pesca, a caça também foi alvo de importantes iniciativas destinadas a repovoar a floresta com os animais tradicionalmente caçados pelos Ashaninka. Desde 1992, as lideranças da Apiwtxa afirmam proceder a uma rotatividade das áreas de caça e estabeleceram zonas de refúgio para os animais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, ao longo dos últimos quinze anos, a Apiwtxa obteve financiamentos de diversas fontes e iniciou parcerias que possibilitaram a implementação de alternativas econômicas respeitosas ao meio ambiente. Os Ashaninka do rio Amônia não só adotaram o “rumo da sustentabilidade”, como são considerados hoje um exemplo muito bem sucedido da nova orientação política do desenvolvimento amazônico, buscando conciliar a preservação da natureza com alternativas econômicas viáveis para a comunidade. Não por acaso, o índio ashaninka Francisco da Silva Pianko em 2001 era secretário do Meio Ambiente do município de Marechal Taumaturgo, cargo hoje ocupado por seu irmão Benki Pianko. Francisco, desde 2003, ocupa o cargo de Secretário do Estado dos Povos Indígenas do Acre.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:José Pimenta|José Pimenta]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Invasão madeireira ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a longa luta, nos anos 1980, contra a exploração madeireira mecanizada em suas terras, os Ashaninka do rio Amônia passaram a enfrentar novamente esse problema a partir do final de 2000, quando madeireiras peruanas começaram a invadir seu território ao longo da fronteira brasileiro-peruana. A despeito de lutarem de maneira incansável contra essa situação, até hoje as madeireiras continuam atuando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Ashaninka estimam que cerca de 15% da Terra Indígena, ao longo do limite mais ocidental, tenha sido invadida nos últimos quatro anos por madeireiros peruanos, que abriram uma série de caminhos e varadouros dentro da área. Além da exploração ilegal de madeira, o Ibama também identificou pequenos acampamentos de peruanos ao longo da fronteira internacional e dentro dos limites da TI Kampa do Rio Amônia, onde parecem estar em operação laboratórios temporários de refino de pasta base de coca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de uma série de reivindicações indignadas dos Ashaninka, as autoridades começaram a se articular para tomar providências. Assim, desde 2001 existem discussões no plano governamental entre os dois países, no âmbito do Grupo de Trabalho Binacional sobre Cooperação Amazônica e desenvolvimento fronteiriço Brasil-Peru. Desde 2003, os governos do Acre e Ucayali, no âmbito da Secretaria Técnica para a Integração Acre-Ucayali, vêm discutindo a situação da fronteira do Alto-Juruá. ONGs indígenas, indigenistas e ambientalistas dos dois países também participam dessas discussões políticas e multiplicam iniciativas conjuntas no âmbito do projeto &amp;quot;Conservação Transfronteiriça da Região da Serra Divisor (Brasil-Peru)&amp;quot;. De julho/2004 a julho/05, 22 acampamentos ilegais foram destruidos, 65 pessoas (62 peruanos e 3 brasileiros) foram presas e foram apreendidas e destruidas 6 mil m³ de madeiras nobres, além de couros de animais e jabutis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da intervenção crescente das autoridades, a situação ainda não está controlada e os Ashaninka da Terra Indígena Kampa do rio Amônia continuam ameaçados. Ao longo dos últimos anos, a pressão crescente dos madeireiros peruanos vem, inclusive, estimulando conflitos entre os índios Amahuaka e famílias Ashaninka que vivem em comunidades do Alto Juruá peruano. Os Ashaninka explicaram que os conflitos acontecem porque as madeireiras que atuam na fronteira estão diminuindo o espaço territorial dos &amp;quot;índios arredios&amp;quot;. As empresas madeireiras derrubam a floresta com maquinário pesado, que espanta a caça, e as armas de fogo dos trabalhadores empurram os índios que vivem “isolados” em direção às aldeias ashaninkas e kaxinawá espalhadas em ambos lados da fronteira brasileiro- peruana.&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:José Pimenta|José Pimenta]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Nota sobre as fontes ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Aldeia das Terras Altas, Igarapé do Breu. Foto: Arno Vogel, 1978.|http://img.socioambiental.org/d/209666-1/ashaninka_13.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As teses de doutorado de Elick (1969), Weiss (1969) e de Bodley (1970), assim como o livro de Varese (1968), constituem as referências antropológicas básicas sobre os Ashaninka. Esses antropólogos realizaram suas pesquisas em aldeias peruanas. Após um capítulo histórico e uma caracterização do meio-ambiente, Elick oferece ao leitor um estudo de vários aspectos da cultura indígena: atividades de subsistência, alimentação, cultura material, organização social e cosmologia. Esse tema da cosmologia foi o enfoque principal de Weiss, enquanto Bodley orientou mais seu estudo para as relações dos Ashaninka com as frentes de colonização e o meio-ambiente. Enfim, Varese focaliza sua análise sobre a história do povo. Além desses trabalhos clássicos, existem outros escritos apresentando de uma maneira geral a cultura ashaninka, como o de Graig (1967), ou analisando aspectos particulares dessa sociedade, como as atividades de subsistência (Denevan 1974).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se os Ashaninka situados no Peru foram sujeitos a vários estudos, o conhecimento antropológico sobre o povo no Acre ainda é muito limitado. Excluindo alguns relatórios da Funai, a literatura etnográfica se resume a uma apresentação geral do povo realizada por Mendonça (1991) e a três dissertações de mestrado. Woodward (1991), Mendes (1991) e Ioris (1996). Woodward estudou os cantos e o xamanismo entre algumas famílias do rio Amônia e Breu. Mendes realizou uma etnografia pioneira com os Ashaninka do rio Amônia, focalizando sua atenção no ritual do piyarentsi. Ioris estudou o grupo do rio Envira em suas relações com a Funai e os índios isolados da região.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha tese de doutorado, concluída enm 2002, procura desvendar as construções peculiares que os Ashaninka do rio Amônia fazem de sua história e da política interétnica, mostrando como esse povo indígena viveu, degeriu e reinterpretou o contato com a sociedade branca em função das contingências históricas e de sua própria especificidade cultural. O trabalho revela como os Ashaninka do rio Amônia se apropriam de maneira original e criativa de vários elementos do mundo e do discurso ocidental para afirmar sua diferença étnica frente aos outros e suas reivindicações políticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;well&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Contato direto ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://apiwtxa.blogspot.com/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;Conheça o blog&amp;lt;/htmltag&amp;gt; organizado e mantido pela Apiwtxa - Associação do Povo Ashaninka do Rio Amônia. Para acompanhar pelo Twitter: &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://twitter.com/apiwtxa&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;http://twitter.com/apiwtxa&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:José Pimenta|José Pimenta]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes de informação ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;well&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
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*  TIZON, Judy. Transformaciones en la Amazonía : estatus, genero y cambio entre los ashaninka. Amazonía Peruana, Lima : CAAAP, v. 12, n. 24, p. 105-23, jun. 1994.&lt;br /&gt;
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*  WOODWARD, Hope Draper. Ashaninca shamanic healing ritual and song. Austin : Univ. of Texas, 1991. 114 p. (Tese de Mestrado)&lt;br /&gt;
*  ZARZAR, Alonso; RAMON, Luis. Relaciones intertribales en el bajo Urubamba y Alto Ucayali. Lima : CIPA, 1983.&lt;br /&gt;
*  ZOLEZZI, Enrique Rojas. Los Ashaninka: Un pueblo tras el bosque. Contribución a la etnología de los Campa de la Selva Central. Lima : Pontifícia Universidade Católica dDel Peru, 1994.&lt;br /&gt;
*  No tempo das chuvas. Dir.: Isaac Ashaninka et al. Vídeo Cor, 38 min., 2000. Prod.: CTI.&lt;br /&gt;
*  Shomãtsi. Dir.: Valdete Pinhanta Ashenika. Vídeo Cor, VHS NTSC, 42 min., 2001. Prod.: Vídeo nas Aldeias.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
== VÍDEOS ==&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
== Ver também ==&lt;br /&gt;
[https://arte.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/sebastiao-salgado/ashaninkas/vencedores-de-varias-lutas-indios-guerreiros-do-acre-encaram-novos-invasores/ Especial Sebastião Salgado na Amazônia - Ashaninka]&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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{{#set:Data verbete=2005-09-01}}&lt;br /&gt;
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{{#set:Povo Id=136}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/noinclude&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=L%C3%ADnguas&amp;diff=7719</id>
		<title>Línguas</title>
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		<updated>2023-06-21T18:14:02Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Título | Línguas}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente, mais de 160 línguas e dialetos são falados pelos povos indígenas no Brasil. Elas integram o acervo de quase sete mil línguas faladas no mundo contemporâneo (SIL International, 2009). Antes da chegada dos portugueses, contudo, só no Brasil esse número devia ser próximo de mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No processo de colonização, a língua Tupinambá, por ser a mais falada ao longo da costa atlântica, foi incorporada por grande parte dos colonos e missionários, sendo ensinada aos índios nas missões e reconhecida como Língua Geral ou Nheengatu. Até hoje, muitas palavras de origem Tupi fazem parte do vocabulário dos brasileiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da mesma forma que o Tupi influenciou o português falado no Brasil, o contato entre povos faz com que suas línguas estejam em constante modificação. Além de influências mútuas, as línguas guardam entre si origens comuns, integrando famílias linguísticas, que, por sua vez, podem fazer parte de divisões mais englobantes - os troncos linguísticos. Se as línguas não são isoladas, seus falantes tampouco. Há muitos povos e indivíduos indígenas que falam e/ou entendem mais de uma língua; e, não raro, dentro de uma mesma aldeia fala-se várias línguas - fenômeno conhecido como multilinguismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em meio a essa diversidade, apenas 25 povos têm mais de cinco mil falantes de línguas indígenas: [[Povo:Apurinã | Apurinã]], [[Povo:Ashaninka | Ashaninka]], [[Povo:Baniwa | Baniwa]], [[Povo:Baré | Baré]] , [[Povo:Chiquitano | Chiquitano]], [[Povo:Guajajara | Guajajara]], [[Povo:Guarani | Guarani]]  ([[Povo:Guarani Ñandeva | Ñandeva]], [[Povo:Guarani Kaiowá | Kaiowá]], [[Povo:Guarani Mbya | Mbya]]), [[Povo:Galibi do Oiapoque | Galibi do Oiapoque]], [[Povo:Ingarikó | Ingarikó]], [[Povo:Huni Kuin (Kaxinawá) | Huni Kuin]],  [[Povo:Kubeo | Kubeo]], [[Povo:Kulina | Kulina]], [[Povo:Kaingang | Kaingang]], [[Povo:Mebêngôkre (Kayapó) | Mebêngôkre]],[[Povo:Macuxi |  Macuxi]], [[Povo:Munduruku | Munduruku]], [[Povo:Sateré Mawé | Sateré Mawé]], [[Povo:Taurepang | Taurepang]],[[Povo:Terena | Terena]], [[Povo:Ticuna | Ticuna]], [[Povo:Timbira | Timbira]], [[Povo:Tukano | Tukano]],[[Povo:Wapichana | Wapichana]], [[Povo:Xavante | Xavante]], [[Povo:Yanomami | Yanomami]], e [[Povo:Ye'kwana | Ye'kwana]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conhecer esse extenso repertório tem sido um desafio para os linguistas, assim como mantê-lo vivo e atuante tem sido o objetivo de muitos projetos de educação escolar indígena.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Troncos e famílias==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre as cerca de 160 línguas indígenas que existem hoje no Brasil, umas são mais semelhantes entre si do que outras, revelando origens comuns e processos de diversificação ocorridos ao longo do tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os especialistas no conhecimento das línguas (lingüistas) expressam as semelhanças e as diferenças entre elas através da idéia de troncos e famílias lingüísticas. Quando se fala em tronco, têm-se em mente línguas cuja origem comum está situada há milhares de anos, as semelhanças entre elas sendo muito sutis. Entre línguas de uma mesma família, as semelhanças são maiores, resultado de separações ocorridas há menos tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja o exemplo do português:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Img&lt;br /&gt;
|12&lt;br /&gt;
|https://img.socioambiental.org/d/282521-2/portugues.jpg|&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No que diz respeito às línguas indígenas no Brasil, por sua vez, há dois grandes troncos - Tupi e Macro-Jê - e 19 famílias lingüísticas que não apresentam graus de semelhanças suficientes para que possam ser agrupadas em troncos. Há, também, famílias de apenas uma língua, às vezes denominadas “línguas isoladas”, por não se revelarem parecidas com nenhuma outra língua conhecida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante lembrar que poucas línguas indígenas no Brasil foram estudadas em profundidade. Portanto, o conhecimento sobre elas está permanentemente em revisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conheça as línguas indígenas brasileiras, agrupadas em famílias e troncos, de acordo com a classificação do professor Ayron Dall’Igna Rodrigues. Trata-se de uma revisão especial para o ISA (setembro/1997) das informações que constam de seu livro ''Línguas brasileiras – para o conhecimento das línguas indígenas'' (São Paulo, Edições Loyola, 1986, 134 p.).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Tronco Tupi===&lt;br /&gt;
{{Img&lt;br /&gt;
|12&lt;br /&gt;
|https://img.socioambiental.org/d/282528-3/tronco-tupi.gif|Famílias linguísticas do tronco Tupi.&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br style=&amp;quot;clear: both;&amp;quot;/&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Tronco Macro-jê===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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|12&lt;br /&gt;
|https://img.socioambiental.org/d/282531-3/tronco_macro-je.gif|Famílias linguísticas do tronco Macro-Jê&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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===Outras famílias===&lt;br /&gt;
{{Img&lt;br /&gt;
|12&lt;br /&gt;
|https://img.socioambiental.org/d/296893-1/outras-familias.jpg|Outras famílias linguísticas&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br style=&amp;quot;clear: both;&amp;quot;/&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Comparando palavras diferentes===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja exemplos de como os lingüistas descobrem línguas &amp;quot;aparentadas&amp;quot;:&lt;br /&gt;
