Rikbaktsá
- Autodenominação
- Onde estão Quantos são
- Família linguística
Os Rikbaktsa, conhecidos como "Orelhas de Pau" ou "Canoeiros", tidos como guerreiros ferozes na década de 1960, enfrentaram um processo de depopulação que resultou na morte de 75% de seu povo. Recuperados, ainda hoje impõem respeito à população regional por sua persistência na defesa de seus direitos, território e modo de vida
Nome
Sua autodenominação - Rikbaktsa - significa "os seres humanos". Rik é pessoa, ser humano; bak é um reforço de sentido e tsa é o sufixo para a forma plural. Regionalmente são chamados de Canoeiros, por referência à sua habilidade no uso de canoas ou, mais raramente, de "Orelhas de Pau", pelo uso de enormes botoques feitos de caixeta, introduzidos nos lóbulos alargados das orelhas.
Língua
Seu idioma é considerado por pesquisadores do Instituto Lingüístico de Verão como uma língua não classificada em família, incluída no tronco lingüístico Macro-Jê.
Um dos aspectos interessantes da língua Rikbaktsa é o fato, comum a várias outras línguas indígenas, de haver uma diferença entre a fala masculina e a feminina, de modo que a terminação de muitas palavras indica o sexo do falante. O conhecimento e a maestria no uso da linguagem é reconhecidamente mais desenvolvido nos velhos, cujas conversas costumam ser acompanhadas com interesse pelos que querem refinar seu conhecimento da língua.
Atualmente os Rikbaktsa são bilíngües, tendo aprendido e incorporado o português. As novas gerações falam mais regularmente e melhor o português, aprendendo e utilizando a língua Rikbaktsa à medida em que crescem e ocupam um espaço no mundo adulto. Os mais velhos, por outro lado, utilizam o português com mais dificuldade e apenas no contato com os "brancos".
Saiba mais
Localização e histórico do contato
Os Rikbaktsa vivem na bacia do rio Juruena, no noroeste do Mato Grosso, em duas Terras Indígenas contíguas - a TI Erikpatsa e a TI Japuíra e em uma terceira, a TI do Escondido, mais ao norte, na margem esquerda do rio Juruena.
Seu território tradicional situava-se entre os paralelos 9° e 12° latitude sul e os meridianos 57° e 59° longitude oeste, espraiando-se pela bacia do rio Juruena, desde a barra do rio Papagaio, ao sul, até quase o Salto Augusto no alto Tapajós, ao norte; a oeste expandia-se em direção ao rio Aripuanã e a leste até o rio Arinos, na altura do rio dos Peixes.
Embora isolada, a região há havia sido atravessada por expedições científicas, comerciais e estratégicas desde o século XVII. Entretanto, pouco se conhecia das matas ocupadas pelos Rikbaktsa já que, naqueles trechos do rio Juruena e Arinos, as expedições mantinham-se sempre no leito do rio ou na sua proximidade, pouco se aventurando no interior da mata. Deste modo, até a penetração dos seringueiros no final da década de 1940, nenhuma menção havia sobre os Rikbaktsa. A ausência de referências históricas anteriores e de estudos arqueológicos não permite determinar a antiguidade de sua ocupação. Entretanto, a memória tribal, as referências geográficas expressas em mitos e o extenso e detalhado conhecimento da fauna e flora que demonstram ter sobre o território e seus arredores fazem supor uma permanência bastante antiga.
Eram bem conhecidos pelos grupos indígenas vizinhos com os quais, quase sem exceção, mantiveram relações hostis. Famosos por seu ethos guerreiro lutaram com os Cinta-Larga e Suruí a oeste, na bacia do rio Aripuanã; com os Kayabi a leste e com os Tapayuna a sudeste, no rio Arinos; com os Irantxe, Paresí, Nambikwara e Enawenê-Nawê ao sul, no rio Papagaio e nas cabeceiras do rio Juruena; com os Munduruku e Apiaká ao norte, no baixo rio Tapajós. Opuseram resistência armada aos seringueiros até 1962.