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            &amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Awetí &amp;lt;small&amp;gt;(família Awetí)&amp;lt;/small&amp;gt;&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Munduruku &amp;lt;small&amp;gt;(família Munduruku)&amp;lt;/small&amp;gt;&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Karitiana &amp;lt;small&amp;gt;(família Arikém)&amp;lt;/small&amp;gt;&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Tupari &amp;lt;small&amp;gt;(família Tupari)&amp;lt;/small&amp;gt;&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Gavião &amp;lt;small&amp;gt;(família Mondé)&amp;lt;/small&amp;gt;&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Parintintin&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Karutana&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Warekena&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Tariana&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Baré&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Palikur&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Wapixana&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Apurinã&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Waurá&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Yawalapití&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Multilinguismo ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;p class=&amp;quot;lead&amp;quot;&amp;gt; Texto adaptado de '''Aryon Dall´Igna Rodrigues''' – ''Línguas brasileiras: para o conhecimento das línguas indígenas''.  Edições Loyola, São Paulo, 1986 &amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os povos indígenas sempre conviveram com situações de multilingüismo. Isso quer dizer que o número de línguas usadas por um indivíduo pode ser bastante variado. Há aqueles que falam e entendem mais de uma língua ou que entendem muitas línguas, mas só falam uma ou algumas delas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, não é raro encontrar sociedades ou indivíduos indígenas em situação de bilingüismo, trilingüismo ou mesmo multilingüismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível nos depararmos, numa mesma aldeia, com indivíduos que só falam a língua indígena, com outros que só falam a língua portuguesa e outros ainda que são bilíngües ou multilíngües. A diferença lingüística não é, geralmente, impedimento para que os povos indígenas se relacionem e casem entre si, troquem coisas, façam festas ou tenham aulas juntos. Um bom exemplo disso se encontra entre os índios da família lingüística Tukano, localizados em grande parte ao longo do rio Uaupés, um dos grandes formadores do rio Negro, numa extensão que vai da Colômbia ao Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre esses [[Povo:Etnias do Rio Negro | povos habitantes do rio Negro]], os homens costumam falar de três a cinco línguas, ou mesmo mais, havendo poliglotas que dominam de oito a dez idiomas. Além disso, as línguas representam, para eles, elementos para a constituição da identidade pessoal. Um homem, por exemplo, deve falar a mesma língua que seu pai, ou seja, partilhar com ele o mesmo “grupo lingüístico”. No entanto, deve se casar com uma mulher que fale uma língua diferente, ou seja, que pertença a um outro “grupo lingüístico”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os povos [[Povo:Tukano | Tukano]] são, assim, tipicamente multilíngües. Eles demonstram como o ser humano tem capacidade para aprender em diferentes idades e dominar com perfeição numerosas línguas, independente do grau de diferença entre elas, e mantê-las conscientemente bem distintas, apenas com uma boa motivação social para fazê-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O multilingüismo dos índios do Uaupés não inclui somente línguas da família Tukano. Envolve também, em muitos casos, idiomas das famílias Aruak e Maku, assim como a Língua Geral Amazônica ou Nheengatu, o Português e o Espanhol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Às vezes, nesses contextos, uma das línguas torna-se o meio de comunicação mais usado (o que os especialistas chamam de língua-franca), passando a ser utilizada por todos, quando estão juntos, para superar as barreiras da compreensão. Por exemplo, a língua Tukano, que pertence à família Tukano, tem uma posição social privilegiada entre as demais línguas orientais dessa família, visto que se converteu em língua geral ou língua franca da área do Uaupés, servindo de veículo de comunicação entre falantes de línguas diferentes. Ela suplantou algumas outras línguas (completamente, no caso Arapaço, ou quase completamente, no caso Tariana).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há casos em que é o Português que funciona como língua franca. Em algumas regiões da Amazônia, por exemplo, há situações em que diferentes povos indígenas e a população ribeirinha falam o Nheengatu, língua geral amazônica, quando conversam entre si.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Línguas gerais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos primeiros tempos da colonização portuguesa no Brasil, a língua dos índios Tupinambá (tronco Tupi) era falada em uma enorme extensão ao longo da costa atlântica. Já no século XVI, ela passou a ser aprendida pelos portugueses, que de início eram minoria diante da população indígena. Aos poucos, o uso dessa língua, chamada de Brasílica, intensificou-se e generalizou-se de tal forma que passou a ser falada por quase toda a população que integrava o sistema colonial brasileiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Grande parte dos colonos vinha da Europa sem mulheres e acabavam tendo filhos com índias, de modo que a Língua Brasílica era a língua materna dos seus filhos. Além disso, as missões jesuítas incorporaram essa língua como instrumento de catequização indígena. O padre José de Anchieta publicou uma gramática, em 1595, intitulada Arte de Gramática da Língua mais usada na Costa do Brasil. Em 1618, publicou-se o primeiro Catecismo na Língua Brasílica. Um manuscrito de 1621 contém o dicionário dos jesuítas, Vocabulário na Língua Brasílica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da segunda metade do século XVII, essa língua, já bastante modificada pelo uso corrente de índios missionados e não-índios, passou a ser conhecida pelo nome Língua Geral. Mas é preciso distinguir duas Línguas Gerais no Brasil-Colônia: a paulista e a amazônica. Foi a primeira delas que deixou fortes marcas no vocabulário popular brasileiro ainda hoje usado (nomes de coisas, lugares, animais, alimentos etc.) e que leva muita gente a imaginar que &amp;quot;a língua dos índios é (apenas) o Tupi&amp;quot;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Língua geral paulista===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Língua Geral paulista teve sua origem na língua dos índios Tupi de São Vicente e do alto rio Tietê, a qual diferia um pouco da dos Tupinambá. No século XVII, era falada pelos exploradores dos sertões conhecidos como bandeirantes. Por intermédio deles, a Língua Geral paulista penetrou em áreas jamais alcançadas pelos índios tupi-guarani, influenciando a linguagem corriqueira de brasileiros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Língua geral amazônica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa segunda Língua Geral desenvolveu-se inicialmente no Maranhão e no Pará, a partir do Tupinambá, nos séculos XVII e XVIII. Até o século XIX, ela foi veículo da catequese e da ação social e política portuguesa e luso-brasileira. Desde o final do século XIX, a Língua Geral amazônica passou a ser conhecida, também, pelo nome Nheengatu (ie’engatú = “língua boa”).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de suas muitas transformações, o Nheengatu continua sendo falado nos dias de hoje, especialmente na bacia do rio Negro (rios Uaupés e Içana). Além de ser a língua materna da população cabocla, mantém o caráter de língua de comunicação entre índios e não-índios, ou entre índios de diferentes línguas. Constitui, ainda, um instrumento de afirmação étnica dos povos que perderam suas línguas, como os [[Povo:Baré | Baré]], os [[Povo:Arapaso | Arapaço]] e outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Ver também ==&lt;br /&gt;
[[Escola, escrita e valorização das línguas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Línguas silenciadas, novas línguas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[O trabalho dos linguistas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências externas ==&lt;br /&gt;
* &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.unb.br/il/lablind/lingerais.htm&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;http://www.unb.br/il/lablind/lingerais.htm&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
* &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://www.taquiprati.com.br/cronica.php?ident=1047&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;A LÍNGUA QUE SOMOS, por José Ribamar Bessa Freire, 25/08/2013 - Diário do Amazonas&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
* &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://prodoclin.museudoindio.gov.br/&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;Projeto de Documentação de Línguas Indígenas - Museu do Índio&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
* &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;http://saturno.museu-goeldi.br/lingmpeg/portal/?page_id=205&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;Línguas Indígenas | Portal da Linguística - Museu Paraense Emílio Goeldi&amp;lt;/htmltag&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria: Línguas]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;!--&lt;br /&gt;
Cuidado ao editar esta seção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bloco &amp;quot;&amp;lt;noinclude&amp;gt;&amp;quot; usado para evitar que propriedades sejam propagadas em páginas transcluídas:&lt;br /&gt;
Detalhes em http://www.mediawiki.org/wiki/Transclusion#Semantic_MediaWiki&lt;br /&gt;
--&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;noinclude&amp;gt;&lt;br /&gt;
{{DISPLAYTITLE:Línguas}}{{#set:Ativo=t}}&lt;br /&gt;
{{#set:Data cadastro=2008-07-07}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/noinclude&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
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		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
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		<updated>2023-06-14T17:15:08Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: &lt;/p&gt;
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&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Itamar Franco [out 92 | dez 94]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Collor [mar 90 | set 92]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;58&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;José Sarney [abr 85 | mar 90]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''*''' Inclui nove (9) terras Reservadas por decreto: um (1) no governo Sarney, três (3) no governo Collor , um (1) no primeiro Mandato de Lula e dois (2) no segundo mandato de Lula.&lt;br /&gt;
'''**''' As colunas &amp;quot;Número de terras&amp;quot; e &amp;quot;Extensão&amp;quot; não devem ser somadas, pois várias terras indígenas homologadas em um governo foram redefinidas e novamente homologadas. &lt;br /&gt;
(Por exemplo, a TI Baú que já havia sido declarada no governo FHC com 1.850.000 hectares, e no governo Lula foi reduzida para 1.543.460 hectares. Também a TI Raposa Serra do Sol, que já tinha sido declarada em 1998 no gov. FHC , foi posteriormente declarada por Lula, com a mesma extensão. Nesses casos a extensão foi contabilizada duas vezes, o que impede a simples somatória dos campos)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7717</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7717"/>
		<updated>2023-06-14T15:47:35Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Homologadas*&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2011 a dez 2014]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;José Sarney [abr 85 | mar 90]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Itamar Franco [out 92 | dez 94]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;6.518.162&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;5.499.776&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Collor [mar 90 | set 92]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;35&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;23.390.618&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;74&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;25.795.019&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;José Sarney [abr 85 | mar 90]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;34&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11.009.449&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;21&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.452.807&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''*''' Inclui nove (9) terras Reservadas por decreto: um (1) no governo Sarney, três (3) no governo Collor , um (1) no primeiro Mandato de Lula e dois (2) no segundo mandato de Lula.&lt;br /&gt;
'''**''' As colunas &amp;quot;Número de terras&amp;quot; e &amp;quot;Extensão&amp;quot; não devem ser somadas, pois várias terras indígenas homologadas em um governo foram redefinidas e novamente homologadas. &lt;br /&gt;
(Por exemplo, a TI Baú que já havia sido declarada no governo FHC com 1.850.000 hectares, e no governo Lula foi reduzida para 1.543.460 hectares. Também a TI Raposa Serra do Sol, que já tinha sido declarada em 1998 no gov. FHC , foi posteriormente declarada por Lula, com a mesma extensão. Nesses casos a extensão foi contabilizada duas vezes, o que impede a simples somatória dos campos)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7716</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7716"/>
		<updated>2023-06-14T15:45:49Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[Última atualização em 20 de Setembro de 2018. Desde então não houve novos decretos e portarias.]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Brasil&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt; &amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Homologadas*&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;2&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (ha)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;47&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;15.767.121&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.642.668&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;32&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;17.138.447&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;81&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;30.709.327&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Itamar Franco [out 92 | dez 94]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;23&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;6.518.162&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;5.499.776&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Collor [mar 90 | set 92]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;35&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;23.390.618&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;74&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;25.795.019&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;José Sarney [abr 85 | mar 90]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;34&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11.009.449&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;21&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.452.807&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''*''' Inclui nove (9) terras Reservadas por decreto: um (1) no governo Sarney, três (3) no governo Collor , um (1) no primeiro Mandato de Lula e dois (2) no segundo mandato de Lula.&lt;br /&gt;
'''**''' As colunas &amp;quot;Número de terras&amp;quot; e &amp;quot;Extensão&amp;quot; não devem ser somadas, pois várias terras indígenas homologadas em um governo foram redefinidas e novamente homologadas. &lt;br /&gt;
(Por exemplo, a TI Baú que já havia sido declarada no governo FHC com 1.850.000 hectares, e no governo Lula foi reduzida para 1.543.460 hectares. Também a TI Raposa Serra do Sol, que já tinha sido declarada em 1998 no gov. FHC , foi posteriormente declarada por Lula, com a mesma extensão. Nesses casos a extensão foi contabilizada duas vezes, o que impede a simples somatória dos campos)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7715</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7715"/>
		<updated>2023-06-14T15:44:15Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[Última atualização em 20 de Setembro de 2018. Desde então não houve novos decretos e portarias.]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Brasil&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt; &amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Homologadas*&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Amazônia legal&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (ha)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (ha)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Jair Bolsonaro [jan 2019- dez 2022]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;5&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;964.170&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;2.025.406&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;26&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;1.821.205&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;13&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;7.690.239&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;20&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;7.917.596&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;52&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10.988.935&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;47&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;15.767.121&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;18&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.642.668&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;32&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;17.138.447&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;81&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;30.709.327&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Itamar Franco [out 92 | dez 94]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;23&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;6.518.162&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;5.499.776&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Collor [mar 90 | set 92]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;35&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;23.390.618&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;74&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;25.795.019&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;José Sarney [abr 85 | mar 90]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;34&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11.009.449&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;21&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.452.807&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''*''' Inclui nove (9) terras Reservadas por decreto: um (1) no governo Sarney, três (3) no governo Collor , um (1) no primeiro Mandato de Lula e dois (2) no segundo mandato de Lula.&lt;br /&gt;
'''**''' As colunas &amp;quot;Número de terras&amp;quot; e &amp;quot;Extensão&amp;quot; não devem ser somadas, pois várias terras indígenas homologadas em um governo foram redefinidas e novamente homologadas. &lt;br /&gt;
(Por exemplo, a TI Baú que já havia sido declarada no governo FHC com 1.850.000 hectares, e no governo Lula foi reduzida para 1.543.460 hectares. Também a TI Raposa Serra do Sol, que já tinha sido declarada em 1998 no gov. FHC , foi posteriormente declarada por Lula, com a mesma extensão. Nesses casos a extensão foi contabilizada duas vezes, o que impede a simples somatória dos campos)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Localiza%C3%A7%C3%A3o_e_extens%C3%A3o_das_TIs&amp;diff=7714</id>
		<title>Localização e extensão das TIs</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Localiza%C3%A7%C3%A3o_e_extens%C3%A3o_das_TIs&amp;diff=7714"/>
		<updated>2023-05-05T19:48:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Título |Localização e extensão das TIs}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Brasil tem uma extensão territorial de 851.196.500 hectares, ou seja, 8.511.965 km2. As [[O que são Terras Indígenas? | terras indígenas]] (TIs) somam {{#total_area_ti: total}} áreas, ocupando uma extensão total de {{#total_area_ti: area | ha}} hectares ({{#total_area_ti: area | km}} km&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt;). Assim, {{#total_area_ti: porcentagem}}% das terras do país são reservados aos povos indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maior parte das TIs concentra-se na Amazônia Legal: são 424 áreas, 115.344.445 hectares, representando 23% do território amazônico e 98.25% da extensão de todas as TIs do país. O restante, 1.75% , espalha-se pelas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e estados de Mato Grosso do Sul e Goiás.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Img&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|https://galeria.socioambiental.org/filestore/1/0/2/4/5/8_89ca5e82faa7cf3/102458scr_7b8629789b9ac7d.jpg|&lt;br /&gt;
|Terras Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental, 2015.&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa situação de flagrante contraste pode ser explicada pelo fato de a colonização do Brasil ter sido iniciada pelo litoral, o que levou a embates diretos contra as populações indígenas que aí viviam, causando enorme depopulação e desocupação das terras, que hoje estão em mãos da propriedade privada. Aos índios restaram terras diminutas, conquistadas a duras penas. Por exemplo, em São Paulo, a terra [[Povo:Guarani|Guarani]] Aldeia Jaraguá tem apenas dois hectares de extensão, o que impossibilita que vivam da terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há vozes dissonantes em relação ao tamanho das TIs na Amazônia, alegando que haveria &amp;quot;muita terra para poucos índios&amp;quot;. Esses críticos se esquecem de que os índios têm que tirar todo seu sustento da terra. Muitas vezes, as TIs têm grandes partes não agricultáveis, e sofrem ou sofreram diversos tipos de impactos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Veja também==&lt;br /&gt;
* [[Situação jurídica das TIs no Brasil hoje]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências externas ==&lt;br /&gt;
* &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;https://terrasindigenas.org&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt; De Olho nas Terras Indígenas no Brasil&amp;lt;/htmltag&amp;gt; - mapas, dados, notícias e mais&lt;br /&gt;
* &amp;lt;htmltag href=&amp;quot;/files/file/PIB_institucional/dgallois-1.pdf&amp;quot; tagname=&amp;quot;a&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;''Terras ocupadas? Territórios? Territorialidades?''&amp;lt;/htmltag&amp;gt;, por Dominique Tilkin Gallois,  antropóloga, docente do Departamento de Antropologia Social da FFLCH-USP e coordenadora do NHII-USP (Núcleo de História Indígena e do Indigenismo)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7713</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7713"/>
		<updated>2023-05-05T19:04:52Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Demarcações nos últimos oito governos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Título |Situação jurídica das TIs no Brasil hoje}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja abaixo o quadro-resumo da situação jurídica das [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TIs) no Brasil e, mais abaixo, um recorte específico para a situação das TIs na Amazônia Legal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para facilitar a compreensão dividimos em quatro as várias [[Demarcações | etapas do processo de reconhecimento oficial das TIs]]. Cada linha corresponde a uma etapa desse processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;Última atualização em {{#agora:}}.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Situação das TIs no Brasil==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;(clique na situação jurídica para ver todas as TIs nessa situação)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
{{#computo:}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Situação das TIs na Amazônia Legal==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Situação das TIs na Amazônia Legal&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th &amp;gt;Situação&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th &amp;gt;N&amp;lt;sup&amp;gt;o&amp;lt;/sup&amp;gt; TIs&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th &amp;gt;Extensão (hectares)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Em Identificação&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;43&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;3.100&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Com restrição de uso a não índios&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;6&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;1.080.740&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Identificada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;11 (2,59%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;1.662.477 (1,44%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Declarada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;32 (7,55%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;6.982.470 (6,05%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Reservada/Homologada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;332 (78,67%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;105.615.658 (91,57%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Total Geral&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;424 (100%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;115.344.445 (100%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
__FORCETOC__&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[Última atualização em 20 de Setembro de 2018. Desde então não houve novos decretos e portarias.]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Brasil&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt; &amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Homologadas*&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;6&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;621.810&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;3.397.569&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;1&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;19.216&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;15&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;932.665&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;1.243.549&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2011 a dez 2014]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;1.096.007&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;2.025.406&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Amazônia legal&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (ha)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (ha)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Jair Bolsonaro [jan 2019- dez 2022]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2011 a dez 2014]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''*''' Inclui nove (9) terras Reservadas por decreto: um (1) no governo Sarney, três (3) no governo Collor , um (1) no primeiro Mandato de Lula e dois (2) no segundo mandato de Lula.&lt;br /&gt;
'''**''' As colunas &amp;quot;Número de terras&amp;quot; e &amp;quot;Extensão&amp;quot; não devem ser somadas, pois várias terras indígenas homologadas em um governo foram redefinidas e novamente homologadas. &lt;br /&gt;
(Por exemplo, a TI Baú que já havia sido declarada no governo FHC com 1.850.000 hectares, e no governo Lula foi reduzida para 1.543.460 hectares. Também a TI Raposa Serra do Sol, que já tinha sido declarada em 1998 no gov. FHC , foi posteriormente declarada por Lula, com a mesma extensão. Nesses casos a extensão foi contabilizada duas vezes, o que impede a simples somatória dos campos)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7712</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7712"/>
		<updated>2023-05-03T13:43:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Demarcações nos últimos oito governos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Título |Situação jurídica das TIs no Brasil hoje}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja abaixo o quadro-resumo da situação jurídica das [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TIs) no Brasil e, mais abaixo, um recorte específico para a situação das TIs na Amazônia Legal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para facilitar a compreensão dividimos em quatro as várias [[Demarcações | etapas do processo de reconhecimento oficial das TIs]]. Cada linha corresponde a uma etapa desse processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;Última atualização em {{#agora:}}.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Situação das TIs no Brasil==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;(clique na situação jurídica para ver todas as TIs nessa situação)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