A partir da "pacificação" dos Rikbaktsa, financiada pelos seringalistas e realizada pelos jesuítas entre 1957 e 1962, seu território tradicional passou a ser ocupado por diversas frentes pioneiras, de extração de borracha, madeireiras, mineradoras e agropecuárias. Durante e logo após a pacificação, epidemias de gripe, sarampo e varíola dizimaram 75% de uma população calculada em cerca de 1.300 pessoas. Perderam a maior parte de suas terras e a maior parte das crianças pequenas foram retiradas das aldeias e educadas no Internato Jesuítico de Utiariti, situado no rio Papagaio, a quase 200 km de sua área, junto com crianças de outros grupos indígenas também contatados pelos missionários. Os adultos remanescentes foram sendo gradativamente transferidos de suas aldeias originais para aldeias maiores e mais centralizadas sob a direção catequizadora dos jesuítas. Em 1968 tiveram demarcada cerca de 10% de seu território original - a Terra Indígena Erikpatsa - as crianças foram sendo levadas de volta para as aldeias e a atuação missionária nele se centralizou.
Na década de 70, a atuação missionária se modificou, atenuando seu autoritarismo, reconhecendo o direito dos povos indígenas à sua própria cultura e abrindo mais espaço, sempre reivindicado pelos Rikbaktsa, a uma maior autonomia. Desde o final dos anos 70 passam a lutar pela recuperação de parte de suas terras. Em 1985, conseguiram retomar a região conhecida por Japuíra. Continuaram a luta pela região do Escondido, demarcada pelo Estado brasileiro só em 1998, estando, entretanto, ainda invadida por garimpeiros, madeireiras e empresa de colonização.
População
Sua população em 1998 era de cerca de 909 indivíduos. Uma estimativa com base no tamanho e número das aldeias encontradas nas expedições jesuíticas destinadas a "pacificá-los" indica uma população de cerca de 1.300 pessoas no final da década de 50 do século XX. As doenças derivadas dos primeiros contatos reduziram enormemente esta cifra.
Sofreram uma perda de cerca de 75% da população da época do contato até 1969, recuperando-se em parte da década de 70 em diante. A intermediação protecionista da Missão Anchieta (MIA), apesar de produzir intensa pressão aculturativa e desarticuladora sobre o povo Rikbaktsa, foi o que ao mesmo tempo propiciou as condições mínimas para que se recuperassem fisicamente após a mortandade pós-contato. Em 1985, segundo levantamento da Missão Jesuítica, já havia uma população de 511 pessoas, sendo 153 nascidas antes do contato e 357 nascidas depois. Assim que as epidemias foram contidas e a produção alimentar regularizada, voltaram a crescer em ritmo acelerado, se comparado com as taxas nacionais, como demonstra a tabela a seguir.
| Ano | População | % | Fonte |
| 1957 | 1300 | ----- | personal est. |
| 1969 | 300 | - 77% | MIA/SIL |
| 1979 | 380 | +26% | MIA/HAHN |
| 1984 | 466 | +22.6% | MIA |
| 1985 | 511 | +9.65% | MIA |
| 1986 | 514 | +0.58% | MIA |
| 1987 | 520 | +1.16% | MIA |
| 1989 | 573 | +10.19% | MIA |
| 1993 | 700 | +22.16% | MIA |
| 1995 | 905 | +29.29% | MIA/ASIRIK |
| 1997 | 950 | +4.97% | MIA/ASIRIK |
| 1998 | 1025 | +7.89% | ASIRIK |
A queda no crescimento nos anos 1985-87 parece corresponder tanto a um aumento da mortalidade quanto à diminuição de nascimentos. Isso se deve em parte ao conturbado período de luta pelo reconhecimento do Japuíra como área indígena, no qual a queda da produção alimentar, aumento da debilidade física e inadequação do atendimento à saúde parecem ter sido os responsáveis pela debilitação do povo.