{{#computo:}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Situação das TIs na Amazônia Legal==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Situação das TIs na Amazônia Legal&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th &amp;gt;Situação&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th &amp;gt;N&amp;lt;sup&amp;gt;o&amp;lt;/sup&amp;gt; TIs&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th &amp;gt;Extensão (hectares)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Em Identificação&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;43&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;3.100&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Com restrição de uso a não índios&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;6&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;1.080.740&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Identificada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;11 (2,59%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;1.662.477 (1,44%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Declarada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;32 (7,55%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;6.982.470 (6,05%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Reservada/Homologada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;332 (78,67%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;105.615.658 (91,57%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Total Geral&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;424 (100%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;115.344.445 (100%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
__FORCETOC__&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos oito governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[Última atualização em 20 de Setembro de 2018. Desde então não houve novos decretos e portarias.]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Brasil&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt; &amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Homologadas*&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;6&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;621.810&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2011 a dez 2014]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;2.025.406&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;51&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;3.008.845&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;21&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;7.726.053&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;30&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10.282.816&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;66&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11.059.713&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;60&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.033.678&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;58&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;7.241.711&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Collor [mar 90 | set 92]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;58&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;25.794.263&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;112&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;26.405.219&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;José Sarney [abr 85 | mar 90]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Amazônia legal&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt; &amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Homologadas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (ha)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Collor [mar 90 | set 92]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;35&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;23.390.618&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;74&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;25.795.019&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;José Sarney [abr 85 | mar 90]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;34&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11.009.449&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;21&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.452.807&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''*''' Inclui nove (9) terras Reservadas por decreto: um (1) no governo Sarney, três (3) no governo Collor , um (1) no primeiro Mandato de Lula e dois (2) no segundo mandato de Lula.&lt;br /&gt;
'''**''' As colunas &amp;quot;Número de terras&amp;quot; e &amp;quot;Extensão&amp;quot; não devem ser somadas, pois várias terras indígenas homologadas em um governo foram redefinidas e novamente homologadas. &lt;br /&gt;
(Por exemplo, a TI Baú que já havia sido declarada no governo FHC com 1.850.000 hectares, e no governo Lula foi reduzida para 1.543.460 hectares. Também a TI Raposa Serra do Sol, que já tinha sido declarada em 1998 no gov. FHC , foi posteriormente declarada por Lula, com a mesma extensão. Nesses casos a extensão foi contabilizada duas vezes, o que impede a simples somatória dos campos)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7711</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7711"/>
		<updated>2023-05-03T13:38:03Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Demarcações nos últimos oito governos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Título |Situação jurídica das TIs no Brasil hoje}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja abaixo o quadro-resumo da situação jurídica das [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TIs) no Brasil e, mais abaixo, um recorte específico para a situação das TIs na Amazônia Legal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para facilitar a compreensão dividimos em quatro as várias [[Demarcações | etapas do processo de reconhecimento oficial das TIs]]. Cada linha corresponde a uma etapa desse processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;Última atualização em {{#agora:}}.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Situação das TIs no Brasil==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;(clique na situação jurídica para ver todas as TIs nessa situação)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
{{#computo:}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Situação das TIs na Amazônia Legal==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Situação das TIs na Amazônia Legal&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th &amp;gt;Situação&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th &amp;gt;N&amp;lt;sup&amp;gt;o&amp;lt;/sup&amp;gt; TIs&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th &amp;gt;Extensão (hectares)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Em Identificação&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;43&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;3.100&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Com restrição de uso a não índios&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;6&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;1.080.740&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Identificada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;11 (2,59%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;1.662.477 (1,44%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Declarada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;32 (7,55%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;6.982.470 (6,05%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Reservada/Homologada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;332 (78,67%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;105.615.658 (91,57%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Total Geral&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;424 (100%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;115.344.445 (100%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
__FORCETOC__&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos oito governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[Última atualização em 20 de Setembro de 2018. Desde então não houve novos decretos e portarias.]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Brasil&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt; &amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Homologadas*&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2023 - atual]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;6&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;621.810&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Jair Bolsonaro [jan 2019 - dez 2022]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;3.397.569&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;1&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;19.216&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;15&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;932.665&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;1.243.549&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2011 a dez 2014]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;1.096.007&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;2.025.406&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;51&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;3.008.845&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;21&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;7.726.053&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;30&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10.282.816&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;66&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11.059.713&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;60&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.033.678&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;31&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.699.936&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;58&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;26.922.172&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;114&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;31.526.966&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Itamar Franco [out 92 | dez 94]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;39&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;7.241.711&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;16&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;5.432.437&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Collor [mar 90 | set 92]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;58&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;25.794.263&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;112&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;26.405.219&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;José Sarney [abr 85 | mar 90]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;39&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.786.170&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;67&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;14.370.486&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Amazônia legal&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt; &amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Homologadas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (ha)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (ha)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Jair Bolsonaro [jan 2019- dez 2022]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;2&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;3.392.275&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;1&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;19.216&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;1.240.776&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2011 a dez 2014]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;5&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;964.170&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;2.025.406&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;26&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;1.821.205&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;13&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;7.690.239&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;20&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;7.917.596&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;52&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10.988.935&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;47&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;15.767.121&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;18&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.642.668&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;32&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;17.138.447&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;81&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;30.709.327&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Itamar Franco [out 92 | dez 94]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;23&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;6.518.162&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;5.499.776&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Collor [mar 90 | set 92]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;35&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;23.390.618&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;74&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;25.795.019&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;José Sarney [abr 85 | mar 90]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;34&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11.009.449&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;21&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.452.807&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''*''' Inclui nove (9) terras Reservadas por decreto: um (1) no governo Sarney, três (3) no governo Collor , um (1) no primeiro Mandato de Lula e dois (2) no segundo mandato de Lula.&lt;br /&gt;
'''**''' As colunas &amp;quot;Número de terras&amp;quot; e &amp;quot;Extensão&amp;quot; não devem ser somadas, pois várias terras indígenas homologadas em um governo foram redefinidas e novamente homologadas. &lt;br /&gt;
(Por exemplo, a TI Baú que já havia sido declarada no governo FHC com 1.850.000 hectares, e no governo Lula foi reduzida para 1.543.460 hectares. Também a TI Raposa Serra do Sol, que já tinha sido declarada em 1998 no gov. FHC , foi posteriormente declarada por Lula, com a mesma extensão. Nesses casos a extensão foi contabilizada duas vezes, o que impede a simples somatória dos campos)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7710</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7710"/>
		<updated>2023-04-25T18:26:56Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Demarcações nos últimos oito governos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Título |Situação jurídica das TIs no Brasil hoje}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja abaixo o quadro-resumo da situação jurídica das [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TIs) no Brasil e, mais abaixo, um recorte específico para a situação das TIs na Amazônia Legal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para facilitar a compreensão dividimos em quatro as várias [[Demarcações | etapas do processo de reconhecimento oficial das TIs]]. Cada linha corresponde a uma etapa desse processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;Última atualização em {{#agora:}}.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Situação das TIs no Brasil==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;(clique na situação jurídica para ver todas as TIs nessa situação)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
{{#computo:}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Situação das TIs na Amazônia Legal==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Situação das TIs na Amazônia Legal&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th &amp;gt;Situação&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th &amp;gt;N&amp;lt;sup&amp;gt;o&amp;lt;/sup&amp;gt; TIs&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th &amp;gt;Extensão (hectares)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Em Identificação&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;43&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;3.100&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Com restrição de uso a não índios&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;6&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;1.080.740&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Identificada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;11 (2,59%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;1.662.477 (1,44%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Declarada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;32 (7,55%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;6.982.470 (6,05%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Reservada/Homologada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;332 (78,67%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;105.615.658 (91,57%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Total Geral&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;424 (100%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;115.344.445 (100%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
__FORCETOC__&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos oito governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[Última atualização em 20 de Setembro de 2018. Desde então não houve novos decretos e portarias.]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Brasil&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt; &amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Homologadas*&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Jair Bolsonaro [jan 2019- dez 2022]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;3.397.569&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;1&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;19.216&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;15&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;932.665&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2011 a dez 2014]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;21&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;7.726.053&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;30&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10.282.816&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;66&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11.059.713&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;60&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.033.678&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;31&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.699.936&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;58&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;26.922.172&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;114&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;31.526.966&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Itamar Franco [out 92 | dez 94]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Collor [mar 90 | set 92]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;58&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;25.794.263&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;112&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;26.405.219&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;José Sarney [abr 85 | mar 90]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;39&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.786.170&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;67&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;14.370.486&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Amazônia legal&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt; &amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Homologadas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (ha)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (ha)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Jair Bolsonaro [jan 2019- dez 2022]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2015 a mai 2016]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;878.462&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;1.240.776&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Dilma Rousseff [jan 2011 a dez 2014]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;5&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;964.170&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;11&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;2.025.406&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2007 a dez 2010]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;26&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;1.821.205&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;13&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;7.690.239&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Luiz Inácio Lula da Silva [jan 2003 a dez 2006]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;20&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;7.917.596&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;52&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10.988.935&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1999 a dez 2002]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;47&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;15.767.121&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;18&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.642.668&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Henrique Cardoso [jan 1995 a dez 1998]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;32&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;17.138.447&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;81&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;30.709.327&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Itamar Franco [out 92 | dez 94]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;23&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;6.518.162&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;5.499.776&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Fernando Collor [mar 90 | set 92]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;35&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;23.390.618&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;74&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;José Sarney [abr 85 | mar 90]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;34&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;21&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;9.452.807&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''*''' Inclui nove (9) terras Reservadas por decreto: um (1) no governo Sarney, três (3) no governo Collor , um (1) no primeiro Mandato de Lula e dois (2) no segundo mandato de Lula.&lt;br /&gt;
'''**''' As colunas &amp;quot;Número de terras&amp;quot; e &amp;quot;Extensão&amp;quot; não devem ser somadas, pois várias terras indígenas homologadas em um governo foram redefinidas e novamente homologadas. &lt;br /&gt;
(Por exemplo, a TI Baú que já havia sido declarada no governo FHC com 1.850.000 hectares, e no governo Lula foi reduzida para 1.543.460 hectares. Também a TI Raposa Serra do Sol, que já tinha sido declarada em 1998 no gov. FHC , foi posteriormente declarada por Lula, com a mesma extensão. Nesses casos a extensão foi contabilizada duas vezes, o que impede a simples somatória dos campos)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7709</id>
		<title>Situação jurídica das TIs no Brasil hoje</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Situa%C3%A7%C3%A3o_jur%C3%ADdica_das_TIs_no_Brasil_hoje&amp;diff=7709"/>
		<updated>2023-04-25T18:24:31Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Demarcações nos últimos oito governos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Título |Situação jurídica das TIs no Brasil hoje}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja abaixo o quadro-resumo da situação jurídica das [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TIs) no Brasil e, mais abaixo, um recorte específico para a situação das TIs na Amazônia Legal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para facilitar a compreensão dividimos em quatro as várias [[Demarcações | etapas do processo de reconhecimento oficial das TIs]]. Cada linha corresponde a uma etapa desse processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;Última atualização em {{#agora:}}.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Situação das TIs no Brasil==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;(clique na situação jurídica para ver todas as TIs nessa situação)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
{{#computo:}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Situação das TIs na Amazônia Legal==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Situação das TIs na Amazônia Legal&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th &amp;gt;Situação&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th &amp;gt;N&amp;lt;sup&amp;gt;o&amp;lt;/sup&amp;gt; TIs&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th &amp;gt;Extensão (hectares)&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Em Identificação&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;43&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;3.100&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Com restrição de uso a não índios&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;6&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;1.080.740&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Identificada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;11 (2,59%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;1.662.477 (1,44%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Declarada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;32 (7,55%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;6.982.470 (6,05%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Reservada/Homologada&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;332 (78,67%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;105.615.658 (91,57%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Total Geral&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;424 (100%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td align=&amp;quot;right&amp;quot;&amp;gt;115.344.445 (100%)&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/table&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
__FORCETOC__&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Demarcações nos últimos oito governos==&lt;br /&gt;
Abaixo, tabela com o reconhecimento de [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] (TI) no Brasil, nos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[Última atualização em 20 de Setembro de 2018. Desde então não houve novos decretos e portarias.]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;table-responsive&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;table class=&amp;quot;table table-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;caption&amp;gt;Demarcações - Brasil&amp;lt;/caption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt; &amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Declaradas&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th colspan=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;TIs Homologadas*&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Presidente [período]&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Nº**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;th&amp;gt;Extensão (Ha)**&amp;lt;/th&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Jair Bolsonaro [jan 2019- dez 2022]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;tr&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td&amp;gt;Michel Temer [mai 2016 a dez 2018]&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;td style=&amp;quot;text-align: right;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/td&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''*''' Inclui nove (9) terras Reservadas por decreto: um (1) no governo Sarney, três (3) no governo Collor , um (1) no primeiro Mandato de Lula e dois (2) no segundo mandato de Lula.&lt;br /&gt;
'''**''' As colunas &amp;quot;Número de terras&amp;quot; e &amp;quot;Extensão&amp;quot; não devem ser somadas, pois várias terras indígenas homologadas em um governo foram redefinidas e novamente homologadas. &lt;br /&gt;
(Por exemplo, a TI Baú que já havia sido declarada no governo FHC com 1.850.000 hectares, e no governo Lula foi reduzida para 1.543.460 hectares. Também a TI Raposa Serra do Sol, que já tinha sido declarada em 1998 no gov. FHC , foi posteriormente declarada por Lula, com a mesma extensão. Nesses casos a extensão foi contabilizada duas vezes, o que impede a simples somatória dos campos)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Terras Indígenas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Tiago</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Povo:Av%C3%A1-Canoeiro&amp;diff=7708</id>
		<title>Povo:Avá-Canoeiro</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pib.socioambiental.org/pt/index.php?title=Povo:Av%C3%A1-Canoeiro&amp;diff=7708"/>
		<updated>2023-04-25T14:09:45Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tiago: /* Os Avá-Canoeiro do alto Rio Tocantins */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Segundo a literatura histórica, os antigos “Canoeiro” da bacia do Rio Tocantins, povo de língua tupi, preferiam a morte a se render ao inimigo e assim ficaram famosos como o povo que mais resistiu ao colonizador no Brasil Central, recusando-se terminantemente a estabelecer qualquer contato pacífico. Desde o início do século 19, após embates e fuga dos colonizadores, parte do grupo que vivia nas cabeceiras do Rio Tocantins se dirigiu à região do médio Rio Araguaia, onde passou a disputar o mesmo território com os [[Povo:Karajá|Karajá]] e [[Povo:Javaé|Javaé]], que habitavam a região há séculos. Com a separação dos Avá-canoeiro há cerca de 170 anos, os dois grupos – do Rio Araguaia e do Rio Tocantins – passaram a ter uma história distinta, tendo em comum apenas a vivência do genocídio. Um grupo de 10 sobreviventes foi capturado por uma violenta Frente de Atração da FUNAI no médio Araguaia em 1973 e 1974, enquanto 4 pessoas do alto Rio Tocantins, bastante fragilizadas, procuraram estabelecer o contato em 1983 com moradores regionais. Atualmente, o grupo do Tocantins vive em opressão sob a tutela de um convênio indenizatório entre FUNAI e FURNAS, enquanto o grupo do Araguaia vive disperso em aldeias karajá e javaé, embora esteja à frente de um notável processo de resiliência, afirmação étnica e retomada de parte do território tradicional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Nome e origem do povo ==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left&lt;br /&gt;