De 1987 em diante, quando já tinham a posse oficial do Japuíra, acesso a mais recursos e uma perspectiva mais otimista de vida, e no qual a MIA e a Funai preocuparam-se mais concretamente com o atendimento à saúde na área, a população Rikbaktsa voltou a acentuar sua taxa média anual de crescimento.
A tuberculose e outras doenças pulmonares e as mortes por malária ainda ocorrem com certa freqüência, mas parecem estar mais controladas, permitindo uma expectativa de manutenção desses índices de crescimento populacional.
Atividades econômicas
A natureza se apresenta como o grande manancial, onde os Rikbaktsa estão imersos. O conhecimento milenarmente adquirido e oralmente transmitido sobre as espécies vegetais e animais, suas interrelações e ciclos de reprodução, aliado a técnicas adequadas de aproveitamento sempre garantiram sua reprodução biológica e social. A socialização desses conhecimentos e técnicas e o livre acesso de todos os indivíduos aos recursos do território do grupo ao qual pertencem, garantem alto índice de igualitarismo interno. Não é preciso acumular excedentes, já que estes se encontram "estocados" na mata e todos sabem retirá-los no momento em que necessitam.
A divisão do trabalho é basicamente entre homens e mulheres, aproveitando e reforçando os laços de interdependência pré-existentes ao nível da reprodução biológica.
A autonomia econômica e política dos grupos domésticos, constituídos como unidades de produção e consumo, é contrabalançada pelas relações do sistema de parentesco (socialmente criadas) e de ordem ritual. Esse sistema de relações de reciprocidade os articula na comunidade mais ampla, o povo Rikbaktsa. A quebra de reciprocidade, que por vezes ocorre, é causadora de atritos e diferencia os laços existentes entre os diversos sub-grupos Rikbaktsa.
Na perspectiva Rikbaktsa eles são muito mais caçadores e coletores do que agricultores, embora a agricultura, e as festas rituais a ela associadas, tenham um papel central no ritmo e organização da vida social.
A economia Rikbaktsa caracteriza-se pela alternância de atividades diferenciadas ao longo do ano, concentrando-se sazonalmente ora numa ora noutra atividade. A unidade de produção e consumo cotidiano é a família extensa, ou seja, dos habitantes de cada casa. Somente no decorrer dos rituais que acompanham a atividade agrícola (derrubada de roça nova e colheita do milho novo) e em poucas outras ocasiões é que ocorre uma cooperação mais ampliada.
Fazem roças de coivara, de forma arredondada, de meio a dois hectares cada, com várias espécies consorciadas de acordo com sua compatibilidade, expressas muitas vezes na linguagem de parentesco. A cada dois ou três anos abrem novas roças, abandonando a anterior ao trabalho de reconstituição espontânea da floresta. Às vezes, além dos roçados perto da aldeia, possuem outros mais ou menos distantes que, juntamente com as roças abandonadas, constituem reservas alimentares, de onde colhem esporadicamente os tubérculos e bananas que continuam a produzir por vários anos.
Plantam milho "mole" de dois tipos (um deles preto), batata-doce, cará, mandioca "mansa", inhame, arroz, feijão, fava, algodão, urucu, bananas de diversos tipos, cana-de-açúcar, amendoim e abóbora. Plantam também abacaxi, cítricos (limão, laranja, tangerina), manga e outras frutas, embora de forma mais irregular. Dizem que antigamente plantavam tabaco para fins medicinais.
As roças são do grupo doméstico, constituído pelo "dono da maloca", sua esposa, filhos solteiros, filhas solteiras e casadas, genros e netos. O homem casado e com vários filhos que se separa da maloca do sogro construindo casa própria faz também nova roça para sua família. Entretanto, em quase todos os aldeamentos, chefes de família mais empreendedores e influentes podem fazer sua derrubada com o auxílio de parentes e moradores da mesma aldeia e de outras aldeias ao redor, sediando e organizando ao mesmo tempo a realização de um ciclo ritual de festas que acompanha as atividades agrícolas anuais.