|Foto: O pajé e líder Tutawa, Fazenda Canuanã. Capão de Areia, Klaus Gunther, 1973&lt;br /&gt;
|https://galeria.socioambiental.org/filestore/5/3/1/0/8_6ff925aec83a91d/53108scr_ce9ab7299d79c0a.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até a década de 1960, o grupo era conhecido como “Canoeiro” na literatura, em razão da grande habilidade na utilização de canoas nos primórdios do contato com os colonizadores. Segundo Couto de Magalhães, que teve a oportunidade de recolher um vocabulário junto a um casal do grupo no Aldeamento Estiva, em 1863, quando era Presidente da Província de Goiás, os Canoeiro “tem esse nome, por se terem tornado célebres os seus ataques contra os navegantes do (Rio) Maranhão, a quem acometiam em levíssimas ubás e com agilidade tal, que chegavam sem ser pressentidos, retirando-se sem sofrer dano”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O antropólogo André Toral mostrou que o termo “Avá-Canoeiro” consolidou-se na imprensa entre 1969 e 1973, na ocasião da ativação de duas frentes de atração simultâneas pela FUNAI nos rios Araguaia e Tocantins. Ao termo “Canoeiro” foi adicionada a palavra “Avá”, que havia sido recolhida junto aos Avá-Canoeiro por Couto de Magalhães, um século antes, como sendo o etnônimo do grupo.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os '''Avá-Canoeiro autodenominam-se ''Ãwa''''', palavra que, “como em outras línguas tupi-guarani, significa gente, pessoa, ser humano, homem adulto” (Teófilo da Silva, 2005:14). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na região do Araguaia, os Avá-Canoeiro são mais conhecidos regionalmente como “Cara Preta”, nome que talvez tenha alguma relação com a origem do grupo, que foi motivo de debates na literatura, não tendo se chegado, ainda, a uma resposta definitiva. Alguns autores (Cunha Mattos, Couto de Magalhães, Rivet) alegaram que os Canoeiro eram descendentes dos Karijó de São Paulo, nome genérico dado aos índios de língua tupi-guarani trazidos de São Paulo pelo bandeirante Bartolomeu Bueno Filho, o segundo Anhanguera, conhecido como o descobridor da Capitania de Goiás. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1971, o historiador Antônio Neiva demonstrou que há vários equívocos históricos na tradição oral goiana que teria fundamentado as hipóteses iniciais da descendência karijó. Logo depois, o linguista Aryon Rodrigues concluiu que a língua dos atuais Avá é nitidamente distinta dos dialetos guarani meridionais, sendo muito mais próxima linguisticamente de povos da família tupi-guarani setentrionais. Essa proximidade aponta para uma origem geográfica ou histórica mais setentrional do grupo, anterior à vida nas cabeceiras do alto Tocantins, em função dos grandes deslocamentos promovidos pela colonização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A historiadora Dulce Pedroso retomou outro elemento da antiga tradição oral goiana, segundo a &lt;br /&gt;
qual os Canoeiro eram mestiços dos índios Karijó com os negros fugidos dos quilombos. Na época do contato dos Avá do Araguaia, a imprensa local e nacional colheu vários depoimentos de moradores regionais, segundo os quais os índios que eram encontrados esporadicamente, antes do contato, “tinham a pele escura e os cabelos encarapinhados, sugerindo, desse modo, uma origem mestiça” (Pedroso, 1994:41). O mesmo tipo de depoimento foi obtido um pouco antes por um antropólogo da FUNAI quando a Frente de Atração da FUNAI foi instalada primeiramente no alto Tocantins, em 1971. André Toral mostra que os Avá-Canoeiro eram referidos como “índios negros” pela grande imprensa antes de serem encontrados. No entanto, os dois grupos que foram contatados no Araguaia e no Tocantins não apresentavam nenhuma característica física que evidenciasse uma possível afro-descendência, o que seria uma evidência clara, para a Pedroso (1994:40), de que é falsa a “teoria da origem cafusa”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora não exclui, porém, a possibilidade de terem ocorrido casamentos ocasionais entre índios, negros e brancos no passado, uma vez que coletou documentos históricos e depoimentos orais de moradores regionais que revelaram a proximidade entre um antigo quilombo e uma aldeia avá-canoeiro na região de Niquelândia (antiga São José de Tocantins) no século 19. Além disso, a festa popular de Santa Efigênia, realizada anualmente em Niquelândia por remanescentes de escravos, incorpora uma dança que, segundo a tradição local, teria sido aprendida com os índios da região, que estava inserida no antigo território avá-canoeiro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na região do médio Araguaia, é comum até hoje ouvir dos moradores regionais que alguns dos “Cara Preta”, antes do contato, tinham cabelos enrolados e a pele escura. É possível que a denominação “Cara Preta”, muito mais comum do que o termo Canoeiro ou Avá-Canoeiro, esteja relacionada a esta representação dos Avá no imaginário popular. É verdade, no entanto, que os Avá eram conhecidos pela pintura específica com tinta preta que faziam no rosto, como lembram os Javaé. Dulce Pedroso já havia especulado sobre a relação entre o termo e o uso da tinta preta de jenipapo como pintura corporal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right&lt;br /&gt;
|Foto: Tuakire, irmã de Tutawa. Aldeia Canoanã, Ilha do Bananal. Lena Tosta, 1997.&lt;br /&gt;
|https://galeria.socioambiental.org/filestore/5/3/1/0/9_e021544d6110272/53109scr_cd51b6be3f10ba3.jpg}}&lt;br /&gt;
Quando perguntados sobre sua origem, sem ter sido feita menção a essa teoria não-indígena da miscigenação, os próprios Avá-Canoeiro do Araguaia disseram que o seu povo “começou” a partir da mistura mítico-histórica entre três grupos diferentes: os Avá-Canoeiro (''Ãwa''), os “outros índios” (bairàpagawai) e os “negros” (tapanha). O representante mais velho do grupo, ''''Tutawa'''', que até falecer, em 2015, era a principal referência atual da memória pré-contato, fez questão de dizer em Português, sem o auxílio dos tradutores, que “eu também (sou) Tapanha (negro)”. Segundo Davi Wapotxire, traduzindo as palavras de seu avô, “os índios Avá têm um pouco de sangue de negro” e vários dos parentes não contatados tinham (ou têm) “o cabelo enrolado”, a “perna cabeluda” e “barba”, entre outras características associadas aos afrodescendentes. Essa informação foi retomada por ''Tutawa'' em seu depoimento ao filme Taego ''Ãwa''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A “mistura” teria se originado por meio de uma relação sexual forçada entre uma mulher avá-Canoeiro e um homem negro, o que acrescenta o componente da violência sexual e de gênero ao histórico de relações com os não índios. A versão nativa inclui também “misturas” arquetípicas com outros povos indígenas, sem entrar em detalhes sobre quem seriam esses povos. A narrativa ''ãwa'' não esclarece a hipótese karijó, mas demonstra uma consciência histórica sobre a colonização do Brasil Central e corrobora, em parte, a versão regional sobre o seu passado, uma vez que teria havido intercâmbios – não voluntários a princípio – entre os ''Ãwa'' e a população negra da antiga Capitania de Goiás.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Seção escrita por [[Usuário:Patrícia de Mendonça Rodrigues|Patrícia de Mendonça Rodrigues]]. --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Língua ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A língua avá-canoeiro pertence à família tupi-guarani, do grande tronco linguístico tupi. Com a separação dos dois grupos conhecidos de Avá-canoeiro desde o início do século 19, foram desenvolvidas significativas diferenças dialetais entre o grupo do médio Araguaia e o do alto Rio Tocantins.&lt;br /&gt;
O linguista Aryon Rodrigues comparou várias línguas da família tupi-guarani com a língua avá-canoeiro em meados dos anos 80. Baseado no vocabulário recolhido por Couto de Magalhães em 1863 e em uma lista colhida por um missionário do SIL em 1974, Rodrigues concluiu que a língua dos Avá-Canoeiro estaria muito mais próxima linguisticamente dos povos [[Povo:Tapirapé|Tapirapé]], [[Povo:Asurini do Tocantins|Asurini do Tocantins]], Suruí do Tocantins, [[Povo:Parakanã|Parakanã]], [[Povo:Guajajara|Guajajara]] e [[Povo:Tembé|Tembé]], ou seja, de povos da família tupi-guarani mais setentrionais, em comparação aos Guarani do sul e sudeste.&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left&lt;br /&gt;
|Foto: Tutawa e sua neta Tuguimy, a primeira pessoa nascida após o contato. Aldeia Boto Velho. Patrícia de Mendonça Rodrigues, 2004.&lt;br /&gt;
|https://galeria.socioambiental.org/filestore/5/3/1/1/1_fb9314b395c8016/53111scr_f298b6fffe06521.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os Avá-Canoeiro do Araguaia falam ou pelo menos compreendem a língua avá-canoeiro, como foi constatado pela linguista Mônica Veloso Borges, professora da Universidade Federal de Goiás e estudiosa da língua avá, durante oficina com o grupo em 2013. ''Tutawa'', pajé e líder histórico do grupo, insistiu em manter viva a língua junto aos seus descendentes. Todas as seis pessoas da primeira geração nascida após o contato são netos de ''Tutawa'' e filhos de Kaukamã, atualmente a única pessoa remanescente do contato ainda viva. Os filhos de Kaukamã são o fruto de uniões dela com homens javaé, karajá e [[Povo:Tuxá|tuxá]]. &lt;br /&gt;
A língua persiste notavelmente, apesar de um contexto social extremamente adverso, pois os Avá são um grupo minoritário que vive em uma posição de marginalização social nas aldeias javaé e karajá. &lt;br /&gt;
Pode-se dizer os Avá-Canoeiro do Araguaia são um grupo multilíngue, pois praticamente todos também falam o Português e falam ou compreendem os dialetos karajá e javaé, da língua karajá, do tronco linguístico macro-Jê. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos do grupo do Rio Tocantins também falam Avá-canoeiro e o Português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Avá-Canoeiro estavam morando nas matas de galeria das margens das cabeceiras do Rio Tocantins, conhecido como Rio Maranhão em seu alto curso, uma região de planalto, quando foram encontrados pelos primeiros colonizadores do Brasil Central na segunda metade do século 18.  Em razão dos massacres violentos, os Avá-Canoeiro iniciaram um processo irreversível de mudança das matas junto aos rios, onde andavam em canoas e estavam mais expostos aos colonizadores. Parte do grupo continuou vivendo na região de cabeceiras do Rio Tocantins, como refugiados em lugares inóspitos, quando teve a população reduzida drasticamente, enquanto outra parte deslocou-se, ao que tudo indica, em grupos separados, para a bacia do Rio Araguaia, o principal afluente do Rio Tocantins. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Os Avá-Canoeiro do médio Araguaia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os primeiros registros da presença dos ''Ãwa'' em afluentes do Rio Araguaia, como as cabeceiras dos rios Crixás-Açú e Rio do Peixe, ao sul da Ilha do Bananal, são da década de 1830. Nos anos que se seguiram, os registros dão conta de uma movimentação cada vez mais para o norte, incluindo a travessia para o Mato Grosso, a chegada do grupo na Ilha do Bananal e, por fim, no sul do Pará no fim do século 19. O grupo passou a disputar o mesmo território de ocupação tradicional dos Karajá e Javaé, localizado dentro e fora da grande ilha fluvial. Na primeira metade do século 20, os moradores regionais e os Javaé se lembram de centenas de “Cara Preta” morando em aldeias situadas em locais recônditos do vale do Rio Javaés, que se tornou o seu território principal de movimentação até o contato em 1973.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left&lt;br /&gt;
|Foto: Kaukamy e seu filho Wapoxire, Cacique dos Avá-Canoeiro do Araguaia, no Lago das Piranhas. Filme Taego Ãwa, Vinícius Berger, 2015&lt;br /&gt;
|https://galeria.socioambiental.org/filestore/5/3/1/1/9_16be1b50d169143/53119scr_204edf10fffa715.jpg}}&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
No Araguaia, os ''Ãwa'' tiveram que se adaptar a um ambiente de características muito distintas do que conheciam originalmente no alto Tocantins, uma região de planalto e cabeceiras de rios, onde predominam as serras, o cerrado e as matas de galeria. O médio Araguaia, onde se situa a Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo, com dois milhões de hectares, se localiza em uma peculiar zona de transição entre os biomas do Cerrado e da Amazônia, sendo constituído de vastas planícies inundáveis que compõem a maior área continua de várzeas do mundo. O vale do Rio Javaés, que forma a Ilha do Bananal e que ainda não havia sido alcançado pelas frentes de colonização até a década de 1930, passou a ser compartilhado pelos Avá-Canoeiro com o povo Javaé. Essa nova biosociodiversidade histórica impôs restrições e desafios ao uso da terra e seus recursos e aos padrões antigos de habitação e movimentação no espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de terem compartilhado um mesmo território desde o século 19, os Avá-Canoeiro e os Javaé priorizavam ambientes e recursos naturais diferenciados em certa medida, o que permitiu a convivência histórica dos dois grupos na região. Enquanto os pescadores javaé e os karajá habitavam aldeias estáveis há centenas de anos nas margens de rios e lagos, e estavam primariamente interessados nos recursos aquáticos, os Avá-Canoeiro, mais por contingência histórica do que por opção cultural, abandonaram as canoas e a agricultura e privilegiaram as atividades de caça e coleta, que tiveram que ser adaptadas ao regime de inundações do médio Araguaia. Eles restringiram a sua ocupação territorial às matas interioranas e capões de mato mais inóspitos dos interflúvios, distantes das margens dos grandes cursos d’água, onde podiam se refugiar tanto dos povos indígenas ribeirinhos que dominavam a região historicamente como dos brancos que passaram a frequentar e ocupar o vale do Javaés.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O desafio para os ''Ãwa'' do Araguaia era encontrar os poucos lugares secos onde poderiam viver durante a estação cheia mantendo suas atividades produtivas. Nesse novo território que passou a ser conhecido intimamente também por eles, o ciclo anual de chuvas e alagamentos é um fator determinante para as atividades de subsistência. As aldeias dos Avá-Canoeiro estavam localizadas em lugares de difícil acesso, podendo-se dizer que o principal critério de moradia era a segurança dos moradores. Em outras palavras, em um tempo de abundância de recursos naturais, a preocupação em viver em um local onde não fossem caçados pelos brancos era maior que a preocupação em encontrar um local para caçar os animais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O líder ''Tutawa'' lembra que seu grupo de parentes morava em uma gruta ao norte da Ilha do Bananal, no sudeste do Pará, durante a sua infância, na década de 30, onde ainda praticava a agricultura, antes de iniciar o deslocamento pelo vale do Javaés, cada vez mais para o sul, em fuga dos colonizadores (criadores de gado, mineradores, pescadores e caçadores profissionais), que massacraram aldeias e assassinaram centenas de índios. Na época do contato, em 1973, o principal acampamento dos Avá se situava no inóspito Capão de Areia, área elevada e seca de refúgio dos porcos selvagens na estação cheia, dentro da Mata Azul, localizada entre os rios Javaés e Formoso do Araguaia, fora da Ilha do Bananal. Em 1976, o grupo foi transferido pela FUNAI para a aldeia Canoanã, dos Javaé, situada na Ilha do Bananal, a cerca de 10 km do local do contato.&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left&lt;br /&gt;
|Foto: Kaukamy, sua filha Typyiri e seus netos na Aldeia Santa Isabel, Ilha do Bananal. Patrícia de Mendonça Rodrigues, 2014.&lt;br /&gt;
|https://galeria.socioambiental.org/filestore/5/3/1/1/6_bba707df576e7f5/53116scr_937a93f6efd61bf.jpg}}&lt;br /&gt;
Atualmente o grupo vive disperso em aldeias javaé (Canoanã e Boto Velho) e karajá (Santa Isabel) da Ilha do Bananal, enquanto uma família mora em Palmas. Os Avá-Canoeiro do Araguaia têm como meta se reunir em uma futura aldeia na [https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/5246 Terra Indígena Taego Ãwa], na região da Mata Azul, no Município de Formoso do Araguaia (TO). A terra foi identificada pela FUNAI em 2011 e declarada como de posse permanente pelo Ministério da Justiça em 2016, com cerca de 28.000 ha, mas os Avá ainda não moram nela por estar ocupada por fazendas e um assentamento do INCRA. Após o Ministério Público Federal (TO) ingressar com uma Ação Civil Pública, atendendo solicitação dos Avá-Canoeiro, a Justiça Federal determinou a demarcação da Terra Indígena Taego Ãwa em 2018, processo em andamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Os Avá-Canoeiro do alto Rio Tocantins ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O diminuto grupo que sobreviveu no alto Rio Tocantins, conhecido como Rio Maranhão, também é remanescente de aldeias inteiras que foram atacas e destruídas por fazendeiros no século XX, como o massacre da Mata do Café, na década de 1960, quando os sobreviventes passaram a perambular por anos, escondendo-se em grutas, onde foram atacados por uma onça, morrendo uma pessoa, e outros tipos de refúgio em locais de difícil acesso.{{#miniatura: right&lt;br /&gt;
|Foto: Iawí, T.I. Avá-Canoeiro. Cristhian Teófilo da Silva, 2003&lt;br /&gt;
|https://galeria.socioambiental.org/filestore/5/3/7/9/8_c7f0b4eb03acff3/53798scr_77772c3c35e97ac.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após o contato, em 1983, a FUNAI reconheceu a [https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3607 Terra Indígena Avá-Canoeiro] (GO), situada nos municípios de Minaçu e Colinas do Sul (GO). A área foi interditada em 1985, identificada em 1994, demarcada em 1999 e declarada como de posse permanente pelo Ministério da Justiça em 1996, com cerca de 38.000 ha. A partir de 1996, a terra foi parcialmente inundada pela barragem do Rio Tocantins para a construção da Hidrelétrica de Serra da Mesa. Atualmente o grupo vive em casa própria junto ao antigo Posto Indígena fundado pela FUNAI no Córrego Pirapitinga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico do contato e genocídio==&lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Foto: Mario Chimanovitch, 1973|http://img.socioambiental.org/d/209756-1/ava_canoeiro_2.jpg}}&lt;br /&gt;
História do contato/genocídio&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A documentação histórica sobre a colonização da antiga Província de Goiás é farta em registros sobre a presença dos Avá-Canoeiro na região dos formadores do Rio Tocantins, conhecido como Rio Maranhão em seu alto curso, onde o grupo foi encontrado originalmente pelos primeiros colonizadores em meados do século 18. Na época, o auge do ciclo do ouro no norte da Capitania de Goiás já tinha passado, dando lugar a uma economia agropastoril. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No fim do século 18, a navegação pelos rios Araguaia e Tocantins, habitados por diversos povos indígenas, era prioridade para os dirigentes da Província de Goiás e para os comerciantes. O Capitão Tomaz de Sousa Villa Real, que realizou uma viagem entre Belém do Pará e a capital de Goiás pelo Rio Araguaia, entre 1791 e 1793, havia sido encarregado em 1789, pelo Presidente da Província de Goiás, de tentar um caminho mais curto até Belém pelo Rio Tocantins. A expedição causou um grande número de mortes, apesar da resistência aguerrida dos Canoeiro, que lutaram com as mulheres e os cães que os acompanhavam. Pedroso (1994) comenta que o massacre ocorreu no local conhecido como Ilha do Tropeço, no Rio Maranhão/Tocantins, perto da atual cidade de Peixe (TO), e é tido pelos autores clássicos da historiografia goiana como o principal fato histórico gerador de seguidas represálias dos índios ao colonizador até meados do século 19. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A resistência tenaz e inflexível dos Canoeiro tornou-se célebre, sendo recorrente na literatura histórica do século 19. Os historiadores resumem a questão dizendo que nunca se conseguiu realizar o contato pacífico com os Avá-Canoeiro, subjugá-los ou reduzi-los em aldeamentos, os quais lutaram para se manter autônomos até o contato forçado em 1973. Os conflitos entre os diversos povos indígenas da região e os colonizadores foram acompanhados de inúmeras bandeiras punitivas no século 19 e a fundação de presídios e aldeamentos nos rios Maranhão/Tocantins, Araguaia e seus formadores. Os conflitos mais acirrados com os Canoeiro ocorreram nas décadas de 1840 e 1850 e a diminuição da população foi acompanhada de grande dispersão territorial e fragmentação, de modo que, nas últimas décadas do século 19, os enfrentamentos haviam praticamente terminado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em razão dos massacres violentos, os Avá-Canoeiro se dividiram entre os pequenos grupos de refugiados que permaneceram na região do Rio Maranhão/Tocantins e os que se deslocaram a partir da década de 1830, pelo menos, para a região da Ilha do Bananal, no médio do Rio Araguaia. A região já era habitada em aldeias estáveis pelos Karajá e Javaé, com uma tradição cultural muito diversa, há séculos. A penetração dos ''Ãwa'' no antigo território karajá e javaé foi facilitada, em grande parte, pela redução populacional sofrida pelos últimos nos séculos 17 e 18 em função das expedições de bandeirantes. Com a chegada desse povo de guerreiros tupi, os Javaé, em especial, desenvolveram uma relação histórica de inimizade com os Avá-Canoeiro, de modo que os dois grupos mantêm uma memória viva e detalhada sobre esse passado de enfrentamentos ocasionais e mortes recíprocas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a separação dos avá-canoeiro há cerca de 170 anos, os dois grupos passaram a ter uma história distinta, um local de habitação diferenciado do ponto de vista ambiental, desenvolveram variações dialetais da língua tupi-guarani e deixaram de cultivar uma memória de um passado comum, de modo que atualmente não reconhecem nenhum vínculo de parentesco entre si, distinguindo-se etnicamente, embora ambos se autodenominem ''Ãwa''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao contrário dos guerreiros ''ãwa'', que recusaram qualquer tentativa de aproximação e foram caçados como animais selvagens pelos colonizadores, sendo obrigados a uma movimentação constante em uma vasta região, os Karajá e Javaé moravam em aldeias muito antigas e aceitaram as primeiras tentativas de intercâmbio pacífico dos brancos que navegavam pelo Rio Araguaia, ainda no século 18, apesar das violências sofridas, garantindo a sua permanência no território de ocupação imemorial e tradicional. Os primeiros criadores de gado e mineradores de cristal de rocha, vindos principalmente do norte e nordeste, instalaram-se na Ilha do Bananal e arredores a partir da década de 1930, ocasionando grande diminuição da população javaé e karajá em função das epidemias desconhecidas que se alastraram nas aldeias. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto colonial e capitalista de ocupação do interior do país a partir da Marcha para o Oeste, iniciada nos anos 30, no Governo Vargas, que culminou com a construção de Brasília nos anos 50, pelo Governo JK, inaugurando um novo fluxo migratório no Brasil Central, e teve continuidade com o projeto de ocupação da Amazônia nos governos militares, nas décadas de 60 e 70, foi o fator determinante que levou os Avá-Canoeiro à beira da extinção física no século passado. {{#miniatura: right |Foto: Mario Chimanovitch, 1973|http://img.socioambiental.org/d/209760-1/ava_canoeiro_4.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na região do Araguaia, a literatura, a memória regional, dos Javaé e dos Avá-Canoeiro atribuem a famosos caçadores de “Cara Preta”, como Martim Cabeça Seca e Vicente Mariquinha, entre vários outros, o assassinato de centenas de índios e o massacre de aldeias inteiras nas décadas de 40, 50 e 60, como as que existiam na Serra das Cobras e no Lago da Onça, no interflúvio entre o Rio Javaés e o Rio Formoso do Araguaia, principal território de habitação dos Avá-Canoeiro nessa época. ''Tutawa'' narrou em detalhes ao Grupo Técnico da FUNAI que identificou a Terra Indígena Taego Ãwa como passou a metade da vida fugindo de massacres e incêndios de aldeias, tiroteios, assassinatos sucessivos dos parentes próximos, tocaias, cães de caça, caçadores de índios a cavalo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira expedição oficial do século 20 relativa aos ''Ãwa'', iniciada em 1946, sob a iniciativa do Serviço de Proteção aos Índios, foi destinada a contatar os Canoeiro do alto Tocantins, que estavam sendo perseguidos e exterminados pela população do Município de Uruaçu, perto da antiga Amaro Leite, tendo como exemplo o massacre efetuado pela família Correia de Miranda. A equipe de campo montou um acampamento ao sul da Serra da Tromba, em local de difícil acesso, no divisor de águas entre os rios Tocantins e o Araguaia, tentando atrair os Canoeiro durante alguns anos. Apesar de vários vestígios dos índios, que chegaram a ser vistos pelos servidores, a equipe não conseguiu realizar a aproximação e a frente foi desativada em 1955.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em meados dos anos 60, região do médio Araguaia, o Capão de Areia, dentro da inóspita Mata Azul, evitada até por cavalos e bois, entre o Rio Javaés e o Rio Formoso do Araguaia, foi escolhido como o último refúgio por 14 sobreviventes que integravam um grupo de parentes próximos e estavam encurralados por todos os lados. Essas pessoas foram caçadas por vaqueiros e viveram juntas os últimos anos antes da aproximação imposta pelo Estado, embora 3 tenham morrido antes da captura final. A mata estava dentro da imensa Fazenda Canuanã, dos irmãos Pazzanese, rica família de São Paulo, cuja sede havia sido instalada no sítio da antiga aldeia Kanoanõ, dos Javaé. Os Pazzanese destruíram um antigo cemitério javaé com seus tratores e se beneficiaram de recursos da SUDAM nos governos militares. No início dos anos 70, a fazenda iniciou uma parceria econômica com o grupo Bradesco, que decidiu instalar a primeira unidade rural da Fundação Bradesco ao lado da sede da fazenda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A presença dos Avá-Canoeiro incomodava enormemente aos fazendeiros do médio Araguaia e do alto Tocantins em razão dos abates de animais domésticos, como bois e cavalos, hábito adquirido no século 18. Na segunda metade dos anos 60, novos massacres notórios dos Avá-Canoeiro do alto Tocantins, como o da Mata do Café, no Município de Uruaçu, e reclamações de fazendeiros locais sobre o abate de bovinos e equinos, levaram a 7ª. Delegacia Regional da FUNAI, o novo órgão indigenista, a instalar um Frente de Atração em 1971, no Município de Cavalcante, no alto Tocantins, que previa longas peregrinações por amplas áreas até atingir o Rio Javaés, na bacia do Araguaia. Há vários anos os fazendeiros do vale do Rio Javaés solicitavam sem sucesso à FUNAI que tomasse alguma providência em relação aos “Cara Preta”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right&lt;br /&gt;
|Foto: Acampamento dos Avá-Canoeiro do Araguaia abandonado antes do contato em 1973. Apoena Meireles &amp;amp; Denise Meireles, 1973&lt;br /&gt;
|https://galeria.socioambiental.org/filestore/5/3/1/0/5_d71fb9d2021b70e/53105scr_41473b95a18c90b.jpg}}Diante dos vestígios da existência dos Avá-Canoeiro na região do Rio Formoso do Araguaia, principal afluente do Rio Javaés, veiculados pela grande imprensa, a FUNAI autorizou o desdobramento da Frente de Atração em duas no primeiro semestre de 1972: uma no Tocantins e outra no Araguaia, com atuação simultânea e com o mesmo chefe, o sertanista Israel Praxedes Batista. Como a lenta tática de oferecimento de brindes aos índios do Araguaia não obteve resultados, Praxedes foi substituído do comando da Frente de Atração no fim de 1973 pelo sertanista José Apoena Soares de Meireles, que em um mês decidiu realizar uma aproximação forçada, de supetão. O trabalho do jovem e famoso Apoena dentro da Fazenda Canoanã teve grande destaque e foi acompanhado pela imprensa nacional. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A equipe da FUNAI, acompanhada de quatro índios [[Povo:Xavante|Xavante]], que encontraram o local do acampamento dos 11 Avá-canoeiro no Rio Caracol, precipitou-se e entrou atirando e soltando fogos de artifício. Uma criança foi baleada, falecendo dias depois, fato omitido dos boletins oficiais da época. Depois dos tiros e dos fogos de artifício, parte do grupo conseguiu fugir, enquanto outra parte permaneceu no lugar a contragosto, seguindo a liderança de ''Tutawa'', que decidiu se entregar, não porque confiou nos sertanistas, conforme o boletim oficial inverossímil produzido em 1973, que descreveu uma improvável “confraternização” entre índios e indigenistas, mas porque foi solidário com sua esposa e seu filho pequeno, os mais frágeis do grupo, que haviam sido capturados à força.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os seis índios capturados, dois homens, uma mulher e três crianças, foram amarrados sob a mira das armas de fogo dos Xavante – que manifestaram a intenção de matar os Avá-Canoeiro, pois um Xavante havia sido ferido com uma flecha, conforme seria reconhecido pelo próprio Apoena em suas memórias tardias  – e levados para o Capão de Areia, onde a FUNAI montou seu acamamento, e depois para a sede da Fazenda Canuanã, com a certeza de que seriam mortos. As quatro pessoas que fugiram dessa primeira investida da equipe da FUNAI foram contatadas seis meses depois, em 1974,  com a ajuda de um dos caçadores de índios da Fazenda Canuanã, que foi integrado à equipe da FUNAI, e do próprio ''Tutawa'', que foi induzido a acreditar, equivocadamente, que ele e sua família poderiam viver em paz em seu território se colaborassem com os sertanistas. No primeiro mês após a rendição final, os Avá-Canoeiro recém-contatados estavam em choque intenso e em estado de saúde deplorável, conforme os relatórios médicos da época. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