As derrubadas novas são feitas de maio a junho, quando se firma a estação seca. Nas capoeiras, isso ocorre de julho até a metade de agosto. Queimam e fazem a coivara em agosto/setembro e plantam depois da primeira chuva, no começo de outubro.
Grande parte do alimento consumido diariamente é conseguido através da caça, da pesca e da coleta, praticamente ininterruptas durante o ano todo. Mas a caça é a atividade por excelência dos homens. O papel social do caçador/guerreiro parece ser o ponto de referência central do conjunto de valores constitutivos da identidade masculina, a figura "arquetípica" do provedor de alimentos e defensor da comunidade.
Os Rikbaktsa comem quase todos os animais, com poucas exceções, como o jacaré, o tamanduá-bandeira, cobras, onças e "macaco da noite", de pêlo quase branco. Apreciam a carne de todos os tipos de macaco (com a exceção indicada), que é a caça mais freqüente. O porco do mato e o caititu são também bastante valorizados, assim como a cotia, a paca, o veado (vermelho e cinzento), o quati (que às vezes criam), a anta, vários tipos de tatu (do tatu canastra fazem pulseiras da cartilagem do rabo, usadas pelas meninas e mulheres), ariranha, irara etc. Caçam aves em quantidade e diversidade, valorizando-as pela carne e pelas penas: araras (de três tipos), ararinhas, papagaios, gavião (vários tipos), japuíra, mutum, mutum-carijó, tucano, tucaninho, garça, pato, marreco, biguá, jacamim, jacu, jacutinga, macuco, macuquinho, pomba, coruja, passarinhos de todo tipo.
Comem também todo tipo de peixe, ovas de tucunaré depositadas em galhos submersos, tracajás, ovos de tracajá ou de cágado que descobrem em grande quantidade enterrados para chocar nas praias que se formam na seca. As crianças desde os três anos de idade costumam brincar no porto da aldeia, matando peixinhos com seus pequenos arcos e flechas de três pontas. Capturam com a mão peixinhos recém nascidos na vegetação submersa da margem, comendo-os muitas vezes crus, quando são bem pequenos. Entretanto, apesar de variada e praticada o ano todo a pesca nem sempre é farta. Na época da chuva ela se torna mais rara e menos freqüente, sendo mais praticada e com melhores resultados na seca.
Na estação chuvosa, os rios inundam a floresta às vezes por uma grande extensão, já que a região é plana, com suaves ondulações no seu interior. Formam-se inúmeras lagoas e os peixes, que desovaram no final da estação seca, espalham-se pela mata, mais rica em alimentação, para crescer e engordar. Sua dispersão torna a pesca mais difícil, mas ainda assim é praticada, principalmente à flecha.
De modo geral, as pessoas estão sempre atentas ao que a natureza oferece, orientando sua alimentação, suas atividades, seus rituais, em conexão com os ritmos entrelaçados de crescimento, alternância e maturação das formas de vida animal e vegetal, recursos naturais que aproveitam intensamente na época apropriada. A coleta é atividade diária, praticada pelos homens, mulheres e crianças nas saídas freqüentes ao redor da aldeia; tiram embira para fazer corda, buscam lenha, palha, madeiras para fins diversos, plantas medicinais etc.
Além da extensa variedade de frutas silvestres, o alimento coletado que guarda maior importância na dieta Rikbaktsa é ainda hoje a castanha. De alto valor nutritivo, ela é extensamente consumida; inteira, ralada e cozida como mingau, como componente de massa de beiju, pão ou bolo e ainda para fazer óleo de fritura.