{{#miniatura: left&lt;br /&gt;
|Foto: Os Avá-Canoeiro do Araguaia recém-contatados. Fazenda Canuanã. Klaus Gunther, 1973&lt;br /&gt;
|https://galeria.socioambiental.org/filestore/5/3/1/0/6_e32d6441bb305b0/53106scr_e972171982c523a.jpg}}&lt;br /&gt;
Tanto os Javaé quanto os moradores regionais lembram-se muito bem do cercado em que os Avá foram colocados e expostos à visitação pública na fazenda, durante semanas, atraindo a curiosidade dos que vinham de longe para ver os “índios pelados”. Os agentes públicos que haviam caçado, capturado, amarrado e aprisionado os índios em uma espécie de jaula a céu aberto foram associados pelos espectadores presentes a domadores de animais. Em uma reportagem d’O Globo de 7.12.73, se diz que “quando se espalhou a notícia de que os ‘Cara Preta’ (...) haviam sido ‘domados’, veio gente de toda redondeza, a cavalo e à pé”. Algumas das fotos mais impactantes do contato foram tiradas pelo alemão Klaus Gunther nos primeiros dias de dezembro de 1973, que viajava de moto pela América Latina e por coincidência passava pela Ilha do Bananal. Suas fotos angustiantes nos revelam um pouco da situação de opressão a que os Avá foram submetidos na Fazenda Canuanã enquanto eram observados por curiosos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E tanto os Javaé, que somavam cerca de 400 pessoas na época, quanto os Avá lembram-se com nitidez do período em que foram forçados a conviver na Mata Azul em um acampamento montado pela FUNAI. Os Avá foram supervisionados pelos Javaé da Guarda Rural Indígena, a GRIN, que foi treinada em um quartel da Polícia Militar de Belo Horizonte nos anos 60/70, em plena ditadura militar, sob uma ideologia de violência e tortura (Freitas, 2011). Os Javaé foram levados pelos sertanistas a servir de “amansadores” dos índios capturados, estabelecendo dali em diante uma relação de dominação. A FUNAI desconsiderou que os Javaé e os Avá-Canoeiro tinham uma relação de inimizade histórica, de modo que os últimos têm uma memória traumática tanto do episódio da captura como do acampamento vigiado pela GRIN, onde sofrerem abusos físicos e psicológicos diversos, relatados em parte à Comissão de Anistia (2011).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os fatos relacionados à Frente de Atração causaram uma ruptura definitiva na vida dos Avá-Canoeiro do Araguaia, que dividem a história entre o antes e o depois da captura. Em 1976, a FUNAI determinou a transferência sumária dos sobreviventes para o Posto Indígena Canoanã, dos Javaé, sem consultar nenhum dos dois grupos. Pouco tempo depois, o grupo estava reduzido a 5 pessoas apenas, principalmente em razão de doenças para as quais não tinham imunidade. Entre os doentes, uma irmã e a segunda esposa de ''Tutawa'', que morreram deprimidas, recusando-se a tomar medicamentos na aldeia. &lt;br /&gt;
{{#miniatura: left |Foto: Agàek, filho de Tutawa. Aldeia Boto Velho. Patrícia de Mendonça Rodrigues, 2009. |https://galeria.socioambiental.org/filestore/5/3/1/1/0_652d820d2bbca05/53110scr_37d3882465f5358.jpg}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aos 5 que restaram, ''Tutawa'', seus três filhos ainda muito jovens e sua irmã mais velha, Takira (“Tatia”), que perdeu os três filhos e o marido, coube carregar o pesado fardo de encarnar a alteridade em dois níveis diferentes: no universo local javaé, onde foram subalternizados como derrotados e como um tipo de humanidade inferior, sendo assimilados a uma tradicional categoria social de cativos de guerra, sofrendo uma série de privações físicas e marginalização social, embora tenha sido uma derrota imposta pelo Estado ; e no universo colonial mais amplo, em que uma ideologia e uma prática racistas se travestiram de um discurso naturalizante sobre os selvagens ou os mestiços aculturados. Para um povo que cultivou o espírito de resistência e autonomia como poucos, preferindo a morte à prisão durante séculos de colonização, a captura e o cativeiro final foram sem dúvida uma experiência devastadora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O resultado prático da “atração” foi que os Avá-Canoeiro perderam definitivamente a sua mínima autonomia e as terras que ocupavam, de interesse também dos Javaé, para grandes propriedades rurais. Desde então, toda a margem direita do Rio Javaés ficou livre para a agropecuária e para a negociação imobiliária e os Avá-Canoeiro vivem até hoje dispersos em aldeias javaé e karajá em situação de grave marginalização socioeconômica, cultural e política. Os sobreviventes de um povo de exímios caçadores solicitavam comida nas casas de funcionários da FUNAI na década de 80. Nos anos 90, a Fundação Bradesco/Fazenda Canuanã ofereceu a eles pão e leite diário, em troca de cessarem o abate de gado ocasional, além de autorização para coletar as cabeças de bois e porcos que eram destinadas ao lixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após o golpe de 1964, como mostra o jornalista Rubens Valente (Valente, 2017) em seu livro sobre a ditadura militar e os povos indígenas, e o próprio Relatório da Comissão Nacional da Verdade (2014), os militares deram continuidade ao antigo plano de “ocupação” da Amazônia legal, criando a SUDAM e sua política de isenções fiscais para grandes projetos de colonização. Um verdadeiro genocídio foi posto em marcha pelo Estado brasileiro e violências variadas foram cometidas e mantidas ocultas em documentos oficiais secretos nesse processo de conquista do território mediado por ações denominadas de “pacificação”, em que os povos indígenas eram percebidos e tratados como entraves ao progresso nacional. Na época, a política indigenista patrocinava transferências e a sedentarização dos grupos em sua busca pela “integração” dos povos indígenas à nação. A Fazenda Canuanã, na margem direita do Araguaia, de onde foram transferidos os Avá-Canoeiro, e a Fazenda Suiá-Missú, na margem esquerda, de onde foram transferidos os Xavante de Marãiwatsédé, foram duas das grandes fazendas do médio Araguaia que se beneficiaram dos recursos da SUDAM e da política de transferência forçada dos povos indígenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#miniatura: right |Foto: Mario Chimanovitch, 1973|http://img.socioambiental.org/d/209758-1/ava_canoeiro_3.jpg}}No alto Tocantins, a Frente de Atração continuou ativada com outros coordenadores até o ano de 2000, mesmo depois que duas mulheres adultas e um casal de crianças buscaram o contato por conta própria em 1983. Sobreviventes do massacre da Mata do Café, as duas mulheres foram esposas de um homem que morreu atacado por uma onça; uma delas era mãe da menina contatada, mas seu outro bebê foi morto por regionais; a outra mulher, que foi perseguida por cães e ainda carrega fragmentos de balas em seu corpo, teve um bebê que não sobreviveu ao parto; o menino contatado viu seus pais serem mortos por brancos, em momentos diferentes, seu pai com um tiro na cabeça, na Mata do Café, e sua mãe perseguida por cães e estuprada até a morte. Esses quatro sobreviventes viveram os últimos anos antes do contato morando em grutas e se alimentando precariamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Xamanismo e cosmologia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O processo histórico de genocídio, violência e fragmentação dos Avá-Canoeiro constituiu um grande obstáculo à pesquisa etnográfica e histórica do grupo, tanto em função da redução populacional quanto em função dos traumas gerados com o contato e a compreensível resistência dos ''Ãwa'' em dialogar com pesquisadores sobre o meu mundo particular no presente e no passado. Entre os Avá-Canoeiro do Araguaia, a perspectiva recente de regularização fundiária de uma terra própria permitiu o acesso de pesquisadores a informações importantes, principalmente quanto ao processo histórico do contato, não havendo até o momento estudos aprofundados sobre características da organização social ''ãwa''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo assim, foi possível constatar que certas características tradicionais e recorrentes de povos tupi estão presentes entre os Avá-Canoeiro, de modo que a resiliência pós-contato desse povo é algo que impressiona mais do que o processo de genocídio e perda da autonomia. Resiliência talvez seja o conceito mais apropriado para compreender a sua organização social, enquanto uma estrutura eminentemente histórica de mediação entre a tradição herdada e a situação de dominação. Os Avá-Canoeiro têm demonstrado ter mecanismos próprios – mesmo em uma situação-limite – para atuar sobre uma conjuntura desfavorável a partir de estruturas sociais e cosmológicas ancestrais e dinâmicas. Nessa perspectiva, torna-se obsoleta a descrição que pesquisadores e indigenistas fizeram do grupo do Araguaia, em especial, durante décadas, como um grupo “aculturado” ou “mestiço”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seu livro clássico sobre os [[Povo:Araweté|Araweté]], onde faz uma revisão minuciosa da bibliografia sobre os povos de língua tupi-guarani, apontando traços gerais desses povos, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro (Viveiros de Castro, 1986) conclui que a resistência à mudança social imposta pela sociedade brasileira se deu principalmente pela “vida religiosa”, associada ao xamanismo e a um elaborado discurso mítico e cosmológico. Desse modo, a “organização social” é indissociável da cosmologia e da mitologia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas características persistem entre os ''Ãwa'', que foram guiados pelo pajé ''''Tutawa'''' durante décadas antes e depois do contato. Em várias ocasiões, os jovens das novas gerações demonstraram ter convicção sobre as explicações que ''''Tutawa'''' forneceu sobre a constituição do cosmos, a origem das doenças, a causa das mortes, a vida após a morte e a origem espiritual dos animais, entre outros temas elaborados pela cosmologia nativa. O pai de ''Tutawa'', chamado ''Wapoxire'', de quem o atual Cacique Davi ''Wapoxire'' herdou o nome, era também um ''ipaje'' (pajé, xamã) poderoso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os ''Ãwa'' atuais acreditam que as curas não são realizadas com plantas medicinais, mas com a ajuda de espíritos auxiliares. Segundo a cosmologia nativa, ''Kagaiwa'' é o principal espírito auxiliar do xamã, que canta durante a sessão de cura, e também “está” na tinta escura do jenipapo, que ajuda na cura das doenças. Wapoxire era um pajé forte porque tinha muitos ''Kagaiwa'' como auxiliares. ''Kagaiwa'' mora no Céu (''Iwãtxinã'') e tem um poder extraordinário. Ele é humano em sua essência, mas também assume a forma da chuva e dos trovões. Os raios fracos que caem e limpam uma árvore sem derrubá-la, apenas secando-a, são ''Kagaiwa'', enquanto os raios e relâmpagos fortes que racham a madeira são ''Bãipuata''. Quando ''Kagaiwa'' tem raiva de alguém, ele entra no corpo do xamã e mata a pessoa com feitiço. O “espírito do morto” (inhanga) torna-se uma espécie de serviçal ou ajudante de ''Kagaiwa'' e passa a andar junto do xamã, embora seja invisível. Em suas viagens como xamã, ''Wapoxire'' entrava na casa invisível dos porcos selvagens junto com ''Waiakõ'', outro xamã poderoso, que o acompanhou após a travessia do Araguaia. Os dois, juntos, tinham muitos espíritos auxiliares e, por isso, os porcos não faziam nada com eles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O xamã “sonha” com os inhanga, que às vezes aparecem para os que estão vivos, assustando-os, a mando do xamã. Ao contrário dos mortos que vão para o Céu, os inhanga ficam aqui mesmo, acompanhando os xamãs. Os ''õema'' também são “espíritos dos mortos”, mas são diferentes dos inhanga, pois se referem às pessoas que continuam a andar na terra onde viveram depois da sua morte, sendo vistos, às vezes, pelos vivos. Os brancos que perseguiam os Avá-Canoeiro eram, na verdade, os inhanga (“espírito do morto”) enviados por ''Kagaiwa'', montados em cavalos. Os Avá viam os cavalos, mas eram os inhanga que estavam em cima deles, a mando de ''Kagaiwa''. Os ''Ãwa'' não sabiam o que era e corriam com medo, apavorados.  &lt;br /&gt;
{{#miniatura: right&lt;br /&gt;
|Foto: O pajé Tutawa pintado e cantando. Filme Taego Ãwa, aldeia Boto Velho, Vinícius Berger, 2015&lt;br /&gt;
|https://galeria.socioambiental.org/filestore/5/3/1/2/5_5c2a107511dfe9a/53125scr_c088afa3c69d5a4.jpg}}&lt;br /&gt;
''''Tutawa'''' também era pajé, embora não atuasse publicamente e não fosse tão poderoso como o seu pai. Segundo seu neto ''Wapoxire'', ele enxergava a dimensão invisível quando estava sozinho, já tendo visto muitos dos antepassados que morreram. Nesse plano invisível, ele já viajou montado em cavalos, no meio dos brancos, pois ele era ''eimawa'' (“dono espiritual”) dos brancos (''Bàirà'') e dos cavalos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao que parece, o xamanismo avá-canoeiro partilha do mesmo processo comum na Amazônia, e também entre os Javaé, de domesticação/controle do poder de entidades externas pelos xamãs. Após a morte, o “inimigo” tornar-se um espírito auxiliar do xamã.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“A terra é importante, porque os mortos ressuscitam”. Uma forma de ligação intensa com a terra tradicional, por meio de padrões culturais que ainda se mantêm, é a visão xamânica dos mortos. Para os ''Ãwa'', o “espírito” (''õema'') de uma pessoa sai de seu corpo depois da morte, mas posteriormente ele retorna e fica andando no lugar onde vivia, em um tipo de ressuscitação.  Segundo ''''Tutawa'''', sua mãe e muitos dos outros que morreram “voltaram” a viver de modo invisível, os quais foram vistos por ele durante suas visões xamãnicas. Às vezes os vaqueiros dizem que veem os Avá-Canoeiro andando na mata, mas muitos deles seriam esses ''õema'' que voltaram e que andam na terra onde viviam. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ligação sagrada com a terra continua existindo mesmo depois do genocídio e da transferência compulsória para uma terra alheia, seja por parte dos vivos, que entram em contato com seus parentes mortos nesses lugares habitados tradicionalmente, seja por parte dos mortos, que perpetuam seu apego à terra e aos parentes retornando a esses lugares. Segundo Davi ''Wapoxire'', baseado nas explicações de seu avô, quando ainda era vivo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
“(...) A terra faz ressuscitar os que morreram. Eles continuam vivendo na mata. ''''Tutawa'''' já viu muitos desses que morreram. Mas os mortos têm muito medo agora, mais medo ainda do que antes, por causa da perseguição que eles viveram. Por causa disso, eles fogem do próprio ''Tutawa'' com medo. O ''''Tutawa'''' tem vontade de pegar o espírito do ‘''Puchikau''’ e trazê-lo de novo para morar com ele. ''Õema'' é o espírito que ressuscitou. ''''Tutawa'''' sonhou com três parentes mortos e que ele os tinha trazido para a casa da Sieli. Os espíritos ficam andando naqueles lugares onde eles viveram antes. Os ''õema'' não ficam só no lugar onde foram enterrados, eles andam em todos os lugares onde viviam.”&lt;br /&gt;
&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br