Muito consumido também é o mel de vários tipos de abelhas, usado como adoçante, misturado à água ou nos diversos tipos de chicha. Chicha é o nome genérico dado aos vários tipos de "sopas", "vitaminas" ou "sucos" que os povos indígenas costumam fazer. Os Rikbaktsa costumam fazer chicha de bananas, milho fofo, batata-doce, cará, milho com banana, patauá, inajá, buriti, buritirana, assari, seriva (pupunha), bacuri, bamy, aboho, bamy com milho e uma infinidade de outras menos freqüentes. Não há nenhuma bebida ou chicha fermentada entre eles ou, quando há, é de fermentação recente por ter sido preparada a dois ou três dias no máximo, sem teor alcoólico detectável. São gostosas, bastante nutritivas e, no clima quente local, uma boa prevenção contra a desidratação, sendo tomada por todos, homens, mulheres e crianças, com grande freqüência.
Preferem o mel ao açúcar, que atualmente também é usado em larga escala; tanto o mascavo que produzem em pequena quantidade, quanto o refinado comprado no comércio regional. O mel de jati, fino, claro e de sabor delicado é tido como o melhor para crianças, com qualidades medicinais contra tosse.
Os Rikbaktsa costumam criar vários tipos de aves, tendo-as como um estoque vivo de penas para seu enfeites, do qual lançam mão sempre que necessitam. Criam araras, ararinhas, pequenos periquitos, mutum, jacutinga, jacu etc. A mais comum é a arara (amarela, vermelha ou cabeçuda). É comum encontrar araras perambulando pelo chão ao redor das casas, dentro delas ou nas árvores próximas. Os Rikbaktsa mostram grande afeição por elas, sempre as nutrem com castanha, milho e outros alimentos, o que não impede que, de tempos em tempos, debaixo de grande alarido da arara, que deve ser bem segura pelos pés e cabeça, arranquem-lhe quase todas as penas. Em uma semana as penas começam a crescer de novo e ficam de cores cada vez mais fortes, mais "maduras" como dizem os índios. Muitos criam também galinhas, pelos ovos e carne mas também pelas longas penas do rabo de galo, incorporada aos enfeites plumários tradicionais, com um belo efeito estético. Por fim, há cães em quase todas as malocas, valiosos auxiliares na caça.
Por outro lado, incorporaram inúmeras mercadorias e utensílios produzidos pela sociedade envolvente, com a qual mantém relações comerciais, obtendo renda monetária nos últimos anos principalmente com a produção e comercialização da borracha, da castanha e do artesanato (sua arte plumária é das mais belas entre os grupos tribais brasileiros). Da produção agrícola e extrativa voltada para o mercado, realizada sob o comando dos jesuítas nas duas primeiras décadas de contato, passaram à auto- organização da produção e comercialização da borracha na década de 80, através de uma cooperativa interna, organizada em consonância com sua forma de vida social.
Nas últimas décadas o avanço do desmatamento em torno de suas terras tem prejudicado a reprodução dos animais da floresta e o crescimento da pesca comercial nos rios que limitam seu território tem prejudicado a reprodução dos peixes, afetando em parte tanto a caça como a pesca, aumentando sua dependência do mercado. Com a queda do preço da borracha, principalmente nos anos 90, apoiaram-se mais na produção e venda da arte plumária e, secundariamente, na venda esporádica de peixe, castanha e outros produtos para o pequeno comércio regional, como forma de obter alguma renda monetária.
Como alternativa econômica ao modelo de ocupação regional marcado pelo desmatamento extensivo, os Rikbaktsa desenvolvem desde 1998 um projeto de manejo sustentável não-madeireiro, centrado num primeiro momento na extração e envasamento de palmito para venda e, futuramente, também no beneficiamento e comercialização da castanha e outros produtos. É uma iniciativa pioneira, administrada pela Associação Indígena Rikbaktsa (ASIRIK, fundada em 1995), com assessoria técnica do Instituto de Estudos Ambientais (IPA) e do Instituto de Apoio ao Desenvolvimento Humano e do Meio Ambiente (TRÓPICOS), em parceria com a Fundação Nacional do &I